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Uma Canção Inesperada - Cap.26

Uma Canção Inesperada - Cap.26

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12/24/2013

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Uma Canção Inesperada Capítulo 26
"Ops, desculpe!" "Não tem problema; não sujou o meu vestido," respondeu Elizabeth. Ela pegou um guardanapo do bar e limpou as manchas de sangria* de seu antebraço, o resultado de uma colisão com uma mulher gesticulando descontroladamente que evidentemente tinha bebido por demais. Elizabeth continuou em seu caminho através da multidão, finalmente chegando ao extremo do  bar onde Charlotte e Jane esperavam-na. "Desculpe o atraso," ela gritou, para ser ouvida acima da multidão. Ela chegado em casa depois de seu encontro e achou uma nota de Jane sugerindo que elas se encontrassem no restaurante. Jane odiava chegar atrasada e provavelmente não queria deixar Charlotte esperando. Mas dados os olhares sugestivos que Charlotte estava trocando com o barman, parecia que ela poderia ter-se divertido durante o tempo que fosse necessário. "Você tem que nos atualizar de tudo." Charlotte encheu um copo de sangria e empurrou-o na mão de Elizabeth. "Eu suponho que vocês já tenham posto nosso nome na lista para uma mesa?" "Assim que eu cheguei aqui. Vai ser mais vinte minutos, pelo menos, talvez mais." À espera de uma mesa era parte da experiência em
Cha Cha Cha
, um bistrô com temático caribenho popular em Haight-Ashbury. Clientes amontoavam-se no bar, à espera de uma hora ou mais  para uma mesa enquanto tomavam jarros de sangria e amaldiçoavam a política de
 sem reservas
 do restaurante. Era um dos restaurantes favoritos de Charlotte na cidade e era a uma curta distância do apartamento de Jane e Elizabeth, embora a caminhada para casa rivalizasse com a subida de Telegraph Hill. Elizabeth normalmente gostava do clima de festa enérgica, mas naquela noite ela desejou que tivessem escolhido um lugar mais calmo. Seu dia com William lhe tinha dado muito o que pensar, e introspecção era impossível em meio àquela multidão barulhenta. Além disso, ela começou a se arrepender por ter recusado o convite de William para jantar.
Uma mesa de canto sossegada, banhada  pela luz das velas, uma boa garrafa de vinho, e William... e eu disse não a isso?
 "Como está Roger?" ela perguntou. Ela tinha a intenção de ligar para ele antes de sair para o restaurante, mas não houve tempo suficiente. "Ele está bem," respondeu Charlotte. "Deve ter sido algo que ele comeu, porque ele esteve miserável por algumas horas na noite passada, mas depois ele começou a melhorar." A conversa foi interrompida quando elas foram empurradas por um grupo de pessoas que tentavam encontrar um canto para se reunir. Após a confusão ser resolvida, Jane voltou-se para Elizabeth. "Você está linda esta noite, Lizzy." Sabendo que a espera por uma mesa seria longa, Elizabeth tinha tomado o tempo extra para lavar os cabelos antes de sair para o restaurante. Seu cabelo agora caia em uma cascata de cachos sobre os ombros. Ela não tinha certeza que impulso motivou-a para um esforço extra em sua aparência esta noite, mas ela estava satisfeita com os resultados. "Jane está certa. Nós duas poderíamos muito bem ter sacos de papel sobre as nossas cabeças,  porque cada homem neste lugar está olhando para você. Você está praticamente brilhando. Portanto, o seu encontro com o Sr. Alto, Moreno e Pegável correu bem?" Elizabeth ignorou o novo apelido de Charlotte para William. "Nós tivemos um dia muito bom." "Eu estou contente." A voz suave de Jane era quase inaudível acima do barulho. "Eu fiquei me  perguntando como estavam as coisas." "Mas vamos voltar," disse Charlotte, os olhos brilhantes de antecipação. "Eu quero ouvir sobre a noite passada. Jane disse que você e William resolveram suas diferenças na festa, mas ambas queremos ouvir o resto. Eu soube que você não chegou em casa até quase três." Elizabeth dirigiu um olhar curioso na direção de Jane.
 
