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o Ego e o Superego - FREUD

o Ego e o Superego - FREUD

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"Freud termina seu texto o ID e o EGO afirmando que o EGO é uma parte do ID modificada pela influência do sistema perceptivo, porém percebe que há outras implicações..."
"Freud termina seu texto o ID e o EGO afirmando que o EGO é uma parte do ID modificada pela influência do sistema perceptivo, porém percebe que há outras implicações..."

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Published by: José Hiroshi Taniguti on Sep 15, 2009
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O EGO E O SUPEREGO – IDEAL DE EGO
Freud termina seu texto O ID e o EGO afirmando que o ego é uma parte do Id modificada pela influência dosistema perceptivo, porém percebe que há outras implicações.Percebe a existência de uma gradação no ego, uma diferenciação dentro dele que chama de Ideal de Ego ouSuperego, essa parte também não esta vinculada à consciência. A partir do estudo da melancolia ondepressupôs que um objeto real perdido foi instalado novamente dentro do ego, uma catexia do objeto foisubstituída por uma identificação. Freud percebe que este processo é mais comum do que se pensava econtribui para formação do caráter do sujeitoNa fase oral a catexia do objeto e a identificação são indistinguíveis uma da outra, posteriormente, as catexias doobjeto procedem do id, o qual sente as tendências eróticas como necessidades. O Ego, ainda precoce, dá-seconta das catexias do objeto e se sujeita a ela ou tenta devia-las pelo processo de repressão.Quando abandonamos um objeto sexual, se segue uma alteração de seu ego que só pode ser descrita comoinstalação do objeto dentro do ego, tal como ocorre na melancolia; Pode ser que, através dessa introjeção, queconstitui uma espécie de regressão ao mecanismo da fase oral, o ego torne mais fácil ao objeto ser abandonadoou torne possível esse processo. Pode ser que essa identificação seja a única condição em que o id podeabandonar os seus objetos. De qualquer maneira, o processo, especialmente nas fases primitivas dedesenvolvimento, é muito freqüente, e torna possível supor que o caráter do ego é um precipitado de catexiasobjetais abandonadas e que ele contém a história dessas escolhas de objeto.Naturalmente, deve-se admitir, desde o início, que existem diversos graus de capacidade de resistência, os quaisdecidem até que ponto o caráter de uma pessoa desvia ou aceita as influências da história de suas escolhasobjetais eróticas.Em mulheres que tiveram muitas experiências amorosas, não parece haver dificuldade em encontrar vestígios desuas catexias do objeto nos traços de seu caráter.A transformação de uma escolha objetal erótica numa alteração do ego constitui também uma forma pela qual oego obtém controle sobre o id, mesmo que tenha que sujeitar-se em grande parte às suas exigências. Aoassumir as características do objeto o ego esta se submetendo ao id como um objeto de amor e tentandocompensar a perda do Id dizendo: Olhe, você também pode me amar, sou semelhante ao objeto. Temos então atransformação da libido do objeto em libido narcísica implicando em um abandono de objetivos sexuais, ou seja,uma dessexualização, uma espécie de sublimação, podemos pensar então que toda sublimação se efetuaatravés da mediação do ego, que começa por transformar a libido objetal sexual em narcísica e, depois, passa afornecer-lhe outro objetivo.As identificações objetais do ego se são numerosas demais e incompatíveis umas das outras pode ocorrer umaruptura do ego e podemos falar talvez em personalidade ltipla, mas mesmo que isto o acontapermanecem os conflitos entre as diversas identificações, conflitos patológicos ou não. Entretanto, seja o que for que a capacidade posterior do caráter para resistir às influências das catexias objetais abandonadas possatornar-se, os efeitos das primeiras identificações efetuadas na mais primitiva infância serão gerais e duradouros.Pensando em Ideal do Ego, podemos afirmar que por trás dele encontramos a mais importante identificação deum indivíduo, a sua identificação com o pai em sua própria pré-história do objeto, as escolhas objetaispertencentes ao primeiro período sexual e relacionadas ao pai e a á mães parecem encontrar seu desfechonuma identificação desse tipo que reforça a identificação pura e simples inicial, ou seja, a identificação primária.
Complexo de Édipo – Superego como herdeiro do complexo de Édipo.
Inicialmente iremos pensar na criança do sexo masculino. Esta inicialmente toma a mãe como objeto,inicialmente o seio que é o protótipo de uma escolha de objeto segundo o
modelo anaclítico.
O menino nestafase trata o pai identificando-se com este, quando os desejos sexuais do menino em relação à mãe se tornammais intensos e o pai é percebido como um obstáculo (complexo de Édipo) sua identificação com o pai se tornamais hostil e transforma-se num desejo de livrar-se dele a fim de ocupar o seu lugar junto a mãe. Sua relaçãocom o pai passa a ser ambivalente. Freud diz que uma relação ambivalente com o pai e uma relação objetal dotipo unicamente afetuosos com a mãe constituem o conteúdo do complexo de Édipo positivo: simples. Ao final docomplexo de Édipo a catexia objetal da mãe deve ser abandonada e o seu lugar pode ser preenchido por uma deduas coisas;1 – Uma identificação com a mãe2- Intensificação de identificação com o pai.
 
