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modelo de ação trabalhista com configuração de trabalho escravo

modelo de ação trabalhista com configuração de trabalho escravo

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EXCELENTÍSSIMO DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA ____ VARA DO TRABALHO DEURUGUAIANA – ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
"...Liberdade, essa palavraque o sonho humano alimentaque não há ninguém que expliquee ninguém que não entenda..."Cecília Meireles(Romanceiro da Inconfidência)
ALEX SANDRO MATTOS BARRETO,
brasileiro, solteiro, repositor comercial, RG n.º5066747378, CPF n.º 901.169.840-15, CTPS n. 34213, Série 00045 RS, residente e domiciliado à RuaGeneral Vitorino, 4390, nesta cidade, por seus procuradores infra-assinados, vem a Vossa Excelênciapropor a presente
AÇÃO TRABALHISTA C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS, pelo rito ordinárioAÇÃO TRABALHISTA C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS, pelo rito ordinário
em face de
JOÃO ANTÔNIO TEDESCO 06,
pessoa jurídica de direito privado, CEI n.º 50.020.389/0780sediada à Estrada Passo do Capão 1 – Pomar 04, Bairro Coxilha Grande, CEP n.º 95200-000, CNAE n.º139206, integrante do grupo de produtores de maçã
TEDESCO,
Município de Vacaria, Rio Grande do Sul,pelos seguintes fatos e fundamentos que passa a aduzir.
I – DAS PRELIMINARES
1. O
AUTOR
faz jus ao benefício da assistência judiciária gratuita, nos termos da Lei n.º1.060/50, do art. 790, §3º da CLT, e da Orientação Jurisprudencial SDI-I n.º 304 do Tribunal Superior doTrabalho, por ser pobre na acepção legal do termo, não podendo arcar com as custas processuais ehonorários advocatícios sem o prejuízo de seu próprio sustento e de sua família, consoante declaração depobreza anexa.2. Em face de sua hipossuficiência e carência de recursos, faz-se necessário o afastamentoda norma do art. 651,
caput,
da CLT no caso concreto, atendendo-se ao princípio constitucional de livreacesso à Justiça, permitindo o trâmite do processo na Vara do Trabalho de Uruguaiana, pois é manifesto oprejuízo que seria imposto ao
AUTOR
pela tramitação do feito em comarca distante de onde reside.
Rua Santana, nº 2496 – 3º andar – Sala 02 CEP 97510-470 – Uruguaiana/RS
(55) 2102-9173
1
 
Colaciona-se a seguinte ementa a fim de solidificar o entendimento esgrimido:
COMPETÊNCIA TERRITORIAL ART. 651 DA CLT EMPREGADO RURÍCOLAPRESTAÇÃO DO SERVIÇO EM LOCAL DIVERSO DO DOMICÍLIO. As regras decompetência em razão do lugar visam a beneficiar o hipossuficiente, sob pena de negar-seo acesso à justiça. Devem-se levar em conta, pois, os princípios protetores que norteiam odireito do trabalho, a fim de que o ajuizamento da demanda trabalhista ocorra em lugarviável ao exercício do direito de ação. (TST – AIRR – 199/1998-029-15-40, Rel. MinistraCristina Irigoyen Peduzzi, in DJU de 11/04/2006.)
Assim, embora o
caput 
do art. 651 da CLT estabeleça como regra a competência do Juízono lugar onde ocorreu a prestação dos serviços, há de se afastar tal regra em benefício do trabalhador, atémesmo porque as normas expressas nos parágrafos do dispositivo apontado propiciam ao trabalhador quelaborou em vários locais, ou que foi contratado em local diverso daquele da prestação de serviços, a eleiçãodo foro mais conveniente.Com efeito, assim não poderia ser diferente, pois o processo do trabalho é orientado peloprincípio da proteção ao trabalhador, postulado básico do Direito Laboral, e, neste contexto, não há comoaplicar a regra do referido art. 651 em afronta a esse princípio norte e, bem como, ao princípioconstitucional de livre acesso à Justiça.
II – DOS FATOS1. Narração fática inicial
Foi veículado por rádio nesta cidade a oferta de emprego para trabalhadores rurais emdeterminado local. Os interessados deveriam se dirigir à residência de um certo Sr.
Salazar
que ofereciaempregos na colheita da maçã em Vacaria – Rio Grande do Sul pelo período de aproximadamente quarentae cinco dias, mediante remuneração de mais de R$ 1.000,00 (um mil reais) por mês, além de estadiasadequadas, passagem de ida e volta, alimentação, condições higiênicas etc.Solicitou aos trabalhadores que entregassem diversos documentos, tais como RG, CPF,CTPS e certidão de antecedentes criminais.Feito esses procedimentos, um grupo de mais de cinqüenta trabalhadores saiu deUruguaiana rumo à Vacaria às 3h da manhã do dia 13 de fevereiro de 2008, em um ônibus administradopela
que, após 22 horas de viagem, chegou em Vacaria, exatamente no pomar onde seria o local detrabalho.Já era noite e foram recepcionados por um senhor
 
