JORNAL DA FENPROF
3SETEMBRO 2009
Alterações ao ECD, aprovadas pelo Governo, só servempara consolidar algumas das soluções mais negativas
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A echar“Concurso” a proessor-titulare promulgação do “Simplex” avaliativo
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EditorialNum quadro de esperança, construiro uturo também está nas nossas mãos…
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Carta Reivindicativa dos ProessoresDeender a Escola Pública Democráticaé uma tarea centralEducaçãoPartidos com representação parlamentarrespondem a inquérito da FENPROF
Exemplos:
• Foi dito que a duração dos três primei
-ros escalões da carreira seriam reduzidos,cada um, em um ano; não se disse que apartir do 5.º escalão (sensivelmente a meioda carreira) a esmagadora maioria dos do-centes está impedida de progredir;
• Foi dito que a duração do 5.º escalão
era reduzida em dois anos (de 4 para 2); nãose disse que, para a esmagadora maioriados docentes, isso é indierente, pois nãopassará desse escalão;
• Foi dito que eram criados dois novos
escalões no topo da categoria de proessor;não se disse que o acesso a esses escalõesnão depende do mérito revelado pelosdocentes no seu desempenho, ou da suaaprovação em prova de acesso a proessor--titular, mas da autorização do Ministériodas Finanças para que se abra o concursoàquela categoria superior;
• Foi dito que os professores que não
obtiverem vaga em concurso a proessor--titular progredirão aos, agora criados, 6.ºe 7.º escalões da categoria inerior; não sedisse que esses docentes revelaram, nãoapenas no seu desempenho, mas em provaa que se submeteram, o mesmo ou méritosuperior ao dos que acederão a proessor--titular. Só a não abertura de vagas, aindaque necessárias nas escolas, ditará umsalário mensal que poderá atingir os 800euros de dierença;
• Foi dito que os professores poderiam
azer a prova de acesso a proessor-titularmais cedo do que antes se previa; não sedisse que isso de pouco vale, pois não ha-vendo concurso (e este Governo já inormouque não o abrirá) não há acesso a essacategoria, nem sequer aos novos escalõesda categoria de proessor;
• Foi dito que no topo da categoria de
proessor-titular haverá um novo escalão;não se disse que as regras de acesso a esseescalão são tão echadas que mesmo entreos proessores titulares será residual o nú-mero dos que a ele acederão.Por estas razões, as alterações aprova-das pelo Governo não mereceram o acordoda FENPROF. São alterações que visam con-solidar as piores soluções que o ME impôsno âmbito da carreira docente: a divisãoem categorias, a espúria prova de ingressona prossão, o desqualicado modelo deavaliação e as suas quotas, só para daralguns exemplos...Para a FENPROF e os proessores, o im-portante será mesmo continuar a combatereste estatuto e colocar como prioridade, aopróximo Governo, a sua eectiva revisão, nosentido de ser aprovado um ECD que valorizee dignique a prossão e os prossionaisdocentes.Estamos, pois, perante alterações queservem, essencialmente, para enganar quemestiver muito distraído e não se apercebaque esta é uma estratégia de consolidaçãodo chamado “ECD do ME” e dos princípiosem que assenta.É de recordar, contudo, que em relação aum dos seus aspectos mais negativos - a ca-tegorização dos proessores -, com excepçãodo PS, já todos os partidos políticos assumiramo compromisso de eliminar essa repugnantedivisão, o que reorça a conança dos docen-tes em conseguirem, em breve, alcançar esseimportante objectivo da sua luta.
O Secretariado Nacional da FENPROF 5/08/2009
O que a Ministra da Educação afrmou, recentemente, a propósitodas alterações ao Estatuto da Carreira Docente (ECD) aprovadas emConselho de Ministros, serve, sobretudo, para disarçar a realidade:não houve, de acto, revisão do ECD; não teve lugar, na verdade,qualquer processo negocial. Apenas se realizaram algumas reuniões,em que o ME inormou os Sindicatos sobre o que pretendia retocarno ECD e... retocou!
ELEIÇÕES
S U M Á R I O