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Trabalho Priscila

Trabalho Priscila

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Resumo: A ESSÊNCIA DA CONSTITUIÇÃO
 Prefácio
Ferdinand Lassalle, advogado persistente produziu trabalhos de significativaimportância filosófica. Este livro que é um clássico do pensamento políticoconstitucional.Publicado em português com o título Que é uma Constituição? Dando continuidade àcoleção clássicos do Direito. Publicado com o título A Essência da Constituição para permanecer fiel ao texto e resguardar o seu pensamento original.O seu pensamento político mais importante é fundamentalmente voltado para o estudode problemas e indicações de alternativas para o sindicalismo, especialmente alemão- prussiano da época. Programa dos operários pode ser visto como a entidade queantecedeu a formação da social-democracia alemã.O programa que se apóia principalmente em duas teses voltadas para a melhoria dascondições de vida do trabalhador. Onde também faz crítica à lei de Bronze dos salários,e suas teses voltadas para a melhoria das condições de vida do trabalhador. Estas tesessobre a lei de Bronze e as cooperativas de trabalhadores, teoricamente, separam Lassallede Marx.Lassalle e Marx estiveram juntos em muitos momentos históricos especialmentedurante a Revolução de 1848, de tendências populares e democráticas.Embora tenha sido Lassalle condenado, historicamente, foi Marx quem prosseguiuaprofundou os estudos sobre o capitalismo e os seus efeitos sobre as condições de vidado operariado.O pressuposto da teoria crítica de Lassalle não é idealista e, como não poderia deixar de ser, ele não é um formalista. É essencialmente influenciado por preocupações políticas e sociológicas.Esta obra – A Essência da Constituição – é dos únicos trabalhos constitucionais ousobre a sociologia das constituições de alcance acadêmico e popular que estuda osfundamentos, não formais, mas como ele domina, essenciais – sociais e políticos deuma constituição.Lassalle tem um paradoxo muito interessante do seu trabalho. Um clássico doconstitucionalismo que desconhece a importância do Direito como instrumento deorganização social e, ao mesmo tempo escrevendo sobre o que é uma constituição,ensina exatamente o que não deve ser a essência de uma constituição.
A Essência da CONSTITUIÇÃO
 Ferdinand Lassalle foi convidado para fazer uma conferência, na qual escolheu falar de problemas constitucionais, isto é, Qual a essência da constituição?A qualquer hora, a tarde, pela manhã e á noite, estamos ouvindo falar da constituição ede problemas constitucionais. Que é uma constituição? Qual é a verdadeira essência deuma constituição?Poucas pessoas sabem dar uma resposta satisfatória sobre ela. Lassalle diz, que paradesvendá-la, aplicaremos um método que é de utilidade pôr em prática sempre quequisermos esclarecer o objeto de nossa investigação. Este método é muito simples.Baseia-se em compararmos o objeto cujo conceito não conhecemos com outro
 
semelhante, esforçando-nos para penetrar clara e nitidamente nas diferenças queafastam um do outro.Qual a diferença entre uma constituição e uma lei? Ambas, têm, evidentemente, umaessência genérica comum. Uma constituição necessita de uma aprovação legislativa, istoé, tem que ser também lei: é mais do que isso. Entre os dois conceitos não existemsomente afinidades; há também dessemelhanças. Estas fazem com que a constituiçãoseja mais do que simples lei.É a lei fundamental de uma nação. Tal lei, entretanto, vigora por determinadosmotivos. Ela é respeitada devido ao fato de haver uma coação geradora da noção deobrigatoriedade. Esta é impulsionada pela ação dos fatores reais de poder.Lassalle: "Os fatores reais do poder que atuam no seio de cada sociedade são essaforça ativa e eficaz que informa todas as leis e instituições jurídicas vigentes,determinando que não possam ser em substância, a não ser tal como elas são". Isso quer dizer que os grupos sociais detentores de certo grau de poder não só determinam queseja implementada uma Constituição, como também fazem com que ela tenha ou nãoeficácia social. Deve ela estar, portanto, de acordo com as condições sociais e históricas presentes na época de sua elaboração, sob pena de nem se quer transpor o plano teórico.Inserido no contexto do século XIX, Lassalle destacou aqueles que seriam os fatoresreais do poder. São eles a monarquia, detentora do comando do Exército e, por conseguinte, de uma força capaz de impor regras; a aristocracia, parcela pequena da população, mas proprietária de terras que, por ter influência junto ao rei e à Corte, podegarantir seus interesses; a grande burguesia, cuja influência econômica e ideológica poderia acarretar uma guerra civil, caso seus interesses fossem frontalmentecontrariados; os banqueiros, dos quais o governo necessita para pedir empréstimos a fimde realizar obras e equilibrar recitas e despesas e perante os quais são assumidoscompromissos; a pequena burguesia e a classe operária, que, embora tenham menor influência, podem atuar em casos extremos impedindo a concretização de leisextremamente danosas a si.Diante dos fatos, a conclusão a que se chega é a seguinte: Juntam-se esses fatoresreais do poder, os escrevemos em uma folha de papel e eles adquirem expressão escrita.A partir desse momento, incorporados a um papel, não são simples fatores reais do poder, mas sim verdadeiro
– instituições jurídicas. Quem atentar contra eles,atenta contra a lei e por conseguinte é punido. Obviamente, os interesses de cada gruponão aparecem de forma explícita na Constituição. Ela é redigida de um modo que leva acrer que ela beneficiará igualmente a todos, mas órgãos como o Senado e o Exército poderão simplesmente ser usados para favorecer determinadas classes.Cabe destacar que "todos os países possuem ou possuíram sempre e em todos osmomentos da suas história uma Constituição real e verdadeira" Segundo esse pensamento, mesmo antes de haver uma codificação das leis, marca característica daIdade Contemporânea, as sociedades eram regidas por uma Constituição real e efetiva,que, em vários aspectos, se equipara ao Direito consuetudinário, baseado em precedentes. Essa situação poderia ter continuidade eterna, mas, em certo ponto,emanou dos fatores reais de poder a necessidade de estabelecer as instituições e princípios vigentes através de um documento.O principal motivo que levou ao surgimento dessa necessidade foi a ocorrência deuma transformação. O meio pelo qual se deu essa transformação é objeto de estudo deLassalle. Ele fez uma análise das Constituições ao longo da História. Na Idade Média, anobreza ocupava lugar de destaque, detendo poder político e econômico. Desse modo, o príncipe ocupava o primeiro posto entre iguais, precisando da autorização daquela parafazer qualquer alteração na ordem vigente. Com o passar do tempo, mudanças na

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