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Direito Apostila 1

Direito Apostila 1

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DIREITO APLICADO – 2006.1PARTE 1
1 - Introdução À Compreensão Do Fenômeno Direito
A palavra direito vem do latim
directum
e designa etimologicamente aquilo que é reto.Então, passou para um sentido figurado, designando aquilo que está de acordo com alei. Ampliou-se ainda o sentido para designar a própria lei, o conjunto de leis etambém a ciência que as têm por objeto.O Direito é elemento necessário à vida em comum. Sem ele, a convivência humanapacífica se tornaria inviável. Desde que começou a conviver com seus semelhantes,sentiu o homem a necessidade de normas reguladoras da conduta da comunidade. Odireito constitui, assim, uma condição
sine qua non
da coexistência humana. É ciêncianormativa de conduta externa. Ele se ocupa da conduta exterior do homem, deregulamentar seus atos, para tornar possível a coexistência social. Por isto lheinteressam as ações dos homens em sua repercussão social, quando se relaciona comos demais indivíduos. A religião e a moral buscarão a perfeição individual ou apreparação para a outra vida, porém o Direito trata de obter uma conduta que sejacompatível com a ordem social; considera as ações individuais não como reflexo deuma personalidade, bondosa ou não, generosa ou não, senão enquanto essas ações deum indivíduo podem interferir com a de outro integrante do grupo. O homem que vivefora da sociedade vive fora do império das leis. O homem só, não possui direitos nemdeveres. Para o homem e a sociedade o direito constitui um meio para tornar possívela convivência e o progresso social, devendo Ter sua direção de acordo com os rumossociais.Ex: enquanto Robinson Cruzoé vivia sozinho na ilha, não importava o surgimento dofenômeno jurídico (o direito). que importância teria o seu direito de propriedade sobrea sua cabana, se era o único morador da ilha? Entretanto, com o aparecimento doíndio Sexta-feira, houve a necessidade social de se implantarem regras de conduta,que viabilizariam a convivência pacífica entre ambos.Como um dado cultural, produzido pelo homem, o direito visa a garantir a harmoniasocial, preservando a paz e a boa-fé, mediante o estabelecimento de regras deconduta, com sanção institucionalizada.O sistema normativo é instituído através de um processo de adaptação social, devendoajustar-se às condições do meio, ao mesmo tempo que, cria a necessidade de o povoadaptar o seu comportamento aos novos padrões estabelecidos pelo direito.Como já vimos a vida em sociedade só é possível devido a existência do direito,disciplinando as relações sociais, proporcionando segurança e estabilidade, enfimtornando viável a vida social. Contudo, o Direito não gera sozinho esse bem estarsocial, pois os valores espirituais que o direito apresenta não são inventos do legisladore sim os valores positivos que a sociedade estima e vive. Assim, o direito positivo,aquele institucionalizado pelo Estado, deve estar adaptado aos princípios fundamentaisdo direito natural, aquele espontâneo que se origina da própria natureza socialhumana, trazido a tona pela conjugação da experiência e razão, revelando o direito àvida e à liberdade, dentre outros para que se tenha um ordenamento justo.O direito surge como uma necessidade do homem de ordem e equilíbrio. Caso anatureza humana fosse perfeita desaparecia a necessidade da existência do direito. No
 
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entanto, outras normas sociais existiriam, com o caráter meramente indicativo, comoas relativas à higiene pública, trânsito, mas sem o elemento coercibilidade, que é umacaracterística exclusiva do direito.As instituições jurídicas são inventos humanos que sofrem variações no tempo e noespaço. Como processo de adaptação social, o direito deve estar sempre se refazendo,em face da mobilidade social. A necessidade de paz, segurança, ordem e justiça, que odireito visa a atender, exige procedimentos sempre novos. Este processo de adaptaçãoexterna da sociedade compõe-se de normas jurídicas, que são as células do direito,modelos de comportamento social, que fixam limites à liberdade do homem, medianteimposição de condutas.A sociedade cria o direito e, ao mesmo tempo, se submete aos seus efeitos. Oconteúdo de justiça da lei e o sentimento de respeito ao homem pelo bem comumdevem ser a motivação maior do processo de adaptação à nova lei. Contudo, aexperiência revela que o homem, não obstante a sua tendência para o bem, é fraco.Por este motivo a coercibilidade da lei atua, com intensidade, como estímulo àefetividade do direito.Discuti-se entre os autores se existe ou não direito sem sanção, isto é, sem a força dopoder público ou dos grupos sociais que o torna obrigatório. Parece que a sanção não éda essência do direito, porque não ela que o torna justo ou injusto. Mas, é da suanatureza Ter sanção sem a qual o direito seria inatuante.Cenário de lutas, alegrias e sofrimentos do homem, a sociedade não é simplesaglomeração de pessoas. Ela se faz por um amplo relacionamento humano, que gera aamizade, a colaboração, o amor, mas que promove, igualmente, a discórdia, aintolerância, as desavenças. Vivendo em ambiente comum, possuindo idênticosinstintos e necessidades, é natural o aparecimento de conflitos sociais, que vãoreclamar soluções. Os litígios surgidos criam para o homem a necessidade desegurança e de justiça. Mais um desafio lhe é lançado: a adaptação das condutashumanas ao bem comum. Como as necessidades coletivas tendem a satisfazer-se, eleaceita o desafio e lança-se ao estudo de fórmulas e meios, capazes de prevenirem osproblemas, de preservarem os homens, de estabelecerem paz e harmonia no meiosocial. O direito se manifesta, assim, como um corolário inafastável da sociedade.A sociedade sem o direito não resistiria, seria anárquica, teria o seu fim. O direito é agrande coluna que sustenta a sociedade. Criado pelo homem, para corrigir a suaimperfeição, o direito representa um grande esforço, para adaptar o mundo exterior àssuas necessidades de vida.No presente o direito não representa somente instrumento de disciplinamento social. Asua missão não é, como no passado, apenas a de garantir a segurança do homem, asua vida, liberdade e patrimônio. A sua meta é mais ampla, é a de promover o bemcomum, que implica justiça, segurança, bem-estar e progresso. O direito, naatualidade, é um fator decisivo para o avanço social. Além de garantir o homem,favorece o desenvolvimento da ciência, da tecnologia, da produção das riquezas, oprogresso das comunicações, a elevação do nível cultural do povo, promovendo aindaa formação de uma consciência nacional.
2 DIREITO OBJETIVO X SUBJETIVO; PÚBLICO X PRIVADO2.1. DIREITO OBJETIVO E SUBJETIVO
 
