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Recordar ,Repetir e Elaborar - Psicanálise

Recordar ,Repetir e Elaborar - Psicanálise

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TÉCNICAS PSICANALÍTICAS - Em uma análise o paciente não recorda coisa alguma do que esqueceu e reprimiu, mas expressa-0 pela atuação ou atua-o acts it out. ele o reproduz não como lembrança, mas como ação, repete-o sem saber que esta repetindo. O paciente não recorda de ser desafiador e crítico em relação a autoridade dos pais, em vez disso, comporta-se dessa maneira com o médico. Esconde o tratamento como escondia suas atividades sexuais.
TÉCNICAS PSICANALÍTICAS - Em uma análise o paciente não recorda coisa alguma do que esqueceu e reprimiu, mas expressa-0 pela atuação ou atua-o acts it out. ele o reproduz não como lembrança, mas como ação, repete-o sem saber que esta repetindo. O paciente não recorda de ser desafiador e crítico em relação a autoridade dos pais, em vez disso, comporta-se dessa maneira com o médico. Esconde o tratamento como escondia suas atividades sexuais.

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Published by: José Hiroshi Taniguti on Sep 25, 2009
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RECORDAR, REPETIR E ELABORARTÉCNICAS PSICANALÍTICAS
1.Fase – Catártica de Breuer – Focalizar o momento em que o sintoma se formava, e em esforçar-se por reproduzir os processos mentais envolvidos nessa situação , a fim de dirigir-lhes a descarga ao longo docaminho da atividade consciente. A idéia era recordar e ab-reagir, tudo isso era conseguido através dahipnose2. Fase – Abandono da hipnose, a tarefa é descobrir a partir das associações livres o que ele deixava derecordar. A resistência deveria ser contornada pelo trabalho da interpretação. As situações que gaviamocasionado a formação do sintoma conservaram seu lugar como foco de interesse, mas o elemento da ab-reação ficou em segundo plano e foi substituído pelo trabalho que o paciente teria que fazer para vencer asresistências, a censura das associações livres.3. Fase - O analista abandona a tentativa de colocar o foco em um momento ou um problema específico,contenta em estudar tudo o que se ache presente, de momento, na superfície da mente do paciente, eemprega a arte da interpretação para identificar as resistências e torna-las conscientes ao paciente. Oterapeuta revela as resistências e quando estas forem vencidas, o paciente relaciona as sitiuações evinculões esquecidas sem qualquer dificuldade. OBJETIVO Preencher lacunas na meria,dinamicamente, é superar resistências devidas à repressçãoInicialmente com a hipnose o paciente colocava-se na situação anterior e não confundia esta com omomento atual, fornecia um relato dos processos mentais relativos ao passado. Esquecer impressões,cenas, na verdade significa intercepta-las, o paciente ao lembrar se espanta do como pode esquecer. Alémde esquecer o paciente nos traz lembranças encobridoras, a amnésia infantil é contrabalanceada pelaslembranças encobridoras.As fantasias, impulsos emocionais, vinculações de pensamento que como atos puramente internos, nãopodem ser contrastados com experiências, também tem sua relação com o esquecer. Lembramos de coisasque nunca poderiam ter sido esquecidas, pois nunca foi consciente. Na verdade não tem diferença se umprocesso nunca foi consciente ou se foi consciente e depois esquecido.Nas neuroses obsessiva o esquecer restringe-se }à dissolução das vinculações de pensamento, em deixar de tirar as conclusões corretas e isolar lembranças.Há ainda lembranças que não poderão ser recuperadas, ou seja, experiências que ocorreram em infânciaprecoce e não foram compreendidas na ocasi~´ao, mas que subsequentemente foram compreendidas einterpretadas. Obtém-se conhecimento delas através dos sonhos e podemos acreditar nelas.Em uma análise o paciente não recorda coisa alguma do que esqueceu e reprimiu, mas expressa-0 pelaatuação ou atua-o acts it out. ele o reproduz não como lembrança, mas como ação, repete-o sem saber queesta repetindo. O paciente não recorda de ser desafiador e crítico em relação a autoridade dos pais, em vezdisso, comporta-se dessa maneira com o médico. Esconde o tratamento como escondia suas atividadessexuais.O paciente começará seu tratamento por uma repetição deste tipo. A compulsão a repetição é sua maneirade recordar.Qual a relação desta compulsão a repetição com a transferência e com a resistência? A transferência é elaprópria um fragmento da repetição e que a repetição é uma transferência do passado esquecido, nãoapenas para o médico, mas para todos os outros aspectos da sitiuação atual. Quanto maior a resistência,mais extensivamente a atuação acting-out substituirá o recordar, pois o recordar na hipnose corresponde aum estado no qual a resistência foi posta de lado.O paciente repete ao invés de recordar e repete sob as condições da resistência. O que ele repete ou atua.Repete tudo o que já avançou a partir das fontes do reprimido para su a personalidade manifesta, suasinibições, suas atitudes inúteis e seus traços patológicos de caráter. Repete seus sintomas , no decurso do
 
