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Celulas Tronco Em Odontologia - Celulas Madre en Odontologia

Celulas Tronco Em Odontologia - Celulas Madre en Odontologia

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Celulas Madre en Odontología de los autores: Ana Prates Soares, Luégya Amorim Henriques Knop, Alan Araujo de Jesus, Telma Martins de Araújo.

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05/14/2013

 
R Dental Press Ortodon Ortop Facial
33
Maringá, v. 12, n. 1, p. 33-40, jan./fev. 2007
Células-tronco em Odontologia
Ana Prates Soares*, Luégya Amorim Henriques Knop*, Alan Araujo de Jesus **, Telma Martins de Araújo***
Introdução:
existe um grande interesse no desenvolvimento de técnicas para a manipulaçãode células-tronco, no intuito de instituirem-se tratamentos restauradores de tecidos e órgãos.Para que a bioengenharia seja eficaz, faz-se necessária a presença de três fatores: as própriascélulas-tronco, uma matriz extracelular e fatores de crescimento. Existem inúmeros fatores decrescimento envolvidos no desenvolvimento do órgão dentário. Por isso pesquisadores aindanão foram capazes de formar um órgão completo, embora existam diversos estudos eviden-ciando a formação de esmalte e dentina a partir de células-tronco isoladas da polpa dentária.Recentemente, também foram isoladas células-tronco da polpa dos dentes decíduos. Sabe-seque estas células são altamente proliferativas, sendo de grande importância para o cirurgião-dentista o conhecimento do seu comportamento biológico e técnicas de obtenção.
Objetivo:
este estudo teve como objetivo realizar uma revisão de literatura acerca das atuais tendênciasdas pesquisas com células-tronco na Odontologia, além de discorrer sobre os fatores implica-dos para o sucesso na utilização prática dessas células.
Resumo
Palavras-chave:
Células-tronco. Bioengenharia. Pesquisa em Odontologia.
 A 
RTIGO
I
NÉDITO
*Acadêmicas do Curso de Graduação em Odontologia - UFBA.**Especialista em Prótese Dental (ABO/Ba). Mestre em Odontologia (FOUFBA). Doutorando em Biotecnologia UEFS/FIOCRUZ.***Doutora e Mestre em Ortodontia – UFRJ. Professora Titular de Ortodontia UFBA. Diplomada pelo Board Brasileiro de Ortodontia e Ortopedia Facial.
INTRODUÇÃO
A perda dentária e dos tecidos periodontaispode resultar em movimento dos dentes remanes-centes, dificuldade na mastigação, fonação, dese-quilíbrio na musculatura e comprometimento daestética dentária e do sorriso, comprometendo aauto-estima. Atualmente existem diversas terapiaspara substituição dos órgãos dentários, todas elasbaseadas em técnicas não-biológicas e sujeitas afalhas
26
. Apesar desta condição ser uma anormali-dade comum e não ameaçar a vida do paciente, es-forços têm sido dirigidos para o desenvolvimentode mecanismos para a utilização de células-troncona reposição de tecidos bucais
12
.Para a bioengenharia é essencial uma tríadecomposta por células-tronco ou progenitoras, umamatriz que funcione como arcabouço e proteínassinalizadoras, denominadas fatores de crescimento,como estímulo para diferenciação celular (Fig. 1).O objetivo desta revisão de literatura foi dis-correr acerca das técnicas da bioengenharia e re-latar os resultados obtidos nos experimentos comcélulas-tronco, bem como suas reais tendências naaplicação em Odontologia.
 