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Direito Subjetivo
– É a faculdade que o direito objetivo reconhece à pessoa de fazerou deixar de fazer alguma coisa; ou de exigir de outrem que, a seu favor, faça oudeixe de fazer alguma coisa, é inerente à pessoa, podendo exercitá-lo a qualquertempo, dependendo só de sua vontade. É a faculdade de agir de acordo com o direito.Segundo Caio Mário: “é o poder de ação contido na norma, a faculdade de exercer emfavor do indivíduo o comando emanado do Estado”. Ex: o detentor de um direitosubjetivo de propriedade tem as prerrogativas de usar, gozar e dispor dessapropriedade.Para o professor Goffredo da Silva Telles Júnior o direito subjetivo compreende : aautorização de fazer ou de ter o que o direito objetivo não proíbe; e a autorização,dada a quem for lesado pela violação da norma jurídica, de exigir, por meio dos órgãoscompetentes do Poder Público, o cumprimento da norma infringida ou a reparação domal sofrido.Hans Kelsen nega a existência do direito subjetivo, dizendo que em toda parte domundo jurídico o que existe é a norma jurídica, essência do direito, podendo serencarada em sentido subjetivo, nas relações individuais, mas, em qualquer caso, ateoria do direito enxerga sempre a norma. Para ele o que se chama direito “subjetivo” é o reflexo do dever jurídico dos demais. O erro dessa afirmação está no esquecimentode que a razão suprema do direito se encontra no homem e não na comando frio danorma.
Direito Objetivo
– é a norma de agir. A conduta social regulamentada. É o própriodireito efetivo , encarado independentemente das situações concretas em que éaplicado. É a regra imposta à conduta humana dentro de uma determinada sociedade,que pode ser escrita (feita pelo poder constitucionalmente qualificado) ou não escrita(a que resulta de usos e costumes de cada povo) . Segundo os doutrinadores PabloStolze e Rodolfo Pamplona no livro o novo curso de Direito Civil : “trata-se, portanto,da norma de comportamento a que a pessoa deve se submeter, preceito esse que,caso descumprido, deve impor, pelo sistema, a aplicação de uma sançãoinstitucionalizada.”. Segundo Caio Mário da Silva Pereira : “é o comando estatal, anorma de ação ditada pelo poder público”. Ex: respeitar as normas de trânsito é umdireito objetivo imposto ao indivíduo.obs: direito subjetivo e objetivo são aspectos de um conceito único, compreendendo afaculdade e a norma os dois lados de um mesmo fenômeno. um é o aspecto individuale o outro o aspecto social. qualquer direito pode ser visto pelo lado do indivíduo quedele extrai uma segurança jurídica, como pelo lado do agrupamento social que instituiuma regra de conduta.obs: o direito subjetivo é uma função do objetivo. este consiste na norma que permiteou veda; aquele é a permissão derivada da norma. o direito subjetivo tem apoio nodireito objetivo. um e outro são distintos entre si mas se relacionam. não há direitoobjetivo que não confira faculdades, nem direito subjetivo sem a correlativa norma jurídica. a faculdade sempre deriva da norma e, por outro lado, se não houvessepessoas capazes de pôr em prática a norma, esta nenhuma aplicação viria a ter. ex: alei impõe ao devedor a obrigação de pagar a dívida ao credor. é o direito objetivo. aomesmo tempo faculta ao credor o poder de cobrar a dívida ao devedor. é o direitosubjetivo.
2.2 DIREITO PÚBLICO E PRIVADO
Como vimos acima, o direito é o conjunto de normas jurídicas decorrentes deprincípios naturais, dos acontecimentos e fenômenos histórico-culturais, que autoriza

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