"Eu ainda estava acordada, e eu ouvi você entrar," explicou Jane. "E uma vez que não se leva muito tempo para dirigir de Marin County até a sua casa, eu estou supondo que poderia haver uma história interessante aqui. O quê - ou eu devo dizer onde
 – 
 vocês estavam fazendo tarde da noite?" perguntou Charlotte, com os olhos brilhando. "Não foi assim," disse Elizabeth, odiando por soar tão defensiva. "Deixando Rosings tarde da noite, e ele queria parar em algum lugar para tomar uma bebida, mas tudo estava fechado." "Você está escondendo algo de nós. Olhe para ela, Jane
 – 
 ela está corando!" Elizabeth não pretendia mencionar nem o interlúdio romântico no promontório de Marín, nem a conversa sobre seu relacionamento físico. Ela queria o conselho de Jane sobre o assunto, mas ela já sabia o que Charlotte diria. Além disso, aquele não era o melhor ambiente para uma conversa séria. "Você deveria ver o carro novo dele. Se você pensou que o Z3 era quente..." disse Elizabeth, habilmente jogando fora a parte desagradável da conversação como se fosse um bife cru para um gato selvagem com fome. O gato selvagem em questão estava encostado no bar, de modo desleixado, vestida com um tomara que caia preto, calças pretas finas, um fabuloso par de brincos de ouro martelado, e um colar combinando. Elizabeth sempre tinha invejado o estilo causal de Charlotte e seus um metro e oitenta, que poderiam vestir bem qualquer roupa já feita. Charlotte devorou a isca, como Elizabeth esperava. "Ele está com algo melhor do que o Z3?" "Muito melhor. Ele comprou uma Ferrari conversível." Charlotte engasgou. "Te acalma, coração." "Eu aposto que você quase morreu quando viu!" Os olhos de Jane se iluminaram com um brilho travesso enquanto ela continuava. "Então, eu suponho que você já perguntou a ele se pode fazer um test drive?" Elizabeth pousou o copo vazio na extremidade do bar. "Mais ou menos. Ele não pareceu contrário à ideia." Charlotte gemeu, sacudindo a cabeça. "William Darcy em uma Ferrari. Eu acho que isso é mais  picante do que a lei permite. Homens como ele não deveriam ser autorizados a andar sem supervisão;  pode ser perigoso." "Mas você tem o Roger, e ele já é picante por si só," disse Elizabeth. "Vocês dois têm passado muito tempo juntos, eu pensei que talvez o amor estivesse começando a florescer." "Nas palavras imortais de Tina Turner,
o que o amor tem a ver com isso?
 Claro, eu gosto dele, mas estamos apenas nos divertindo um pouco. Na verdade, eu tenho certeza que ele está vendo outra  pessoa." "Isso não te incomoda?" Perguntou Jane. Charlotte deu de ombros. "Por que deveria? Você me conhece, eu não estou à procura de romance. Pena que William não esteja disponível. Eu aposto que ele teria um suprimento impressionante de energia. Ele deve estar frustrado por ter de lidar com a nossa freirinha cantora aqui." "Pare com isso, Char!" disse Elizabeth em tom agudo. Jane franziu o cenho para Charlotte, balançando a cabeça em desaprovação. Sua voz era suave, mas firme quando ela falou. "Char, você está sendo levada. Eu sei que você quis dizer isso como uma  brincadeira, mas você está envergonhando a Lizzy." "Eu sinto muito, Liz," disse Charlotte, sua expressão de remorso. "Isso foi rude e bruto e eu não deveria ter dito isso. Excesso de sangria e minha boca para de receber ordens do meu cérebro." "Sim, eu sei. Eu aprendi há muito tempo não para ouvir uma palavra do que você diz, especialmente quando você está em clima de festa." "Menina esperta. Quero dizer, você é como minha irmã - inferno, eu estou muito mais próxima de vocês duas do que da minha irmã de sangue. E, claro, isso significa que William Darcy está fora dos meus limites, porque ele é seu." "Ele não é meu." Mas Elizabeth sentiu um pequeno arrepio percorrê-la. "Ah, eu acho que ele é," disse Jane, com os olhos brilhando. "Você não viu o olhar em seu rosto quando ele terminou o solo na noite passada. Era tão óbvio que ele tinha te visto sair, e ele não podia esperar para ir atrás de você. Na verdade, eu tenho medo que ele possa ter ofendido alguns dos convidados da festa, ele apenas se afastou de um grupo deles no meio da conversa e veio me perguntar se eu sabia onde você tinha ido." Charlotte assentiu. "Eu não estou surpresa. Baseado no que eu vi naquele fim de semana, em maio, eu duvido que ele me notaria ou qualquer outra mulher, mesmo se nós fizemos a Dança dos Sete
 
