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Igreja de Cristo de Boston

Igreja de Cristo de Boston

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Apologhetics (in Portuguese) | Apologética (em português)
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07/12/2010

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A IGREJA DE CRISTO DE BOSTON
Aldo dos Santos MenezesRevista Defesa da Fé
 
Com a pretensão de ser a restauradora do cristianismoprimitivo, a Igreja de Boston (ICB), fundada por KipMcKean, nos EUA, também se apresenta ao públicocom outros nomes, a saber: Igreja de Cristo', Igreja deCristo Internacional, Igreja de Cristo acrescido do nomeda localidade onde esteja (ex. Igreja de Cristo em SãoPaulo), Movimento de Multiplicaçâo, Movimento deDiscipulado, Discípulos de Cristo, Movimento Cristão,entre outros.Este grupo possui um culto agressivo a perigoso, apesar de incutir em seus membros fortes valores morais, alémde características positivas, tais como: visão missionária,comunidades unidas e fortes, reuniões cheias deenergia, etc. É altamente proselitista, praticando a arte de "pescar em aquário", pois dedica se aretirar membros de outras igrejas evangélicas. Lamentavelmente, a maioria de seus membros saiude nossas igrejas.Seus adeptos gostam de atuar onde há grandes ajuntamentos, de preferência em universidades.Os jovens são o alvo principal desse movimento. Ocultam sua verdadeira identidade religiosa,apresentando se apenas como "cristãos" ou membros da Igreja de Cristo, convidando seusinterpelados para um "bate papo bíblico", no qual tentarão levar as pessoas a viverem uma vidacristã nos moldes do Novo Testamento (segundo sue visão particular de vida cristã). Caso apessoa seja membro de uma igreja evangélica, incutirão a idéia de que se o batismo dela não foiministrado visando perdão dos pecados, ela deverá ser rebatizada, pois seria nesse momento quese daria sua conversão. O indivíduo, assim, deveria deixar sue igreja apóstata a filiar se à únicaverdadeira a Igreja de Cristo de Boston.
A HISTÓRIA
No início do século XIX, nos EUA, Thomas Campbell, ministro irlandês presbiteriano, descontentecom sua igreja, fundou a Associação Cristã de Washington (Pensilvânia). Seu filho, Alexander Campbell, em 1809, abraçou os ideais de seu pai a organizou o movimento "Discípulos de Cristo".Sua principal intenção era unir os cristãos lutando contra o denominacionalismo, com a propostade restaurar as igrejas e resgatar o cristianismo do primeiro século. Porém, esse grupo também sedividiu, dando origem às Igrejas de Cristo, em 1909. A ICB é uma divisão da Igreja de Cristo deCrossroads que, por sue vez, é uma divisão das Igrejas de Cristo. Tudo começou quando um deseus mais destacados ativistas, Kip McKean, foi enviado com sua esposa Elena, em 1979, paraLxington, Massachusetts. A igreja naquela localidade cresceu de 30 membros, em 1979, parequase cinco mil, em 1993.Em 1983, a Igreja de Cristo de Lexington teve seu nome mudado pare Igreja de Cristo de Boston.Kip McKean, em 1985, assumiu em definitivo a liderança do movimento. O alvo da ICB é alcançar milhões de membros, por meio de implantação de milhares de Igrejas. No Brasil, a ICB teve iníciooficialmente em maio de 1987, embora a sue base tenha sido lançada em julho de 1986, quandoum grupo de 15 pessoas, liderado por Miguel e Anne-Brigitte Taliaferro, de Nova Iorque,desembarcou em São Paulo. Tanto em São Paulo, quanto no Rio de Janeiro, a ICB tem atuadoincansavelmente a fim de cumprir sue mete de implantação de igrejas.
DOUTRINAS: a igreja
 
