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Roberto Chust Carvalho - Pavimentos De Edifícios Com Lajes Nervuradas

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01/08/2014

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ESTRUTURAS DED CONCRETO ARMADO LIVRO 2 ROBERTO CHUST CARVALHO / JASSON R. FIGUEIREDO FILHO Capítulo 1 –Pavimentos de Edifícios com lajes nervuradas
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 1.1 INTRODUÇÃO
O pavimento de uma edificação, devido a sua grande superfície, é, normalmente, a parte da estrutura que mais consome material. Assim, projetar um pavimento, por exemplo, com menos um centímetro na altura da laje pode conduzir a uma economia considerável. Por outro lado a busca por menores dimensões das estruturas do pavimento tem levado ao uso de concretos cada vez mais resistentes e também em melhorar os processos de cálculo. Entre estas melhorias pode-se afirmar que o cálculo de pavimentos de edificações como um todo já é realidade obtendo-se, em princípio, respostas mais próximas da realidade principalmente no que concerne o estado de deformação do mesmo. Isto se dá devido ao grande avanço em programas de computadores além do acúmulo do conhecimento desenvolvido em modelagem de estruturas e comportamento das mesmas Apesar de todo avanço existente no desenvolvimento de programas cabe sempre ao  projetista projetar a estrutura e para tanto precisa conhecer com certa profundidade o comportamento estrutural da mesma e fazer previsões de dimensões para que o desenvolvimento do  projeto
auxiliado
 por um programa de computador resulte em uma estrutura segura, econômica, racional, funcional e econômica. Assim, além das condições no estado limite último (ELU) pode-se ter como preponderante a verificação do estado limite de serviço (ELS) principalmente o estado de deformação excessiva sendo preciso neste caso considerar além da fissuração do concreto o efeito da fluência.  Neste capítulo são estudadas as lajes de concreto armado com nervuras, pois representam um avanço em relação às maciças por necessitarem, em geral, menor quantidade de material  principalmente quando os vão são grandes. Será dada ênfase nas moldadas no local, em uma ou duas direções. Procura-se mostrar o funcionamento dos pisos constituídos destes elementos e apresentam-se os principais tipos deste sistema, as prescrições normativas, os modelos de cálculo, indicações de projeto e finalmente alguns exemplos.
1.2 DEFINIÇÃO
Segunda o item 14.7.7 da NBR 6118 (2003) as “lajes nervuradas são lajes moldadas no local ou com nervuras pré-moldadas, cuja zona de tração é constituída por nervuras entre as quais pode ser colocado material inerte”. A idéia é relativamente simples: quando se tem um vão de grande dimensão as lajes maciças acabam, pelo menos no ELU, apresentando pequena região de concreto comprimido (será mostrado no item 1.4) e, portanto há muito concreto abaixo da linha neutra que nesta situação acaba não ajudando na resistência à flexão, portanto nada mais racional do que substituí-lo por material inerte ou simplesmente moldar através de forma uma região tracionada composta apenas de nervuras. Com a definição da Norma pode-se já de antemão definir dois tipos de lajes nervuradas a  pré-fabricadas e as moldadas no local.
PAVIMENTOS DE EDIFÍCIOS COM LAJES NERVURADAS CAPÍTULO
 
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ESTRUTURAS DED CONCRETO ARMADO LIVRO 2 ROBERTO CHUST CARVALHO / JASSON R. FIGUEIREDO FILHO Capítulo 1 –Pavimentos de Edifícios com lajes nervuradas
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As lajes pré-fabricadas dividem-se em nervuradas com vigotas, lajes alveolares e duplo tê. As lajes pré-fabricadas podem ser com trilhos em concreto ou com treliça. A figura 1.1 mostra as lajes em questão.
e) Armão – laje treliça
FIGURA 1.1. Seções transversais de lajes pré-moldadas: a) tipo
π
; b) alveolar; c) tipo trilho; d) tipo treliça; e) amadura da nervura da laje tipo treliça
A laje pré-fabricada pode ser feito com trilhos de concreto, com treliça e protendidos. Os dois primeiros tipos já forem tratados no volume 1 (CARVALHO E FIGUEIREDO [2004]) e devem seguir das especificações aqui consideradas alem da das normas NBRsss. A laje composta  por nervuras de concreto protendido chamadas de trilhos (o formato da seção transversal da nervura e de um trilho de trem se assemelham) e a seção transversal pode ser vista na figura 1.2.
Figura 1.2- Seção Transversal de Laje pré-fabricada com vigotas protendidas (figura 3.1.1b da NBR 14859).
Em relação as lajes nervuradas moldadas no local no item seguinte serão definidas e tipificadas os  principais tipos delas.
1.3 DESCRIÇÃO DAS LAJES NERVURADAS MOLDADAS NO LOCAL
Como já se disse anteriormente procura-se com a solução de laje nervurada diminuir o consumo de concreto. Porem, para ser mais econômica que a laje maciça a solução deve evitar um alto consumo de fôrmas e, portanto evitar a confecção do molde de todas as nervuras. Este inconveniente é superado, por exemplo, com a utilização de moldes reaproveitáveis como o mostrado na Figura 1.3. Neste caso são usados moldes de plástico reforçado que suporta não só
 
ESTRUTURAS DED CONCRETO ARMADO LIVRO 2 ROBERTO CHUST CARVALHO / JASSON R. FIGUEIREDO FILHO Capítulo 1 –Pavimentos de Edifícios com lajes nervuradas
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 peso do concreto fresco assim como o peso da armadura e equipamentos e homens andando sobre sua superfície. Assim o molde serve de forma e bastará o uso de barretes, travessas e pontaletes  para montar o escoramento do mesmo. As arestas, que ficam em contato com o concreto, dos moldes têm as arestas de formato arredondado. O corpo do molde plástico tem o formato tronco cônico permitindo uma desforma sem muito esforço. Este equipamento pode ser alugado e permite muitos reaproveitamentos. O único inconveniente que resta é o aspecto do teto formado por este tipo de lajes que pode não ser agradável. Assim, em ambientes em que se deseja um acabamento estético melhor podem-se usar placas de gesso para tornar a superfície inferior totalmente plana.
molde barretes horizontaistravessa pontaletechapuzaba 
Figura 1.3- Moldes plásticos para execução de lajes nervuradas e esquema de escoramento.
Outras soluções podem ser obtidas baseadas no uso de um tablado de madeira, como no caso da laje maciça, substituindo-se apenas parte do concreto tracionado por materiais mais baratos e mais leves. Na figura 1.4 vêm-se desenhos de seções transversais esquemáticas desses arranjos.  Nestas situações os materiais de enchimento ficam incorporados à laje, como os blocos de concreto, concreto celular e cerâmico (Figura 2.5b, c e d) ou com a utilização de blocos de EPS. Em todos estes casos persiste, em princípio, a execução de um tablado de madeira para depois serem colocados sobre ele os materiais de enchimento, armadura e finalmente executar a concretagem das nervuras e capa. Alem de se evitar as formas nas faces laterais das nervuras e face inferior da mesa obtém-se uma superfície inferior plana, melhorando o aspecto final de acabamento. Deve-se apenas tomar cuidado para evitar que os elementos inertes incorporados no concreto não se desloquem durante a concretagem.
FIGURA 1.4 Seções transversais de lajes nervuradas com as formas e materiais empregados:a) isopor b) blocos de concreto; b) blocos de concreto celular; d) tijolos cerâmicos furados.

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