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JF_eleicoes_082009

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2
 JORNAL DA FENPROF
SETEMBRO 2009
stá prestes a arrancar o novo ano escolarcom uma particularidade. A de que, como início da actividade lectiva em todas asescolas, os portugueses estarão a viver,sem dúvida, um dos momentos mais mar-cantes da política portuguesa do pós-25 de Abril,pois perante a malograda experiência de váriosgovernos de maioria absoluta (PSD, PSD/PP e PS)que se transmutaram em ormas “absolutistas”de exercer o poder, épara todos claro queos erros do passado sópoderão ser corrigidoscom a intervenção di-recta da Assembleiada República — espaçode legitimação demo-crática do voto dosportugueses.É reconhecido queos Sindicatos serão or-ganizações políticasdemocráticas essen-ciais ao país se não seescudarem na ambi-guidade e se se assu-mirem como garantiados direitos essenciaisconquistados com aRevolução. A FENPROF,nessa qualidade, nãose escusou de intervirneste momento de cen-tralidade inquestioná-vel, por entender que énecessária uma rupturacom as políticas e com o estilo de governação.Os trabalhadores portugueses, em geral,e os proessores e educadores, em particular,percebem melhor que ninguém o signicado daamplitude destas palavras. Eles e as suas amíliassentiram o agravamento das suas condições devida, designadamente através do aumento depreços, ao mesmo tempo que se depreciavamos salários, ou de um criterioso e intencionalcrescimento do desemprego, nomeadamentena Administração Pública. Sabem o que são aspolíticas de restrição dos direitos contratuais queagravaram as condições de trabalho e agrava-ram a precariedade dos vínculos de emprego, oque é aliás inquestionável no quadro global dostrabalhadores do Estado. Foram criados meca-nismos de controlo sobreuma prossão racturada,pondo a avaliação dodesempenho ao serviçode uma visão meramenteeconomicista da plani-cação do trabalho.É, pois, no mundo dotrabalho, com particularreerência para os tra-balhadores intelectuais(proessores, ormadorese investigadores) que asalterações das leis labo-rais mais acentuaram asua desvalorização.Urge, por isso, nãoperder esta oportunida-de de exigência de umagovernação democrática,de rigor e de qualidade,de orma a devolver aoPovo o que ao Povo setirou. E é por esta quea FENPROF traçou a suaestratégia, materializadanos últimos 4 anos emcrescentes adesões à luta nas ruas e nos locais detrabalho, corajosamente, mas que agora deveráchegar até ao voto.Um voto que é de cada um, é certo, masque é para todos, num azer colectivo que noscompromete, enquanto indivíduos, com o uturode todo o País.
DUAS PALAVRAS
Edição, Propriedade, Redacção e Administração
Federação Nacional dos ProfessoresRua Fialho de Almeida, 31070-128 LISBOATels.: 213819190 - Fax: 213819198E-mail: fenprof@fenprof.ptHome page: http://www.fenprof.pt
Director:
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Luís Loboluis.lobo@sprc.pt
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Coordenação técnica e apoio à Redacção:
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Paginação e Grafismo:
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Impressão:
Rafael, Valente & Mota, S.A.MULTIPONTOTiragem média: 62.000 ex.Depósito Legal: 3062/88ICS 109940NIPC: 501646060O “JF” está aberto à colaboração dos professores,mesmo quando não solicitada. A Redacção reserva--se, todavia, o direito de sintetizar ou não publicar quaisquer artigos, em função do espaço disponível.Os artigos assinados são da exclusiva responsabilidadedos seus autores.SINDICATO DOS PROFESSORESDA GRANDE LISBOAR. Fialho de Almeida, 3 - 1070-128 LisboaTel.: 213819100 - Fax: 213819199E-mail: spgl@spgl.ptHome page: www.spgl.ptSINDICATO DOS PROFESSORESDO NORTEEdif. Cristal ParkR. D. Manuel II, 51-3º - 4050-345 PortoTel.: 226070500 - Fax: 226070595E-mail: geral@spn.ptHome page: www.spn.ptSINDICATO DOS PROFESSORESDA REGIÃO CENTROR. Lourenço Almeida de Azevedo, 203000-250 CoimbraTel.: 239851660 - Fax: 239851666E-mail: sprc@sprc.ptHome page: www.sprc.ptSINDICATO DOS PROFESSORESDA ZONA SULAv. Condes de Vil’Alva, 2577000-868 ÉvoraTel.: 266758270 - Fax: 266758274Home page: www.spzs.ptE-mail: spzs.evora@gmail.comSINDICATO DOS PROFESSORESDA REGIÃO AÇORESAv. D. João III, Bloco A, Nº 109500-310 Ponta DelgadaTel.: 296205960 - Fax: 296629698E-mail: spra.terceira@mail.telepac.ptHome page: www.spra.ptSINDICATO DOS PROFESSORESDA MADEIRAEdifício Elias Garcia, R. Elias Garcia,Bloco V-1º A - 9054-525 FunchalTel.: 291206360 - Fax: 291206369E-mail: spm@netmadeira.comHome page: www.spm-ram.orgSINDICATO DOS PROFESSORESNO ESTRANGEIROSede Social: Rua Fialho de Almeida, 31070-128 LisboaTel.: 213833737 - Fax: 213865096E-mail: spefenprof@hotmail.comHome page: www.spefenprof.org
Sindicatos membrosda FENPROF
Luís Lobo
luis.lobo@sprc.pt
E
A FENPROF, nessa qualidade, nãose escusou de intervir neste mo-mento de centralidade inquestioná-vel, por entender que é necessáriauma ruptura com as políticas e como estilo de governação.