A ICB declara ser a única religião verdadeira, assim como as Testemunhas de Jeová, os Mormonse outras seitas. A pessoa que se desgarra da ICB sente se psicologicamente abatida, achando quenão há mais lugar para aonde ir. A ICB declara ser a restauração da verdadeira Igreja quesupostamente desviou se da fé. Isso teria ocorrido por volta do ano 100 d.C., segundo informa umade suas literaturas para os novos discípulos. Nem mesmo a Reforma Protestante foi capaz dedevolver a identidade do Corpo de Cristo. A genuína "restauração" iniciou-se em 1979 por intermédio de Kip McKean, que declarou: "Com essa convicção das Escrituras, veio acaracterística principal, só encontrada em nosso movimento A igreja verdadeira a composta só dediscípulos. (...) Não conheço nenhuma outra Igreja, grupo ou movimento que ensine a pratique oque ensinamos".Ora, não negamos que houve apostasia no seio da igreja primitiva. Mas dizer que todos os cristãosapostataram a que a igreja deixou de existir, precisando ser restaurada em pleno século XX é, namelhor das hipóteses, falta de imaginação! De acordo com o Santo Espírito, alguns e não todos ,apostatariam da fé (I Tm 4:1). Todos os outros textos bíblicos que tratam do mesmo tema sempreapontam para uma apostasia parcial, nunca total (II Pe 2:1, 2; Jd 17 24; 11 Ts 2:3 12). A Bíbliafreqüentemente enfatiza a indestrutibilidade da igreja de Jesus (Mt 16:18; 7:24, 25; 28:20; Ap17:14; Jo 15:16; I Tm 3:15; Ef 3:20, 21).
Discipulado
Os membros da ICB, embora afirmem crer na Bíblia, não a interpretam sem a visão de McKean,mesmo que os pontos de vista dele estejam em antagonismo com as Escrituras. A doutrina dodiscipulado é um exemplo fiel disso. McKean ensinou que assim como Jesus controlava a vida dosapóstolos em todos os aspectos, da mesma forma quando alguém se tornasse membro da ICBdeveria ter um discipulador que fizesse o mesmo submetendo o a confessar seus pecados aodiscipulador.Esse proceder causou muita polêmica. McKean, num esforço de salvaguardar seu movimento,realizou entre 1986 a 1989 uma série de mudanças doutrinárias, incluindo a questão dodiscipulado. Ele declarou: "Estava errado em alguns dos meus pensamentos sobre a autoridadebíblica. Eu achava que os líderes poderiam chamar as pessoas para lhes obedecerem e seguiremnos em todas as áreas. Isto estava incorreto. Sinto me muito mal pelas pessoas que foramprejudicadas por esse erro".O reconhecimento da parte de McKean deque prejudicou muita gente poderia ser uma atitudeelogiável, caso tal prática tivesse sido totalmente eliminada na ICB. Mas isso não aconteceu. Nãose engane com o aparente arrependimento de McKean. Essa dependência do discipulando emrelação ao discipulador que deve acompanhá lo em todas as áreas de sua vida ainda existe acontinua a prejudicar psicologicamente as pessoas no Movimento de Boston.' McKean ensinou oseguinte princípio aos seus discípulos: "Falar quando a Bíblia fala e silenciar quando ela silencia".Desconsiderando suas próprias orientações, McKean fez "ouvidos de mercador", não dandoconsideração às palavras da Bíblia quando disse ser impossível a um crente ter domínio sobre a de outro (II Co 1:24; I Pe3:5; Rm 14). Enquanto o jugo de Jesus era leve, aliviando os cansados asobrecarregados, que achavam nEle descanso para as suas almas (Mt 11:28 30), o de McKean erapesado a prejudicial.
Batismo
Mckean apresenta quarto requisitos para a salvação: fé, arrependimento, confissão e batismo. Eleé categórico: "Para recebermos o perdão dos nossos pecaods precisamos ser batizados. (...) Paranos tornarmos filhos de Deus é preciso receber o batismo. (...) Recebemos o Espírito de Deus nobatismo." Para corroborar a tese de que o batismo é essencial para a salvação, a ICB cita asseguintes passagens bíblicas : At 2:38; 22:16; Mc 16:16; I Pe 3:20, 21.Refutamos essa forma de pensar usando as mesmas passagens bíblicas:
 
