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Apostila de Processo Do Trabalho

Apostila de Processo Do Trabalho

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06/07/2013

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APOSTILA DE DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
I – INTRODUÇÃOConceito:
CHBL: “ramo da ciência jurídica, constituído por um sistema de princípios , normas einstituições próprias, que tem por objeto promover a pacificação justa dos conflitos decorrentesdas relações jurídicas tuteladas pelo direito material do trabalho e regular o funcionamento dosórgãos que compõem a Justiça do Trabalho”.SPM: “conjunto de princípios, regras e instituições destinado a regular a atividade dosórgãos jurisdicionais na solução dos dissídios, individuais ou coletivos, entre trabalhadores eempregadores.
Classificação dos Conflitos
INDIVIDUAIS – conflitos existentes entre uma ou mais pessoas, de um lado, e uma oumais pessoas, de outro, postulando direitos relativos ao próprio indivíduo. Aqui são discutidosinteresses concretos, decorrentes de normas existentes; COLETIVOS não tratam deinteresses concretos, mas abstratos, pertinentes a toda categoria. Tais conflitos são aplicáveis a pessoas indeterminadas, representadas por um sindicato da categoria profissional. Aqui, busca-sea criação de norma jurídica ou a sua interpretação.
ORGANIZAÇÃO DA JUSTIÇA DO TRABALHO
ORGANIZAÇÃO JUDICIÁRIAEnquanto as
leis processuais
disciplinam o exercício da jurisdição, da ação e da exceção pelossujeitos do processo, ditando as formas do procedimento e estatuindo sobre o relacionamentoentre esses sujeitos, cabe às de
organização judiciária
estabelecer normas sobre a constituiçãodos órgãos encarregados do exercício da jurisdição; aquelas são normas sobre a
atuação da justiça
, estas sobre a
administração da justiça
. As normas sobre organização judiciária cuidamde tudo que se refira à administração judiciária, indicando quais e quantos são os órgãos jurisdicionais, dispondo sobre a superposição de uns a outros e sobre a estrutura de cada um,fixando requisitos para a investidura e dizendo sobre a carreira judiciária, determinando épocas para o trabalho forense, dividindo o território nacional em circunscrições para o efeito deexercício da função jurisdicional.Foi, contudo, com o advento da Emenda Constitucional n. 24, de 9.12.1999, que extinguiu arepresentação classista, que a organização e a composição dos órgãos da Justiça do Trabalho passaram por considerável transformação.Segundo a Emenda n. 24, a Justiça do Trabalho passa a ser composta dos seguintes órgãos:I – Tribunal Superior do Trabalho;II – Tribunais Regionais do Trabalho;III – Juízes do Trabalho.Além disso, a Emenda n. 24, reduziu o número de componentes do Tribunal Superior doTrabalho, de vinte e sete para dezessete Ministros, eliminou as Juntas de Conciliação e
 