A segunda escolha permite que a relação afetuosa com a mãe seja em certa medida mantida, consolidando amasculinidade no caráter de um menino.Esta identificação com o pai não tem o mesmo caráter das identificações melancólicas, pois não introduz no egoo objeto abandonado, mas isto também pode acontecer muito mais em meninas do que em meninos. A análisemostra que uma menina após abandonar o pai como objeto de amor, colocasua masculinidade emproeminência e identificar-se-á com seu pai. (objeto que foi perdido) ao invés de identificar-se com a mãe. Freuddiz que isto dependerá de ter a sua disposição a masculinidade disposicional, fica a impressão que o desfechoda situação edipiana dependerá das disposições inatas sexuais masculinas ou femininas. Podemos falar aqui deuma bissexualidade responsável pelas vicissitudes subseqüentes do complexo de Édipo.É importante salientar que esse complexo de Édipo simples não é a forma mais comum, mas representa umasimplificação ou esquematização para fins práticos. É freqüente que o complexo de Édipo se revele maiscomplexo, ou seja, um complexo positivo e negativo devido à bissexualidade presente na criança. O menino nãotem simplesmente uma atitude ambivalente em relação ao pai e afetuosa com a mãe, ele pode apresentar umaatitude afetuosa feminina com o pai e um ciúme e uma hostilidade correspondentes em relação à mãe. Este éum elemento complicador introduzido pela bissexualidade que torna difícil obter uma visão clara dos fatos.Pode mesmo acontecer que a ambivalência demonstrada nas relações com os pais deva ser atribuídainteiramente à bissexualidade e que ela não se desenvolva como representei acima, a partir da identificação emconseqüência da rivalidade.Na opinião de Freud, é aconselhável, em geral, e muito especialmente no que concerne aos neuróticos, presumir a existência do complexo de Édipo completo. A experiência analítica demonstra então que, num certo número decasos, um ou outro dos constituintes desaparece, exceto por traços mal distinguíveis; o resultado, então, é umasérie com o complexo de Édipo positivo normal numa extremidade e o negativo invertido na outra, enquanto queos seus membros intermediários exibem a forma completa, com um ou outro dos seus dois componentespreponderando.Na dissolução do complexo de Édipo, as quatro tendências em que ele consiste agrupar-se-ão de maneira aproduzir uma identificação paterna e uma identificação materna.A identificação paterna preservará a relação de objeto com a mãe, que pertencia ao complexo positivo e, aomesmo tempo, substituirá a relação de objeto com o pai, que pertencia ao complexo invertido; o mesmo seráverdade,
mutatis mutandis
, quanto à identificação materna. A intensidade relativa das duas identificações emqualquer indivíduo refletirá a preponderância nele de uma ou outra das duas disposições sexuais.
O amplo resultado geral da fase sexual dominada pelo complexo de Édipo pode, portanto, ser tomada comosendo a formação de um precipitado no ego, consistente dessas duas identificações unidas uma com a outra dealguma maneira. Esta modificação do ego retém a sua posição especial; ela se confronta com os outrosconteúdos do ego como um ideal do ego ou superego
.O superego, contudo, não é simplesmente um resíduo das primitivas escolhas objetais do id; ele tambémrepresenta uma formação reativa enérgica contra essas escolhas. A sua relação com o ego não se exaure com opreceito: ‘Você
deveria ser 
assim (como o seu pai)’. Ela também compreende a proibição: ‘Você
não pode ser 
assim (como o seu pai), isto é, você não pode fazer tudo o que ele faz; certas coisas são prerrogativas dele. ’Esse aspecto duplo do ideal do ego deriva do fato de que
o ideal do ego tem a missão de reprimir ocomplexo de Édipo
; em verdade, é a esse evento revolucionário que ele deve a sua existência. É claro que arepressão do complexo de Édipo não era tarefa fácil. Os pais da criança, e especialmente o pai, eram percebidoscomo obstáculo a uma realização dos desejos edipianos, de maneira que o ego infantil fortificou-se para aexecução da repressão erguendo esse mesmo obstáculo dentro de si próprio. Para realizar isso, tomouemprestado, por assim dizer, força ao pai, e este empréstimo constituiu um ato extraordinariamente momentoso.
O superego retém o caráter do pai,
enquanto que quanto mais poderoso o complexo de Édipo e maisrapidamente sucumbir à repressão (sob a influência da autoridade do ensino religioso, da educação escolar e daleitura), mais severa será posteriormente a dominação do superego sobre o ego, sob a forma de consciência(
conscience
) ou, talvez, de um
sentimento inconsciente de culpa.
Se considerarmos mais uma vez a origem do superego, tal como a descrevemos, reconheceremos que ele é oresultado de dois fatores altamente importantes, um de natureza biológica e outro de natureza histórica, a saber:a duração prolongada, no homem, do desamparo e dependência de sua infância, e o fato de seu complexo de
 
