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neoliberalismo

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economia
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05/11/2014

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Neoliberalismo
Neoliberalismo é um termo que foi usado em duas épocas diferentes com doissignificados semelhantes, porém distintos:● na primeira metade doséculo XXsignificou a doutrina proposta poreconomistas franceses, alemãesenorte-americanosvoltada para a adaptação dos princípios doliberalismo clássico  às exigências de um Estado regulador e assistencialista;● a partir dadécada de 1970, passou a significar à doutrina econômica que
defende aabsoluta liberdade de mercadoe uma restrição à intervenção estatal sobre a economia
, sódevendo esta ocorrer em setores imprescindíveis e ainda assim num grau mínimo. É nessesegundo sentido que o termo é mais usado hoje em dia.
Origem do “Neoliberalismo”
Quando se afirma a existência de governos 'neoliberais', a utilização doprefixo'neo'não se refere a uma nova corrente doLiberalismo, mas à aplicação de alguns dos preceitosliberais consagrados e em certo contexto histórico (qual seja, o contemporâneo) diversodaquele no qual foram formulados (no do século XVII, na Inglaterra, através deJohn Locke).A denominação 'neoliberal' assemelha-se ao termo 'neoclássico'naHistória da Arte. As origens do que hoje se chama neoliberalismo nos remetem àEscola Austríaca, nosfinais doséculo XIX, com oPrêmio de Ciências Econômicas Friedrich Von Hayek, considerado o propositor da sua base filosófica e econômica, eLudwig Von Mises.Milton Friedmancriticou aspolíticas econômicasinauguradas porRooseveltcom o New Deal, que respaldaram, na década de 1930, a intervenção do Estado na Economia como objetivo de tentar reverter uma depressão e uma crise social que ficou conhecida como acrise de 1929. Essas políticas, adotadas quase simultaneamente por Roosevelt nos EstadosUnidos e porHjalmar Horace Greeley SchachtnaAlemanha nazistaforam, 3 anos mais tarde, defendidas porKeynesque lhe deu seu aracabouço teórico em sua obra clássicaGeneral theory of employment, interest and money (1936), cuja publicação marcou o iníciodokeynesianismo. Ao fenômeno de ressurgência dos princípios liberais do início do séculoXX, muitos chamam de neoliberalismo .Friedman, assim como vários outros economistas defensores dofundamentalismo delivre mercado, comoHayekeMises, argumentaram que a política doNew Deal, do PresidenteFranklin Delano Roosevelt, ao invés de recuperar a economia e o bem estar dasociedade, teria prolongado a depressão econômica e social. Principalmente, segundoFriedman, por ter redirecionado os recursos escassos da época para investimentos nãoviáveis economicamente, ou seja, que, segundoFriedman, os desperdiçavam, o que teriadiminuído, em conseqüencia, a eficiência, a produtividade e a riqueza da sociedade. Emresumo, segundoFriedman, os investimentos não estariam sendo mais realizados tomandocomo parâmetro principal a eficiência econômica, mas, ao contrário, a eficiência política; osrecursos destinavam-se aos setores mais influentes politicamente, que traziam maiorpopularidade ao governante, independentemente de seu valor produtivo para a sociedade,alegava ele.Friedmanera contra qualquer regulamentação que inibisse a ação das empresas,como, por exemplo, osalário mínimoque, segundo as teorias que defendia, além de nãoconseguir aumentar o valor real da renda, excluiria a mão-de-obra pouco qualificada domercado de trabalho. Opunha-se, consequentemente, aosalário mínimoe a qualquer tipo depiso salarial fixado pelas categorias sindicais ou outro órgão de interesse social, pois estespisos, conforme ele argumentava, distorceriam os custos de produção, e causariam oaumento do desemprego, baixando a produção e a riqueza e, consequentemente,aumentando a pobreza da sociedade. Friedman defendeu a teoria econômica que ficouconhecida como "monetarista" ou da "escola de Chicago"
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Neoliberalismo em prática
A instabilidade econômica começa a se manifestar no fim da década de 1960 eirrompe com força na década de 1970, causada por dois choques sucessivos nos preçosmundiais do petróleo - o que acabou por tornar evidente que seria impossível sustentar aconversibilidade do dólar em ouroe pelo endividamento excessivo a que se submeteram ospaíses subdesenvolvidos em seu afã de tentar superar a crise petrolífera. Taxas delucratividade continuamente decrescentes e um mercado de ações moribundo nos EstadosUnidos, associados a uma alta contínua da inflação nos países desenvolvidos( "estagflação" ) levou ao surgimento de um forte movimento, no sentido de reduzir o poderregulatório dos Estados nacionais na economia. A "mão invisível" mencionada porAdam Smithsubstituiria (com vantagem, segundo os neoliberais) os controles governamentais atéentão existentes e as restrições ao livre fluxo de mercadorias, criando assim uma economiaglobalmente liberalizada. A esse projeto econômico-político, que foi liderado pelos paísesdesenvolvidos, especialmente pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha, chamou-se deneoliberalismo globalizante.A mudança do sistema intervencionista"keynesiano"-"desenvolvimentista", que vigia anteriormente na maior parte do mundo capitalista, para esse "novo sistema" neoliberal nãoera inevitável; ao contrário, a globalização neoliberal foi um processo escolhido pelas elitespolítico-econômicas mundiais, especialmente as dosEstados UnidoseGrã-Bretanha, por estas acreditarem que esse processo melhor atenderia a seus interesses econômicos domomento turbulento que atravessam (Crotty 2002). Os defensores da globalizaçãoneoliberal usaram em