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Jornalismo participativo online: intervenção do público no Wikinews e no Kuro5hin

Jornalismo participativo online: intervenção do público no Wikinews e no Kuro5hin

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Published by Marcelo Träsel
Os sites Wikinews e Kuro5hin são observados neste estudo sobre
jornalismo participativo. O artigo apresenta resultados sobre
intervenções do público. Uma mostra de dez textos foi coletada
durante sete semanas para criar um conjunto de intervenções, com
o objetivo de verificar se esses sites têm ou não caráter pluralizado.
Os resultados indicam que a maioria das intervenções apresenta
essa característica e indica que a proximidade pode fazer do
jornalismo on-line contribuições importantes para a democracia.

TRÄSEL, Marcelo. Jornalismo participativo online: intervenção do público no Wikinews e no Kuro5hin. Brazilian Journalism Research, v. 1, n. 1, 2º sem./2008.
Os sites Wikinews e Kuro5hin são observados neste estudo sobre
jornalismo participativo. O artigo apresenta resultados sobre
intervenções do público. Uma mostra de dez textos foi coletada
durante sete semanas para criar um conjunto de intervenções, com
o objetivo de verificar se esses sites têm ou não caráter pluralizado.
Os resultados indicam que a maioria das intervenções apresenta
essa característica e indica que a proximidade pode fazer do
jornalismo on-line contribuições importantes para a democracia.

TRÄSEL, Marcelo. Jornalismo participativo online: intervenção do público no Wikinews e no Kuro5hin. Brazilian Journalism Research, v. 1, n. 1, 2º sem./2008.

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77
BRAZILIAN JOURNALISM RESEARCH
(Versão em português)
-
Voume 1 - Number 1 - Semester 2- 2008
 Jornalismoparticipativo online:
intervenção do público no 
Wikinews
 e no 
Kuro5hin
RESUMO
Os sites
Wikinews 
e
Kuro5hin
são observados neste estudo sobre jornalismo participativo. O artigo apresenta resultados sobreintervenções do público. Uma mostra de dez textos oi coletadadurante sete semanas para criar um conjunto de intervenções, como objetivo de verifcar se esses sites têm ou não caráter pluralizado.Os resultados indicam que a maioria das intervenções apresentaessa característica e indica que a proximidade pode azer do jornalismo on-line contribuições importantes para a democracia..
Palavras-Chave:
Jornalismo, jornalismo online, grassroots,interação.
Copyright © 2008
SBPJor 
/ SociedadeBrasileira de Pesquisaem Jornalismo
DOSSiê
Introdução
O jornalismo está mudando. O desenvolvimento das tecnologias decomunicação e computação permite pela primeira vez, desde o surgimentoda sociedade de massa, que os cidadãos ameacem com alguma chancede sucesso o monopólio da “grande mídia” sobre o uxo de inormação.As comportas escancaram-se cada vez mais com o desenvolvimento detecnologias de comunicação em rede em tempo real, como teleonescelulares e redes sem-o, liberando uma energia expressiva por décadasrepresada pelos altos custos de produção e circulação dos bens culturaise por políticas de concessão restritivas do espectro eletromagnético edas licenças de impressão. Sob a inuência desta onda de publicaçãoamadora, o jornalismo está sendo obrigado a rever seus conceitos,valores e estratégias comerciais. Ainda mais importante, está sendoobrigado a rever seu papel em uma sociedade democrática.É bem verdade que apenas uma pequena parcela da populaçãomundial conta com acesso a computadores e à teleonia e nada garanteque mesmo essa pequena parcela tenha condições de usá-los de ormaconstrutiva para a democracia. Ainda que tenham acesso à tecnologia,os indivíduos e grupos interessados em distribuir sua produção cultural
MARCELO TRÄSEL
PUC-RS 
 