tratamento. Devemos tratar sua doença não como um acontecimento do passado, mas como uma forçaatual.Enquanto o paciente o experimento como algo real e contemporâneo temos de fazer sobre ele nossotrabalho terapêutico, que consiste em remonta-lo ao passado. O recordar pela hipnose só podia dar aimpressão de um experimento em laboratório.No Início do tratamento o paciente tem uma mudança consciente para com sua doença, se antescontentava-se em lamentar, desprezar como absurda e subestimar sua importância,.passa a questionar aorigem de sua doença.Assim o paciente não escuta seu fraseado e não apreende o intuito real de seu impulso obsessivo. Opaciente tem que criar coragem para dirigir a atenção para os fenomenos de sua moléstia. Sua doença temde tornar-se um inimigo digno de sua tempera, um pedaço de si que possui fundamento para existir, tem dese reconciliar com o material reprimido, e ser tolerante para seu estado de enfermidade. Esta atitude emrelação a doença põe em evidencia sintomas que haviam permanecido vagosA neurose de transferência cria uma região intermediária entre a doença e a vida real, a nova realidade denossa intervenção é um fragmento da experimencia real. De natureza provisória.asume todas ascaracterísticas da doença, mas uma doença artificial, acessível.A repetição esta ihtimamente ligada a teoria da pulsão de morte, um além que pode ser remetido aomisterioso. Como fugir do puro acaso dos encontros, se a pulsão esta no lugar do acaso, aquém da ordeme da lei, não estará ela relegada ao silêncio teórico?
PULSÃO
– situa-se áquem do inconsciente e do recalque, escapa a trama da linguagem e da representação. Oconceito de pulsão situa-se no limite entre o psíquico e o físico. Pulsão é um conceito teórico e não uma entidade quepossui realidade ontológica. O conceito tem como referente o corpo, mas não designa uma parte do corpo. Pulsão nãoé o mesmo que instinto, pulsão é um conceito situado na fronteira entre o mental e o somático, podemos falar dela doponto de vista do corpo e do ponto de vista do psíquico.A pulsão sexual visa não a reprodução mas a satisfação.. A sexualidade humana não é natural, enconra-se submetidaao simbólico. É do coro submetido ao simbólico que Freud fala e não do corpo enquanto natural ou biológico. A pulsãosexual resulta da reunião de pulsões parciais, sendo que no início da vida não há distinção entre pulsões sexuais epulsões de autoconservação, a diferenciação entre elas só acontece após um investimento objetal.A fonte da pulsão é de natureza somática, órgão de onde provém a excitação, assim como o próprio processo deexcitação, a fonte juntamente com o objetivo que conferem a pulsão parcial sua especificidade. Em se tratando dapulsão sexual designamos essa fonte de zona erógena., porém nenhuma parte do corpo detem a exclusividade do queé sexual. Qualquer parte do corpo pode ser uma zona erógena.A pulsão se apóia no instinto para se diferenciar dele e não para se confundir com ele. A pulsão é uma perversãodoinstinto.A perversão se dá pois a pulsão se desvia do biológico pois sua finalidade não é natural, a pulsão é o representante nopsiquismo de um estímulo que ocorre num órgão ou parte do corpo. De um lado temos a fonte da pulsão e do outroseu objetivo que é sempre satisfação, esta se satisfaz pela eliminação do estado de estimulação na fonte..Desde oinício a pulsão é inibida em seu objetivo isto é desviada de seus fins explicitamente sexuais e dirigida para objetos quenão apresentem nenhuma relação aparente com o sexual.. Essa inibição quanto ao objetivo é a característica centraldo mecanismo de sublimação.A satisfação de uma pulsão se faz de forma fantasmática, a pulsão por não ter um objeto fixo, o sentido não esta naimpossibilidade da pulsão ser satisfeita, mas nas várias maneiras dela ser satisfeita, a cultura não é um resíduo inútilda pulsão,mas a multiplicação de suas possibilidades de satisfação. Nas muitas formas diferentes da neuroseobsessiva, em particular, o esquecer restringe-se principalmente à dissolução das vinculações de pensamento, aodeixar de tirar as conclusões corretas e isolar lembranças.Voltemos a falar sobre o processo de lembrar e repetir experiências passadas.
 
