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DECRETO N. 30.691 - DE 29 DE MAR
Ç
O DE 1952
Aprova o novo Regulamento da Inspe
çã
o Industrial eSanit
á
ria de Produtos de Origem Animal.O Presidente da Rep
ú
blica usando da atribui
çã
o que lhe confere o artigo 87, nº I. da Constitui
çã
o etendo em vista o que disp
õ
e o artigo 14 da Lei nº 1.283, de 18 de dezembro de 1950,DECRETA:Art. 1º Fica aprovado o novo Regulamento de Inspe
çã
o Industrial e Sanit
á
ria de Produtos de OrigemAnimal que com
ê
ste baixa assinado pelo Ministro de Estados dos Neg
ó
cios da Agricultura, a seraplicado nos estabelecimentos que realizem com
é
rcio interestadual ou internacional nos t
ê
rmos doartigo 4º, al
í 
nea "a", da Lei nº 1.283, de 18 de dezembro de 1950.Art. 2º Este Decreto entrar
á
, em vigor na data de sua publica
çã
o, revogadas as disposi
çõ
es emcontr
á
rio.Rio de Janeiro, 29 de mar
ç
o de 1952; 131º da Independ
ê
ncia e 64º da Rep
ú
blica.GETULIO VARGAS.Jo
ã
o Cleofas.REGULAMENTO DA INSPE
ÇÃ
O INDUSTRIAL E SANIT
Á
RIA DE PRODUTOS DE ORIGEMANIMAL.T
Í
TULO IDisposi
çõ
es preliminaresArt. 1º O presente Regulamento estatui as normas que regulam, em todo o territ
ó
rio nacional, ainspe
çã
o industrial e sanit
á
ria de produtos de origem animal.Art. 2º Ficam sujeitos a inspe
çã
o e reinspe
çã
o previstas neste Regulamento os animais de a
ç
ougue,a ca
ç
a, o pescado, o leite, o ovo, o mel e a c
ê
ra de abelhas e seus produtos o subprodutos derivados.§ 1º A inspe
çã
o a que se refere o presente artigo abrange, sob o ponto de vista industrial e sanit
á
rioa inspe
çã
o "ante" e "post-mortem" dos animais, o recebimento, manipula
çã
o, transforma
çã
o,elabora
çã
o, preparo, conserva
çã
o, acondicionamento, embalagem, dep
ó
sito rotulagem, tr
â
nsito econsumo de quaisquer produtos e subprodutos, adicionados ou n
ã
o de vegetais, destinados ou n
ã
o
à
 alimenta
çã
o humana.§ 2º A inspe
çã
o abrange tamb
é
m os produtos afins tais como: coagulantes, condimentos, corantes,conservadores, antioxidantes, fermentos e outros usados na ind
ú
stria de produtos de origem animal.Art. 3º A inspe
çã
o a que se refere o artigo anterior
é
privativa da Divis
ã
o de Inspe
çã
o de Produtosde Origem Animal D.I.P.O.A. do Departamento Nacional da Produ
çã
o Animal. (D.N.P.A.), doMinist
é
rio da Agricultura (M.A,), sempre que se tratar de produtos destinados ao com
é
rciointerestadual ou internacional.Art. 4º A inspe
çã
o de que trata o artigo anterior pode ainda se realizada pela Divis
ã
o de DefesaSanit
á
ria Animal (D.D.S.A.), do mesmo Departamento, nos casos previstos neste Regulamento ouem instru
çõ
es especiais.Art. 5º A inspe
çã
o de que trata o presente Regulamento ser
á
realizada;1 - nas propriedade: rurais fornecedoras de mat
é
rias primas, destinadas ao preparo de produtos deorigem Animal;2 - nos estabelecimentos que recebem abatem ou industrializam as diferentes esp
é
cies de a
ç
ougue,entendidas como tais as fixadas neste Regulamento;3 - nos estabelecimentos que recebem o leite e seus derivados para beneficiamento ouindustrializa
çã
o;4 - nos estabelecimentos que recebem o pescado para distribui
çã
o ou industrializa
çã
o;
 
5 - nos estabelecimentos que recebem e distribuem para consumo p
ú
blico animais considerados deca
ç
a;6 - nos estabelecimentos que produzem ou recebem mel e c
ê
ra de abelhas, para beneficiamento edistribui
çã
o;7 - nos estabelecimentos que produzem e recebam ovos, para distribui
çã
o em natureza ou paraindustrializa
çã
