Factos, valores e factos valorados
Os factos correspondem a tudo aquilo que é descritível, ao queacontece, ao que ocorre, podendo ser verdadeiros ou falsos, pelo que osjuízos de facto correspondem à enunciação dessesacontecimentos/ocorrências de uma força imparcial, objectiva, sem qualquertipo de interpretação ou avaliação, pelo que não é possível saber se é algo
bom ou mau, bonito ou feio, como por exemplo: “Tu mataste a Rita”. Osvalores, por sua vez, são aquilo que “vale”, pelo que os juízos de val
orcorrespondem à atribuição de características aos factos, logo, estãorelacionados com a subjectividade, parcialidade e apreciação dos factos,
como por exemplo: “Tu mataste a Rita e isso é terrivelmente mau!” É
legítimo afirmar que não existem factos, aos nossos olhos, verdadeiramenteneutros, despidos de qualquer apreciação ou interpretação, pelo que existemfactos valorados que resultam da junção de dos factos com os valores.
Condicionantes da acção Humana
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Crianças-Lobo
As pessoas nascem, à partida, com determinadas limitações e algumaspossibilidades inerentes à sua condição biológica. Têm a oportunidade dedesenvolver as suas capacidades, autodeterminando-se e autocriando-se,através da socialização (processo de integração de uma criança numadeterminada sociedade que implica a assimilação da cultura a que pertence).Sem essa progressiva assimilação e interiorização da cultura, o ser biológiconão se torna verdadeiramente humano, pois não adquire a linguagem, osvalores, as crenças e os padrões comportamentais próprios dos sereshumanos, sendo isto que acontece com as crianças-lobo, pois a componentebiológica não basta para sermos verdadeiramente humanos.O comportamento humano é uma conquista que se faz através dasocialização sem a qual as crianças-lobo não desenvolvem as aptidões e oscomportamentos humanos próprios, como falar, pensar, estabelecer laçosafectivos, rir, chorar, distinguir o bem do mal, entre outras coisas, pois estas
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