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PROVA DOCUMENTAL

PROVA DOCUMENTAL

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06/12/2013

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PROVA DOCUMENTALMárcia Teixeira AntunesCarnelutti define documento como “uma coisa capaz de representar umfato”.[1]A expressão “prova documental” abrange os instrumentos e os documentos,que se diferenciam, principalmente, em razão de serem constituídos com afinalidade de servir de prova; estes, ao contrário, poderão ser utilizadoscomo prova, mas não são confeccionados com essa finalidade.Os documentos podem ser públicos ou privados.a) Documento público: é o formado perante e por autoridade pública noexercício de suas atribuições legais e que tenha aptidão para lhe conferir fépública, isto é, presunção de veracidade e autenticidade.[2]Essa presunção de veracidade dos documentos públicos é relativa, visto quepode ser afastada por prova contrária.Para que a presunção de veracidade dos documentos públicos alcance ofato em si, é necessário que tenha ocorrido na presença do funcionáriopúblico.Se o funcionário público se limita a documentar declaração de particular, apresunção de veracidade do documento público se resume ao fato de tersido efetivamente prestada.[3]Para fins probatórios o legislador equipara ao documento público original acópia autenticada[4], a certidão e traslados fornecidos pelo escrivão ou poroficial público.[5]O documento público terá o mesmo valor probatório que o documentoparticular se, subscrito pelas partes, for elaborado por oficial públicoincompetente[6] ou sem a observância das formalidades legais.[7]Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart[8] sustentam que nãohaverá necessidade da subscrição das partes, se o documento particularcorrespondente não a exigir.
 
Por vezes o legislador impõe a forma pública como requisito de validade donegócio jurídico.[9] Neste caso, o documento não poderá ser substituído porqualquer outro meio de prova.b) Documento Privado: é aquele para cuja formação não contribuiu qualqueragente público exercendo função pública.A declaração contida em documento particular, desde que assinado pelodeclarante, dispensa qualquer outro meio probatório, a fim de provar a suaexistência, pois milita a presunção de veracidade em favor do autor dodocumento.[10]No entanto, se essa declaração referir-se à ciência de um fato, o documentoprovará, apenas, a declaração de ciência, e não, a veracidade do fato.[11]Assim como ocorre nos documentos públicos a presunção de veracidade érelativa.O documento particular terá presunção de autenticidade, que não pode serconfundida com veracidade, se for assinado perante um tabelião quereconheça a firma[12] do signatário.[13]A parte contra quem foi produzido um documento particular poderá, noprazo do art. 390, CPC impugnar a autenticidade da assinatura e averacidade do contexto, sob pena de, no silêncio, ser presumido autêntico everdadeiro.[14]Essa regra não pode ser confundida com o incidente de falsidade, pois versaapenas sobre a forma de impugnação da autenticidade da assinatura e averacidade do contexto.[15]Se a data do documento for impugnada por um dos litigantes, aplica-se aregra do art. 370, caput, CPC, admitindo-se todos os meios de provaadmitidos em direito. No entanto, em relação a terceiros, os incisos dodispositivo é que regulamentam a matéria.
 
O telegrama, radiograma ou qualquer outro meio de transmissão de dadospodem ser utilizados em juízo, como prova documental, desde que odocumento original seja assinado pelo subscritor.Os Tribunais, além desse requisito, previsto no art. 374, caput, CPC, aindatem exigido o reconhecimento de firma, mencionado no § único do mesmodispositivo.[16]-[17]A Lei 9.800/99 regulamenta a apresentação de documento via fac-símile,admitindo o seu uso, desde que os originais sejam juntados aos autos em05 (cinco) dias.Os livros comerciais, ainda que não atendam aos requisitos legais[18],podem fazer prova contra o comerciante.[19] Mas, para servirem de provaem favor dele, é necessário que as determinações legais sejamatendidas.[20]Ainda com relação aos livros e documentos comerciais, os artigos 381 e382, ambos do CPC, admitem que o juiz, a requerimento da parte,determine a sua exibição integral ou, de ofício, a exibição parcial.[21]Para que a reprodução mecânica sirva como prova dos fatos por elarepresentados, é necessário que a parte contra quem o documento éproduzido admita a sua conformidade.[22]Quanto ao prazo para a parte impugnar esse documento, Moniz deAragão[23] sugere que, a míngua de previsão legal expressa, se utilize aregra prevista no art. 372, CPC.A cópia do documento particular terá valor de certidão, se o escrivão atestarsua conformidade com o original, conforme disposto no art. 384, CPC.[24]A Lei 10.352/01, que alterou o art. 544, § 1º, 2ª parte, CPC admite que oadvogado, sob pena de responsabilidade pessoal, declare a autenticidadedas cópias das peças processuais.

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