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Aula 03 Incompleta

Aula 03 Incompleta

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12/06/2013

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6. Classificação das Ações 6.1. Classificação Geral
Na verdade, o que se classifica é a tutela jurisdicional. A classificação tradicional foi feita com base na natureza da tutela (providência) jurisdicional a ser prestada, porém cada dia mais perde força, porque, hoje, parte-se da premissa de que a ação é poder de acesso à justiça, poder autônomo que não comporta qualificação alguma.
1) Ação (=tutela) de conhecimento
 Ação que visa a uma sentença de mérito
 –
 sentença que acolha ou rejeite o pedido do autor
 –
, a um julgamento da causa (da lide). Esta ação enseja um processo de conhecimento.  A sentença pode ser de duas espécies: a) Procedente: se acolher o pedido do autor. b) Improcedente: se rejeitar o pedido do autor. Subdivisões das sentenças de mérito conforme sua natureza: a) Sentenças declaratórias b) Sentenças constitutivas c) Sentenças condenatórias  Assim também se subdivide tradicionalmente a ação de conhecimento em: a)
Ações de conhecimento Declaratórias
: visam a uma sentença que apenas declare a existência ou inexistência de uma relação jurídica ou a autenticidade ou falsidade de um documento. (Art. 4º, CPC) O interesse do autor pode limitar-se à declaração.  Art. 4
o
 O interesse do autor pode limitar-se à declaração:
 
I - da existência ou da inexistência de relação jurídica;
 
II - da autenticidade ou falsidade de documento.
 
Parágrafo único. É admissível a ação declaratória, ainda que tenha ocorrido a violação do direito.
 
Exemplos: (No CPC) sentenças declaratórias de paternidade; sentenças de procedência de ação de uso capião (declara que aquele que está de posse do imóvel é o seu proprietário), ação declaratória de inexistência de dívida ou de débito (estas últimas são muito comuns e pretendem a declaração da inexistência de uma dívida), além disso, pode-se propor uma ação visando a declaração da autenticidade ou da falsidade de um documento. No CPP, outro exemplo é a sentença que declara extinta a punibilidade a qual pode ser prolatada em sede de habeas corpus (art. 647, 61 CPP).
 
b)
Ações de conhecimento Constitutivas:
 visam a uma sentença de mérito que, além de declarar que o autor tem razão no que pede, criem modifiquem ou extingam uma relação jurídica. Trata-se de modificar a situação jurídica na qual o autor se encontra. Exemplos: (No CPC) sentença de procedência de ação de divórcio (extinção do vínculo conjugal), todas as sentenças de procedência de anulação de atos  jurídicos (anulatórias) como as sentenças de procedência de ação de interdição, sentença de procedência de anulação de contrato por vício de consentimento. No CPP, art. 621, 622 e 626 que tratam da revisão criminal.  Art. 621. A revisão dos processos findos será admitida:
 
I - quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos;
 
II - quando a sentença condenatória se fundar em depoimentos, exames ou documentos comprovadamente falsos;
 
III - quando, após a sentença, se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena.
 
 Art. 622. A revisão poderá ser requerida em qualquer tempo, antes da extinção da pena ou após.
 
Parágrafo único. Não será admissível a reiteração do pedido, salvo se fundado em novas provas.
 
O art. 626 deixa claro o caráter constitutivo de modificação da situação jurídica.
 
 Art. 626. Julgando procedente a revisão, o tribunal poderá alterar a classificação da infração, absolver o réu, modificar a pena ou anular o processo.
 
Parágrafo único. De qualquer maneira, não poderá ser agravada a pena imposta pela decisão revista.
 
c)
Ações de conhecimento Condenatórias
: visam a uma sentença de mérito que declare que o autor tem razão no que pode, porém, que contenha um
 plus
que a diferencie das demais sentenças, qual seja, a imposição do cumprimento de uma prestação.
Todas as sentenças de mérito, de procedência ou improcedência são declaratórias. Todas as sentenças de mérito, portanto, têm um elemento declaratório, porque declaram se o autor tem ou não tem razão no que pede.  As constitutivas e condenatórias se diferenciam da declaratória por ter características a mais.
 As ações de conhecimento condenatórias, além do elemento declaratório: I) Impõem ao réu o cumprimento de uma prestação; II) Constituem título executivo, ou seja, podem amparar uma execução, servindo de base a essa execução. Isso significa que, caso o réu não
 
cumpra espontaneamente a prestação imposta, o autor pode obriga-lo à executá-la. Exemplos: ações indenizatórias (por dano moral, material), ação de cobrança.  A sentença de procedência de tais ações é condenatória. Art. 475-N, I e Art. 475-J, CPC.  Art. 475-J. Caso o devedor, condenado ao pagamento de quantia certa ou  já fixada em liquidação, não o efetue no prazo de quinze dias, o montante da condenação será acrescido de multa no percentual de dez por cento e, a requerimento do credor e observado o disposto no art. 614, inciso II, desta Lei, expedir-se-á mandado de penhora e avaliação. Tal artigo diz que quando a obrigação não for cumprida, o réu terá 15 dias depois de intimado para efetuar o pagamento. Do contrário, receberá multa e serão penhorados, avaliados e depois expropriados os seus bens (vendidos) para fazer dinheiro e pagar o que é devido ao autor
 –
 isto é a chamada
execução
, e
se faz no âmbito do mesmo processo de conhecimento
. Modificação recente: antes da reforma no CPC, o autor de posse de uma sentença condenatória tinha que propor outra ação (de execução) que dava causa a um processo de execução. Pela leitura, contudo, do art. 475-J se verifica que não existe mais um processo diverso formalmente diferenciado do processo de conhecimento, ou seja, a execução é feita em continuação ao processo de conhecimento (não há novo processo de execução). Neste caso de processo de conhecimento de sentença obrigatória de condenação pecuniária não seria mais processo de conhecimento, mas um
processo sincrético
 porque nele teria lugar não apenas a atividade de conhecimento (não seria apenas seu âmbito prestar tutela de conhecimento), mas também a tutela executiva. Não haveria apenas julgamento da causa, prolação de uma sentença de mérito, mas também execução do julgado.  Art. 457-N mostra que há outras condenações, além das pecuniárias.
 
Art. 475-N.
 São títulos executivos judiciais: I - a sentença proferida no processo civil que reconheça a existência de obrigação de fazer, não fazer, entregar coisa ou pagar quantia; Sentenças de improcedência: são sempre e tão somente declaratórias, pois dizem que o autor não tem razão naquilo que pede. Não há sentença de improcedência condenatória ou constitutiva. Dessa forma, o que nos interessa à classificação são as sentenças de procedência.
Pode haver sentença constitutiva e condenatória?

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