R: Dedução é o processo de raciocínio que nos permite, de premissas gerais, concluirimplicações particulares. Realiza-se no plano do inteligível, assume várias formas, amais conhecida é o silogismo. A dedução é uma industria mental que trabalha sobreproposições; não acrescenta nada à sua significação, mas torna esta susceptível deuma utilização nova.
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. Estabelece a diferença entre um raciocínio dedutivo e um raciocínio indutivo.R: O raciocínio é uma operação discursiva mediante a qual concluímos que uma ouvárias proposições (premissas) implicam a verdade, a probabilidade, ou a falsidadede uma outra proposição (conclusão). Podemos ter raciocínios dedutivos e indutivos:
Raciocínio dedutivo
- define-se tradicionalmente como a passagem do geral aoparticular, da lei à aplicação; não se aplica à dedução matemática; une vários juízosentre si, passa de um juízo a outro. Ex. de raciocínios dedutivos: dedução imediata(inferência imediata), a dedução silogística;
Raciocínio Indutivo
- consiste em enumerar todos os indivíduos definidos pela posseduma mesma propriedade, e se realmente eles possuem todos, tomadosindividualmente, esta mesma propriedade, pode-se concluir que o conjunto dos
indivíduos a possui. Exemplo: ‗Os vegetais, os animais e os homens respiram. Os
vegetais, os animais e os homens são todos os seres vivos conhecidos. Portanto os seresvivos respiram. A indução amplificante, generaliza o conjunto dos casos análogos, apartir de um facto observado ou experimentado num certo número de casos. Porexemplo, tendo constatado que alguns raios luminosos se reflectem no seu planosegundo um ângulo igual, conclui-se que todos os raios luminosos se reflectemsegundo esta lei. Caminha-se do particular para o universal.
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Indica
a regra referente aos termos do silogismo que é violada. Justifica.a). Todos os políticos são homens.Alguns políticos são corruptos.Logo, todos os homens são corruptos.
R: Este silogismo não cumpre a Segunda regra que diz: ‗Nenhum termo deve ter
maior extensão na conclusão do que nas premissas
‘. Ora o sujeito da conclusão,‗homens‘, está tomado em uma parte da sua extensão na premissa (dizer ‗Todos ospolíticos são homens‘ é dizer ‗Todos os políticos são
alguns
dos homens‘) e na conclusãoaparece quantificado universalmente (‗Todos os homens...
). Assim, o predicado
‗corruptos‘ que na Segunda premissa qualifica alguns
-políticos aparece na conclusãoa qualificar todos os homens. Isso foi concluir mais do que permitiam as premissas: nãose pode deduzir o mais do menos. Eis o silogismo corrigido: Todos os políticos são homens. Alguns políticos são corruptos. Logo, alguns homens são corruptos. b) O leão é animal.Ora, o lobo é animal.Logo, o lobo é leão.
R: Este silogismo viola a 3ª regra que diz ‗O termo médio deve ser universal em pelo
menos uma
das premissas‘. Neste silogismo o termo médio
- comum às premissas - é
‗animal‘. Ora, ‗animal‘ é particular nas duas premissas. Com efeito, dizer ‗O leão éanimal‘ e ‗O lobo é animal‘ é dizer, respectivamente: ‗Alguns animais são leões‘ e‗Alguns animais são lobos‘. Assim, o conceito ‗animal‘ está a ser tomado numa parte
da sua extensão na primeira premissa e em outra parte na Segunda premissa (o que
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