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Nota Explicativa Sobre o Anexo II Do Decreto 3048

Nota Explicativa Sobre o Anexo II Do Decreto 3048

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Perícia Médica
Perícia Médica
 
NOTA EXPLICATIVA SOBRE O ANEXO II DO DECRETO 3.048, de 6 de Maio de1999
 
Já de há muito tempo vem sendo percebida a necessidade de utilizar uma lista ourelação de doenças profissionais ou do trabalho que seja suficientemente clara eobjetiva para todas as partes interessadas: médicos do Sistema Único de Saúde(SUS), que fazem o
diagnóstico
destas entidades e o
nexo causal 
entre a lesão e aexposição ao agente; médicos da Perícia Médica do INSS, a quem compete
avaliar a
 
incapacidade laborativa
e
estabelecer o
 
nexo técnico
entre a doença e a existência doagente no trabalho do segurado; funcionários do INSS a quem compete caracterizaradministrativamente as doenças profissionais ou do trabalho, e, principalmente, ossegurados da Previdência Social cobertos pelo Seguro de Acidentes do Trabalho(SAT) e/ou seus dependentes.
 
Como se sabe, até há pouco, esta "lista" ou "relação" constituia o Anexo II doDecreto 2.172/97, que regulamenta a Lei 8.213/91. Contudo, no Anexo II, intitulado"
Doenças Profissionais ou do Trabalho, Conforme Previsto nos Incisos I e II do Artigo132 Deste Regulamento
", constava apenas a lista de agentes patogênicos, agrupadosem Agentes Químicos, Agentes Físicos, Agentes Físicos, Agentes Biológicos, PoeirasOrgânicas, etc., sem a identificação das doenças decorrentes dos efeitos daexposição ocupacional aos referidos agentes.
 
Este fato vinha contribuído para a geração de inúmeras controvérsias e conflitos,tanto entre os segurados e a Previdência Social, como entre o Sistema de Saúde e aPrevidência Social, posto que a ausência de listas ou relações de doenças aumenta asubjetividade das decisões administrativas e técnicas, além de favorecer e estimulara transferência destes conflitos para a esfera judicial.
 
Os conflitos e mal-entendidos eram agravados pela ausência não apenas dos nomesdas doenças reconhecidas para fins do Seguro Social brasileiro, como também decritérios
 
diagnósticos para estas mesmas entidades, bem como de critérios paraavaliação da
 
incapacidade laborativa.
 
Em 1998, o Ministério da Saúde, por meio da Coordenação de Saúde do TrabalhadorCOSAT – do Departamento de Gestão de Políticas de Saúde, da Secretaria dePolíticas de Saúde, tomou a iniciativa de elaborar uma lista de doenças profissionaisou do trabalho, para orientar o Sistema Único de Saúde (SUS) no concernente ao
diagnóstico
destas nosologias, e às medidas decorrentes. Esta iniciativa do Ministérioda Saúde refletiu sua compreensão do Parágrafo 3
º
, Inciso VII, Artigo 6
º
da Lei No.8.080/90, o qual atribui ao SUS a tarefa de elaborar as referidas listas ou relações.
 
A instituição de uma lista de Doenças Profissionais e do Trabalho é, também,recomendada pela Convenção 121, da Organização Internacional do Trabalho – OIT ,ratificada pelo Brasil, e recentemente revisada.
 
Para operacionalizar esta iniciativa, o Ministério da Saúde criou uma Comissão deEspecialistas em Patologia do Trabalho. Por proposta da própria Comissão, decidiu-seque a lista ou relação de doenças profissionais ou do trabalho deveria, idealmente,ser também desenvolvida e reconhecida pela Previdência Social e, se possível,deveria utilizar os mesmos nomes e conceituações, assim como os mesmos critériospara caracterização diagnóstica. Evitar-se-ia assim, a criação de duas listas,eventualmente conflitantes, isto é, uma "lista do SUS" e a "lista da Previdência".
 