o;8 - nos estabelecimentos localizados nos centros de consumo que recebem, beneficiamindustrializam e distribuem, no todo ou em parte, mat
é
rias primas e produtos de origem animalprocedentes de outros Estados, diretamente de estabelecimentos registrados ou relacionados ou depropriedades rurais;9 - nos portos maritimos e fluviais e nos postos de fronteira.Art. 6º A concess
ã
o de inspe
çã
o pela D.I.P.O.A, isenta o estabelecimento de qualquer outrafiscaliza
çã
o industrial ou sanit
á
rio Federal, estadual ou municipal.Art. 7º Os produtos de origem animal, fabricados em estabelecimentos sujeitos
à
inspe
çã
o daD.I.P.O.A, ficam desobrigados de an
á
lises ou aprova
çõ
es pr
é
vias a que estiverem sujeitos por f 
ô
r
ç
ade legisla
çã
o federal, estadual ou municipal.Par
á
grafo
ú
nico - Na rotulagem d
ê
sses produtos ficam dispensadas t
ô
das as exig
ê
ncias relativas aindica
çõ
es de an
á
lises ou aprova
çõ
es pr
é
vias.Art. 8º Entende-se por estabelecimento de produtos de origem animal, para efeito do presenteRegulamento, qualquer instala
çã
o ou local nos quais s
ã
o abatidos ou industrializados animaisprodutores de carnes, bem como onde s
ã
o recebidos, manipulados, elaborados, transformadospreparados, conservados, armazenados, depositados, acondicionados, embalados e rotulados comfinalidade industrial ou comercial, a carne e seus derivados, a ca
ç
a e seus derivados o pescado eseus derivados, o leite e seus derivados, o ovo e seus derivados, o mel e a c
ê
ra de abelhas e seusderivados e produtos utilizados em sua industrializa
çã
o.Art. 9º A inspe
çã
o da D.I.P.O.A, se estende
à
s casas atacadistas e varejistas, em car
á
ter supletivo,sem preju
í 
zo da fiscaliza
çã
o sanit
á
ria local, e ter
á
por objetivo:1 - reinspecionar produtos de origem animal destinados aos com
é
rcios interestadual ouinternacional;2 - verificar se existem produtos de origem animal procedentes de outros Estados ou Territ
ó
rios, quen
ã
o foram inspecionados nos postos de origem ou, quando o tenham sido, infrinjam dispositivosd
ê
ste Regulamento.Art. 10. O presente Regulamento e atos complementares, que venham a ser baixados, ser
ã
oexecutados em todo o territ
ó
rio nacional, podendo os Estados, os Territ
ó
rios e o Distrito Federalexpedir legisla
çã
o pr
ó
pria, desde que n
ã
o colida com esta regulamenta
çã
o.Par
á
grafo
ú
nico - A inspe
çã
o industrial e sanit
á
ria em estabelecimentos de produtos de origemanimal, que fazem com
é
rcio municipal ou inter-municipal, se reger
á
, pelo presente Regulamento,desde que os Estados, Territ
ó
rios ou Munic
í 
pios n
ã
o disponham de legisla
çã
o pr
ó
pria.Art. 11. A Inspe
çã
o Federal ser
á
instalada em car
á
ter permanente ou peri
ó
dico.Par
á
grafo
ú
nico - Ter
ã
o inspe
çã
o federal permanente:1 - os estabelecimentos de carnes e derivados que abatem e industrializam as diferentes esp
é
cies dea
ç
ougue e de ca
ç
a;2 - os estabelecimentos onde s
ã
o preparados produtos gordurosos;3 - os estabelecimentos que recebem e beneficiam leite e o destinem, no todo ou em parte, aoconsumo p
ú
blico;4 - os estabelecimentos que recebem, armazenam e distribuem o pescado;5 - os estabelecimentos que recebem e distribuem ovos;6 - os estabelecimentos que recebem carnes em natureza de estabelecimentos situados em outrosEstados.Art. 12. A inspe
çã
o industrial e sanit
á
ria de produtos de origem animal, a cargo da D.I.P.O.A,
 
abrange:1 - a higiene geral dos estabelecimentos registrados ou relacionados;2 - a capta
çã
o, canaliza
çã
o, dep
ó
sito, tratamento e distribui
çã
o da
á
gua de abastecimento bem comoa capta
çã
o, distribui
çã
o e escoamento das