# Atos 2:38: "Pedro então lhes respondeu: Arrependei vos, a cada um de vós seja batizado emnome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados, a recebereis o dom do Espirito Santo." Apalavra chave é arrependimento. Ninguém recebe o perdão de pecados por ser batizado, mas por se arrepender dos mesmos. Provavelmente, Pedro queria dizer o seguinte: 'Arrependei vos, esereis batizados; arrependei vos, a tereis vossos pecados remidos; arrependei vos, a recebereis odom do Espírito Santo'. Sem o genuíno arrependimento que somente o Espírito de Deus podeproporcionar, o batismo, a remissão de pecados e o recebimento do dom do Espírito Santo não setornariam realidade (At 3:19; 5:31; 20:21).# Atos 22:16: "Agora por que to demoras? Levanta te, batiza to a lava os teus pecados, invocandoo seu nome". Saulo teria seus pecados lavados, não por ser batizado, mas por invocar o nome deJesus, em sinal de arrependimento, como uma evidência da atuação do Espírito Santo em sua vida(Jo 16:7 11; I Co 12:3).# Marcos 16:16: "Quem crer a for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado" Sealguém afirma que crê em Jesus, será batizado. Este é o sinal externo de sua conversão. Logo, apessoa é salva não por ser batizada, mas por crer. O texto termina dizendo: "quem não crer serácondenado". A passagem não diz: 'Quem não crer a não for batizado'. E quem batizaria alguémque nega a fé em Jesus? A ênfase está no verbo crer a não no substantivo batismo.# I Pe 3:20, 21: "Os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deusesperava, nos dias de Noé, enquanto se preparaa a arca; na qual poucas, isto é, oito almas sesalvaram através das águas, que também agora, por uma verdadeira figura o batismo, vos salva, oqual não é o despojamento da imundícia a carne, mas a indagação de uma boa consciência paracom Deus, pela ressurreição de Jesus Cristo." Este é o texto mais difícil das Escrituras sobre oassunto. Pedro disse que Paulo "coisas difíceis de se entender" (II Pe :16). Pelo visto, Pedrotambém escreveu. Em vista das passagens anteriores a da exegese dos mesmos, não podemosafirmar que o batismo salva. Então como entender esse texto? Podemos dizer o seguinte: obatismo nas águas é símbolo da morte a sepultamento do velho homem para uma nova vida. Éapenas um símbolo que aponta para a realidade do que Cristo realiza em nós. Somos sepultadoscom Cristo e com Ele ressuscitamos. A salvação do homem somente se torna possível mediante amorte e ressurreição de Senhor Jesus Cristo (Rm 6:3 11).. O sangue de Cristo tem poder parasalvar a purificar (a água do batismo, não).
Conclusão
A maioria dos adeptos da ICB é sincera no que crê. Segue fielmente as ordenanças de suaorganização religiosa; contudo, precisa aprender que só a sinceridade não basta. Certa vez Jesusdisse: "... vem a hora em que qualquer que vos matar julgará prestar serviço a Deus" (jo 16:2). Taishomens matadores de cristãos, em sua sinceridade, talvez achassem que estivessem servindofielmente a Deus; todavia, agiam de modo contrário à Sua vontade. É como diz Provérbios 14:12:"Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele conduz à morte."Nenhuma organização religiosa, por melhor que pareça ser, nem nada do que venhamos a praticar,mesmo nos atendo aos usos e costumes impostos por nossas igrejas a por tradições puramentehumanas, não nos darão em troca a vida eterna. Somos salvos pela fé no Filho de Deus, Jesus.Nossa plenitude está n'Ele. (Ef 2:8, 9; C1 1:13, 14; 2:10 13).
Notas finais
A ICB não deve ser confundida com as Igrejas de Cristo que formam uma denominação evangélicaproveniente dos Discípulos de Cristo (um movimento desenvolvido no EUA, em 1809 e quetencionava restaurar o cristianismo primitivo, unindo os cristãos a eliminando as barreirasdenominacionais)..

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