Células-tronco em Odontologia
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Maringá, v. 12, n. 1, p. 33-40, jan./fev. 2007
CÉLULAS-TRONCO OU PROGENITORAS
Células-tronco são definidas como células in-diferenciadas com grande capacidade de auto-re-novação e de produzir pelo menos um tipo celularaltamente especializado. Existem duas categoriasde células-tronco: as células-tronco embrionáriaspluripotentes e a linhagem de células unipoten-tes ou multipotentes, denominadas células-troncoadultas, que residem em tecidos diferenciados
22
.A maior vantagem do uso de células-troncoembrionárias é a sua capacidade de proliferação ede diferenciação em diversos tipos celulares. Masexistem desvantagens, como a sua instabilidadegenética, a obrigatoriedade de sua transplantaçãopara hospedeiros imunocomprometidos, o risco deformação de teratocarcinomas e de contaminaçãoatravés do seu cultivo em fibroblastos de ratos
22
,além da questão ética
18
. A viabilidade do uso decélulas-tronco adultas na regeneração e reconstru-ção de tecidos tem suscitado grande interesse nacomunidade científica, dado o aumento de leis emdiversos países que proíbem o uso de células-tron-co embrionárias em pesquisas
24
.Já as células-tronco adultas apresentam a van-tagem de serem autogênicas, não incorrendo emlimitações morais, e responsivas aos fatores decrescimento inerentes ao hospedeiro. No entantotambém apresentam desvantagens, como o fatode não serem pluripotentes, a dificuldade de obtê-las, purificá-las e cultivá-las
in vitro 
, além de suapresença em menor quantidade nos tecidos
24
. Aprincipal fonte de células-tronco adultas é a me-dula óssea. Estas células têm a capacidade de sediferenciarem em células dos tecidos ósseo, adipo-so, cartilaginoso e muscular, o que demonstra suaalta plasticidade
9
.Inúmeros estudos têm isolado células alta-mente proliferativas, derivadas da polpa dentá-ria
3,8,18,19,20,27
.Constatou-se que tais células sãomultipotentes e possuem a capacidade de auto-renovação e de diferenciação em diversos tiposcelulares. Foi observada uma conversão fenotípi-ca destas células, através da expressão de proteí-nas adiposas (PPAR2, sigla do inglês
 peroxisome  proliferator activated receptor 
2, e a lipopro-teína lipase), após o estímulo por um meio de
FIGURA 1 - Fatores necessários para a bioengenharia na Odontologia.
matrizfatores de crescimentocélulas-tronco
 
SOARES, A. P.; KNOP, L. A. H.; JESUS, A. A.; ARAÚJO, T. M.
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Maringá, v. 12, n. 1, p. 33-40, jan./fev. 2007
cultura com alto potencial indutivo adipogênico.Ademais, as células-tronco da polpa dentária ex-pressaram nestina e proteína glial fibrilar ácida(GFAP, sigla do inglês
glial fibrilar acid protein
),que são marcadores de precursores neurais e cé-lulas gliais, respectivamente
7
.Existem evidências de que células-tronco dedentes decíduos são similares àquelas encontradasno cordão umbilical. Quando comparadas às célu-las-tronco provenientes da medula óssea e da pol-pa de dentes permanentes, notou-se que as SHED(
stem cells from human exfoliated deciduous te- eth
) apresentam uma maior taxa de proliferação.Além disso, os dados desse estudo indicam que asSHED possuem habilidade de se diferenciaremem células odontoblásticas funcionais, adipócitose células neurais, além de estimularem a osteogê-nese após transplantação
in vivo 
(Fig. 2)
16
.Pesquisas demonstraram que células-tronco dapolpa requerem um meio indutor apropriado e umarcabouço composto por hidroxiapatita/tricálcio-fosfato para induzir a formação de osso, cemento edentina
invivo 
3,8
. Alguns autores demonstraram aformação de tecido ósseo fibroso autólogo a partirde células-tronco provenientes de polpas de indi-víduos com idades acima de 30 anos, assim como adiferenciação dessas células em odontoblastos
11
.Os marcadores para as células-tronco são de ex-trema importância, pois estas células residem emdiferentes locais dentro do tecido
26
. São necessá-rios mais estudos sobre marcadores específicos quepossam identificar nichos de células-tronco presen-tes na polpa dentária
in situ 
e sobre como se dáo desenvolvimento desses nichos
9
. É possível queas células-tronco da polpa humana e do ligamentoperiodontal estejam associadas com a microvascu-latura
8,25
. Atualmente são utilizados os seguintesmarcadores microvasculares, para localização detais células: STRO-1 (marcador de células do estro-ma), Fator Von Willebrand e CD146 (molécula dasuperfície de células endoteliais)
18,25,26
. A expressãoda telomerase celular em tecidos normais pare-ce estar associada à presença de células-tronco.Técnicas de detecção
in situ 
dessa ribonucleo-proteína têm a possibilidade de atuarem comomarcadores celulares
9
.
FIGURA 2 - Células-tronco isoladas do tecido pulpar de dentes decíduos têm alta capacidade proliferativa e são capazes de se diferenciarem em odontoblastosmaduros, adipócitos ou células neurais.
células-troncoisoladascélulas neuraisodontoblastosadipócitos

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