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Custo Dano Ambiental

Custo Dano Ambiental

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Publicado na Revista de Direito Ambiental, nº 37, 2005.APLICAÇÃO DA LEI DE CRIMES AMBIENTAIS PELA JUSTIÇA FEDERAL NOSETOR FLORESTAL DO PARÁ
1
 Brenda Brito
2,4
 Paulo Barreto
3,4
 Abril de 2004
 
1
Este estudo foi financiado pela Fundação Willian & Flora Hewllet através de doação ao Imazon. Os autoresagradecem aos funcionários do Ibama e da Justiça Federal que auxiliaram na coleta de dados. Agradecemtambém os comentários e sugestões de Felício Pontes Jr, Procurador da República, e Raimundo Moraes, promotor de Justiça e Coordenador do Núcleo de Meio Ambiente do Centro de Apoio Operacional doMinistério Público do Pará.
2
Advogada, assistente de pesquisa do Imazon, brendabrito@imazon.org.br 
3
Mestre em Ciências Florestais pela Universidade Yale (EUA), pesquisador e secretário executivo doImazon, pbarreto@imazon.org.br 
4
Endereço: Rod. Mário Covas, km 01, Pass. Pau D’arco, Conj. Village Pau D’arco, Casa 09, Bairro:Coqueiro, Ananindeua - PA, Cep: 67113-820, Tel: 91 235 4214, Fax: 91 235 0122
 
 2
 RESUMO
Analisou-se a aplicação da Lei de Crimes Ambientais em 55 processos referentes ao setor florestal na Justiça Federal em Belém/PA iniciados entre 2000 e março de 2003. Apurou-seo perfil das infrações, os encaminhamentos dados aos processos, as dificuldades paraconduzi-los e seus resultados. Apesar do grande número de infrações ambientais, aaplicação da Lei nº 9.605/98 vem sendo dificultada principalmente pela comunicaçãodeficiente entre órgãos envolvidos e o conflito de competência para julgar os crimesambientais. A maioria das propostas de transação penal tem caráter assistencial e o valor médio das propostas de reparação civil tem sido baixo. Por isso, mesmo que os julgamentosfossem rápidos as penas teriam contribuído pouco para a reparação de danos ambientais.Finalmente, discute-se medidas para facilitar e tornar mais efetivo a aplicação das penas.PALAVRAS-CHAVE: Lei de Crimes Ambientais – Exploração ilegal de madeira – Amazônia – Juizados EspeciaisSUMÁRIO: 1. Introdução – 2. Responsabilização pelo dano ambiental: 2.1.Responsabilidade Administrativa; 2.2. Responsabilidade Civil; 2.3. ResponsabilidadeCriminal – 3. Métodos: 3.1. Escolha de processos; 3.2. Perfil dos infratores e tipos deinfração; 3.3. Processos: encaminhamentos, estágios e duração; 3.4. Propostas de transação penal e reparação civil: 3.4.1. Teor e beneficiários; 3.4.2. Valores propostos; 3.4.3.Comparação entre valores das propostas de transação penal e valores acordados; 3.5.Dificuldades para a condução dos processos – 4. Resultados: 4.1. Perfil dos processos etipos de infração; 4.2. Processos: encaminhamentos, estágios e duração: 4.2.1.Encaminhamentos; 4.2.2. Estágio dos processos; 4.2.3. Duração dos processos; 4.3.Propostas de transação penal e reparação civil: 4.3.1. Teor e beneficiários; 4.3.2. Valores propostos; 4.3.3. Valores acordados na transação penal versus valores propostos; 4.3.4.Comparação dos valores acordados para a transação penal com valores potenciais dasmultas; 4.3.5. Diferença entre valores acordados para pessoas físicas e jurídicas; 4.3.6.Cumprimento da transação penal; 4.4. Dificuldades para a condução dos processos:4.4.1.Dificuldade para localizar infratores; 4.4.2. Conflito de competência para julgar crimes ambientais – 5. Discussão: 5.1. Medidas para acelerar os processos: 5.1.1. Resolver 
 
 3
conflito de competência; 5.1.2. Aumentar integração institucional; 5.2. Medidas parafortalecer a recuperação e conservação ambiental: 5.2.1. Criar fundos ambientais permanentes; 5.2.2. Estabelecer valores de referência para reparação dos danos – 6.Conclusão – 7. Bibliografia – 8. Anexo I.
1. INTRODUÇÃO
A Lei de Crimes Ambientais (nº 9.605) publicada em fevereiro de 1998 objetivou, dentreoutros, legitimar as sanções administrativas e consolidar a tríplice responsabilidade provocada pelo dano ambiental, prevista no art.225, § 3º da Constituição Federal
5
. Antes desua publicação, as sanções administrativas eram baseadas em portarias do Ibama efreqüentemente rejeitadas pelos tribunais, em referência analógica ao princípio dalegalidade, pelo qual não há crime sem lei anterior que o defina
6
. no campo daresponsabilidade, apesar de claramente previsto na Carta Magna de 1988 que essa se dariana esfera civil, penal e administrativa, não havia regulamentação sobre o assunto.O projeto inicial da Lei foi encaminhado ao Congresso Nacional possuindo caráter meramente administrativo, sem previsão de crimes. Entretanto, os parlamentaresincorporaram a responsabilização penal, o que provocou uma grande proximidade entre atipificação e sanções penais e as administrativas.Um dos principais avanços da Lei nº 9.605/98 foi a reunião em um só instrumento legalvárias determinações que antes eram previstas em legislação esparsa e de difícil aplicação,além de regulamentar a responsabilização penal da pessoa jurídica
7
. A lei também elevoucondutas que eram consideradas contravenções à categoria de crimes, a exemplo dosdesmatamentos ilegais.
5
Art. 225, §3º da CF/88 – “As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão osinfratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação dereparar os danos causados”
6
Art. 1º do Código Penal Brasileiro.
7
Diz o art. 3º da Lei nº 9.605/98 – “As pessoas jurídicas serão responsabilizadas administrativa, civil e penalmente conforme o disposto nesta Lei, nos casos em que a infração seja cometida por decisão de seurepresentante legal ou contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse ou benefício da sua entidade.Parágrafo único: A responsabilidade das pessoas jurídicas não exclui a das pessoas físicas, autoras, co-autorasou partícipes do mesmo fato.”

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