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Ciclo Estral Nos Animais

Ciclo Estral Nos Animais

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08/15/2013

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Ciclo Estral Nos Animais
 
Adriano Valentim dos Santos
Acadêmico da Universidade METODISTA de São Paulo - UMESPEstagiário da Clínica Veterinária Anjo da Guarda
 
Márcio Orlando Ferrazzoli
MV Autônomo - Anjovet - Supervisor de estágio -marcio@redevet.com.br 
 
INTRODUÇÃO
 
A vida de todo ser teve início quando duas células se encontraram num órgão do corpo materno. Uma delas o óvuloé redonda, fabricada nas glândulas sexuais da fêmea - os ovários. A outra, o espermatozóide, fabricado nasglândulas sexuais masculinas - os testículos, tem o núcleo trinta a quarenta vezes menor do que o óvulo e umacauda que lhe permite movimentar-se. Os espermatozóides são depositados pelo macho na vagina da fêmea, indoencontrar-se com o óvulo em suas vias genitais altas, ou seja, na trompa uterina. A esse encontro e fusão das duascélulas dá-se o nome de fecundação.Este trabalho visa a apresentação do sistema anatômico, bem como o dinâmico das funções reprodutivas da fêmea.Pesquisas na literatura possibilitaram a realização do mesmo.Embora as funções reprodutivas masculinas sejam imprescindíveis para a multiplicação da vida no planeta, aqui,será enfocado apenas as funções reprodutivas femininas.Aspectos tais como anatomia do sexo feminino, a ação dos hormônios, atividades ovarianas, o sistema endócrino eas fases da parturição foram englobados no presente trabalho.As funções reprodutivas da fêmea são a produção de óvulos e a provisão de um ambiente adequado para ocrescimento e nutrição do feto que se desenvolve após a fertilização de um óvulo maduro por um espermatozóide.Os resultados das condições anteriores são o nascimento, num momento apropriado, e a continuação da funçãonutricional através da lactação.
 
I- ANATOMIA DO SEXO FEMININO
 
O sistema reprodutivo da fêmea consiste de dois ovários, dois ovidutos, útero, vagina e vulva (Fig.1). As glândulasmamárias são uma parte importante do sistema reprodutivo, porém não serão descritas neste trabalho.
 
1.1- Ovários
 
Os ovários são glândulas pares que contribuem com o desenvolvimento dos oócitos e produção de hormônios. Cadaovário é localizado caudal ao rim direito e esquerdo, respectivamente, e suspenso à parede dorsal do abdômen por uma reflexão do peritônico, o mesovário. O mesovário é parte do ligamento largo; um termo que inclusive também serefere ao suspensor dos ovidutos (mesossalpinge) e útero (mesométrico). A disposição pendular dos ováriosproporciona facilidade na manipulação por palpação retal na vaca e na égua. Os ovários são descritos em diversasespécies como estruturas em forma de amêndoa e como estruturas semelhantes ao feijão na égua. Na porca oovário lembra um cacho de uva devido ao grande número de folículos na sua superfície. A ovulação ocorre ao longode toda superfície do ovário em muitas espécies, mas é confinada a uma fossa de ovulação na égua; isto favoreceseu formato de feijão.O ovário possui um córtex externo e uma medula interna. A medula émais vascular, enquanto a maior parte do córtexconsiste de tecido conjuntivo que forma o estroma. A camada mais externa do córtex é uma cápsula densa de tecidoconjuntivo, conhecida como túnica albugínea. Devido à densidade do estroma, os ovários parecem firmes quandopalpados. A forma mais precoce do óvulo em vários estágios de desenvolvimento estão intercalados no córtex.Durante a vida fetal a superfície externa do ovário está coberta pelo epitélio germinativo. Enquanto o feto sedesenvolve, os óvulos primordiais diferenciam-se do epitélio germinativo e migram para o inferior da substância docórtex ovariano. Os óvulos primordiais continuam a se desenvolver no ovário fetal pelas divisões mióticas; grandenúmero é produzido durante esse momento. O desenvolvimento progride até a prófase da primeira divisão meiótica eentão paralisa-se nesse estágio.Os processos pelos quais o óvulo é formado são conhecidos como oogênese respectivamente. Enquanto quatroespermatozóides são formados de um espermatócito, somente um óvulo se desenvolve da divisão de um oócitoprimário. Três corpúsculos polares desenvolvem-se no lugar de óvulos e apresentam grande redução em seumaterial citoplasmático. Ocorre considerável degeneração de muitos óvulos primordiais no nascimento; aqueles quese mantém são o reservatório de desenvolvimento de óvulos férteis, que amadurecem a partir da puberdade. Aonascimento, cada óvulo primordial coleciona ao seu redor uma camada de células do epitélio e são conhecidas comocélulas da granulosa. O oócito, rodeado por uma camada simples de células da granulosa, é chamado de folículo
 