APOSTILA DE DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Julgamento, substituindo-as por Varas do Trabalho, e os juízes classistas, preservando,entretanto, os mandatos dos atuais juízes representantes classistas.Organização judiciária da Justiça do Trabalho pós EC n. 45/2004A Emenda Constitucional nº 45, de 08/12/2004, introduziu sensíveis alterações na estrutura daJustiça do Trabalho, vejamos:a) a lei criará Varas da Justiça do Trabalho, podendo, nas comarcas não abrangidas por sua jurisdição, atribuí-las aos Juízes de Direito, com recurso para o respectivo Tribunal Regional doTrabalho (art. 112, CRFB/88); b) nos dissídios individuais, compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: i) as açõesoriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e daadministração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dosMunicípios; ii) as ações que envolvam exercício do direito de greve; iii) as ações sobrerepresentação sindical, entre sindicatos, entre sindicatos e trabalhadores, e entre sindicatos eempregadores; iv) os mandados de segurança,
habeas corpus e habeas data
, quando o atoquestionado envolver matéria sujeita à sua jurisdição; v) os conflitos de competência entreórgãos com jurisdição trabalhista, ressalvado o disposto no art. 102, I, o, da Constituição Federal;vi) as ações de indenização por dano moral ou patrimonial, decorrentes da relação de trabalho;vii) as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos defiscalização das relações de trabalho; viii) a execução, de ofício, das contribuições cosicia previstas no art. 195, I,
a
, e II, e seus acréscimos legais, decorrentes das sentenças que proferir;ix) outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho, na forma da lei (art. 114, I a IX, daCRFB/88);c) nos dissídios coletivos: i) recusando-se qualquer das partes à negociação coletiva ou àarbitragem, é facultado às mesmas, de comum acordo, ajuizar dissídio coletivo de naturezaeconômica, podendo a Justiça do Trabalho decidir o conflito, respeitadas as disposições mínimaslegais de proteção ao trabalho, bem como as convencionadas anteriormente (art. 114, §2º); ii) emcaso de greve em atividade essencial, com possibilidade de lesão do interesse público, oMinistério Público do Trabalho poderá ajuizar dissídio coletivo, competindo à Justiça doTrabalho decidir o Conflito (art. 114, §3º);d) quanto aos Tribunais Regionais do Trabalho: i) a sua composição será de, no mínimo, 7 juízes,recrutados, quando possível, na respectiva região, e nomeados pelo Presidente da Repúblicadentre brasileiros com mais de 30 e menos de 65 anos, respeitado o quinto constitucionalestabelecido pelo art. 94 da CRFB/88; ii) haverá a instalação da justiça itinerante, com a
 
APOSTILA DE DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
realização de audiências e demais funções de atividade jurisdicional, nos limites territoriais darespectiva jurisdição, servindo-se de equipamentos públicos e comunitários (art. 115, §1º,CRFB/88); iii) o funcionamento poderá ser descentralizado, com a constituição de CâmarasRegionais, a fim de assegurar o pleno acesso à Justiça do jurisdicionado em todos os momentos processuais (art. 115, §2º, CRFB/88).e) no Tribunal Superior do Trabalho: i) a sua composição agora é de 27 Ministros, escolhidosdentre brasileiros com mais de 35 e menos de 65 anos, nomeados pelo Presidente da Repúblicaapós aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal; ii) a sua competência será definida por lei ordinária (art. 111-A, §1º, CRFB/88); iii) junto ao TST, funcionarão os seguintes órgãos: a
 Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho
, cabendo-lhe,dentre outras funções, regulamentar os cursos oficiais para o ingresso e promoção na carreira; o
Conselho Superior da Justiça do Trabalho
, cabendo-lhe exercer, na forma da lei, a supervisãoadministrativa, orçamentária, financeira e patrimonial da Justiça do Trabalho de primeiro esegundo graus, como órgão central do sistema e cujas decisões terão efeito vinculante (art. 111-A, §2º, I e II, CRFB/88).TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHOO órgão máximo da Justiça do Trabalho é o Tribunal Superior do Trabalho, que tem sede nacapital do país (art. 92, §Ú, CRFB/88).ComposiçãoO TST compõe-se de vinte e sete
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 ministros, todos brasileiros maiores de 35 anos e menores de65, de notável saber jurídico e reputação ilibada (art. 693,
a
, CLT).Seus Ministros serão escolhidos dentre brasileiros com mais de 35 e menos de 65 anos,nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria absoluta do SenadoFederal, sendo: 1/5 dentre advogados com mais de 10 anos de efetiva atividade profissional emembros do Ministério Público do Trabalho com mais de 10 anos de efetivo exercício,observado o disposto no art. 94 da CRFB/88, e os demais dentre juízes dos Tribunais Regionaisdo Trabalho, oriundos da magistratura de carreira, indicados pelo próprio TST (art. 111-A, I e II,CRFB/88).Os membros do TST elegerão o presidente e o vice-presidente do Tribunal, o corregedor e os presidentes da Turmas.Funcionamento
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Antes da EC n. 45 sua composição era de 17 ministros.

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