É necessária uma ruptura com as políticase o estilo de governação!
 
JORNAL DA FENPROF 
3SETEMBRO 2009
Alterações ao ECD, aprovadas pelo Governo, só servempara consolidar algumas das soluções mais negativas
124
A echar“Concurso” a proessor-titulare promulgação do “Simplex” avaliativo
5
EditorialNum quadro de esperança, construiro uturo também está nas nossas mãos…
6
Carta Reivindicativa dos ProessoresDeender a Escola Pública Democráticaé uma tarea centralEducaçãoPartidos com representação parlamentarrespondem a inquérito da FENPROF
Exemplos:
• Foi dito que a duração dos três primei
-ros escalões da carreira seriam reduzidos,cada um, em um ano; não se disse que apartir do 5.º escalão (sensivelmente a meioda carreira) a esmagadora maioria dos do-centes está impedida de progredir;
• Foi dito que a duração do 5.º escalão
era reduzida em dois anos (de 4 para 2); nãose disse que, para a esmagadora maioriados docentes, isso é indierente, pois nãopassará desse escalão;
• Foi dito que eram criados dois novos
escalões no topo da categoria de proessor;não se disse que o acesso a esses escalõesnão depende do mérito revelado pelosdocentes no seu desempenho, ou da suaaprovação em prova de acesso a proessor--titular, mas da autorização do Ministériodas Finanças para que se abra o concursoàquela categoria superior;
• Foi dito que os professores que não
obtiverem vaga em concurso a proessor--titular progredirão aos, agora criados, 6.ºe 7.º escalões da categoria inerior; não sedisse que esses docentes revelaram, nãoapenas no seu desempenho, mas em provaa que se submeteram, o mesmo ou méritosuperior ao dos que acederão a proessor--titular. Só a não abertura de vagas, aindaque necessárias nas escolas, ditará umsalário mensal que poderá atingir os 800euros de dierença;
• Foi dito que os professores poderiam
azer a prova de acesso a proessor-titularmais cedo do que antes se previa; não sedisse que isso de pouco vale, pois não ha-vendo concurso (e este Governo já inormouque não o abrirá) não há acesso a essacategoria, nem sequer aos novos escalõesda categoria de proessor;
• Foi dito que no topo da categoria de
proessor-titular haverá um novo escalão;não se disse que as regras de acesso a esseescalão são tão echadas que mesmo entreos proessores titulares será residual o nú-mero dos que a ele acederão.Por estas razões, as alterações aprova-das pelo Governo não mereceram o acordoda FENPROF. São alterações que visam con-solidar as piores soluções que o ME impôsno âmbito da carreira docente: a divisãoem categorias, a espúria prova de ingressona prossão, o desqualicado modelo deavaliação e as suas quotas, só para daralguns exemplos...Para a FENPROF e os proessores, o im-portante será mesmo continuar a combatereste estatuto e colocar como prioridade, aopróximo Governo, a sua eectiva revisão, nosentido de ser aprovado um ECD que valorizee dignique a prossão e os prossionaisdocentes.Estamos, pois, perante alterações queservem, essencialmente, para enganar quemestiver muito distraído e não se apercebaque esta é uma estratégia de consolidaçãodo chamado “ECD do ME” e dos princípiosem que assenta.É de recordar, contudo, que em relação aum dos seus aspectos mais negativos - a ca-tegorização dos proessores -, com excepçãodo PS, já todos os partidos políticos assumiramo compromisso de eliminar essa repugnantedivisão, o que reorça a conança dos docen-tes em conseguirem, em breve, alcançar esseimportante objectivo da sua luta.
O Secretariado Nacional da FENPROF 5/08/2009 
O que a Ministra da Educação afrmou, recentemente, a propósitodas alterações ao Estatuto da Carreira Docente (ECD) aprovadas emConselho de Ministros, serve, sobretudo, para disarçar a realidade:não houve, de acto, revisão do ECD; não teve lugar, na verdade,qualquer processo negocial. Apenas se realizaram algumas reuniões,em que o ME inormou os Sindicatos sobre o que pretendia retocarno ECD e... retocou!