á
guas residuais;3 - o funcionamento dos estabelecimentos;4 - o exame "ante e post-mortem" dos animais de a
ç
ougue;5 - as fases de recebimento, elabora
çã
o, manipula
çã
o, preparo, acondicionamento, conserva
çã
o,transporte e dep
ó
sito, de todos os produtos e subprodutos de origem animal e suas mat
é
rias primas,adicionadas ou n
ã
o de vegetais;6 - a embalagem e rotulagem de produtos e subprodutos;7 - a classifica
çã
o de produtos e subprodutos, de ac
ô
rdo com os tipos e padr
õ
es previstos n
ê
steRegulamento ou f 
ó
rmulas aprovadas;8 - os exames tecnol
ó
gicos, microbiol
ó
gicos, histol
ó
gicos e quimicos das mat
é
rias primas eprodutos, quando f 
ô
r o caso;9 - os produtos e subprodutos existentes nos mercados de consumo, para efeito de verifica
çã
o documprimento de medidas estabelecidas no presente Regulamento;10 - as mat
é
rias primas nas fontes produtoras e intermedi
á
rias, bem como em tr
â
nsito nos portosmar
í 
timos e fluviais e nos postos de fronteira;11 - os meios de transporte de animais vivos e produtos derivados e suas mat
é
rias primas,destinados
à
alimenta
çã
o humana.Art. 13 S
ó
podem realizar com
é
rcio internacional os estabelecimentos que funcionam sob inspe
çã
ofederal permanente.Art. 14 Nos estabelecimentos de carnes e derivados sob inspe
çã
o da D.I.P.O.A, a entrada demat
é
rias primas procedentes de outros sob fiscaliza
çã
o estadual ou municipal, s
ó
 
é
permitida, a ju
í 
zo da mesma Divis
ã
o.Art. 15 Os estabelecimentos registrados, que preparam subprodutos n
ã
o destinados
à
alimenta
çã
ohumana, s
ó
podem receber mat
é
rias primas de locais n
ã
o fiscalizados, quando acompanhados decertificados sanit
á
rios da Divis
ã
o de Defesa Sanit
á
ria Animal da regi
ã
o.Art. 16 Os servidores incumbidos da execu
çã
o do presente Regulamento ter
ã
o carteira de identidadepessoal e funcional, fornecida pela D.I.P.O.A ou pela D.D.S.A., da qual constar
ã
o, al
é
m dadenomina
çã
o do
ó
rg
ã
o, o n
ú
mero de ordem, nome, fotografia, impress
ã
o digital, cargo e data deexpedi
çã
o.Par
á
grafo
ú
nico - Os servidores a que se refere o presente artigo, no exerc
í 
cio de suas fun
çõ
es,ficam obrigados a exibir a carteira funcional, quando convidados a se identificarem.Art. 17 Por "carne de a
ç
ougue" entendem-se as massas musculares maturadas e demais tecidos queas acompanham, incluindo ou n
ã
o a base
ó
ssea correspondente, procedentes de animais abatidossob inspe
çã
o veterin
á
ria;§ 1º Quando destinada
á
elabora
çã
o de conservas em geral, por "carne" (mat
é
ria prima) devem-seentender as massas musculares, despojadas da gordura, aponevroses, vasos, g
â
nglios, tend
õ
es eossos.§ 2º Consideram-se "mi
ú
dos" os
ó
rg
ã
os e v
í 
sceras dos animais de a
ç
ougue, usados na alimenta
çã
ohumana (miolos, l
í 
ngua, cora
çã
o,
í 
gado, rins, rumem, ret
í 
culo), al
é
m dos mocot
ó
s e rabada.Art. 18. O animal abatido, formado das massas musculares ossos, desprovido da cabe
ç
a, mocot
ó
s,cauda, couro,
ó
rg
ã
os e v
í 
sceras tor
á
cicas e abdominais, tecnicamente preparado, constitui a"carca
ç
a",§ 1º Nos su
í 
nos a "carca
ç
a" pode ou n
ã
o incluir o couro, cabe
ç
a e p
é
s.§ 2º A "carca
ç
a" dividida ao longo da coluna vertebral d
á
as "meias carca
ç
a " que, subdivididos porum corte entre duas costelas, vari
á
vel segundo h
á
bitos regionais, d
ã
o os "quartos" anteriores oudianteiros e posteriores ou traseiros.§ 3º Quando as carca
ç
as, meias carca
ç
as ou quartos se destinam ao com
é
rcio internacional, podem

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