Christine FeehanJuego Nocturno
Capítulo 1
Raoul “Gator” Fontenot se deteve brevemente antes de colocar sua camisa na bolsaquando alguém golpeou sua porta. Os homens das Forças Especiais paranormais nãoeram tão educados e cuidadosos, mas sim irrompiam, não importava o momento, diaou noite. Todo o tempo em que os tinha conhecia, nunca ninguém tinha golpeado sua porta e definitivamente não com um golpezinho tão tímido. Sustentando um par dedescoloridos jeans debaixo de seu queixo, procurou dobrá-los casualmente enquantoabria a porta. A Dra. Lily Whitney-Miller era a última pessoa que esperava encontrar. Sua esquadrilha, os Caminhantes Fantasmas, como sua unidade psíquica eradenominada freqüentemente, deviam-lhe suas vidas. Tinha-lhes resgatado das suas jaulas do laboratório e lhes tinha salvado de serem assassinados. Lily possuía umamansão de oitenta e quatro quartos onde os homens permaneciam freqüentemente,mas nunca se aventurava em sua asa. Preferia dirigir-se a eles juntos, como unidade,nas salas de conferências.- Lily, que surpresa! - deu uma olhada sobre seu ombro e olhou a desordem de seuquarto. Faltei a uma reunião? Ela sacudiu a cabeça. Parecia tranqüila e fresca. Reservada. A Lily usual, mas semantinha tensa, muito tensa. Algo ia mal. Pior, seu olhar fixo evitou o seu e Lilysempre olhava os homens diretamente nos olhos.- Gator, preciso te falar em particular. Ele foi treinado para ouvir o mais leve tom de uma voz, e havia vacilação na de Lily. Nunca o tinha ouvido antes. Olhou por cima dela, esperando ver seu marido, oCapitão Ryland Miller. Suas escuras sobrancelhas se elevaram quando viu que estavasozinha.- Onde está Rye? O Dr. Peter Whitney, pai de Lily, tinha usado homens de vários ramos das Forças Especiais, que tinham se oferecido como voluntários para uma experiência psíquica. Odoutor ao remover seus filtros naturais tinha deixado-os extremamente vulneráveis aoassalto das emoções, dos sons e dos pensamentos do mundo ao seu redor. Foi Lilyquem os tinha ajudado a construir protetores para melhorar a função no mundo real quando estavam sem suas proteções. Em todos esses meses, Gator nunca a tinha vistosem o Ryland. Sabia que Lily se sentia culpada pelas coisas que seu pai tinha feito eque se encontrava inquieta em sua presença, mas ela era uma vítima tanto quanto elese ela não havia se oferecido como voluntária. Ele chegou para trás para permitir que entrasse no quarto.- Sinto a desordem, senhora. Deixou a porta aberta. Lily se encontrava no centro do quarto com as mãos apertadas.- Vejo que está quase pronto para ir.- Disse a minha avó que iria o mais breve possível.- Sua amiga ainda está perdida? - Sim, Ian concordou em vir comigo para ajudar na busca. Não sei quanto tempo poderemos oferecer, mas faremos o que for possível.- Honestamente, crê que essa moça não fugiu? Isso é o que a polícia acredita, lherecordou Lily. Tinha sido ela que usou seus contatos para conseguir toda informação para o Gator. Pessoalmente investiguei cada relatório que tinham dela. Joy Chiasson.Vinte e dois anos, uma garota agradável que cantava em clubes locais de blues. A
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