Há um tipo especial de experiências da máxima importância, para a qual lembrança alguma, via de regra, pode ser recuperada. Trata-se de experiências que ocorreram em infância muito remota e não foram compreendidas na ocasião,mas que
subseqüentemente
foram compreendidas e interpretadas. Obtém-se conhecimento delas através dos sonhose é-se obrigado a acreditar neles com base nas provas mais convincentes fornecidas pela estrutura da neurose.Ademais, podemos certificar-nos de que o paciente, após suas resistências haverem sido superadas, não mais invocaa ausência de qualquer lembrança delas (qualquer sensação de familiaridade com elas) como fundamento pararecusar-se a aceitá-las.Existem porém certas lembranças não são recordadas pelos pacientes desde o início do tratamento, não recorda coisaalguma do que esqueceu e reprimiu, mas expressa-o pela atuação ou atua-o (
acts it out 
). Ele o reproduz não comolembrança, mas como ação;
repete-o
, sem, naturalmente, saber que o está repetindo.Por exemplo, o paciente não diz que recorda que costumava ser desafiador e crítico em relação à autoridade dos pais;em vez disso, comporta-se dessa maneira para com o médico. Não se recorda de como chegou a um impotente edesesperado impasse em suas pesquisas sexuais infantis; mas produz uma massa de sonhos e associações confusas,queixa-se de que não consegue ter sucesso em nada e assevera estar fadado a nunca levar a cabo o que empreende.Não se recorda de ter-se envergonhado intensamente de certas atividades sexuais e de ter tido medo de elas seremdescobertas; mas demonstra achar-se envergonhado do tratamento que agora empreendeu e tenta escondê-lo detodos. E assim por diante.Antes de mais nada, o paciente
começará
seu tratamento por uma repetição deste tipo. Quando anunciamos a regrafundamental da psicanálise a um paciente com uma vida cheia de acontecimentos e uma longa história de doença, eentão lhe pedimos para dizer-nos o que lhe vem à mente, esperamos que ele despeje um dilúvio de informações; mas,com freqüência, a primeira coisa que acontece é ele nada ter a dizer. Fica silencioso e declara que nada lhe ocorre.Isto, naturalmente, é simplesmente a repetição de uma atitude homossexual que se evidencia como uma resistênciacontra recordar alguma coisa [ver em [1]]. Enquanto o paciente se acha em tratamento, não pode fugir a estacompulsão à repetição; e, no final, compreendemos que esta é a sua maneira de recordar.Freud nos aponta a relação desta compulsão à repetição com a transferência e com a resistência. A transferência é umfragmento da repetição, a repetição é uma transferência do passado esquecido, não apenas para o médico, mastambém para todos os outros aspectos da situação atual. O paciente repete a atitude pessoal em cada atividade erelacionamento que podem ocupar sua vida atual, ex. repetir no enamoramento, no início de um empreendimentoetc....Quanto maior a resistências, mais atuações acting-out ou repetição substituirá o recordar pois o recordar idealcorresponde a um estado no qual a resistência foi posta de lado. Se o paciente. Se o paciente começa o tratamentosob os auspícios de uma transferência positiva branda e impronunciada, ela lhe torna possível, de início, desenterrar suas lembranças tal como o faria sob hipnose, e, durante este tempo, seus próprios sintomas patológicos acham-seinativos. Mas se, à medida que a análise progride, a transferência se torna hostil ou excessivamente intensa e,portanto, precisando de repressão, o recordar imediatamente abre caminho à atuação (
acting out 
). Daí por diante, asresistências determinam a seqüência do material que deve ser repetido. O paciente retira do arsenal do passado asarmas com que se defende contra o progresso do tratamento — armas que lhe temos de arrancar, uma por uma.O paciente de fato repete ou atua tudo o que já avançou a partir das fontes do reprimido para sua personalidademanifesta — suas inibições, suas atitudes inúteis e seus traços patológicos de caráter. Repete também todos os seussintomas, no decurso do tratamento. E podemos agora ver que, ao chamar atenção para a compulsão à repetição, nãoobtivemos um fato novo, mas apenas uma visão mais ampla. Só esclarecemos a nós mesmos que o estado deenfermidade do paciente não pode cessar com o início de sua análise, e que devemos tratar sua doença não como umacontecimento do passado, mas como uma força atual. Este estado de enfermidade é colocado, fragmento por fragmento, dentro do campo e alcance do tratamento e, enquanto o paciente o experimenta como algo real econtemporâneo, temos de fazer sobre ele nosso trabalho terapêutico, que consiste, em grande parte, em remontá-lo aopassado.O recordar, tal como era induzido pela hipnose, só podia dar a impressão de um experimento realizado em laboratório.O repetir, tal como é induzido no tratamento analítico, segundo a técnica mais recente, implica, por outro lado, evocar um fragmento da vida real; e, por essa razão, não pode ser sempre inócuo e irrepreensível. Esta consideração revelatodo o problema do que é tão amiúde inevitável — a ‘deterioração durante o tratamento’.As táticas a serem adotadas pelo médico, nesta situação, são facilmente justificadas. Para ele, recordar à maneiraantiga — reprodução no campo psíquico — é o objetivo a que adere, ainda que saiba que tal objetivo não pode ser 

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