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O Administrador Infiel

O Administrador Infiel

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Published by René Burkhardt
... para negociar com as pessoas que quisessem comprar a comida “que subsiste para a vida eterna”, “ouro refinado pelo fogo..., vestiduras brancas..., e colírio para ungir os olhos”. É importante frisar que, desde Lucas 14.1, o Senhor está falando com diversas pessoas e, aqui, ele se dirige aos Seus discípulos, Seus futuros administradores, mas de forma que os fariseus também ouvissem.
... para negociar com as pessoas que quisessem comprar a comida “que subsiste para a vida eterna”, “ouro refinado pelo fogo..., vestiduras brancas..., e colírio para ungir os olhos”. É importante frisar que, desde Lucas 14.1, o Senhor está falando com diversas pessoas e, aqui, ele se dirige aos Seus discípulos, Seus futuros administradores, mas de forma que os fariseus também ouvissem.

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Categories:Types, Speeches
Published by: René Burkhardt on Sep 15, 2009
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O Administrador Infiel
Lucas 16.1-9
- por René Burkhardt | 25 de Março de 2009
Esta parábola faz parte do contexto apresentado desde Lucas 14.1, até Lucas 16.15. Entreoutras lições, o Senhor Jesus Se concentra em ensinar que devemos dar toda a primazia a Ele,abrindo mão de toda e qualquer coisa que nos impeça disso, e que Ele dá um valor muito grandeà reconciliação dos perdidos com o Deus Pai.O Senhor inicia a parábola apresentando alguns personagens: um homem rico, dono dos bens,que representa Deus, pois é a pessoa que está acima de todos na história e é quem comandatudo; e o administrador, que representa os cristãos, por ser um homem de confiança daquelesenhor, um homem com fácil acesso aos bens do rico e que deveria levar outras pessoas ausufruírem desses bens. Sua função era a de negociar com as pessoas que quisessem comprar acomida “que subsiste para a vida eterna” (Jo 6.27), “ouro refinado pelo fogo..., vestidurasbrancas..., e colírio para ungir os olhos” (Ap 3.18). É importante frisar que, desde Lucas 14.1, oSenhor está falando com diversas pessoas e, aqui, ele se dirige aos Seus discípulos, Seusfuturos administradores, mas de forma que os fariseus também ouvissem (16.14).Ora, esse servo foi denunciado como sendo uma pessoa que estava usurpando os bens dosenhor dele, que estava se apropriando desses bens de forma fraudulenta, através de engano,de má fé. E essa denúncia foi feita por outros servos desse senhor, pois tinha que ser feita porquem tivesse acesso a ele. E tinha que ser mais de uma pessoa, pois o homem rico não aceitariadenúncia contra seu homem de confiança, se não fosse pelo depoimento de duas ou trêstestemunhas (ver 1Tm 5.19). Também sabemos que ele não foi denunciado pelos homens quenegociavam com ele, pois, se eles soubessem que o administrador estava sendo desonesto, elesnão negociariam mais com ele.Aqui cabe um parêntesis a respeito da conduta das pessoas que denunciaram o administrador:eles tiveram uma atitude perfeita, exemplar. Eles observaram aquele homem. Julgaram, não aele, mas a sua atitude. Eles não levaram o caso ao conhecimento das pessoas que negociavamcom ele e, nem mesmo, o confrontaram, para não serem culpados de julgarem ao servo alheio(ver Rm 14.4, 10, 12). Antes, eles levaram o caso ao conhecimento do senhor daquele servo,para que ele tomasse a atitude que fosse de sua vontade.Que lição maravilhosa! Quantas vezes negligenciamos isso! Vemos administradores do Senhoragindo com má fé, pregando um evangelho que não é verdadeiro, acrescentando ou tirandocoisas da Palavra de Deus, e o que fazemos? Às vezes os confrontamos, gerando discussões quesó servem para perverter aos ouvintes. Às vezes falamos diretamente com as pessoas que estãosob sua autoridade, correndo o risco de que elas desanimem a ponto de se desviarem, derejeitarem a Palavra. E tudo o que deveríamos fazer era apresentar o caso ao nosso Senhor,para que Ele fizesse a Sua vontade sobre o servo, que, afinal, é Seu. É Ele que tem o poder e aautoridade para condenar, ou ser misericordioso com Seu servo, disciplinando-o. E, caso nós éque estivéssemos errados, quanto à avaliação que fizemos da outra pessoa, Ele nos ensinaria enos faria conhecer a verdade sobre o assunto, poderosamente, sem prejuízo de ninguém.De volta à parábola, considerando que o homem rico é Deus e que o administrador é um cristão,precisamos entender de que forma este homem está defraudando os bens do Senhor. Pois bem:aqui vemos tipificado o cristão que afastou o seu coração do Senhor, ao valorizar mais Suasbênçãos, Seus dons, do que a Ele próprio. Mais do que isto, vemos o cristão que tem sepreocupado mais em adquirir bens terrenos, fazendo disso o seu tesouro. É o cristão que temdepositado a sua esperança na instabilidade das riquezas, não em Deus. Ele não tem acumuladoo sólido fundamento para o futuro (1Tm 6.17-19). O temor desse servo para com o Senhor “consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu” (Is 29.13), pois sehabituou a reservar para si os dons e as bênçãos, enquanto que, para os outros, lançava fardospesados, difíceis de carregar (ver Mt 23.4). Este é o homem que se apropriou da liberdade paraa qual Cristo nos libertou, usufruindo de Sua vida abundante, enquanto, aos outros, impõe a lei.Em resumo, esse homem passou a negar a primazia devida a Cristo, priorizando seu próprio
 
