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“Não-localidade” (o fim do materialismo) e o sentido de “experiência” | FATOS EM FOCO

“Não-localidade” (o fim do materialismo) e o sentido de “experiência” | FATOS EM FOCO

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07/12/13 14:55“Não-localidade” (o fim do materialismo) e o sentido de “experiência” | FATOS EM FOCOPágina 1 de 6http://fatosemfocobrasil.com/2013/08/28/nao-localidade-o-fim-do-materialismo-e-o-sentido-de-experiencia/
“Não-localidade” (o fim do materialismo) e o sentidode “experiência”
 Por Orlando Braga  Adaptado por Artur Eduardo
 Antes de mais, vamos ter que saber o que é “materialismo”: é uma teoria segundoa qual a matéria é a única realidade existente – sendo que matéria é tudo o quetem massa e está sujeito à ação do espaço-tempo. Para os herdeiros ideológicosde Darwin (Karl Marx, Freud, Lenine, Stálin, Richard Dawkins, Peter Singer,etc.), a matéria é a realidade fundamental a partir da qual se explica a vidaespiritual. Podemos definir “não-localidade” como a possibilidade de dois objetos– por exemplo, dois fotons, ou dois elétrons – comunicarem entre si de formainstantânea (em termos de tempo universal) e independentemente da distância aque se encontrem um do outro. A não-localidade não é ficção científica:
experiências científicasrealizadas
 desde o princípio da década de 1980 (por exemplo, por  Alain Aspect) confirmaram o fenómeno. Portanto, é certo e seguro que, emdeterminadas condições especificas, dois objectos podem comunicar entre si, deforma simultânea – ou seja, fora do espaço-tempo – e a uma distância que pode
 
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ser, por exemplo, de várias dezenas de milhões de anos-luz. Diz-se, então, que acomunicação entre esses dois objectos é efectuada “fora do cone-de-luz”. A maioria da literatura generalista acerca da Física não menciona a não-localidade. O assunto continua a ser tabu, apesar das verificações e confirmações.E é tabu porque a não-localidade coloca em causa o materialismo – ou seja,coloca em causa o fundamento da Idade Moderna e do Positivismo. A não-localidade significa que a realidade não se limita ao espaço-tempo; e isto colocaem causa toda a filosofia moderna desde Kant. Por exemplo, se o nosso cérebro écomposto de elétrons, então está também sujeito às mesmas leis que regem anão-localidade. O materialismo está morto.
E quanto à “experiência”?
É vulgar confundir-se “experiência” e “experimentação”: a experimentação écientífica (positivismo), mas a experiência pode não ser. Por outro lado,confunde-se “experiência subjectiva” e “experiência intersubjectiva”, sendo queesta última também pode ser chamada de “experiência objectiva”. Aquilo que é“objectivo” é sempre intersubjectivo (na dimensão humana da realidade). A tradição filosófica ocidental trata a “experiência” de duas formas radicalmenteopostas: o racionalismo (Platão, Descartes, Espinoza, Kant) e o empirismo(Locke, Hume, Russell et al). Nem uma nem outra estão certas, e uma e outratêm alguma coisa de acertado.
 
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Definições
 A experiência baseia-se em
factos
, e um
facto
 é algo que adquiriu umaestrutura na nossa consciência; esse facto pode ser subjectivo ou intersubjectivo. A
consciência
 é uma experiência originária (
a priori 
), comprovável a nívelintersubjectivo, que antecede a experiência objectiva (ou experiênciaintersubjectiva
a posteriori 
). A
intuição
 é uma forma de conhecimento que põe,sem mediação, o espírito (a consciência) em presença do seu objecto.Os racionalistas desconfiam das “ilusões dos sentidos” e têm alguma razão, masignoram a intuição. Os empiristas dizem que a experiência é a origem de todo oconhecimento, e têm alguma razão, mas ignoram não só a intuição como tambéma consciência (conforme definição supracitada).
“A verdade é adequação daconsciência à realidade” 
 (S. Tomás de Aquino). O primeiro problema aqui é o deque a realidade não é passível de definição. A realidade é um conceito infinito.Então, poderíamos também dizer: “A verdade é adequação da consciência aoinfinito”. O segundo problema é que existem graus diferentes de “adequação daconsciência ao infinito”, ou seja, há consciências mais perto da verdade do queoutras. A “adequação da consciência ao infinito” difere de indivíduo a indivíduo,e muita dessa “adequação da consciência ao infinito” é feita através da intuiçãoque reifica (reificar=transformar em factos) a experiência subjectiva.

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