A Abelha Insensata, OExpresso Corujão e AsDuas Lâmpadas.
ÉLDER JAMES E . TALMAGE (1862–1933)Do Quórum dos Doze Apóstolos
O
Élder Talmage serviu como Apóstolodurante 22 anos e escreveu doislivros para a Igreja que são muitousados hoje: Jesus, o Cristo e As Regras deFé. Em janeiro de 1914, o Élder Talmagecomeçou a publicar também uma sériede parábolas tiradas de sua própriaexperiência pessoal que ensinam princípiosdo evangelho. Seguem-se três de suasmelhores parábolas.
A Parábola da Abelha Insensata
Às vezes, preciso trabalhar em um lugarsilencioso e reservado, mas isso nem sempreé possível no escritório ou em meu estúdioem casa. Meu retiro preferido fica numa dastorres do Templo de Salt Lake, bem longe dobarulho e confusão das ruas da cidade. A salaé de difícil acesso e relativamente livre daintrusãode pessoas. Nesse local passei muitosmomentos tranqüilos e muitas horas ocupadocom livros e caneta.No entanto, nem sempre deixo de recebervisitantes, especialmente no verão, poisquando as janelas ficam abertas, insetosvoadoresentram ocasionalmente no local. Essascriaturas que se autoconvidam a entrar nasala não são bem-vindas. Não raras vezes,largueia caneta e, esquecendo-me do trabalho,parei para observar com interesse asatividadesdesses visitantes alados, convencido de queo tempo despendido não fora em vão, poisnão é verdade que até uma borboleta, umbesouro ou uma abelha podem dar lições aum aluno receptivo?Certa vez, uma abelha selvagem dasmontanhasda redondeza voou para dentro dasala e, mais ou menos a cada intervalo deuma hora ou mais, ouvia-se o agradávelzumbidode seu vôo. A pequena criatura percebeuque era prisioneira, já que todos osesforços para encontrar a saída pela janelaparcialmente aberta haviam falhado. Quandoeu estava pronto para ir embora, abri mais a janela e tentei primeiro guiar, depois forçara abelha a ganhar sua liberdade e segurança,sabendo que, se ela ficasse na sala morreriacomo outros insetos que caíram nessaarmadilhae não sobreviveram à atmosfera secado lugar. Quanto mais eu tentava forçá-la asair, com mais determinação ela se opunha eresistia aos meus esforços. O zumbido suavede antes se transformou num barulhoenraivecido,seu vôo frenético passou a ser hostile ameaçador.Depois, num momento de distração minha,picou-me a mão — aquela que a teriaconduzido à liberdade. Finalmente pousounum ornamento do teto, fora do meu alcancepara ajudar ou prejudicar. A dor agudada picada raivosa causou-me mais pena doque fúria. Eu sabia qual seria ainevitávelpenalidade para sua errôneaoposição e rebeldia e tive quedeixar a criatura entregue a seu destino. Trêsdias depois,voltei àquela sala e encontrei o corpo seco esem vida daabelha sobre a mesa de escrever. Ela pagoucom a vidapela sua teimosia.Na visão tacanha da abelha e devido à sua mácompreensãoe egoísmo eu fui um adversário, umperseguidorpersistente, um inimigo mortal obcecado porsua destruição,quando na verdade eu era um amigo,oferecendo-lheum meio de resgatar a vida que ela colocaraem perigo devido
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