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Um Homem Violentamente Apaixonado - O&P

Um Homem Violentamente Apaixonado - O&P

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06/05/2014

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 Um Homem Violentamente paixonado
By: femme-mal A segunda manhã após Darcy terminar de revisar os contratos do seu casamento e do de Bingley estava brilhante e fresca; as cores das árvores da vizinhança cintilavam em ouro e cobre. Kitty, que ele logo esperava chamar de irmã, seguiu mais adiante para Lucas Lodge. Ela estava entediada com a conversa fiada dos amantes frustrados e embaraçada com os sussurros dos noivos. Logo que ele não pode mais ouvir o vestido de Kitty passando pela grama no caminho mais à frente, Darcy parou para olhar para Elizabeth. Ela ficou parada ao lado dele, desejando capturar aquele momento.
“Sr. Darcy, sou uma criatura muito egoísta e, a fim de aliviar as incertezas dos meus sentimentos, vou talvez ferir
os seus. Não posso adiar por mais tempo os agradecimentos que lhe devo pela sua inestimável intervenção a favor de minha irmã. Desde que tomei conhecimento de tal atitude, tenho ansiado por uma ocasião para lhe manifestar toda a minha gratidão. E, se todas as outras pessoas da minha família o soubessem, não lhe falaria apenas em meu nome.
” Ela não pode olhar em seus olhos, sentindo não apenas profunda admiração por sua
assistência, mas também vergonha pelas falhas de sua família.
“Sinto imensamente que tenha s
ido informada de um fato que, mal interpretado, poderia tê-la contrariado. Julguei poder confiar na discrição da Sra. Gardiner.
 As sobrancelhas de Darcy se ergueram em surpresa.
“Não deve culpar minha tia. Foi por uma inatenção de Lydia que eu soube que o
 senhor se tinha envolvido no caso; e, naturalmente, não descansei enquanto não fui posta ao corrente de tudo o que se passara. Deixe-me agradecer-lhe novamente, em meu nome e no da minha família, pela generosa compaixão que o levou a dar-se a todos os incômodos e a suportar tantas mortificações, na busca que lhes fez.
 
“Se deseja me agradecer, faça apenas por si mesma. Não tentarei negar que o desejo de lhe proporcionar felicidade adicionou força ao que fiz. Mas sua família nada me deve.” Sua voz diminuiu
até tornar-se um sussurro,
seus olhos fixos nos dela. “Respeito
-
a muito, mas creio que pensei apenas na senhorita.”
 Seu rosto corou; ela não pode falar uma só palavra. Seus olhos disseram tudo, límpidos e líquidos, sua aprovação ilustrada em seus cílios. Darcy respirou fundo e segurou. Essa era sua chance, sua hora, seu momento. Ele não ousou esperar; ele se agarrou a isso.
“Você é muito para troçar de mim. Se seus sentimentos ainda são o que eram em Abril passado, diga
-me de uma vez. Minha afeição e desej
os não mudaram, mas uma palavra sua me silenciará para sempre no assunto.”
 Elizabeth ergueu o braço, acariciou seu rosto, perdida para uma resposta fundamentada. Ela apenas pôde olhá-lo nos olhos até que uma torrente de palavras brotou de seus lábios e fluiu junto com as lágrimas.
“Sim. Quero dizer, meus sentimentos não são os mesmos. Eles
 ah, Deus
 –
 eu estou
 –
 
eles estão tão mudados...”
 Ele segurou o queixo dela com sua mão direita enquanto a puxava para perto com a esquerda. Ele inclinou-se para frente e roçou seus lábios levemente nos dela. Os olhos dela fecharam-se, seus sentidos dominados pela proximidade dele. Darcy beijou suas pálpebras, seus cílios fazendo cócegas nos lábios dele antes que ele se movesse para beijá-la nos lábios novamente. Dessa vez ele não pode conter seu desejo de sentir sua boca rendida a dele, de prová-la; ela rendeu-se à sua gentil e insistente pressão enquanto a língua dele acariciava seus lábios. Ela se assustou com a surpresa de sua língua quente, mas derreteu-se a ele. Darcy puxou-a para mais perto em seu abraço; ela ergueu os braços e envolveu seus braços ao redor do pescoço dele enquanto sua boca se abria

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