primordial. Os folículos primordiais estão localizados, no nascimento, na periferia da zona cortical, abaixo da túnicaalbugínea e próximos à medula vascular. A degeneração dos folículos primordiais continua até a puberdade e aolongo da vida produtiva da fêmea. No final da vida reprodutiva da fêmea somente uns poucos folículos primordiaismantêm-se nos ovários, e mesmo esses degeneram-se mais tarde.Os ovários e ovidutos recebem seu suprimento sangüíneo da artéria ovariana e a vagina recebe seu suprimentosangüíneo da artéria vaginal. Para o útero, o principal suprimento sangüíneo chega pela artéria uterina. A porçãocranial do útero é também irrigada pela artéria ovariana e a porção caudal recebe sangue da artéria vaginal.Durante a gestação o suprimento sangüíneo para o útero aumenta dramaticamente. Quando a artéria uterina épalpada pode-se sentir uma vibração de sangue em seu interior. Isso é chamado fêmito, e é considerado um bomindicador de prenhez. A artéria ovariana é espirada e adere intimamente à veia uterina. Tal arranjo é importante paraa difusão do hormônio prostaglandina da veia uterina para a artéria ovariana em algumas espécies (por ex. a vaca eovelha - talvez outras). Seu transporte através desse arranjo evita a circulação geral, onde a maior parte da PGF2aseria inativada nos pulmões. A produção necessária é menor porque a maior parte da PGF2a produzida dirige-sesomente para o órgão alvo (ovário) e evitar a circulação geral para todas as partes do corpo. A PGF2a nos ováriosinicia a luteólise (degeneração do corpo lúteo).
 
1.2- Trompas Uterinas
 
As trompas uterinas são também chamadas de ovidutos ou trompas de Falópio. Elas são um par de tubosenovelados que conduzem os óvulos dos ovários para o respectivo corno do útero. As trompas uterinas servem comolocal de fertilização pelo espermatozóide do óvulo liberado nas espécies domésticas. A porção da trompa adjacenteao seu respectivo ovário expande-se para formar o infundíbulo e as fímbrias que se projetam de sua extremidadelivre. As fímbrias auxiliam a direcionar o óvulo para o interior do infundíbulo no momento da ovulação.O lúmem dos ovidutos é revestido por células secretórias e ciliadas. Essas células fornecem ambiente para os óvulose transporte para os espermatozóides. No interior das paredes das trompas uterinas está localizada a musculaturalisa, tanto longitudinal quanto circular, as quais auxiliam no transporte de óvulos e esperma através de suascontrações. A cobertura serosa das trompas uterinas é conhecida como mesossalpinge, que é uma continuação domesovário e parte do ligamento largo (que fornece sustentação para a genitalia interna).
 
1.3- Útero
 
O útero fornece um local para o desenvolvimento do feto, se houver fertilização. O útero consiste de um corpo, umacérvix (colo) e dois cornos. As proporções relativas do corpo, corno e cérvix variam entre as espécies. O corpo égrande na égua, menor na vaca e na ovelha e pequeno na porca e cadela.A membrana mucosa que delimita o interior do útero (endométrio) é altamente glandular. As glândulas estãodistribuídas ao longo de todo o endométrio, exceto nos ruminantes, onde as carúnculas são glandulares.O endométrio varia em espessura e vascularização com as alterações hormonais nos ovários e com a prenhez. Asecreção glandular do endométrio fornece nutrientes ao embrião antes da placentação, após o que a nutrição passaa ser feita pelo sangue materno.A cérvix projeta-se caudalmente para o interior da vagina. Esse esfíncter poderoso da musculatura lisa estáhermeticamente fechado exceto durante o estro e parto. O muco presente no estro é a secreção de células colunarescervicais. A secreção de muco das células colunares durante a prenhez e seu fluxo para o exterior previne quematerial infectivo penetre na vagina.O miométrio é a porção muscular do útero, composto de células musculares lisas. O miométrio hipertrofia-se durantea prenhez, aumentando tanto o número de células como seu tamanho. A principal função do miométrio é auxiliar naexpulsão do feto no momento do parto.A serosa que cobre o útero é continua à mosossalpinge; no útero, é conhecido como mesométrio. O mesométriofornece um suporte suspensório, particularmente para o útero não-gravídico. O útero grávido aumenta de volume emaior suporte é fornecido pela parede abdominal.
 
1.4- Vagina
 
A vagina é porção do canal do parto localizada no interior da pelve, entre o útero (cranialmente) e a vulva(caudalmente). A vagina atua como uma bainha para o pênis do macho durante a cópula. Ela é delimitadainteiramente por epitélio estratificado escamoso, que é glandular. O fórnix é o espaço formado cranialmente àprojeção da cérvix para o interior da vagina. Em alguns animais o fórnix só é visível dorsalmente, enquanto em outrosele pode circundar completamente a cérvix ou estar ausente (como nos suínos).
 