Para alcançar este desiderato, a Comissão de Especialistas elaborou, num primeiromomento, uma relação de doenças que podem ser causadas ou estãoetiologicamente relacionadas com cada um dos agentes patogênicos ou grupos deagentes patogênicos constantes do então vigente Anexo II do Decreto 2.172/97.Para tanto, a Comissão utilizou os melhores tratados e compêndios de Patologia doTrabalho, e, de forma muito especial, as listas ou relações adotadas por outrospaíses – nomeadamente Espanha, França, Itália, União Européia, Argentina e Chile.Assim, de 27 agentes patogênicos ou grupos de agentes patogênicos, chegou-se,
Trabalhadorsem PrevidênciaTrabalhadorcom PrevidênciaEmpregador
 
O Ministério
 
Previdência Complementar
 
Previdência Social
 
Rede de atendimento
 
Estatísticas
 
Serviços
 
Legislação
 
Fiscalização
 
Outros sites
 
 
Página 1de 4Perícia Médica19/10/2008http://www.mpas.gov.br/periciamedica/01_05_01.asp
 
então, a cerca de 200 entidades nosológicas específicas, todas elas referidas àClassificação Internacional de Doenças (CID), na sua 10
ª
Revisão (CID-10). Oproduto desta etapa de trabalho permitiu elaborar a LISTA A, isto é, uma tabela deentradas por "agentes", como exemplificada:
 
Num segundo momento, foi elaborada a lista propriamente dita de doenças,tomando-se a taxonomia e codificação da
Classficação Estatística Internacional deDoenças e Problemas Relacionados à Saúde
(CID), na sua 10
a
Revisão (CID-10).Para cada doença da CID-10, listada no primeiro momento, buscou-se identificaragentes causais ou fatores de risco de natureza ocupacional, em primeiro lugar osreconhecidos na legislação previdenciária brasileira, seguidos dos que já sãoamplamente reconhecidos pela legislação de outros países, ou que constam nosmelhores e mais atualizados tratados de Patologia do Trabalho. Quando os agentescausais ou fatores de risco já constam de nossa legislação, menciona-se, entreparêntesis, o número do Quadro, tal como ordenado no Anexo II do então vigenteDecreto, por exemplo: Asbesto ou Amianto (Quadro 2). Quando não constam doreferido Decreto,
os agentes causais ou fatores de risco de natureza ocupacional foram escritos em itálico.
Deste exercício, chegou-se à LISTA B, como exemplificado:
 
Chega-se, assim, à chamada lista de "dupla entrada", isto é, por "agente" e por"doença". Médicos do Sistema de Saúde que atendem trabalhadores partirão, via deregra, da "doença" (Lista B), chegando a prováveis agentes causais ou fatores derisco de natureza ocupacional. Médicos do Trabalho e Médicos Peritos do INSSpreferirão, provavelmente, entrar pela Lista A, isto é, a partir dos agentes causais oufatores de risco, chegando às doenças causalmente relacionadas com estes agentes
AGENTES ETIOLÓGICOSOU FATORES DE RISCO DENATUREZA OCUPACIONAL,LISTADOS NO ANEXO IIDO DECRETO 2.172/97
 
DOENÇAS CAUSALMENTE RELACIONADASCOM OS RESPECTIVOS AGENTES OUFATORES DE RISCO (DENOMINADAS ECODIFICADAS SEGUNDO A CID-10)
 
2)Asbestos ou Amianto
 
Neoplasia maligna do estômago (C16.-)
 
Neoplasia maligna da laringe (C32.-)
 
Neoplasia maligna dos brônquios e dopulmão (C34.-)
 
Mesotelioma da pleura (C45.0)
 
Mesotelioma do peritônio (C45.1)
 
Mesotelioma do pericárdio (C45.2)
 
Placas epicárdicas ou pericárdicas (I34.8)
 
Asbestose (J60.-)
 
Derrame Pleural (J90.-)
 
Placas Pleurais (J92.-)
 
DOENÇAS
 
AGENTES ETIOLÓGICOS OU FATORES DERISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL
 
Síndrome de Disfunção Reativadas Vias Aéreas (SDVA/RADS)(J68.3)
 
ð· Bromo (X49.-; Z57.5) (Quadro 5)
 
ð· Cádmio ou seus compostos (X49.-;Z57.5) (Quadro 6)
 
ð· Gás Cloro (X47.-; Z57.5)(Quadro 9)
 
