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Distribuição espacial do crescimento populacional dentro e fora da Região Metropolitana do Rio de Janeiro

Distribuição espacial do crescimento populacional dentro e fora da Região Metropolitana do Rio de Janeiro

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RANDOLPH, R.. Distribuição espacial do crescimento populacional dentro e fora da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Revista de Economia Fluminense, v. 3, p. 28-33, 2007.
RANDOLPH, R.. Distribuição espacial do crescimento populacional dentro e fora da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Revista de Economia Fluminense, v. 3, p. 28-33, 2007.

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   R   e   v   i   s   t   a   d   e   E   c   o   n   o   m   i   a   F   l   u   m   i   n   e   n   s   e
 
xpansão da metrópole do Rio de Janeiro – um novo padrão deurbanização?É amplamente conhecido, hoje, que as grandes metrópoles brasileiras,em especial São Paulo e Rio de Janeiro, deixaram de apresentar aquelasaltas taxas de crescimento populacional, uma das características principais da urba-nização brasileira desde a década de 60. Houve, conforme os Censos de 1991 e2000 do IBGE, uma nítida mudança da distribuição do aumento populacional, tantono entorno imediato, ou seja, na própria Região Metropolitana, como também nomais distante, que se pode chamar de área perimetropolitana. (Randolph 2005).
Distribuição espacial doDistribuição espacial doDistribuição espacial doDistribuição espacial doDistribuição espacial docrescimento populacional dentrocrescimento populacional dentrocrescimento populacional dentrocrescimento populacional dentrocrescimento populacional dentroe fora da Re fora da Re fora da Re fora da Re fora da Região Metropolitanaegião Metropolitanaegião Metropolitanaegião Metropolitanaegião Metropolitanado Rio de Janeirodo Rio de Janeirodo Rio de Janeirodo Rio de Janeirodo Rio de Janeiro
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Vista aérea dePetrópolis(Quitandinha)Foto:ArquivoFundação CIDE
Por Dr. Rainer Randolph
 
