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Artigo Gestão do Futuro

Artigo Gestão do Futuro

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Published by Karine Bighelini
Este artigo faz uma reflexão sobre o novo líder: será que o gestor do futuro é uma questão de gênero masculino ou feminino ou uma construção da complementariedade de ambos?
Este artigo faz uma reflexão sobre o novo líder: será que o gestor do futuro é uma questão de gênero masculino ou feminino ou uma construção da complementariedade de ambos?

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Published by: Karine Bighelini on Jul 16, 2007
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Gestão do Futuro: uma questão de gênero ou uma construção dacomplementariedade?
Muito tem-se falado em novos modelos de Liderança, em gestões que inspiremempresas, equipes e pessoas, e que promovam negócios lucrativos, clientes satisfeitose profissionais felizes. Há algumas décadas, este discurso não era tão diferente quantoao de hoje. No entanto, a maioria dos esforços estava centrada no atingimento deresultados e, para tanto, o papel do líder nem sempre era visualizado como um fatordecisivo e estratégico, mas sim, como mais uma ferramenta de administração nasorganizações.Hoje, vivemos um momento único no cenário corporativo, em que a análiseacima realizada vem, a cada instante, gerando reflexões, reavaliões e umconseqüente interesse por profissionais de Gestão de Pessoas e áreas afins. A grandepergunta refere-se à existência de modelos de gestão do futuro. Dentro destepensamento, alguns questionamentos o gerados para tentarmos avançarcorporativamente: será que o gestor do futuro é uma questão de gênero masculino oufeminino ou uma construção da complementariedade de ambos?Antes de contribuir para essa queso, cabe apresentar alguns estudosdesenvolvidas sobre Liderança. No século passado, destaco uma das primeiras leiturassobre o assunto, a chamada Teoria das Características dos Grandes Homens, quebuscava reconhecer as características que distingüiam os “grandes homens” ou aconduta dos líderes das suas massas, tais como: Napoleão, Júlio César e Alexandre, oGrande. A maioria desses estudos buscava construir uma teoria geral dascaracterísticas da Liderança; entretanto, sua função notável foi o embasamento paraque os opinion makers” (vulgo gurus) da gestão construíssem algumas listas decaracterísticas e/ou habilidades que os líderes possuíam ou deveriam desenvolver.Percebe-se, no entanto, que a abordagem das características das pessoas é cada vezmenos aceita pelos estudiosos no assunto. Ainda compreende-se, também, que asempresas estão assimilando esta mudança, e esse cenário está sendo requisitadomuito mais no processo de seleção de profissionais do que no treinamento dosmesmos. Hoje, sabe-se que a eficácia dos líderes não está ligada substancialmente aostraços pessoais, mas também, e inclusive, à abordagem de comportamentos dosmesmos. Nesse momento, a ênfase ao treinamento é muito maior, poiscomportamentos podem ser aprendidos e pessoas treinadas são capazes de obtermelhores resultados dentro do que se é esperado por cada organização.A partir dessa tendência, desenvolveu-se uma “classificaçãodos Estilos deLiderança e suas respectivas funções. Relaciono, aqui, duas correntes que embasamessa afirmação: a Escola Clássica da Administração e o Movimento das RelaçõesHumanas. A primeira, embasava o papel do líder para o interesse ao trabalho e àstarefas, onde os empregados eram vistos, apenas, como instrumentos para o alcancedos objetivos organizacionais; e a presença do gestor autoritário era um componenteintrínseco a essa realidade. Quanto ao movimento das Relações Humanas, começou-seaqui o interesse pelas pessoas, pela suas individualidades e necessidades pessoais eprofissionais. A efetividade do gestor democrático, participativo, legitimou essatendência, apontando para um novo perfil gerencial.Estamos em um momento onde, mais do que nunca, o comportamento humanotorna-se foco estratégico de negócio dentro das empresas. O alinhamento dascompetências humanas às estratégias corporativas potencializa a necessidade de nospreocuparmos e investirmos, cada vez mais, no lado humano da liderança. E nessesentido, cabe colocarmos o papel da profissional mulher nesse cenário. No princípio, oespo feminino era altamente limitado, pois muitas das profissões eram ditas

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