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Raciocinarexige a universalidade humana da razão. A razão está sempre àfrente de tudo, de todos os sistemas sociais.Nem todas as opiniões são igualmente válidas, valem mais as que possuem melhoresargumentos a seu favor e as que melhor resistem à prova de fogo do debate com asobjecções que lhe são colocadas.Raciocínio - é a operação pela qual a inteligência, partindo de duas ou mais relaçõesconhecidas, afirmadas ou negadas, conclui uma nova relação que nelas estavaimplicitamente contida e delas deriva logicamente. É a operação mental que infereconhecimentos novos a partir de conhecimentos dados.Alógica formaltem por objecto a técnica do raciocínio e a validade das conclusõesnão depende do conteúdo das proposições, da sua matéria especial, mas unicamenteda sua forma.A lógica contribui para a consciência da necessidade da exigência de rigor, coerência e clareza dos nossos raciocínios em particular e dos pensamentos em geral.Alógica formaltornou-se cada vez mais abstracta e simbólica permitindo a suaaplicação na tecnologia de que são expoentes máximos a electrónica, a informática,as linguagens de programação.Todos os raciocíniossão constituídos por um certo número de proposições dispostas detal modo que a conclusão resulta das premissas.Alógica formalestuda as diferentes formas que podem ter os raciocínios abstraindo-se do conteúdo material (o que é expresso verbalmente) referidos nas proposiçõesque compõem os raciocínios, preocupando-se com o respectivo valor de verdade.Osraciocíniossão avaliados como válidos ou não válidos e não como verdadeiros oufalsos. Averdade ou falsidade da conclusãodependem dos conteúdo do raciocínio.Avalidade lógicadepende exclusivamente da relação entre os valores de verdadedas premissas e da conclusão.Um raciocínio é válidoquando as premissas são verdadeiras e a conclusão também.Um raciocínio em que as premissas são verdadeiras e se obtenha uma conclusão falsanão pode ser válido.Sendo o Conceito Universal, ele aplica-se a um conjunto de objectos ou indivíduosque reúnam as mesmas características essenciais comuns.A extensão ( ou denotação) de um conceitoé o conjunto de objectos aos quais oconceito se aplica. Por exemplo, o conceito de mamífero aplica-se a todos osindivíduos que se alimentam de leite materno durante determinado período da suavida.Sendo o conceito abstracto, ele compreende um determinado conjunto decaracterísticas que o constituem.A compreensão (ou intensão) de um conceitoé o número ou o conjunto decaracterísticas ou qualidades essenciais que formam o conceito. Por exemplo, aanimalidade e a racionalidade são características essenciais que formam o conceitode Homem.
 
 1
.
Classifica
o seguinte juízo :
a) ―O círculo é redondo‖ quanto à: Modalidade
É um juízo Apodíctico (dedução) -enuncia uma relação entre o sujeito e o predicado. É universal e afirmativo, tipo A. 
b) ―O triângulo tem três lados‖ quanto à Matéria
É um juízo a priori - cuja verdadepode ser conhecida independentemente da experiência. 
c) ―Alguns homens são músicos‖ quanto à Quantidade:
- É um juízo particular
 aquele em que o predicado atribui-se a uma parte da extensão do sujeito. Particularafirmativo. 
d) ―Os homens são mortais‖, quanto à Qualidade
 
É um juízo afirmativo - quandose estabelece uma relação de compatibilidade entre o sujeito e predicado. É universale afirmativo. 
2.
 
Elabora
um juízo que seja simultaneamente: Universal, Categórico e Apodíctico.Vários exemplos: o fogo queima; todos os homens são mortais; todas as bolas sãoesféricas; todos os homens são racionais.
3.
Tendo em conta a quantidade e a qualidade de um juízo (Tipo A, E, I e O),classifica-os e representa-os segundo Diagramas de Euler:
a) ―Todo o homem é justo‖
 
b) ―Algum homem é justo‖
 
c) ―Nenhum homem é justo‖
 
d) ―Algum homem não é justo‖
 R:a) Tipo A b) Tipo I c) Tipo E d)Tipo O 
4.
 
Define
Dedução da forma mais correcta.
 
R: Dedução é o processo de raciocínio que nos permite, de premissas gerais, concluirimplicações particulares. Realiza-se no plano do inteligível, assume várias formas, amais conhecida é o silogismo. A dedução é uma industria mental que trabalha sobreproposições; não acrescenta nada à sua significação, mas torna esta susceptível deuma utilização nova.
5
. Estabelece a diferença entre um raciocínio dedutivo e um raciocínio indutivo.R: O raciocínio é uma operação discursiva mediante a qual concluímos que uma ouvárias proposições (premissas) implicam a verdade, a probabilidade, ou a falsidadede uma outra proposição (conclusão). Podemos ter raciocínios dedutivos e indutivos: 
Raciocínio dedutivo
- define-se tradicionalmente como a passagem do geral aoparticular, da lei à aplicação; não se aplica à dedução matemática; une vários juízosentre si, passa de um juízo a outro. Ex. de raciocínios dedutivos: dedução imediata(inferência imediata), a dedução silogística;
Raciocínio Indutivo
- consiste em enumerar todos os indivíduos definidos pela posseduma mesma propriedade, e se realmente eles possuem todos, tomadosindividualmente, esta mesma propriedade, pode-se concluir que o conjunto dos
indivíduos a possui. Exemplo: ‗Os vegetais, os animais e os homens respiram. Os
vegetais, os animais e os homens são todos os seres vivos conhecidos. Portanto os seresvivos respiram. A indução amplificante, generaliza o conjunto dos casos análogos, apartir de um facto observado ou experimentado num certo número de casos. Porexemplo, tendo constatado que alguns raios luminosos se reflectem no seu planosegundo um ângulo igual, conclui-se que todos os raios luminosos se reflectemsegundo esta lei. Caminha-se do particular para o universal. 
6
.
Indica
a regra referente aos termos do silogismo que é violada. Justifica.a). Todos os políticos são homens.Alguns políticos são corruptos.Logo, todos os homens são corruptos.
R: Este silogismo não cumpre a Segunda regra que diz: ‗Nenhum termo deve ter
maior extensão na conclusão do que nas premissas
‘. Ora o sujeito da conclusão,‗homens‘, está tomado em uma parte da sua extensão na premissa (dizer ‗Todos ospolíticos são homens‘ é dizer ‗Todos os políticos são
alguns
dos homens‘) e na conclusãoaparece quantificado universalmente (‗Todos os homens...
 ). Assim, o predicado
‗corruptos‘ que na Segunda premissa qualifica alguns
-políticos aparece na conclusãoa qualificar todos os homens. Isso foi concluir mais do que permitiam as premissas: nãose pode deduzir o mais do menos. Eis o silogismo corrigido: Todos os políticos são homens. Alguns políticos são corruptos. Logo, alguns homens são corruptos. b) O leão é animal.Ora, o lobo é animal.Logo, o lobo é leão.
R: Este silogismo viola a 3ª regra que diz ‗O termo médio deve ser universal em pelo
menos uma
das premissas‘. Neste silogismo o termo médio
- comum às premissas - é
‗animal‘. Ora, ‗animal‘ é particular nas duas premissas. Com efeito, dizer ‗O leão éanimal‘ e ‗O lobo é animal‘ é dizer, respectivamente: ‗Alguns animais são leões‘ e‗Alguns animais são lobos‘. Assim, o conceito ‗animal‘ está a ser tomado numa parte
da sua extensão na primeira premissa e em outra parte na Segunda premissa (o que
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