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Entrevista com Eduardo Garofalo

Entrevista com Eduardo Garofalo

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Entrevista com o Artista Plástico Eduardo Garofalo, por Rogério Dal' Mas. Mais artigos para artistas em http://almadoartista.blogspot.com
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07/02/2013

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ENTREVISTA COM EDUARDO GAROFALOO reconhecimento do talento do artista plástico paulista Eduardo Garofalo temsido demonstrado nas participações e premiações em salões de Arte e na inclusãode obras em acervos de órgãos públicos, como o da Assembleia Legislativa doEstado de São Paulo. Nas suas telas, a fluidez das tintas é equilibrada com adosagem precisa das massas pictóricas, temas recorrentes são fortalecidos eimagens são fundidas ao espaço. Estas qualidades técnicas originam-se nadialética entre processo e produto, um todo consagrado por mestres dopresente e do passado.
Pergunta:
Eduardo, muito obrigado pela sua disposição para esta entrevista. Emsuas obras predomina o gênero retrato. Por que a predileção?
Resposta:
Obrigado, Rogério. Eu trabalho com pintura e costumo usar fotografiascomo referências e modelos, em sua maioria retratos. Gosto do aspecto sério eaustero deste tema, seja em fotografia ou na pintura. O retrato tem de conferir dignidade ao modelo, solidez na composição e uma certa austeridade ao conjunto.Gosto dos retratos antigos, dos primórdios da Fotografia, são obras de arte que seassemelham a pinturas.
P:
A pesquisa é fundamental para a estruturação da produção do artista e naorientão de seus significados. A pesquisa obstinada de Pablo Picassomanifestava-se sobretudo dentro da técnica, às vezes partindo de uma referênciae mudando o contexto. Você tem séries de pinturas que usam uma só referência.Conte sobre esta exploração no seu processo de criação.
 
R:
Atualmente uso poucas referências, para poder focalizar o trabalho e obter resultados satisfatórios. Tento criar um conjunto de trabalhos que se harmonizemou tenham um parentesco comum, complementando-se e formando um todoúnico. Esse parentesco dá-se pelo tema predominante e pela uniformidade datécnica, através do gesto aplicado no uso de pincel e tinta. O resultado são sériesde retratos, a partir de uma ou mais referências. Eu gostaria que cada trabalhomeu fosse um resumo do conjunto formado pelas obras, e, ao mesmo tempo, umaparte deste todo. Minha pesquisa está concentrada na escolha das referências eno processo de execução da pintura. Muitas idéias e direções surgem durante ofeitio de uma pintura. Pretendo expandir e aprofundar a pesquisa sobre os temas(retrato, rostos, figura humana), e sobre os materiais e suportes para pintura(atualmente utilizo tinta acrílica ou a óleo). O assunto é extenso e são inúmeras asfontes de pesquisa. Além de retratos de pessoas, também, por vezes, costumoretratar em tela objetos comuns, como um tênis ou um ventilador, ou animais efiguras míticas, dando-lhes o aspecto de um modelo posando para um retrato. 
P:
Que artistas mais influenciam seu trabalho? Em que qualidades eles sedestacam?
R:
Artistas que tenham um trabalho com identidade própria, autoral, onde a obra eo autor o associados por quem observa. Artistas que trabalhampredominantemente com o desenho, a pintura e o retrato; que se aprofundam noassunto, geralmente por anos a fio, através de estudos, séries ou variações de umretrato, como fizeram Francis Bacon e outros. Gosto dos trabalhos de JennySaville, Marlene Dumas, Loretta Lux, Julie Heffernan, Mark Ryden. Eu tambémgosto dos trabalhos mais realistas do Pablo Picasso e de seus esboços egravuras. Aprecio o trabalho de desenhistas e ilustradores virtuoses, como Roger Dean, que faz a arte dos discos do Yes, além do H.R. Giger, do Milo Manara, doYoshitaka Amano (fez a arte das capas do Sandman). Gosto dos trabalhos dospré-rafaelitas; das pinturas do Klimt, Egon Schiele, Odilon Redon, Chagall,Alphonse Mucha e do Modigliani; além do Expressionismo, do Renascimento, daArte da Idade Média e da Antiguidade e a Arte Africana; gosto do trabalho doEliseu Visconti, Almeida Jr, do Guignard, Iberê Camargo, do Volpi; enfim, muitasreferências (Em tempo: também sou influenciado pelo meu próprio trabalho).
P:
Boa parte de suas pinturas se aproxima do grotesco. O expressionista EgonSchiele, uma vez questionado sobre a influência deste estilo em suas obras,afirmou que as fazia porque precisavam ser feitas, agradassem ou não. E você, oque pensa disto?
R:
Não considero grotescas. Eu busco pela beleza. Uma beleza digna e que tenhaforça, não seja ordinária ou superficial. Creio que ela não seja algo totalmentelimpo, bom ou estéril. A beleza pode ter seus aspectos terríveis, seus dramas,suas cicatrizes, ou sua frieza. O grotesco parece ser um caminho, ou um estágio,
 
em direção de tal beleza, ou é uma de suas faces. Também concordo com a frasedo Schiele que você citou.
P:
Como começou a se inscrever em concursos e salões? Qual a importânciadeles para o artista? Na sua opinião existe algum mito que ronda este tema?
R:
Em 2003. Os salões podem ser um caminho, mas o artista deve se informar sobre os gastos ou ganhos que terá, já que na maioria dos salões as despesassão arcadas pelo artista. Tais eventos são muito diferentes entre si, uns bemorganizados, outros não; uns gratuitos outros não; o que pode gerar mais custos.A minha dúvida é se todos os portifólios são realmente analisados, principalmentenos certames mais concorridos, onde dois ou três dias para análise decentenas de projetos, por três ou quatro jurados. A aprovação ou reprovaçãonestes concursos não influencia no andamento do meu trabalho. Para mim seriainteressante se houvesse concursos voltados para o Expressionismo, ou o retrato.A maioria dos salões é de âmbito nacional; poderia haver mais salões ou certamesde artes visuais em nível municipal ou regional, para prestigiar os artistas e a vidacultural de uma cidade, assim como acontece com a música e o teatro. Tambémseria bom se houvesse mais concursos de bolsas de estudo ou de pesquisa.

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