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MONOGRAFIA - Direito Civil - Guarda Compartilhada

MONOGRAFIA - Direito Civil - Guarda Compartilhada

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GUARDA COMPARTILHADA
.................................................................................................................................LUIZ FELIPE LYRIO PERESAcadêmico de direito da UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo
SUMÁRIO
: INTRODÃO. 1 TRIO PODER. 1.1 Origem. 1.2 Conceito. 1.3Titulariedade do Pátrio Poder. 1.4 Aspectos pessoais do trio Poder. 1.5 Suspensão,destituição e extinção do Pátrio Poder. 2 TUTELA. 2.1 Conceito e natureza jurídica. 2.2Espécie de Tutela. 2.3 Incapazes de exercer a Tutela. 2.4 Escusas de tutores. 2.5 Doexercício da Tutela. 2.6 Cessação da Tutela. 3 CURATELA. 3.1 Conceito e natureza jurídica. 3.2 Espécie de Curatela. 4 GUARDA. 4.1 Comparação da evolução da guarda comevolução da sociedade. 4.2 Definição de Guarda. 4.3 Modalidade de Guarda. 5 GUARDA.COMPARTILHADA. 5.1 Visão da Guarda Compartilhada no direito alienígena. 5.2 Conceitode Guarda Compartilhada. 5.3 Possibilidade do deferimento da Guarda Compartilhada noordenamento jurídico brasileiro. 6 CONSEQUÊNCIAS DA GUARDA COMPARTILHADA.6.1 Responsabilidade civil. 6.2 Pensão alimentícia. 6.3. Mudança de domicilio. 6.4 Aspectos psicogicos. 7 PROJETOS DE LEI SOBRE GUARDA COMPARTILHADA. 7.1Comentário sobre o Projeto de Lei n.º: 6.315/02 . 7.2 Comentário sobre o Projeto de Lei n.º:6.350/02. CONCLUSÃO. BIBLIOGRAFIA. ANEXO A. ANEXO B.
INTRODUÇÃO
O presente trabalho foi desenvolvido através de pesquisas em revistas, internet e doutrinas, para que possa demonstrar de forma eloquente a possibilidade da guarda compartilhada nodireito brasileiro, suas consequências e vantagens, além de desmistificar os possíveis mitosque lhe são atribuídos para a sua não concessão, tendo portanto uma relevância social.Considerado como um ramo do direito civil, o direito de família está ligado a todos oscidadãos, sendo visto como a exteriorização de seus anseios frente a sociedade, no qual assuas normas podem ser consideradas como um recorte da vida privada.Portanto, a oportuna monografia vem com o intuito de manifestar o anseio de um grandenúmero de cidadãos que se vêem em desvantagem na relação
 paterno/materno-filial 
e que sedeclaram a favor de uma revisão do instituto da guarda pós ruptura conjugal, uma vez que estenão acompanhou a evolução da sociedade.A 1ª grande mudança sobre a guarda pós ruptura conjugal aconteceu com a promulgação daLei do Divorcio, rompendo dessa forma com os valores do inicio do século.
 
Porém, após essa 1ª transformação, o instituto da guarda ficou estático, prevalecendo até osdias atuais nos Tribunais a concessão da guarda somente a um dos genitores, que na maioriadas vezes é deferida para a figura materna.Assim, como o mundo jurídico está em constante evolução, o ramo do direito de Família não poderia ser diferente, tendo o estudo em foco assumido uma posição já largamente adotada nodireito comparado: ou seja: a possibilidade da concessão da guarda compartilhada.Como é o interesse maior do menor que deve sempre prevalecer na ocasião do deferimento daguarda, não se vê obstáculo para a concessão do instituto ora estudado, uma vez que assimserá assegurada ao menor uma maior integração com ambos os genitores, e, possivelmente ummaior laço emocional.Contudo, antes de adentrarmos no principal assunto da monografia, será necessário um breveestudo de uma forma não prolixa das relações parentais e de suas consequências, como pátrio poder, tutela, curatela e modalidades de guarda, uma vez que para chegarmos a umaconclusão convincente sobre a guarda compartilhada é necessário entendermos primeiramenteesses institutos, mas sem perder o referencial principal – guarda compartilhada. .Após essa compreensão, entraremos no estudo da guarda compartilhada, elucidando as principais dúvidas que existe sobre o instituto, demonstrando aonde dentro do ordenamento jurídico existe respaldo para sua aplicabilidade, além das conseqüências e vantagens que seudeferimento poderá gerar para os indivíduos envolvidos no rompimento conjugal.
1 PATRIO PODE1.1 Origem
O pátrio poder encontra sua origem em épocas muito remotas, ultrapassando as fronteirasculturais e sociais, chegando ao ponto que seu surgimento se dá a partir do momento em queos homens passaram a conviver em grupos, clãs, e outros tipos de sociedade, surgindo assim anecessidade da existência de um “
poder familiar
” para conseguir garantir a paz social, ouseja, a harmonia da sociedade.Segundo a teoria de Fustel de Coulanges, explica que esse poder familiar teve seu inicioatravés de um poder religioso que prevalecia dentro das famílias, uma espécie de religiãodoméstica, no qual esse poder era delegado ao pai, que era considerado uma espécie de senhor do lar, de “Deus”.
 
Dessa forma, o pátrio poder como é denominado no código vigente trata-se de um direitonatural, tendo consequentemente mudado suas características com o transcorrer da evoluçãoda sociedade, no qual encontramos na Civilização Romana que é considerada como o berçoda sociedade uma forte regulamentação, notando-se a presença de um grande número dedeveres e direitos.Portanto, de um modo geral, os juristas colocam como ponto de partida para o estudo do pátrio poder a Civilização Romana, o qual serapidamente dada suas principaiscaracterísticas. No direito romano, o pátrio poder fundamentava-se numa relação de domínio quase ilimitadofeito pelo
 pater 
, aonde todo cidadão romano era denominado era sui iuris ( indivíduo que nãose submetia a ninguém) ou alieni iuris (era o indivíduo que tinha que se submeter as ordens).Assim, pode-se resumir a
 patria potestas romama
como um poder despótico em relação aosfilhos, incluindo-se dentre eles o direito de matar, vender ou expor seu filho.Após a civilização romana, o instituto somente sofreu alterações consideráveis com a criaçãodo Código de Napoleão, o qual teve a árdua tarefa de erradicar o depotismo romano eintroduzir a regra que deve prevalecer sempre o interesse do menor. Esse instituto no qual prevalece o interesse do menor foi introduzido no direito brasileiro tardiamente através doEstatuto da Mulher Casada.Depois, tal instituto foi ratificado com a criação do Código Civil, em 1916 e posteriormente oEstatuto da Criança e do Adolescente, datado de 1990, o qual infelizmente persistiu com aexpressão pátrio poder, que já nessa época era profundamente questionada.Dessa maneira, a entrada do instituto no direito brasileiro, já possui uma visão totalmentediferente se comparada com a
 patria potetes romana.
1.2 Conceito
 Ab initio,
é importante mencionar que é perfeitamente possível encontramos várias definiçõesacerca da expressão pátrio poder.Aluísio Santiago Júnior possui o entendimento sobre o instituto como sendo um
conjunto dedireitos e deveres atribuídos aos pais, no tocante à pessoa e aos bens dos filhos menores
.”
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