bem estar, se considerando como a única pessoa digna de atenção e de adoração, ao se justificardiante dos homens como um ser perfeito. E podemos chegar a esta conclusão, pelo simples fatode sabermos que uma pessoa que se apropria de algo do seu senhor, o faz por pensar que isso éum direito seu e que ela está acima de qualquer suspeita, tendo em vista a posição de honraque ocupa. Isso tudo é usurpar os bens do Senhor, é acumular riquezas de forma iníqua, injusta.Ciente dos fatos, o homem rico manda chamar o administrador e proclama a sentença: “Vocênão pode mais ser um administrador meu” (Lc 16.2). Mas, antes dessa dura sentença, o homemrico ainda demonstrou sua misericórdia para com o seu servo. Ele questionou o administrador,em outras palavras: “O que é que você fez? Você é um homem de minha confiança, tem acessoa tudo o que é meu, e todas as pessoas sabem disso. Você sabe que a minha intenção é a deque o maior número possível de pessoas desfrute de minhas riquezas. Por que você passou adirecionar tudo para você mesmo e a oprimir aos outros? Além do mais, apesar de toda aliberdade para agir, que eu lhe dei, você sabia que teria que prestar contas de tudo para mim.Você sabia que eu viria cobrar os frutos de tudo o que você tivesse negociado e que poderia vir aqualquer momento. Agora, por uma questão de justiça, tenho que tirar você da frente de meusnegócios, até mesmo para servir de exemplo aos outros. Portanto, preste contas de tudo o quevocê fez, para eu decidir com exatidão qual atitude tomar”.Percebemos que o homem rico estava usando de misericórdia, porque o administrador ficoumudo perante ele, sem apresentar nenhuma justificativa razoável, e, ainda, lhe foi permitido sairde sua presença, a fim de preparar a prestação de contas. Isto também foi um tempo que oadministrador ganhou para tentar corrigir alguns erros. E, percebam, com esse tempo àdisposição, o administrador também poderia fazer o contrário, ou seja, se apropriar de maisbens ainda, afinal, ele seria afastado de seu cargo. Mas, nos versículos três a sete, vemos quenão foi isto o que aconteceu. O administrador demonstra que “sentiu o golpe” da palavra de seusenhor. Ele se viu, diante do senhor, prestando contas de tudo que havia feito e, em ummomento, ele percebeu o quanto estava agindo errado, que era justo ele perder seu trabalho, eque, devido a tudo o que ele fez durante esse período, ninguém mais confiaria nele e isto oafastaria definitivamente daquela comunidade. Ele sabia que fora dali não teria vida. E ele queriaviver. Ele queria manter um relacionamento com o homem rico e com as outras pessoas daquelecírculo, mesmo que não tivesse mais a posição de honra que tinha antes. Então, ele searrependeu!Creio que vemos uma situão parecida com essa na história de Davi, que adulterou,assassinou, mas não se dava conta de seu pecado, até que Natã lhe trouxe a Palavra do Senhor,chamando atenção para seu erro. O resultado foi um imediato “cair em si”, que levou aoarrependimento e à aceitação da disciplina de Deus. Também há um paralelo com a história deZaqueu, que, ao ouvir a Palavra de Jesus, se arrependeu e se prontificou a corrigir seus erros e ainiciar uma nova vida. Quanto mais, podemos relacionar esse fato com o filho pródigo, quetambém tomou bens para si, a fim de satisfazer a sua própria vontade, e depois, envergonhadoe arrependido, se propôs a abrir mão de sua posição de filho, tão-somente para participardaquele reino que ele havia abandonado.O arrependimento do administrador e seu renovado temor por aquele que poderia lançá-lo numinferno, o levou a agir com rapidez e sagacidade, com esperteza. Então ele partiu para corrigir oseu erro. Buscou as pessoas com quem negociava e lhes disse: “Vejam, a negociação que tenhofeito com vocês não tem sido justa. Grande parte do peso que está sobre vocês foi lançada pormim mesmo. O meu senhor negocia de uma forma justa e esperava que eu também agisseassim. Mas eu me preocupei mais em satisfazer a minha própria vontade, do que a do meusenhor. Na verdade, meu senhor não espera receber tudo isso de vocês e, nem mesmo, cobrariaisso. Assim, de agora em diante, vocês só precisam se preocupar com o que é realmente justo” (vs. 5-7). Ora, diante dessa confissão, essas pessoas passariam a ter grande consideração poresse homem, pois, além de demonstrar arrependimento e mudança de atitude, ele diminuiusuas dívidas de forma considerável. Essas pessoas, aliviadas e agradecidas, diriam aoadministrador para as procurar sempre que precisasse, afinal, se tornaram amigos.Depois disso, o administrador foi ter com seu senhor e relatou tudo o que aconteceu, prestandocontas de sua administração. O senhor ouviu atentamente a tudo e acabou elogiando aquele
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