Édipo, cuja repressão demonstrou achar-se vinculada à interrupção do desenvolvimento libidinal pelo período delatência, e, assim
ao início bifásico da vida sexual do homem .
De acordo com uma hipótese psicanalítica, o fenômeno por último mencionado, que parece ser peculiar aohomem, constitui herança do desenvolvimento cultural tornado necessário pela época glacial. Vemos, então, quea diferenciação do superego a partir do ego não é questão de acaso; ela representa as características maisimportantes do desenvolvimento tanto do indiduo quanto da escie; em verdade, dando expressãopermanente à influência dos pais, ela perpetua a existência dos fatores a que deve sua origem.
A natureza mais elevada, a moral e nossa ética derivam do ideal de ego ou superego, é ele orepresentante de nossas relações com nossos pais.
Quando crianças conhecemos as naturezas elevadas,admirarmó-las e tememo-las, e posteriormente, colocamo-las em nós mesmos.O ideal do ego, portanto, é o herdeiro do complexo de Édipo, e, assim, constitui também a expressão dos maispoderosos impulsos e das mais importantes vicissitudes libidinais do id.Os conflitos entre o ego e o ideal de ego, refletirão o contraste entre o que é real e o que é psíquico, entre omundo externo e o mundo interno. Através da formação do ideal, o que a biologia e as vicissitudes da espéciehumana criaram no id e neste deixaram atrás de si, é assumido pelo ego e reexperimentado em relação a sipróprio como indivíduo. Devido à maneira pela qual o ideal do ego se forma, ele possui os vínculos maisabundantes com a aquisição filogenética de cada indivíduo — a sua herança arcaica. O que pertencia à partemais baixa da vida mental de cada um de nós é transformado, mediante a formação do ideal no que é maiselevado na mente humana pela nossa escala de valores.O ideal do ego responde a tudo que é esperado da mais alta natureza do homem, é substituto de um anseio pelopai, contém o germe do qual todas as religiões. O auto-julgamento de que o ego não alcança o seu ideal, produzo sentimento religioso de humildade a que o crente apela em seu anseio. O papel do pai é exercido pelas futurasautoridades, suas proibições permanecem poderosas no ideal do ego e continuam , sob a forma de consciênciaa exercer a censura moral. A tensão entre as exigências da consciência e os desempenhos concretos do ego éexperimentada como sentimento de culpa. Os sentimentos sociais repousam em identificações com outraspessoas, na base de possuírem o mesmo ideal do ego. A religião, a moralidade e um senso social osprincipais elementos do lado superior do homem — foram originalmente uma só e mesma coisa.Em Totem e Tabu Freud aponta que a religião e a repressão moral foram adquiridos a partir do complexo paternocomo força de dominar o próprio complexo de Édipo, e o sentimento social mediante a necessidade de superar arivalidade que então permaneceu entre os membros da geração mais nova. O sexo masculino parece ter tomadoa dianteira em todas essas aquisições morais, que parecem então ter sido transmitidas às mulheres através docruzamento hereditário. Mesmo hoje os sentimentos sociais surgem no indivíduo como uma superestruturaconstruída sobre impulsos de rivalidade ciumenta contra seus irmãos e irmãs. Visto que a hostilidade não podeser satisfeita, desenvolve-se uma identificão com o rival anterior. O estudo de casos brandos dehomossexualidade confirma a suspeita de que também neste caso a identificação constitui substituto de umaescolha objetal afetuosa que ocupou o lugar da atitude hostil, agressiva.Freud em seu texto faz muita menção `a filogênese e diz que este é um assunto para ser estudado, se perguntaa todo momento se foi o ego do homem primitivo ou seu id que adquiriram a religião e a moralidade a partir docomplexo paterno.Se foi o ego, porque não p falamos simplesmente que essa coisas foram herdadas pelo ego? Se foi o id, como éque isso concorda com o caráter do id? Ou estaremos errados em fazer remontar a diferenciação entre ego,superego e id a esses tempos remotos? Não deveríamos honestamente confessar que toda a nossa concepçãodos processos do ego não nos ajuda a compreender a filogênese e não lhe pode ser aplicada?Freud tenta responder a estas perguntas. Afirma que a diferenciação entre ego e id deve ser atribuída nãoapenas ao homem primitivo, mas até mesmo a organismos muito mais simples, pois ela é expressão inevitávelda influência do mundo externo. O superego, segundo a nossa hipótese, originou-se, em realidade, dasexperiências que levaram ao totemismo. A questão de saber se foi o ego ou o id que experimentou e adquiriuaquelas coisas resulta logo em nada. A reflexão em seguida nos demonstra que nenhuma vicissitude externapode ser experimentada ou sofrida pelo id, exceto por via do ego, que é o representante do mundo externo parao id. Entretanto, não é possível falar de herança direta no ego. É aqui que o abismo entre um indivíduo concretoe o conceito de uma espécie se torna evidente. Além disso, não se deve tomar a diferença entre ego e id numsentido demasiado rígido, nem esquecer que o ego é uma parte especialmente diferenciada do id .As experiências do ego parecem, a princípio, estar perdidas para a herança; mas, quando se repetem combastante freqüência e com intensidade suficiente em muitos indivíduos, em gerações sucessivas, transformam-

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