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PRO TESTE 51
• setembro 2006
18
PlANO DE CElUlAR
   G  e   t   t  y   I  m  a  g  e  s
 Atendentes de lojas e pontos de venda de celulares erram na indicaçãoaos consumidores sobre o plano que melhor se encaixa em seus perfis.
Gentis mas incompetentes
A
s empresas de telefoniacelular não param de in-ventar campanhas para aboca-nhar mais clientes. São tantosplanos e pacotes de minutos,serviços e sabe-se lá mais oquê que acabam deixandoquem quer aderir à telefoniamóvel atordoado sem sabero que escolher. E, caso vocêescolha mal um plano ou pa-cote, o prejuízo é certo. Porisso, fomos a grandes capitaisdo país avaliar o atendimentoprestado nos pontos de vendapara o consumidor que tentacomprar um celular.
De ma a pior 
O que encontramos nos 162pontos de venda de celu-lar que visitamos, em geral,deixou a desejar. Os aten-dentes não sabem definir operfil do usuário, o que osimpossibilita de fazer umarecomendação segura sobre omelhor plano para o cliente.Mas, pelo menos, 119 lojasnão
empurraram
aparelhosdiferentes ou mais caros queo que havíamos previamenteescolhido.Em geral, as lojas próprias e asfranqueadas ofereceram os me-lhores serviços. Mas atenção:nem todas as lojas comercia-lizam todos os planos. Muitosquiosques, por exemplo, ven-dem apenas planos pré-pagos,indicados somente para quemapenas recebe ligações em seucelular
(veja mais sobre tarifasde celular na próxima edição)
.
 
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PlANO DE CElUlAR
Como fizemos o estudo
 Antes de ir aos pontos de venda, definimos um perfil de consumo. Afinal, só poderíamos saber se as informações estavam corretasse soubéssemos o que apurar. Depois, definimos a abrangênciada nossa pesquisa checando quais companhias operam em cadalugar. Uma vez definidos o perfil de consumo, a localização e asempresas, cruzamos essas informações para escolher os planosmais próximos ao ideal que deveriam ser indicados por cada ope-radora, com base no nosso último estudo de tarifas.Colocando-nos no papel de consumidores que faziam ligaçõespara a
mesma cidade
e no
 horário comercial 
, para
telefones fixos e celulares
, gastando em torno de
 R$ 60 por mês
, fomosaos pontos de venda.Os 162 pontos de venda visitados entre fevereiro e março distri-buíram-se em:Entre as lojas visitadas em cada cidade, pelo menos a metade de-las foi de revendas autorizadas, lojas que vendem outros produ-tos além de telefones celulares, como as lojas de depatarmento. A outra metade das visitas foi distribuída entre os demais estabe-lecimentos: franquias, quiosques e lojas próprias, administradasdiretamente pela operadora. Avaliamos a qualidade do serviço prestado pelo atendente, oque compreendia qualidade das informações, tempo de atendi-mento e presteza dos atendentes. Nas lojas que trabalham commais de uma operadora, tentamos buscar informações sobre to-das as opções disponíveis, o que nem sempre foi possível.
Rio de janeiro44
Claro10Oi11Tim12Vivo11
Savador43
Claro 11Oi11Tim9Vivo12
Forianópois41
Brasil Telecom13Claro10Tim9Vivo9
São Pauo34
Claro 12Tim11Vivo11100806040200
O atendente ofereceu o plano correto?
17,9%Não ofereceuplano algum29,6%Ofereceuplanoincorreto9,9%Indicoumais deum plano42,6%Sim,ofereceu100806040200
O atendente foi capaz de esclarecer nossas dúvidas?
7,4%40,7%51,9%EsclareceualgumasEsclareceutodasNão esclareceunenhuma100806040200
O atendente NÃO pediu nenhuma informaçãopara traçar o perfil do consumidor.
83%SC69%RJ50%SP19%BA55%Média 
 
