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"Crises econômicas e ondas longas da economia mundial" - Theotonio Dos Santos

"Crises econômicas e ondas longas da economia mundial" - Theotonio Dos Santos

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crises econômicas e ondas longas da economia mundial
crises econômicas e ondas longas da economia mundial

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U
NIVERSIDADE
F
EDERAL
F
LUMINENSE
F
ACULDADE
 
DE
E
CONOMIA
GREMIMT
Grupo de Estudo sobre Economia Mundial, Integração Regional & Mercado de Trabalho
“Crises Econômicas eOndas Longas naEconomia Mundial”T
HEOTÔNIO
 
DOS
S
ANTOS
Textos para discussão
Série 1 – Nº 5, 2002
Este texto é encontrado também no site da Cátedra e Rede UNESCO – UNU sobre Economia Global eDesenvolvimento Sustentável – www.reggen.org.br
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CRISES
 
ECONÔMICAS
 
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EXTOS
 
PARA
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ISCUSSÃO
Entre os temas que preocupam o mundo contemporâneo desde o século XIX, dosformuladores de política aos analistas econômicos, está a questão do ciclo econômico, dasflutuações econômicas e das crises econômicas que se manifestam em períodos mais ou menossucessivos e identificáveis nas economias nacionais e na economia mundial, seja nos países maisdesenvolvidos ou seja no conjunto da economia mundial. Na medida em que a economianeoclássica se orientou para a preocupação com o equilíbrio geral, a flutuação econômica passava a ser uma anormalidade, conseqüência de alguma forma de rompimento desse equilíbrioque só pode encontrar sua explicação em fatores externos aos fenômenos econômicos analisados pela teoria. Não se pode afirmar, então, que exista uma teoria do ciclo econômico produzida pelaeconomia neoclássica, na medida em que as flutuações econômicas seriam explicadas por fenômenos externos ao modelo econômico e, portanto, relativamente aleatórios. Algunseconomistas se dedicaram, contudo, a análise dos ciclos ou flutuações dos negócios, na medidaem que era impossível negar sua existência que, como dissemos, é uma parte muito central davida econômica contemporânea.A teoria keynesiana surgiu após um período longo de estagnação, voltando-se para a difícil tarefa de formular políticas capazes de impedir essa estagnação e retomar ocrescimento da economia, ou, mais especificamente, o pleno emprego, grande inquietação daHumanidade naquele momento. Daí que grande parte das preocupações keynesianas, e sobretudo pós-keynesianas, estivessem ligadas ao conceito do crescimento econômico, à busca deexplicações dos mecanismos do crescimento, cuja expressão mais bem-sucedida talvez esteja nofenômeno do multiplicador. Não há propriamente, do ponto de vista keynesiano, uma visão deciclo econômico, mas predominantemente uma percepção aguda do fenômeno da estagnação e danecessidade de combatê-la através da intervenção do Estado, que assume um caráter anti-cíclico.Em seguida vêm as preocupações com o crescimento econômico e os possíveis desequilíbrios queele possa manifestar, enfatizando-se outra vez o papel da intervenção estatal para regulá-lo eviabilizá-lo.Devemos, contudo, constatar que a teoria da crise econômica e do cicloeconômico tem sua origem basicamente no pensamento marxista, passando por influências muitodecisivas de historiadores econômicos que foram focalizando o fenômeno e buscando explicações para eles. Na verdade, a questão da crise e do ciclo econômico passou a ser fundamental para o pensamento marxista. Também o foi para alguns teóricos que seguiram um caminho mais próximo da história e dos fatos econômicos, como este conjunto de economistas que ficariamconhecidos como a Escola do Pensamento Institucional, e que tem em Schumpeter sua principalfigura.
G
RUPO
 
DE
E
STUDOS
 
SOBRE
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CONOMIA
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R
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2
 
EXTOS
 
PARA
D
ISCUSSÃO
 Nosso objetivo neste capítulo será o de analisar a questão dos ciclos e das criseseconômicas, com uma ênfase particular nos ciclos longos. Estes devem ser analisados a nívelinternacional, na medida em que eles se manifestam em conjuntos de países, permitindo inclusive propor um mapeamento da sua trajetória a nível planetário. Neste sentido, a análise dos ciclos ouondas longas ultrapassa o marco nacional no qual os próprios teóricos marxistas tinham situadoas oscilações do ciclo econômico e a problemática da crise econômica.Caminhamos, assim, de maneira decidida para incorporar esta dimensão novaque vem se consolidando na análise dos fenômenos sociais, particularmente desde a década de 70quando foi retomada a teoria das ondas longas, seja sob o ponto de vista da análise empírica, dahistória econômica, ou seja sob o ponto de vista da análise teórica.A queso das ondas longas se articula com uma vio mais global dofuncionamento da economia mundial. Na sucessão dessas ondas longas identifica-se cada vezmais os períodos de retomada e crescimento econômico como períodos de incorporação maciça deinovações tecnológicas, em geral, introduzidas no período de depressão e de recuperação, e que seencontram em fase de difusão e expansão no período do crescimento. As teorias dos cicloseconômicos longos ou ondas longas nos mostra que há mudanças estruturais no final de cadaciclo longo, dando às crises dessa fase final um caráter estrutural, que as vinculam também coma introdução de novos paradigmas tecnológicos que se identificam o somente pela predominância de novos setores e ramos de produção dentro da economia, como também por mudanças no próprio processo de trabalho, no próprio sistema de produção.Vejamos, portanto, como se colocam essas questões tanto do ponto de vistateórico como histórico que se faz necessário para testar o aparelho conceitual desenvolvido emtorno das flutuações econômicas seculares na análise concreta da história econômicacontemporânea e moderna.
TEORIA
 
DAS
 
CRISES
 
ECONÔMICAS
Um primeiro tema a tratar é a diferença entre os ciclos e as crises econômicas.As crises econômicas se referem a períodos de baixa da produção, aumento de desemprego equeda dos negócios em geral. Elas foram detectadas desde a antiguidade e foram objeto de muitasinterpretações. Os ciclos econômicos supõem uma observação sucessiva de situações de crisesalternadas com situações de crescimento e auge das atividades econômicas. O conceito de cicloeconômico está associado a uma certa regularidade e freqüência das oscilações entre os períodosalternados de crescimento e descenso.
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RUPO
 
DE
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STUDOS
 
SOBRE
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