NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO
administração na condição empregadora, semquaisquer privilégios potestativosConsiderando que pelo regime trabalhista,recruta-ser pessoal administrativo, a orientação queprovem do demandamento constitucional não vempara fraudar o regime estatutário, mas para dar mobilidade a administração a fim de que em caráter temporário possa contratar servidores para funçõesde natureza técnica especializada.Não se confunda a vontade do legislador quandotornou obrigatório o Regime trabalhista naAdministração Indireta, com as exceções quepermitem administração direta contratar temporariamente, de vez que não se deve misturar funções não especializadas de caráter permanentecom funções que exigem capacitação técnicaespecializada.
REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORESPÚBLICOS DA UNIÃO - LEI Nº 8.112 DE 11/12/90INTRODUÇÃO - CONCEITOS - ANÁLISE DOQUADRO GERAL
O Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civisda União, das autarquias e das fundações públicasfederal, foi instituído pela Lei n.º 8.112, de 11 dedezembro de 1990, em substituição ao antigoEstatuto dos Funcionários Públicos Civis da União,criado pela Lei n.º 1.711, de 28/10/1952, agorarevogada por aquela. O RJU constitui-se em umverdadeiro estatuto dos servidores a balizar os
cargos públicos
.O Regime Jurídico dos Servidores Civis da União,também chamado Regime Jurídico Único - RJU,objetivou o afastamento do regime trabalhista(celetista) usado por alguns Órgãos ouAdministrações para contratação de pessoal, eobedece aos ditames da Constituição Federal de1988 (CF/88), dispostos em seus artigos 37 a 41,especialmente em seu art. 39, que estabelece que aUnião, os Estados, o distrito Federal e os Municípios
instituirão
, no âmbito de sua competência, regime jurídico único e planos de carreiras para os seusservidores da administração pública direta, dasautarquias e das fundações públicas.Além da lei básica, Lei 8.112/90, o RJU teveinúmeras alterações, A seguindo-se uma extensalegislação complementar, com novas leis, decretos eoutras normas que o alteraram como a Lei n.º 8.162,de 08/01/91, que dispôs sobre a revisão dosvencimentos, salários e proventos e demaisretribuições dos servidores civis da União e fixando osoldo dos militares; a Lei n.º 8.429, de 02/06/92, quetrata das sanções aplicáveis aos agentes públicos emcasos de enriquecimento ilícito no exercício demandato, cargo, emprego ou função na administraçãodireta, indireta ou fundacional; a Lei n.º 8.448, de21/07/92, que regulamenta os arts., XI, e 39, § 1.º, daCF/88, sobre o limite máximo da remuneração mensalde servidor público da administração direta,autárquica e fundacional; a Lei Delegada n.º 13, de27/08/92, que institui gratificações de atividade paraos servidores civis do Poder Executivo; o Decreto n.º925, de 10/09/93, que dispõe sobre a cessão deservidores de órgãos e entidades da AdministraçãoPública Federal; Lei n.º 8.911, de 11/07/94, quedispõe sobre a remuneração dos cargos em comissãoe define critérios de incorporação de vantagens, entreoutros atos.Atualmente, o texto sofreu alterações queculminaram com as Medidas Provisórias n.º 1.522-06, de abril/97, a qual foi substituída e absorvidapela MP n.º 1.573, editada em 02/05/97 e quetomou o n.º 1.573-7, hoje, n.º 1.573-11, de 29/08/97(publicada no Diário Oficial da União -DOU, em30/08/97) e finalmente com as últimas alteraçõesintroduzidas pela Lei nº 9.783/99 e MedidaProvisória nº 1.964-33, de 23/11/00.Embora alterada por Medida Provisória,introduzida em nosso ordenamento jurídico a partir doart. 62 da CF/88, com
força de lei,
A Lei 8.112/90, ou oRJU deve ser considerado agora com essasalterações, até porque já se passaram mais de onzemeses desde suas primeiras modificações as quais jáestão vigorando no âmbito do funcionalismo.
REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO
A expressão
regime jurídico
da AdministraçãoPública
, segundo Maria Sylvia di Pietro (op. cit.), éutilizada para designar, em sentido amplo, osregimes de direito público e de direito privado a quepode submeter-se a Administração Pública. Já aexpressão
regime jurídico administrativo
éreservada tão-somente para abranger o conjunto detraços ou conotações, que tipificam o direitoadministrativo, colocando a Administração Públicanuma posição privilegiada na relação jurídica-administrativa. Significa dizer então que o regimeadministrativo resume-se em duas palavras:
prerrogativas
(privilégios) e
sujeições
(restrições)
.
Prerrogativas públicas,
segundo J. CretellaJúnior (
in
‘Revista de informação Legislativa,v.97:13),
“são
regalias usufruídas pela Administração, na relação jurídico-administrativa,derrogando o direito comum diante doadministrador, ou, em outras palavras, sãofaculdades especiais conferidas à Administração,quando se decide a agir contra o particular.”
Assim,a Administração possui
prerrogativas
ou
privilégios
que são desconhecidos na esfera do direito privado,tais como auto-executoriedade, a autotutela, o poder de expropriar bens de terceiros, de requisitar bens eserviços, de ocupar temporariamente imóvel alheio,o de instituir servidão, o de aplicar sançõesadministrativas, o de alterar e rescindir unilateralmente contratos, impor poder de polícia, e,ainda, goza de certas imunidades tributárias, prazodilatado em juízo, processo especial de execução,presunção de veracidade em seus atos, etc.A par dessas prerrogativas que colocam aAdministração em posição de supremacia perante oparticular, existem as
sujeições
ou
restrições
quelimitam sua atividade a determinados fins eprincípios, sob pena de nulidade do atoadministrativo praticado e até, em certos casos, deresponsabilização da autoridade pública que opraticou ou o editou. Citam-se entre tais restrições,os princípios de moralidade administrativadeterminando a observância, p. ex., de concursopúblico para ingresso de pessoal no serviço público,concorrência pública para aquisição de bens ouserviços de particulares, ater-se ao princípio daestrita legalidade, dar publicidade aos atosadministrativos, e outras restrições que limitam aatividade administrativa.
ATOS ADMINISTRATIVOS
Os atos que emanam do poder Legislativo são asleis e os do Poder Judiciário, as decisões judiciais (assentenças ou acórdãos), ambos, porém, por suanatureza, conteúdo e forma, diferem dos atos doPoder Executivo, ou seja, atos pelos quais a
4