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Rio de janeiro
No Rio, você também precisa de paciência para comprar um celu-lar. Como o atendimento não é organizado por ordem de chega-da em 26 das 44 lojas visitadas, se você quer comprar um celularna Cidade Maravilhosa, saiba que corre o risco de só ser atendidodepois que aquele surfista tranqüilão que chegou depois de vocêdecidir qual aparelho mais combina com as suas bermudas e chi-nelos. E o tempo de espera para ser atendido passa, em média, dosquatro minutos e meio.No Rio, o vendedor passa, em média, pouco mais de sete minutose meio com cada cliente e quase a metade deles (48%) foi capaz deesclarecer todas as nossas dúvidas em relação aos modelos e aosplanos e 11% dos vendedores não esclareceram nenhuma delas. Apenas 27% dos atendentes foram capazes de indicar um plano quese encaixasse corretamente ao nosso perfil.Também foram poucos os que fizeram perguntas para traçar nossoperfil (31%), o que os ajudaria a nos indicar um plano mais ade-quado. E isso se refletiu quando pedimos aos vendedores cariocasque nos oferecessem o plano mais adequado. Metade (48%) indi-cou um plano incorreto, 11% indicaram mais de um plano e 14%não indicaram plano algum. O mais absurdo, porém, foi que 95%dos vendedores cariocas sonegaram a informação de que é cobradauma multa caso o cliente queira cancelar o contrato com a opera-dora antes do período de carência ou nem tocaram no assunto.Na avaliação de educação e cortesia, 86% dos vendedores foram sim-páticos. Os outros 14%, pelo menos, não chegaram a ser grosseiros.No Rio de Janeiro, a Tim foi a única empresa em que nenhumdos atendentes se negou a nos oferecer um plano, o que seriapositivo se eles não tivessem tido um percentual tão alto de erro:86%. Quanto aos atendentes das outras empresas, 50% dos ven-dedores da Claro indicaram o plano correto, contra 36% da Vivoe 9% da Oi. Porém, o maior problema da Oi no Rio (assim comoda Oi em Salvador) é a indicação de mais um plano para ummesmo perfil, o que confunde o consumidor. Eles indicam umcerto e outro errado, desperdiçando uma oportunidade de ourode prestar um bom serviço.
PlANO DE CElUlAR
10080604020018%Vivo36%OiClaro86%Tim40%
Quantos atendentes indicaramum plano incorreto (por operadora)
%
Forianópois
Em 32 das 41 lojas visitadas em Florianópolis, o atendimentonão é organizado por ordem de chegada. Mas pelo menos otempo de espera para ser atendido foi curto, em torno de doisminutos e meio. A duração do atendimento em Florianópolis também foi curta– aliás, foi o mais rápido de nosso estudo – passando, em média,pouco mais de sete minutos com cada cliente. Mas de que adiantao atendimento ser rápido se ele não consegue responder a todasas dúvidas do cliente?Esta foi a cidade com percentual mais baixo de atendentes (22%)que conseguiram oferecer um atendimento de qualidade, escla-recendo todas as nossas dúvidas. A maioria (61%) esclareceuapenas parcialmente. Em Florianópolis também encontramos opercentual mais baixo de atendentes que fizeram perguntas paratraçar nosso perfil de consumo (17%), o que os ajudaria a nosindicar um plano mais adequado.Essa falta de informação a respeito de nossas necessidades teveimpacto direto quando pedimos para os vendedores nos oferece-rem um plano mais adequado ao nosso perfil. Em Florianópolis,39% dos vendedores nos indicaram planos que não batiam com anossa opção de plano ideal, enquanto 24,5% dos vendedores nãoindicaram plano algum.Diante de um quadro tão desastroso, pelo menos os vendedores deFlorianópolis são educados e gentis. E também são os mais since-ros: 39% deles nos avisaram que, se quiséssemos cancelar o planoantes de terminar o período de carência, também chamado de pe-ríodo de fidelidade, teríamos que pagar uma multa.Quanto às empresas, em Florianópolis, Tim e Vivo foram as com-panhias que nos atenderam com mais precisão. Em ambas, 67%dos atendentes indicaram o plano que mais se encaixava ao perfilde consumo que traçamos, contra 30% da Claro e nenhum da Bra-sil Telecom. Nesta empresa, 70% dos atendentes nos indicaram pla-nos incorretos e os outros 30% não ofereceram plano algum. Umaspecto positivo de Florianópolis é que nenhum de seus vendedoresindicou mais de um plano ao mesmo cliente.
10080604020011%Vivo22%TimClaro69%Brasil Telecom
Quantos atendentes indicaramum plano incorreto (por operadora)
40%%
of 00

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