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Os conflitos de opinião entre teosofistas

Os conflitos de opinião entre teosofistas

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12/26/2013

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Os conflitos de opinião entre teosofistas: um editorial de Jan Kind
 No início de setembro, o conhecido teosofista holandês Jan Kind publicou na 
, um editorial, em parte inspirado na sua comunicação na Conferência Internacional de Teosofia que teve lugar em Nova Iorque em Agosto passado. O texto de Kind encerra por agora o tema da discussão de pontos de vista sobre Teosofia (e sobre teosofistas) que foi trazido diversas vezes ao Lua em Escorpião durante este ano de 2013.
Jan Kind, na Conferência Internacional de Teosofia (agosto de 2013)
, o famoso artigo de J.J.
van der Leeuw foi uma boa introdução ao assunto, que continuou com outro editor 
ial de Jan Kind, “
”. Já depois do verão, “
” (uma compilação de um conjunto de
discussões em grupos do Facebook, tendo como protagonista principal, o teosofista filipino Vicente Hao Chin, Jr.) e o texto de W.Q. Judge
” alargaram, espero eu, o campo de visão sobre este
tema.
 
 Não obstante concordar em grande medida com o que Kind escreve, tenho de repetir o que já escrevi anteriormente e que foi magistralmente expresso no
artigo “Esoterismo de A a Z” da última edição da revista Biosofia:
 
“…
 O que está em causa são enganos, não são pessoas. Seria leviano ou  pretensioso alguém dizer que, nas mesmas circunstâncias, não teria cometido esses ou outros erros; e não se pode esperar ou exigir perfeição ou infalibilidade de um estudante ou investigador de esoterismo (ou do que seja). Entretanto, persistir no erro ou recusar-se a admiti-lo ou corrigi-lo é que não tem sentido. Assim, preconizamos uma revisão e reavaliação criteriosa de tudo o que se sustentou depois de 1891. Não foi tudo mau; não houve só erros. E houve decerto boas intenções. Necessitamos, porém, de rejeitar o joio e eleger o trigo". Avancemos agora para a tradução do texto de Jan Kind. "Há muitas luas atrás - deve ter sido no verão de 1968 quando ainda vivia em Amsterdão
 – 
 que pela primeira vez na vida me disseram que existia algo chamado Teosofia. O homem que teve a bondade de me abrir essa porta era um famoso músico judeu de idade avançada, que havia sobrevivido milagrosamente aos horrores da II Guerra Mundial. Eu fiquei fascinado por ouvir falar sobre as leis de causa e efeito, karma, reencarnação, os mundos visíveis e invisíveis, tolerância e compaixão, liberdade de pensamento e sobre como a música cria energia que influencia as mentes das pessoas e o seu ambiente. Eu lembro-me vivamente daqueles passeios pelo parque da capital da Holanda. Quando nos sentávamos num banco, ele sempre começava por me contar a sua longa e interessante vida como violinista e maestro, os artistas e os compositores que tinha conhecido, os seus anos em Paris, os amores da sua
vida e a…Teosofia.
 
 
  Na altura - os vibrantes e coloridos anos sessenta - a minha cabeça estava  preenchida com Jim Morrison, Jimi Hendrix e os Iron Butterfly. Eu tinha a certeza que ia mudar o mundo. Bob Dylan era o meu herói, a guerra no Vietname era horrível, Woodstock estava ainda a ser preparado e à noite eu sentava-me com alguns estudantes meus amigos tentando entender o que Jean Paul Sartre queria dizer quando escreveu que os humanos estão condenados a serem livres. A somar a tudo isto, esse senhor de idade falava comigo sobre Teosofia.  Não tinha a perceção da existência de algo como a Sociedade Teosófica, mas estava intrigado pelas suas muitas histórias. Um dia perguntei-lhe se alguma vez se tinha juntado a um grupo ou círculo de pessoas interessadas na Teosofia. A sua resposta foi significativa; ele nunca tinha considerado se  juntar a nenhuma Sociedade porque na perspetiva dele, a Teosofia era maravilhosa, tinha sido um farol durante toda a sua vida e ajudou-o a viver entre os anos de guerra, mas havia que ter cuidado com os teosofistas. Quando questionei porque era preciso ter cautela com eles, ele disse que apesar da fraternidade ser o seu primeiro objetivo, existia tanta desarmonia entre eles, que como violinista clássico, ele não poderia participar naquilo que chamava
de “cacofonia de Karlheinz Stockhausen
(
Stockhausen era um moderno e controverso compositor germânico conhecido por usar uma técnica de doze tons que muitas vezes feria os ouvidos). Tardei mais de vinte e seis anos a me juntar a uma Sociedade Teosófica. As  palavras do meu velho amigo judeu tinham aparentemente sido implantadas na minha memória e o meu fascínio pela Teosofia ainda existia. Desde 17 de novembro de 1994 em diante, como um membro da ST Adyar (mais tarde  juntei-me a todas as Sociedades existentes), testemunhei tudo o que de bom e de mau os membros ativos nas Sociedades causam. É evidente que algumas pessoas vivem muito no passado ou buscam a sua inspiração apenas nos muitos conflitos que tiveram lugar no passado. Num artigo anterior, referi-
me a isso como “sequestrar” um conflito, tornando
-o seu. Embora boas pessoas estejam energicamente tentando cumprir aquilo que a fraternidade implica, parece que existe um pequeno grupo isolado que acusa continuamente outros teosofistas que não são simpáticos à sua causa, de serem
um bando de parvos ingénuos. O seu “bla
-
 bla” contraditório e
 pseudointelectual é extremamente aborrecido, porque se referem muitas vezes a acontecimentos históricos, mas irremediavelmente interpretando-os erroneamente, e as pessoas que condenam são sempre as mesmas.

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