Véus para ele e deixássemos seis dos véus caírem. Ele está na sua, mas não sabe dizer diretamente e nem você pergunta." "Eu não sei. Eu gostaria de poder descobrir isso." Elizabeth afastou o cabelo do rosto. "Bem, vamos colocar nosso poder de cérebro coletivo para trabalhar," disse Charlotte. Ela ergueu o copo meio cheio. "Outra dose disso, e nós provavelmente poderíamos resolver o seu problema, encontrar uma maneira de eliminar a fome no mundo, e depois... O quê? A paz mundial? Sapatos que são ao mesmo tempo elegantes e confortáveis?" "Sangria é a verdade." Elizabeth brindou com Charlotte. "Não é para mudar de assunto, mas eu queria saber se William... não, não importa." Jane alisou o vestido branco sem mangas inconscientemente e suspirou. "Se William mencionou Charles? É isso que você ia perguntar?" Disse Elizabeth, notando a tristeza nos olhos de Jane. Jane assentiu. "Sim, na verdade, ele mencionou. E isso me faz lembrar
 – 
 Elena voltou para casa esta manhã. Assim, você não precisa se torturar, imaginando os dois tendo um fim de semana romântico no Fairmont. Caroline estava inventando aquilo, como de costume." "Eu não estava me torturando," Jane protestou. "Eu quero que Charles seja feliz." Elizabeth estendeu a mão e apertou a mão de sua irmã. Jane era corajosa e generosa, mas Elizabeth sabia que ela sofria muito mais do que ela jamais admitiria. "De qualquer forma, William e Charles estão jantando juntos esta noite." "Então, nós estamos tendo uma noite das garotas, e eles estão tendo uma noite dos rapazes," disse Charlotte. "Eu aposto que nós estamos nos divertindo mais. Então, que tal um brinde? Para as três gostosas soltas na cidade." *** Enquanto as
 gostosas
 estavam brindando no
Cha Cha Cha
, Charles e William estavam saboreando sua recém-chegada comida no restaurante
 Big Four 
 no
 Huntington Hotel 
, a apenas uma quadra da cobertura de William. Apesar de seu almoço tardio com Elizabeth, o estômago de William tinha estado rosnando desde que entrara no restaurante, e ele avidamente experimentou a costela de cordeiro, saboreando seu sabor delicado. O restaurante era decorado com painéis de madeira escura, espelhos de vidro de chumbo, e estofamento verde-floresta. Parecia um clube exclusivo para homens, o tipo de lugar onde fortunas eram feitas
 – 
 e perdidas
 – 
 com conhaque e charutos. William tomou um gole do
 Merlot 
 que Charles havia pedido. "Excelente escolha," comentou ele. "E você me chama de esnobe de vinho! Obviamente você conhece seus vinhos da Califórnia." Charles deu de ombros. "Eu acho que sim. Pai insiste em vinho francês, mas quando me mudei  para cá, eu namorei uma garota que adorava ir para o
 Napa Valley
 nos fins de semana. Se você vai lá em cima com bastante frequência, acaba aprendendo algo sobre vinho." William resmungou, dando outra mordida do cordeiro. Os dois homens caíram em um silêncio constrangedor, não pela primeira vez naquela noite. Charles não estava no seu habitual bom humor, oferecendo apenas respostas superficiais às perguntas de William sobre a vida em Los Angeles. E
 qualquer situação que me obrigue a ser o único falante é, obviamente, um desastre pronto.
 Além disso, William não conseguia se concentrar em Charles e seu jantar, em vez disso, sua mente convocado continuamente lembretes de sua tarde com Elizabeth, como se estivesse folheando um álbum de memórias sensoriais. Ele sentiu a pressão de seus lábios contra os dele. Uma virada de página, e ele via seus lindos olhos verdes brilhando de tanto rir quando ela brincou ele, e nublados de paixão quando ela estava sob ele na manta. Mesmo as imagens de seus problemas em Telegraph Hill eram suavizadas pelo eco de sua voz doce, suave e cheia de compaixão quando ela lhe ofereceu ajuda e apoio.
 E ela me beijou! Várias vezes, na verdade.
 William não podia deixar de sorrir enquanto se congratulava por sua sabedoria e autocontrole. Ele tinha se mantido sob controle, resolvendo seguir o exemplo dela. No calor do seu abraço, suas mãos e lábios tinham conseguido vagar sobre suas curvas, mas ele tinha permitido a si apenas uma breve exploração de seu pescoço antes de relutantemente soltá-la.

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