1.6 - Vulva
 
A vulva é a porção caudal da genitália feminina, que se estende da vagina para o exterior. O orifício uretral externodelimita o ponto de junção entre a vagina e a vulva. O vestíbulo da vagina é normalmente considerado como umaparte da vulva. Ele é a porção tubular da genitália entre a vagina e os lábios da vulva. O clitóris está encoberto pela
 
porção inferior da vulva. O clitôris é composto de tecido erétil e terminações nervosas sensoriais. Aparte externa davulva é sua abertura vertical, os lábios.
 
II- AÇÃO DOS HORMÔNIOS DA REPRODUÇÃO FEMININA
 
2.1- Estrógeno
 
São produzidos durante o desenvolvimento folicular por células secretoras de esteróides localizadas entre osfibroblastos da teca interna; no decorrer da fase lútea são produzidas pelo corpo amarelo juntamente com 2progesteronas. No cavalo, o corpo amarelo contém duas populações encarregadas da secreção de ambasesteróides.A secreção estrogênica do ovário é controlada pelos hormônios hipofisários. O FSM ou o LH, sozinho, não estimulama secreção estrogênía em quantidade suficiente para manter o peso uterino de ratas hipofisectomizadas, mas, emconjunto, os dois hormônios são eficientes ao longo de amplo espectro de proporção de concentração.
 
Os estrogênios atuam no ovário adulto, acusando hipertrofia dos folículos granulares de ratas hipotisectomizadas.Atuam no hipotálamo e na hipófise, inibindo a secreção de LH. São também importantes para o desenvolvimento dosistema de conadutos no sexo feminino. No útero, a ação das estrogênias foi correlacionada à formação de umcomplexo estrogênico -cromatina nas nucleas celulares, aumentando a síntese de RNA induzidas por esseshormônios, que são dependentes de síntese protéica anterior.O mecanismo de ação das estrogênias no útero é possivelmente semelhante a seu mecanismo de ação em outrostecidos sensíveis tais como a glândula mamaria, o bico e a plumagem de pássaros.Os estrógenos existem naturalmente e sinteticamente. Os estrógenos de importância nos mamíferos são esteróides,produzidos pelos ovários, placenta, e córtex adrenal. Um estrógeno sintético comum é o dietilstilbestrol, que não éumesteróide, mas um complexo álcool com propriedades estrogênicas. Apesar do local onde são produzidos, osesteróides apresentam uma seqüência biossintética comum.Os estrôgenos, 17b-estradíol e estrona, predominam em animais domésticos não-prenhez e prenhes,respectivamente. Geralmente, a principal função dos estrógenos é induzir a proliferação celular e o crescimento dostecidos relacionados à reprodução. As respostas teciduais induzidas pelos estrógenos incluem:
 
- estimulação do crescimento glandular endometrial;
 
- estimulação do crescimento de dutos na glândula mamária;
 
- aumento na atividade secretora dos dutos uterinos;
 
- indução da receptividade sexual;
 
- regulação da secreção de hormônio lutenizante (LH) pela glândula pituitária anterior;
 
- possível regulação da liberação de PGF2a pelo útero não-gravídico e gravídico;
 
- união precoce da epífise com o corpo dos ossos longos, com o que cessa o crescimento desses ossos;
 
- anabolismo protéico; e atividade epiteliotrófíca.
 
O efeito anabólico sobre as proteínas do estrógeno é menos evidente que aquele associado à testosterona. Ele estáassociado, provavelmente, mais especificamente, aos órgãos sexuais que a um efeito generalizado. A funçãoepiteliotrófica manifesta-se no útero, quando o epitélio da vagina se prolifera e cornifica com maior intensidade.
 
2.2- Progesterona
 
O coito, o LH, ou HGG provocam ovulação na coelha dentro de 10 a 12h. O filiculo rompido é então transformado emcorpo amarelo. Logo após a estimulação original, tem inicio a secreção de 20a-hidroxiprgn -4 - en -3 - ona pelo tecidointersticial, com duração de aproximadamente 6h; em fêmeas castradas fecundadas, essa substância mantém asecreção adenohipofisária de LH.Essa progestína sintetizada e secretada sob influência do LH exerce um controle retroativo positivo, de modo aprolongar a secreção de LH. Apesar de a secreção normal de LH durar cerca de 6h, e de sua vida media nacirculação ser de apenas 22 min, a ovulação não ocorre se o animal é hipofisectomizado uma hora após a cápsula.Portanto, ou o LH permanece no ovário por tempo prolongado, ou inicia, nesse tecido, ao fim de algumas horas de

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