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   R   e   v   i   s   t   a   d   e   E   c   o   n   o   m   i   a   F   l   u   m   i   n   e   n   s   e
Essa mudança do padrão de distri-buição do crescimento está sendoamplamente discutida no Brasil, naAmérica Latina e também em outrospaíses do mundo. A grande dúvida dosanalistas a respeito desses fenômenosé se a mudança do padrão espacial docrescimento populacional dá origem aum nova forma de urbanização ou sesignifica meramente a extensão dametrópole para áreas mais distantes eamplas. Não vamos entrar neste de-bate no presente trabalho (videRandolph 2003).Nossa intenção é apresentar algunsdados a respeito do caso da RegiãoMetropolitana e área perimetropolitanado Rio de Janeiro, que possam dar umaidéia a respeito das mudanças referen-tes às taxas de crescimento popula-cional no período entre 1991 e 2000e da distribuição desse crescimentoentre município-núcleo, demais muni-cípios da Região Metropolitana e áreaperimetropolitana. Levanta-se, a partirdaí, a hipótese de que esse novo pa-drão territorial do crescimentopopulacional resulta também em umnovo padrão de urbanização, que foichamado na bibliografia de “contra-ur-banização”.A verificação (ou não) dessa hipó-tese não pode ser realizada de umamaneira indiferenciada para todos osmunicípios que constituem a área peri-metropolitana do Rio de Janeiro. Paraaprofundar debate e análise focamos,na segunda parte do presente ensaio,o caso do Município de Petrópolis
1
.Observam-se, para este município, for-ma e área do crescimento populacionalque é expressão e resultado de umdeterminado padrão de urbanizaçãonos distritos mais distantes do centro.Partimos do pressuposto de que umcrescimento mais rápido na periferia dePetrópolis não pode ser simplesmen-te entendido como suburbanização;nem no seu sentido clássico (norte-americano) do deslocamento de cer-tas camadas médias da população localpara áreas verdes fora do centro tradi-cional, nem como sub”urbanização nosentido do deslocamento de popula-ções de menor poder econômico paraáreas (semi-rurais) com infra-estruturaurbana precária, como discutido já porLimonad (1996) a respeito dos muni-cípios no interior fluminense, na déca-da de 90.
Comparação entre Taxas deCrescimento dentro e fora daRegião Metropolitana do Riode Janeiro
Uma alise do comportamentodos municípios integrantes da RegiãoMetropolitana na Tabela
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(pág. 30)mostra como a taxa de crescimentoanual (e também a taxa líquida de mi-gração) vai aumentando com a distân-cia do município-núcleo da metrópole.Rio de Janeiro, Niterói, Nilópolis e SãoJoão de Meriti têm até um saldo migra-rio negativo durante a década de 90 apesar de ainda apresentarem umpequeno crescimento anual (menos doque 1%). Há, no outro extremo, aque-les municípios cujo crescimentopopulacional ainda supera 2% ao ano.Esses, com exceção de Japeri e Quei-mados, apresentam também taxas lí-quidas de migração acima de 1% aoano e configuram claramente uma se-gunda periferia dentro da periferia me-tropolitana.Observa-se na Tabela 2 (pág. 31)que, nas áreas chamadas perimetro-politanas, há, em comparação com osnúmeros da Região Metropolitana e,particularmente, do município do Riode Janeiro da tabela anterior, taxas rela-tivamente altas de crescimento nas duasregiões costeiras, em particular em al-guns municípios da Região dos Lagos:em ambas o crescimento anual da po-pulação entre 1991 e 2000 ultrapassaaté 8% em alguns casos. Uma grandeparte dos municípios situa-se na faixaentre quase 4 a 6 ou 7% ao ano, ouseja, bem superior àquelas encontra-das dentro da Região Metropolitana.A Região Serrana na sua totalidadetem um desempenho pior do que aRegião Metropolitana, mas alguns mu-nicípios mostram taxas de crescimen-to e deslocamento moderadas acimada média estadual. As taxas, aqui, nãosão tão altas assim como se observana Tabela 2: em geral ficam entre 2 a2,5 %. Petrópolis e Teresópolis, doiscentros importantes dessa região, nãochegam a alcançar 2%.Notando, assim e ainda sem mui-to aprofundamento, os movimentosda população carioca e fluminense nadécada de 90 (e aqueles que vieramde fora do Estado), parece que o cres-cimento populacional – como uma pri-meira e precária aproximação do pro-cesso de urbanização – aponta paraum novo padrão territorial da ocupa-
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Esse trabalho é um dos resultados deuma pesquisa financiada por CNPq,CAPES e FAPERJ sobre “Novas Formasde Urbanização em Áreas Perimetro-politanas, realizada no LaboratórioOficina Redes&Espaço – LabORE – doInstituto de Pesquisa e PlanejamentoUrbano e Regional da UFRJ e coorde-nada pelo autor.
A Região Serranana sua totalidadetem um desem-penho pior doque a RegiãoMetropolitana,mas alguns muni-pios mostramtaxas de cresci-mento e desloca-mento modera-dos acima damédia estadual.
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Tabela 1
Regiões de governoTaxa médiaTaxa líquida deTaxa de crescimentoe municípiosgeométrica demigração (%)vegetativo (%)crescimento anual (%)
Estado1,300,191,11Região Metropolitana1,120,061,06Nilópolis
-0,31-1,411,10
São João de Meriti
0,60-0,851,46
Niterói
0,58-0,270,85
Rio de Janeiro
0,74-0,130,87Duque de Caxias1,670,121,56Paracambi1,180,131,05Tanguá1,270,131,15São Gonçalo1,490,281,21Nova Iguaçu1,970,571,40Belford Roxo2,090,651,44Japeri2,670,771,90Queimados2,370,851,51
Magé
2,571,011,56
Itaboraí
3,341,741,60
Seropédica
2,481,740,73
Guapimirim
3,441,801,64
ção urbana; há um deslocamento paraáreas urbanas periféricas, tanto no in-terior, como – e mais acentuadamen-te – na franja da Região Metropolitana.Sem querer – e poder – aprofun-dar a análise a respeito desses dados,pode-se imaginar que estejamos dian-te de um processo de “contra-urbani-zação” que pode ser definido, segun-do Lindgren (2002: 4), como uma “for-ma particular de dispersão da popula-ção”: a desconcentração é um dos pro-cessos que está na sua base. Essa con-tra-urbanização se distinguiria da subur-banização por significar uma dispersãoa longa distância. Ela não só envolveriaum deslocamento populacional a maio-res distâncias, mas também no interiordo sistema urbano, da maior cidade acidades menores (de alto para baixona hierarquia urbana). Neste sentido,contra-urbanização acontece a um ní-vel intermediário entre movimentos demigração locais e a redistribuição de po-pulação entre (macro) regiões. Em con-dições territoriais, contra-urbanizaçãopode ser entendida como a divisãoentre localidades urbanas e rurais. Estamigração não significa que a populaçãoperde suas ligações e laços com a cida-de-núcleo (metrópole); pelo contrá-rio, seu deslocamento representa umaintensificação e interação contínua en-tre as localidades envolvidas e umamaior expansão das estruturas socio-espaciais que ainda incluem sem igual(ou similar/familiar) significados socio-culturais e padrões.
Um Novo Padrão de Urbani-zação? A Distribuição doCrescimento Populacionalentre Áreas Urbana e Ruralno Município de Petrópolis
Apesar de que, como vimos antes,no Município de Petrópolis não se ob-servam maiores taxas de crescimentopopulacional ou de migração líquida, ainvestigação desse caso parece interes-sante e instigante por oferecer um con- junto de fenômenos que o tornam úni-co e talvez paradigmático entre os de-mais municípios do universo maior dainvestigação da área perimetropolitanado Rio de Janeiro.Para iniciar a discussão sobre o casode Petrópolis, recorremos a um estu-do de La Rovere e Carvalho (2006)
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Fonte:
Fundação Centro de Informações e Dados do Rio de Janeiro - CIDE.

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