ELEIÇÕES 
     S     U     M      Á     R     I     O
 
SETEMBRO 2009
“Concurso” a professor-titular e promulgaçãodo “Simplex” avaliativo: FENPROF toma posição
A FECHAR
Ministério da Educação não tem medidasconcretas e positivas para apresentar aosproessores em período de campanha elei-toral. Como tal, procura criar expectativasque nunca passarão disso mesmo, paraazer crer que está a corrigir distorções que impôsà carreira docente... mas não está! Nesse sentido,ordenou aos directores das escolas e agrupamen-tos que inormassem os docentes que se encontradisponível, no site da direcção geral responsávelpelos aspectos burocráticos, o ormulário de can-didatura e
upload 
do trabalho para apresentaçãoda prova de acesso a proessor-titular, destacavaa nota de imprensa divulgada pela FENPROF nopassado dia 18 de Agosto.Reerindo “desde logo” que “é uma vergonhaque o ME torne pública esta inormação em plenoperíodo de érias dos proessores e educadores”, oSecretariado Nacional da FENPROF sublinhava: “Énecessário perceber que, ainda que osse possívelos proessores submeterem-se a tal prova, ela denada serviria, pois não abrirá qualquer concurso paraacesso à categoria de proessor titular, única ormade aceder à mesma. Recorda-se que responsáveis doME tinham anunciado a realização de um concursoextraordinário, ainda durante a actual Legislatura,mas, conrma-se agora, não alavam verdade”.“Para os proessores será completamente indi-erente que se realizem, ou não, provas de acessoa proessor titular, pois sabem que, independen-temente do resultado que nelas obtiverem, o quecontará será a existência de concurso, sabendo-se,à partida, que o mesmo deixará de ora a esmaga-dora maioria dos docentes, pois será o Ministériodas Finanças a autorizar a abertura desse concursoque, no mínimo, impedirá 2/3 dos proessores dechegarem ao topo da carreira”, menciona a notaque a FENPROF divulgou à comuni-cação social, e na qual se podeler ainda:“Perante este quadro, bempode o ME desdobrar-se eminiciativas e inormações que,pensará, irão enganar os pro-essores em vésperas de elei-ções. Não o conseguirá, pois osproessores reservarão as suasorças para o que é maisimportante: eliminar estainaceitável divisãodos docentes emproessores deprimeira e desegunda!”A concluir, a tomada de posição sindical re-eria: “Sabe-se já, porque tornaram pública essaposição, que CDS-PP, PSD, PEV, PCP e BE assu-miram o compromisso de acabar com a racturaintroduzida na carreira docente. Sendo apenas oPS a deender a existência de categorias hierarqui-zadas na carreira dos proessores, tudo indica que,brevemente, estas deixarão de existir. Quando talacontecer, estaremos perante uma extraordináriavitória dos proessores que muito têm lutadocontra essa injusta e inaceitável divisão”.
Promulgação não surpreende...
“A promulgação, pelo Presidente da República,do decreto que prolonga a aplicação do modelo
simplex 
” de avaliação não surpreende”, comentavaa Direcção da FENPROF em comunicado divulgadono passado dia 19 de Agosto.“É de recordar que o Presidente da República já havia promulgado este mesmo modelo simpli-cado quando, pela primeira vez, o Governo decidiuaplicá-lo; promulgou o próprio regime completo deavaliação que, como se sabe, nunca conseguiu seraplicado; mas, mais grave do que tudo isso, o Presi-dente da República promulgou o execrável estatutoda carreira docente que dividiu os proessores emprossionais de primeira e de segunda, entre outrosatentados à sua dignidade prossional”, esclarecea nota da FENPROF, que acrescenta:“Não é esta promulgação que conere quali-dade ao “
simplex 
” avaliativo ou o coloca acimade qualquer suspeita no que concerne a eventuaisilegalidades ou mesmo inconstitucionalidades quepoderá conter. Recorda-se que o próprio Gabi-nete do Primeiro-Ministro admitiu a existênciade “dierenças” ou “discrepâncias” entre esteregime simpliicado, argumentando, contudo,que se tratava de um regime transitório que seaplicaria apenas uma vez, o que, com esta pror-rogação, deixou de ser verdade. No que respeitaà constitucionalidade o Tribunal Constitucional,simplesmente, decidiu não se pronunciar”.“Não é esta promulgação que ará com queos proessores, com a FENPROF, deixem de lutarcontra este regime de avaliação e retomem a luta já a partir de Setembro, independentemente dese aplicar na totalidade ou apenas parcialmente.Isto independentemente da opinião do SenhorPresidente da República e da sua identicaçãocom as políticas educativas de um Governo quecolocou, sempre, os proessores e educadores nocentro dos seus ataques mais violentos”, concluio comunicado.
Perto do echo destaedição, em plenomês de Agosto,o SecretariadoNacional daFENPROF divulgoutomadas de posiçãosobre o “concurso”a proessor-titulare a promulgação do“Simplex” avaliativopelo Presidenteda República.Aqui deixamos àapreciação dosnossos leitores aspassagens maissignifcativasdesses recentescomunicados daFENPROF.
O

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