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A tecnologia e o Frankenstein de Mary Shelley

A tecnologia e o Frankenstein de Mary Shelley

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Published by: José Eustáquio Diniz Alves on Jan 02, 2014
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A tecnologia e o Frankenstein de Mary Shelley José Eustáquio Diniz Alves Doutor em demografia e professor titular do mestrado em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais da Escola Nacional de Ciências Estatísticas - ENCE/IBGE; Apresenta seus pontos de vista em caráter pessoal. E-mail:  jed_alves@yahoo.com.br  O Iluminismo foi um movimento que mudou o mundo. O Marquês de Condorcet (1743-1794), na França, William Godwin (1756-1836) e Mary Wollstonecraft (1759-1997), na Inglaterra, foram pensadores iluministas que defendiam a justiça social e de gênero, o progresso econômico e consideravam que a racionalidade humana poderia resolver os principais desafios da sociedade. Eles acreditavam na
“perfectibilidade humana” e na
 força da inteligência para resolver os problemas de pobreza, avançar com a ciência e a tecnologia, construir um mundo justo e pacifico e chegar a um estado de bem-estar e de felicidade para todos. Eles sonhavam com o aperfeiçoamento permanente da humanidade. De fato, a ciência e a tecnologia possibilitaram grandes transformações sociais e econômicas nos últimos 220 anos. Mas se houve ganhos, também houve grandes danos. A depleção da natureza, a poluição das fábricas, o envenenamento por meio dos agrotóxicos e as mudanças climáticas são alguns dos resultados do
sucesso
 civilizatório. Para quem demoniza a tecnologia, o Planeta pode caminhar para o colapso se os rumos atuais não forem alterados. Mas cabe a pergunta: a tecnologia pode ser a salvação ou a danação do mundo? Uma das primeiras pessoas a questionar a glorificação da ciência e da tecnologia por parte dos iluministas foi Mary Shelley, nada menos que a filha de William Godwin e Mary Wollstonecraft, considerada a primeira feminista moderna e que escreveu, em 1790, o livro
 A Vindication of the Rights of Woman
(Uma Defesa dos Direitos da Mulher). Por ironia histórica, a feminista Mary Wollstonecraft morreu de morte materna após o parto da sua filha, em 1797. Mary Wollstonecraft Godwin se casou com o poeta romântico idealista inglês Percy Shelley (1792-1822), e passou a assinar o sobrenome do marido. Mary Shelley tinha apenas 19 anos quando escreveu o livro:
Frankenstein, o Prometeu Moderno
, publicado em 1818. Parece que ela quis mostrar aos pais e ao marido que a tecnologia, ao invés de criar
o “homem novo”, pode
ria criar um monstro. Assim como, na mitologia grega, onde Prometeu roubou o fogo (da sabedoria) dos Deuses para iluminar o caminho da humanidade, o Dr. Victor Frankenstein
utilizou da ciência e da tecnologia para “brincar de Deus” e dar à luz uma criatura inteiramente nova.
No ramance, o médico e químico Victor Frankenstein, depois de estudar galvanismo, desenvolve uma técnica secreta para imbuir corpos inanimados com vida. Ele sonhava produzir uma bela Criatura, mas produziu um ser com aparência de monstro. Victor renega a Criatura e foge na tentativa de esquecer sua criação. Isto deixa a Criatura confusa, com raiva e com sentimento de rejeição. Porém, a despeito do horror que provoca nas pessoas, a Criatura sobrevive e se educa sozinha e, depois de vários desencontros e várias tragédias, encontra-se novamente com Victor Frankenstein e exige que ele crie uma companheira, com as mesmas características, para que o novo casal pudesse viver longe da

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