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contrato didático

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O CONTRATO DIDÁTICO E A RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS MATEMÁTICOSEM SALA DE AULAKátia Maria de Medeiros -
professora de Matemática da SEE-PE.
 e-mail:
kmmed@ig.com.br
ou kmedeiros@ligbr.com.br
RESUMO
 
Os problemas matemáticos são fundamentais no desenvolvimento da matemática, mas, emsala de aula, são trabalhados como exercícios repetitivos, resolvidos por meio deprocedimentos padronizados, previsíveis por aluno e professor. Por exemplo, o alunoprocura palavras no enunciado que indiquem a operação utilizada na resolução. Nessapesquisa
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, esses problemas foram denominados
 fechados
. Tais previsões podem serconsideradas regras de contrato didático. Esse contrato se refere às expectativas entreprofessor, aluno e o conhecimento específico trabalhado. O objetivo dessa pesquisa foianalisar a estrutura e o funcionamento do contrato didático em duas situações distintas: umade resolução de problemas fechados e outra de resolução de problemas abertos. Essesproblemas são elaborados evitando as características dos problemas fechados, para nãoserem resolvidos pelo uso de procedimentos padronizados. A pesquisa foi realizada numaescola da rede pública estadual. Os resultados apontam para mudanças no contrato didáticodurante a atividade com problemas abertos.
 
Palavras-chave:
contrato didático; problemas matemáticos; sala de aula; discurso doprofessor de matemática.
 
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A presente pesquisa faz parte da dissertação de mestrado, que tem o mesmo título desse artigo, defendida emnovembro de 1999, no Mestrado em Educação da UFPE, sob orientação do Profº Dr. Marcelo Câmara dosSantos.
 
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Um rápido
 
olhar sobre o desenvolvimento do conhecimento matemático, ao longo dotempo, nos leva a perceber que a atividade de resolução de problemas lhe serve de motor.No entanto, o trabalho com resolução de problemas, em sala de aula, no EnsinoFundamental, não está tendo, para a aprendizagem da matemática um papel que, ao menos,se aproxime daquele desenvolvido nesse campo do conhecimento.Segundo LOPES et al (1994), a literatura brasileira, referente à resolução deproblemas de matemática, no nível de 1
o
grau, é muito restrita. Os poucos livros que tratamdo tema não conseguem atender objetivos didáticos e educacionais mais amplos,relacionados com a realidade escolar. De modo geral, os problemas são trabalhados em salade aula para “fixar” os assuntos que acabaram de ser estudados. Eles se caracterizam comoexercícios repetitivos, permitindo ao aluno identificar certas características que se repetemno processo de resolução, criando procedimentos padronizados para serem utilizados naresolução de problemas semelhantes.Essa forma de trabalhar os problemas matemáticos não contribui para um melhoraproveitamento dessa atividade, particularmente importante para o desenvolvimento damatemática, na sala de aula.
só há problema se o aluno percebe uma dificuldade; uma determinadasituação que ‘provoca problema’ para um determinado aluno pode ser resolvidaimediatamente por outro (e então não será percebida por este último comosendo um problema). Há então, uma idéia de obstáculo a ser superado. Por fim,o meio é um elemento do problema
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 , particularmente as condições didáticas daresolução (organização da aula, intercâmbio, expectativas explícitas ouimplícitas do professor)”
(CHARNAY, 1996, p.46).Portanto, o problema, para receber essa denominação, precisa ser desafiador para o aluno,
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Grifos nossos.
 
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não podendo ser resolvido por meio de procedimentos padronizados. O meio, aqui, significaas condições didáticas da resolução. Por exemplo, o professor organiza a aula para que oaluno resolva o problema individualmente ou em grupo e para que essa resolução seja feitacom recurso de uma operação, que pode ser identificada por palavras do enunciado (ou não).Esse meio também abrange instrumentos ou objetos e podem ser elementos que favorecem oudificultem a aprendizagem.Investigações recentes, mostraram que é comum alguns alunos darem respostas aosproblemas sem que haja envolvimento ou interpretação. É conhecido o problema da Idade doCapitão, aplicado a 97 alunos, da cidade de Grenoble, na França, em 1980: “em um barco há26 carneiros e 10 cabras. Qual é a idade do capitão?” 78% dos alunos, de 8/9 anos,responderam combinando números do enunciado, evidenciando que, para a grande maioria, “aresposta de um problema deve ser sempre um número”. Em muitos casos, pouco importa aosalunos como surge esse número (BARUK, 1985; LOPES et al., 1994).A maneira descrita, de trabalhar os problemas matemáticos em sala de aula e aescassez de pesquisas que abordem essa questão, sob o ponto de vista didático, nos levaram aanalisar, mais detidamente, a atividade de resolução de problemas matemáticos em sala deaula. O contrato didático, nesse caso, apresenta características que podem ser identificadas.Segundo BROUSSEAU (1986, 1988), esse contrato é um conjunto decomportamentos do professor esperados pelo aluno e, também, um conjunto decomportamentos do aluno esperados pelo professor. Esse contrato se refere às regras quedeterminam explicitamente, mas sobretudo implicitamente, o que cada elemento da relaçãodidática
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deverá fazer e estabelece o que será válido nessa relação. A cada novoconhecimento, o contrato é renovado e renegociado. Na maior parte das vezes essanegociação passa despercebida. Assim, por exemplo, o contrato didático da aula de álgebra,
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Essa relação é composta por três pólos: o professor, o aluno e o conhecimento. Esses pólos podem ser vistoscomo vértices de um triângulo, o triângulo didático, cujos lados representam três relações: a relação professor -conhecimento, a relação aluno - conhecimento e a relação professor - aluno.

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