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Revista A23 # 2
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05/11/2014

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A.23
// 
01
Editorial
P.05
OPINIÃO
“O sindicalismo e os desaos da globalização”
P.06
DOSSIER CIDADANIA
 
“Sem Voz nem Voto em Casa”
P.16
ENTREVISTA
Entrevista a José Vegar“Serviços Secretos Portugueses”
P.18
CRÓNICA
 
“A Grande Beatitude de Monsieur Ramos”
P.26
CULTURA
TMG - Ciclo Vozes do Outro Mundo; Entrevista a José Vilhena; “Cansaço”; “Para quando os ShaneMeadows na A23?”; “Telegrama do Direito àDierença”
P.30
ARQUITECTURA
 
Casa da Moagem - Cidade do Engenho e das Artes
P.32
VIAGEM
 
“Pelos Trilhos do Tempo.Rota dos Fósseis em Penha Garcia”
P.35
GASTRONOMIA
“Laurentina. A Beira no seu melhor”
P.36
FOTOGRAFIA
“Vidas por Contar”
P.38
INTRIGAS LITERÁRIAS 
P.39
PROVA DE CONTACTO
P.40
MEMÓRIA
P.08
REPORTAGEM
 Carteiros do Fim do Mundo
 Já não se escrevem cartas de amor como antigamente. Na era do “ast love”dos piropos via SMS, dos “chats” e da Internet, o romantismo lacrado numenvelope perumado é um romantismo extinto.
P.14
FOTO ENSAIO
Um olho no Mercedes e outro no cigano
No Bairro da Sapateira, em Castelo Branco, respira-se hospitalidade. Cada umdos moradores, novos ou velhos, encontra a sua energia na pulsação da terra.Os rostos, esses, acusam os sulcos do tempo ou o queimado do sol. Em cadaum a terra escreveu a sua mensagem de vida.
P.22
PORTFOLIO
 Margarida Dias. Outros mundos, de nadae de tudo
O que vemos de acto quando olhamos para uma otograa? Como denir umaprática, se quisermos um ritual, que restitui a presença aos ausentes? Marga-rida Dias otograa, há mais de vinte anos, momentos inscritos nessa ténuelinha entre o dito e o não-dito, entre o nada e o tudo. A palavra cede o lugarà imagem e é nesse ponto, cego e luminoso, que reside o desvio do eeito deverdade do real.
Director/Ricardo PaulouroDirector-adjunto/Pedro Leal SalvadoChee de Redacção/Margarida Gil dos ReisColaboram neste número/Dulce Gabriel, Jacinto Galião de Tormes, Luís Antunes, Manuel da Silva Ramos, Miguel Correia, Paula Nogueira, Pedro Fiúza, Pedro Ramos, Rahul Kumar, Raquel Silva, Rita Barata Silvério, Rui Pelejão Marques, Tânia Belo, Vasco Paulouro Neves, Vítor AonsoDesign Gráco/contiudo.com | David Duarte, Nuno LagesFoto de Capa/  Margarida Dias
(Rogério Samora em Ricardo III, 2003)
 Fotograa/David Júlio Carvalho, Estúdio Rosel, Manuel Luís Cochoel, Margarida Dias, Mónica Moitas, Pedro Cunha, Pedro Martins, Rui Dias MonteiroIlustração/Lucas Almeida , Sicrano Periodicidade/TrimestralTiragem/10.000 exemplaresImpressão/Mirandela Artes GrácasDistribuição/GratuitaPropriedade/Associação Cultural A.23 |associacao23@gmail.com| www.contiudo.com |contiudo@gmail.com Número registo na ERC/125073Morada e sede de redacção/Rua dos Três Lagares - Ediício Laranjeiras, Torre 3, 6º - 6230 Fundão
Diversidade cultural, uma aspiração
A 20 de Outubro oi aprovada, na Conerência Geralda UNESCO, em Paris, a chamada convenção sobrea Diversidade Cultural. A Convenção, usada porranceses e americanos para desencadear mais umdesentendimento, oi, no entanto, exaltada pelaimprensa. A diversidade cultural é, justamente, uma“herança comum da humanidade” e torna-se urgentecriar uma plataorma de apoio e protecção. Artistas ecidadãos devem, cada vez mais, garantir a liberdade deexpressão e a liberdade criativa. Na era da globalização,as obras artísticas não são apenas veículos de mensagensmas um ponto de encontro de olhares e entendimentos.Reerindo-se a esta luta de orças, entre o indivíduoe o que o rodeia, ormulou Kaka uma das suas maisconhecidas parábolas que, para muitos, tem uncionadocomo enigma: “Ele tem dois adversários. O primeiroempurra-o pelas costas, desde a origem. O segundobloqueia o caminho à sua rente. Ele dá luta a ambos.Na verdade, o primeiro apoia-o no seu combate contrao segundo, ao empurrá-lo para diante; e, do mesmomodo, o segundo apoia-o no seu combate contra oprimeiro, ao azê-lo retroceder. Mas isto é assim apenasem teoria. Pois não existem apenas os seus adversários,existe ele próprio também, e quem sabe realmente quaissão as suas intenções?” Na verdade, o enigma de Kakacontinua por resolver pois consiste numa assombrosainversão da relação entre a experiência e o pensamento.Mas, cada vez mais, saber pensar agura-se como aparte mais vívida e vital da realidade. De que temosentão medo? Teremos medo de alar ou de apenas nossurpreendermos? Este ele reerido por Kaka é cadaindivíduo, cada cidadão, cada artista, cada intelectual.É através da armação do que se é que se quebrao hiato entre passado e uturo. E se cada vez mais aliberdade parece ser uma missão sem esperança, ruto daopressão de orças de poder disseminadas e escondidasna sociedade, ela deve ser o território em que nosmovemos. Hanna Arendt já o havia dito: “A raison d’êtreda política é a liberdade, e o seu campo de experiênciasé a acção”. Mas quando essa liberdade se torna a exactaantítese da «liberdade interior», a arte e o pensamentosão as melhores ormas de restabelecer uma condiçãoperdida.Olhar em redor é por isso undamental, ugindo aanálises introspectivas e demasiado centradas no que nosmove. A A23 procurou por isso, neste número, retratara diversidade cultural que nos rodeia. O hiato entrepassado e uturo dos correios em Portugal, o fagelosocial da violência doméstica, os instantes mágicos quesó a otograa pode reter, o humor crítico de José Vilhena,as comunidades mais discriminadas como é o caso dacomunidade cigana, a diversidade de sons e músicas quepassaram pelo TMG, os milhões de anos que passarampelas rochas em Penha Garcia. Todos estes temas eoutros convergem nessa abertura tão desejada. Porqueacreditamos que o uturo da sociedade reside na apostana diversidade cultural, na consciência da riqueza da artee da cultura. Ainda podemos chamar verdade àquilo quepodemos mudar. Essa verdade é o solo que pisamos e océu que se estende por cima de nós.
Ricardo Paulouro
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Destaque
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