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BRAZILIAN JOURNALISM RESEARCH
(Versão em português)
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Voume 1 - Number 1 - Semester 2- 2008
via Internet estão sujeitos a atores históricos, econômicos e sociais quenão podem ser desprezados. Apesar de reconhecer sua existência, nãoé possível no presente trabalho discutir o problema das condições deacesso e uso das redes telemáticas. Aqui, o oco será dirigido aos gruposque de uma orma ou de outra transpuseram as barreiras de acesso àInternet, mais especicamente à World Wide Web, e já estão azendo usodela para publicar material multimídia.Os webjornais têm cada vez mais cortejado a participação dosleitores
1
, ainda que de orma tímida, por meio de correio eletrônico,boletins, óruns, enquetes e outros recursos. Em geral, todavia,mantendo o controle da publicação nas mãos de uma equipe de jornalistas prossionais, com ormação especíca ou não, dependendodo contexto legal do país onde a empresa tem sede. Alguns webjornaisabriram espaços para que os leitores comentem as matérias, como oalemão
Die Zeit 
, ou criaram blogs da redação que contam com espaçopara comentários, como o britânico
The Guardian
3
ou o brasileir
o Globo Online
4
. Outros, como o
Los Angeles Times 
, chegaram ao extremo deabrir seus editoriais para intervenção direta do público − suspendendo ainiciativa em pouco tempo, devido à prousão de imagens pornográcaspublicadas pelos colaboradores
6
. O sul-coreano
OhmyNews 
oi um dosprimeiros a se basear desde a concepção na interação entre leitores e jornalistas (BRAMBILLA, 2006). Sob a palavra de ordem “todo cidadãoé um repórter”, o undador Oh Yeon Ho permitiu que qualquer cidadãoenviasse matérias que são editadas e publicadas pela equipe de jornalistasdo
OhmyNews 
, em troca de uma pequena quantia em dinheiro.Uma outra rente de participação cidadã na mídia online é a publicaçãosem supervisão prévia ou posterior por jornalistas prossionais.O grande expoente deste tipo de participação são os weblogs, oublogs, páginas da World Wide Web atualizadas com reqüência, comregistros datados e ordenados por ordem cronológica, aparecendo osmais recentes no topo (BLOOD, 2002). Conorme o relatório
Bloggers: a portrait o the Internets new storytellers 
(PEW, 2006), 12 milhões deamericanos adultos dizem manter um blog e 57 milhões lêem blogs. Ouso mais comum é a publicação de diatribes e relatos sobre o cotidiano,mas muitos blogueiros se dedicam a disseminar inormações altamenteespecializadas, reportagens ou análises e críticas das notícias publicadaspela imprensa:
Blogs are ltering the news, detailing daily lives, and providingeditorial responses to the events o the day. For many people, a weblog
Marcelo Träsel
 
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BRAZILIAN JOURNALISM RESEARCH
(Versão em português)
-
Voume 1 - Number 1 - Semester 2- 2008
is a soapbox rom which they can proclaim their views, potentiallyinuencing many more people than they can in their everyday lives.(BLOOD, 2002, p. X)
As erramentas que permitem a qualquer um criar um blog sem anecessidade de ser um especialista em inormática deram a virtualmentetodo cidadão com acesso à Web a possibilidade de se expressar. Outraserramentas que permitiam a publicação na Web sem a necessidade desaber programar existiam antes − como os wikis
8
, por exemplo −, masnenhuma se tornou tão popular. Os blogs se tornaram uma onte deinormação alternativa quando os webjornais caram inacessíveis devidoao imenso tráego de internautas em busca de notícias sobre o ataque àsTorres Gêmeas. Do Iraque, o blogueiro Salam Pax
9
publicou a visão doscivis locais sobre a segunda invasão americana ao país. Em 2004, o pré-candidato democrata Howard Dean entrou eetivamente na disputa com John Kerry ao levantar milhões de dólares em pequenas doações atravésde seu blog de campanha (GILLMOR, 2004).Estes eventos marcam o orescimento do jornalismo participativona Web, ou webjornalismo participativo, denido por PRIMO e TRÄSEL(2006, p. 9) como “práticas desenvolvidas em seções ou na totalidade deum periódico noticioso na Web, onde a ronteira entre produção e leituranão pode ser claramente demarcada ou não existe”. O termo reere-seàqueles webjornais em que o público pode intervir sobre o conteúdopublicado, seja enviando seu próprio material jornalístico
10
, sejareescrevendo textos, azendo comentários sobre e debatendo a partirdo material jornalístico publicado por outros colaboradores. Blogs quese dedicam a debater os atos do dia ou publicar reportagens e notíciase webjornais como o
OhmyNews 
são exemplos de webjornalismoparticipativo.Não é mais questão de se indivíduos sem educação ormal ou licençaprossional vão publicar sua própria produção e inuenciar a eseramidiática, mas de
q
e
c
. Os jornalistas terão de conviver maiscedo ou mais tarde com o ato de que serão pautados pelas pessoasque antes ocupavam a posição de simples consumidores de notícias noimaginário das redações. Doravante, sempre haverá um especialista emdeterminado assunto com disposição para apontar erros actuais ou mesmocasos de má-é usando as erramentas do webjornalismo participativo.GILLMOR (2004) descreve como o que chama de “ex-audiência” está usandoblogs, correio eletrônico,
chats 
, óruns e outros veículos de comunicaçãovia Internet para dar sua própria versão dos acontecimentos e, sobretudo,
 Jornalismo participativo online

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