ð· Solventes halogenados irritantesrespiratórios (X46.-; Z57.5) (Quadro 13)
 
ð· Iodo (X49.-; Z57.5)(Quadro 14)
 
ð· Cianeto de hidrogênio (X47.-; Z57.5)(Quadro 17)
 
ð· Amônia
(X49.-; Z57.5)
 
 
Página 2de 4Perícia Médica19/10/2008http://www.mpas.gov.br/periciamedica/01_05_01.asp
 
ou fatores de risco. A dupla entrada, outrossim, tem efeito pedagógico tanto para asprofissões de saúde que fazem diagnósticos de doença, como os que atuampreferencialmente na prevenção dos danos pelo controle dos riscos.
 
Em maio do corrente ano, o Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS)decidiu adotar, de imediato, a relação que estava sendo elaborada pelo Ministério daSaúde, havendo-a publicado como Anexo II do recente Decreto 3.048, de 6/5/99.Sua adoção, contudo, restringe-se, ainda, ao âmbito da Perícia Médica do INSS.Substitui, portanto, o antigo Anexo II do Decreto 2.172, revogado que foi peloDecreto 3.048/99, estando diretamente relacionado com o Art. 20 da Lei no.8.213/91. Esta não foi alterada, permanecendo a conceituação alí definida nosseguintes termos:
 
"Consideram-se acidente do trabalho (...), as seguintes entidades mórbidas:
 I.
Doença profissional 
 , assim entendida a produzida ou desencadeada peloexercício do trabalho pecualiar a determinada atividade e constante darespectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da PrevidênciaSocial;
 II.
Doença do trabalho
 , assim entendida a adquirida ou desencadeada emfunção de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele serelacione diretamente, constante da relação mencionanada no inciso I.
 
"Não são consideradas como doença do trabalho:
 a.
a doença degenerativa;
  b.
a doença inerente a grupo etário;
 c.
a que não produza incapacidade laborativa;
 d.
a doença endêmica adquirida por segurado em região em que ela sedesenvolva, salvo comprovação de qeue é resultante de exposição ou contatodireto determinado pela natureza do trabalho." Em caso excepcional, constatando-se que a doença não incluída na relação previstanos incisos I e II deste artigo resultou das condições especiais em que o trabalho éexecutado e com ele se relacionada diretamente, a Previdência Social deveconsiderá-la acidente do trabalho." 
 
O Anexo II do Decreto 3.048/99 constitui a "
relação elaborada peloMinistério o Trabalho e da Prevdiência Social 
" (à época, juntos).
 
Vale destacar algumas observações, nesta Nota Explicativa:
 
Do ponto de vista conceitual, a Comissão designada para elaborar a nova Listapreferiu trabalhar com a compreensão ampla de
"doenças relacionadas como trabalho
", o que permitiu a superação da confusa denominação ou – talvez -sutil diferença entre "doenças profissionais" e "doenças do trabalho", presentesna conceituação legal (Lei 8.213/91).
 
Conseqüentemente, estão incluídas pelo menos três categorias, que segundo aclassificação proposta por Schilling, abrangeriam:
 
Grupo I: Doenças em que o Trabalho é causa necessária, tipificadas pelas"doenças profissionais",
strictu sensu
, e pelas intoxicações profissionaisagudas.
Grupo II: Doenças em que o Trabalho pode ser uma fator de risco,contributivo, mas não necessário, exemplificadas por todas as doenças"comuns", mais freqüentes ou mais precoces em determinados gruposocupacionais, e que, portanto, o nexo causal é de natureza eminentementeepidemiológica. A Hipertensão Arterial e as Neoplasias Malignas (Cânceres), emdeterminados grupos ocupacionais ou profissões constituem exemplo típico.;
 
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Annyta Tavares added this note|
estava no beneficio e o medico da pericia mandou volta oa trabalho e decretou a especi acidentaria,nao entendo nada de leis? a enpressa que trabalho anda enfrentado por varios processos trabalhista,fui chamada para trabalha em outra mais tenho medo de sai e comesa na outra enpressa e nao aguetar o trabalho e descupertada pelo beneficio como devo aguir?
Claudia Oliveira liked this

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