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Lula falhou ao nomear os principais da equipe, de setoresimportantes, como a Justiça e a Saúde, nos quais começou com ministrosruins, foi trocando e foi piorando, foi mudando e foi ficando cada vez maislastimável. No Ministério da Fazenda, o presidente da República contoucom o acaso. Estava a distribuir os uniformes e quando viu só faltavam acamisa 10 e o enroladíssimo prefeito de Ribeirão Preto Antônio Palocci. Osmais próximos do então presidente eleito esperavam algum cargo em trocado papel de Palocci na campanha de 2002, mas nunca que fosse exatamenteo comando da economia. Pode ser mentira de quem diz que o presidente àsvezes se sente deus, mas é verdade que acerta por linhas tortas. Aproveitouquase seis anos de notícias sempre boas sopradas de todo lado do mundo egovernou com tranquilidade. Quando a crise chegou, o País estavapreparado, pois o Plano Real o havia deixado com uma estabilidade inédita,que perdura.O segredo do equilíbrio brasileiro estava, evidentemente, nacontinuidade firme do Real, mas também em um acerto de Lula, a escolhado presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Num amontoado decompanheiros incapazes de gerir boteco pé-sujo, a chegada de Meirelles foisuficiente para o Risco Brasil virar traço. Mas Meirelles é a exceção combrilho internacional. Conhecidos no Exterior, havia apenas ele e a entãoMinistra do Meio Ambiente, Marina Silva, agora de volta ao Senado, parao engrandecimento desta Casa. Nesta área, a do Ministério das RelaçõesExteriores, o presidente Lula cometeu seu maior erro e, o que é pior,mantém o equívoco pendurado no Itamaraty. Essa falha nababesca sechama Celso Amorim, definido pelo jornalista Reinaldo Azevedo como“megalonanico” e suportado pelo presidente no posto que deveria ser avitrine globalizada do Brasil.Amorim é mega nas trapalhadas e nanico como formulador depolítica externa. No futuro, o presidente poderia ser lembrado por medidasacertadas, mas o conjunto de absurdos cometidos por Celso Amorim étamanho que o tornarão inesquecível. Ele consegue colocar o governo emenrascadas a partir do próprio currículo. O senhor Ministro se dizia doutorem ciência política por uma universidade da Inglaterra. A jornalista MaluGaspar, chefe da sucursal da revista Exame no Rio de Janeiro, telefonoupara a famosa escola de economia, em Londres, e desfez-lhe o título. Comose fingir de doutor é recorrente no Ministério, o presidente já se acostumou
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