seu discurso "globalista-liberalizante" a teoria econômica"neoclássica", que reza que, em não havendo intervenção econômica governamentalexcessiva, tanto as economias nacionais quanto a economia mundial operará de formaeficiente, conforme os modelos dos mercados "perfeitamente competitivos" constantes doslivros-texto escolares de economia.Os neoliberais, liderados por economistas adeptos dolaissez-fairee dofundamentalismo de livre mercado, comoMilton Friedman, denunciaram a inflação como sendo o resultado do aumento da oferta de moeda pelos bancos centrais. Responsabilizaramos impostos "elevados" e os tributos "excessivos", juntamente com a regulamentação dasatividades econômicas, como sendo os culpados pela queda da produção e do aumento dainflação.A solução que propunham para a crise seria a redução gradativa do poder do Estado,com a diminuição generalizada de tributos, aprivatizaçãodas empresas estatais e reduçãodo poder do Estado de fixar ou "autorizar" preços.Diminuindo ou neutralizando a força dos sindicatos, haveria novas perspectivas deemprego e investimento, o que (segundo ensinara Say), deveria atrair os capitalistas devolta ao mercado e reduzir o desemprego. Seguindo aLei de Say(em termos muitosimplificados: a oferta cria sua própria demanda), partiam da idéia de que a economiamundial voltaria a se equilibrar tão logo os governos deixassem de nela interferir.O primeiro governo democrático a se inspirar em tais princípios foi o deMargaretThatcherna Inglaterra, a partir de1980(no que foi precedida apenas porPinochete seus Chicago Boys, noChile, no início da década de 1970). Persuadindo oParlamento Britânicoda eficácia dos ideais neoliberais, fez aprovar leisque revogavam muitos privilégios até então concedidos aos sindicatos,privatizou empresas estatais, além de estabilizar a moeda.Tal foi o entusiasmo deThatcherpelo discurso do neoliberalismo então em voga queseu governo acabou por criar umatributação regressiva, também chamada dePoll taxou imposto comunitário.
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Críticas à doutrina neoliberal
O neoliberalismo pode ser visto como uma retomada, a partir dosanos 1970, doliberalismo clássicoque havia sido deixado de lado no mundo e outras formas deintervencionismo econômico. Muitos dos defensores de tal doutrina rejeitam o termoneoliberal, e preferem simplesmente o termo liberal, pois pretendem seguir oliberalismoclássico.Na visão neoliberal bastaria estancar odéficit público, e colocar a inflação sobcontrole, para que o capitalismo, esse animal adormecido, despertasse por sua própriaconta, e amão invisíveliniciasse um espetáculo de crescimento. Entretanto, na história daeconomia mundial, apenas dois países experimentaram este tipo de espetáculo: a InglaterradaRevolução Industriale, no século XX, os Estados Unidos. Todos os outros países domundo que se desenvolveram adotaram mecanismos derivados de composições earticulações entre classes capitalistas locais e internacionais, com a presença e intervençãodoEstado, como ocorreu casos japonês, alemão e coreano.Os opositores dos neoliberais questionam suas premissas, que consideram simplistas.Uma crítica posta é que os princípios liberais seriam válidos quando uma transação envolveduas (e só duas) partes - cada um decidindo o que é melhor para si - mas que não sesustentaria quando, em virtude de uma transação realizada entre duas partes, um terceiro,que dela não participou, é prejudicado (ou beneficiado). Esse fenomeno é chamado, emEconomia, de externalidade.
Movimentos antineoliberalismo
Na América Latina, a ascensão ao poder de políticos populares, rotulados por seusopositores de "populistas", tais como Néstor Kirchner (Argentina) e Evo Morales (Bolívia), emais recentemente, Michelle Bachelet, (Chile), a volta de Daniel Ortega (Nicarágua), avitória de Rafael Correa (Equador), a ampla vitória de Hugo Chávez (Venezuela), a reeleiçãodeLula(Brasil), com 60,83%% dos votos, e até mesmo a vitória dos Partido Democrata naCongresso dos EUA, que renovam o discurso nacional-desenvolvimentista de meados doséculo XX, agora readaptado para os dias atuais com a denominação de"novodesenvolvimentismo", é vista por alguns analistas como sendo indicativa de umesgotamento do "modelo neoliberal". O presidenteLula, em discurso proferido dia 6 dedezembro de 2007 em Belém, abordou esse tema dizendo: " (...) o que aconteceu naAmérica Latinaé um fenômeno político que possivelmente os sociólogos levarão um tempopara compreender, porque foi tão rápida a mudança". (...)"Há um mapa exatamanteantagônico ao mapa que existiu de 1980 a 1990 ou ao ano 2000.". SegundoLula, o povo"fez uma guinada completa, trocou o neoliberalismo pelo que tinha de mais avançado empolíticas sociais"
Governos neoliberais
OChilefoi o primeiro país do mundo a adotar o neoliberalismo. Asprivatizaçõesno Chile dePinochetforam anteriores às da Grã-Bretanha deThatcherEm 1973, quando o golpe militar derrubouAllende, o governo já assumiu com um plano econômico debaixo dobraço. Esse documento era conhecido como "El ladrillo" e fora elaborado, secretamente,pelos economistas opositores do governo da Unidade Popular poucos meses antes do golpede estado de 11 de setembro e estava nos gabinetes dos Generais golpistas vitoriosos, já nodia 12 de setembro de 1973.O General Augusto Pinochet se baseou em "El ladrillo" e na estreita colaboração deeconomistas chilenos, principalmente os graduados na Universidade de Chicago, oschamadosChicago Boys, para levar adiante sua reforma da economia.Os outros principais governos que adotaram as políticas neoliberais no mundo foramo deMargaret Thatcher(Inglaterra) eRonald Reagan(EUA), políticas essas que ficaram
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