chamado
Adilson,
que ordenou a todosse dirigirem aos alojamentos para dormirem, pois o toque de recolher era às 22h e o café da manhã seriaservido às 7h. Em seguida viria um monitor para orientá-los a respeito da colheita e fornecer o materialnecessário.O grupo de trabalhadores seguiu o ordenado e, passada a noite, levantaram-se, tomaram ocafé da manhã que consistia em uma água suja que se passava por café acompanhada por uma massa crua aarremedar um pão e uma fatia de mortadela.Somente pelas 10h da manhã chegaram os materiais de trabalho ao grupo: bota, chapéu,cartão para bater ponto, escada de ferro com mais de 2m de comprimento e bolsa para carregar as maçãs.O monitor que orientou o grupo a desenvolver as atividades era conhecido por “Baixinho”.Esta pessoa informou a todos que por cada “bins” (caixa na qual se depositam as maçãs colhidas) seriapaga a quantia de R$ 9,00 (nove reais) a ser dividida entre um grupo de oito trabalhadores.
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O trabalho consistia em colher as maçãs em pomares com mais de 900m de extensão,sendo que esse caminho tinha de ser percorrido várias vezes pelos trabalhadores que tinham de descarregaras suas sacolas em “bins” instalados em tratores estacionados em determinados pontos dos pomares.Salienta-se que os motoristas desses veículos ficavam sentados fumando com as pernascruzadas e rindo dos trabalhadores,
cuja distância caminhada diariamente não era menos que 40km
(carregando a já referida escada de ferro com mais de 2m e as sacolas cheias de maçãs), pois tinham de ir evoltar o mesmo percurso várias vezes!Em muitas vezes o havia os referidos tratores, sendo que em tais ocases ostrabalhadores tinham de carregar as caixas de “bins” por si mesmos até o início do pomar, cuja extensão, járeferida, atinge quase um quilômetro.Quando solicitado ao monitor ou ao motorista que aproximassem os tratores do local decolheita, era respondido ao trabalhador que “se não estivesse gostando poderia voltar à Uruguaiana, mas apé, pois a a empresa não forneceria a passagem de volta”.Era muito comum nas oportunidades em que os trabalhadores estavam colhendo as maçãs,passar próximo, ou até mesmo por trás das macieras em que estavam,
tratores despejando agrotóxicosdiretamente nas maçãs e nos trabalhadores totalmente desprotegidos sem luvas, mascáras ouqualquer tipo de EPI.
Informa-se de antemão que por causa disso surgiram diversas manchas no corpo dostrabalhadores.
Não era fornecida água e não era permitido ir até o local onde poderiam bebê-la,sendo que a única forma de saciar a sede era comendo as maçãs, nas quais recentemente havia sidodespejado agrotóxicos
.Todos os dias, exatamente às 11h e 50min, o monitor mandava pararem o serviço elargarem as maçãs nos “bins” para irem almoçar no refeitório que só podia ser alcançado após 20min decaminhada, pois se tratava de aproximadamente 4km de distância.Lá chegando, havia uma enorme fila com mais de trezentos trabalhadores aguardandoserem servidos, o que demorava não menos que 40min.A comida servida era um pequeno pedaço de carne dura, ínfima porção de feijão, arrozazedo e uma ou duas vezes por semana uma salada (duas rodelas de tomate e uma folha de alface).Os trabalhadores percebiam que a comida que caia ao chão retornava ao panelão para serservida à noite ou no dia seguinte.A todos era ordenado que não conversassem e deveriam comer apressadamente, pois nomais tardar 12h e 55min já deveriam retornar aos pomares.O trabalho, segundo informado, iria até às 17h e 30min, mas os monitores ordenavam quecontinuassem até às 18h e 30min sob a promessa de que receberiam hora extra.Logo nos primeiros dias, o Sr.
Adilson
fez a seguinte proposta: por cada um dia de sábadotrabalhado, seriam pagos dois, por cada um dia de domingo trabalhado, seriam pagos dois, por cada horaextra, seriam pagas duas.Propôs, ainda, que no momento em que conseguissem completar trinta e seis “bins”poderiam parar o trabalho, mas nunca nada disso foi cumprido.
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