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Jesus Cristo e a Igreja

Jesus Cristo e a Igreja

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www.opusdei.org - Abril, 2006 
 
Jesus Cristo e a Igreja
 
 
 
Jesus Cristo e a Igreja
 
 Nos últimos meses recebemos muitas consultas sobre Jesus Cristo e a Igreja, motivadas quer  pelo livro e quer pelo filme “Código Da Vinci”. Uma equipa de professores de História eTeologia da Universidade de Navarra, respondeu às 54 perguntas mais frequentes.(www.opusdei.org, 26 de Abril de 2006)
 1.
 
O que sabemos realmente sobre Jesus?
 
2.
 
O que foi a estrela do Oriente?
 
3.
 
Por que se celebra o nascimento de Jesus a25 de Dezembro?
 
4.
 
Que significado tem a virgindade deMaria?
 
5.
 
São José esteve casado por segunda vez?
 
6.
 
O que foi a matança dos inocentes? Éhistórica?
 
7.
 
Jesus nasceu em Belém ou em Nazaré?
 
8.
 
Onde e como nasceu Jesus?
 
9.
 
Estava Jesus solteiro, casado ou viúvo?
 
10.
 
Quem foram os doze Apóstolos?
 
11.
 
Situação actual da investigação históricasobre Jesus
 
12.
 
Que credibilidade histórica tem a Bíblia?
 
13.
 
Quem foram os evangelistas?
 
14.
 
Como foram escritos os evangelhos?
 
15.
 
Como foram transmitidos os evangelhos?
 
16.
 
Em que língua falou Jesus?
 
17.
 
Que relações teve Jesus com o impérioromano?
 
18.
 
Pode-se negar a existência histórica deJesus?
 
19.
 
O que são os evangelhos canónicos e o quesão os apócrifos? Quais e quantos são?
 
20.
 
Que diferenças há entre os evangelhoscanónicos e os apócrifos?
 
21.
 
O que dizem os evangelhos apócrifos?
 
22.
 
O que são os Gnósticos?
 
23.
 
Que dados sobre Jesus nos dão as fontesromanas e judaicas?
 
24.
 
Quem eram os fariseus, saduceus, esséniose zelotes?
 
25.
 
Que importância têm os manuscritos deQumran?
 
26.
 
O que é a biblioteca de Nag Hammadi?
 
27.
 
Jesus teve irmãos?
 
28.
 
Quem foi Maria Madalena?
 
29.
 
Que relação teve Jesus com MariaMadalena?
 
30.
 
Que diz o “Evangelho de Maria[Madalena]”?
 
31.
 
Era normal que tantas mulheres rodeassemJesus?
 
32.
 
Que influência teve São João Baptista emJesus?
 
33.
 
Jesus foi discípulo de São João Baptista?
 
34.
 
Que relação teve Pedro com MariaMadalena?
 
35.
 
O que aconteceu na Última Ceia?
 
36.
 
Porque é que condenaram Jesus à morte?
 
37.
 
Quem foi Caifás?
 
38.
 
O que era o Sinédrio?
 
39.
 
Como foi a morte de Jesus?
 
40.
 
Como se explica a ressurreição de Jesus?
 
41.
 
Poderiam ter roubado o corpo de Jesus?
 
42.
 
Quem foi José de Arimateia?
 
43.
 
Em que consiste substancialmente amensagem cristã?
 
44.
 
Quem foi São Paulo e como transmitiu osensinamentos de Jesus?
 
45.
 
Que diz o Evangelho de Filipe?
 
46.
 
Como se explicam os milagres de Jesus?
 
47.
 
Jesus quis realmente fundar uma Igreja?
 
48.
 
O que é o Santo Graal e que relações temcom o Santo Cálice?
 
49.
 
Quem foi Pôncio Pilatos?
 
50.
 
Que afinidades políticas tinha Jesus?
 
51.
 
Quem foi Constantino?
 
52.
 
O que foi o Édito de Milão?
 
53.
 
O que sucedeu no Concílio de Niceia?
 
54.
 
O que diz o Evangelho de Judas?
 
 A equipa que realizou este trabalho está composta pelos
 
 professores Francisco Varo (director), Juan Chapa, Vicente Balaguer,
 
Gonzalo Aranda, Santiago Ausín e Juan Luis Caballero.
 
 
1. O que sabemos realmente sobreJesus?
De Jesus de Nazaré temos mais e melhorinformação do que sobre a maioria das personagensdo seu tempo. Dispomos de tudo o que astestemunhas da sua vida e da sua morte nostransmitiram: tradições orais e escritas sobre a suapessoa – entre as quais se destacam os quatroevangelhos – que foram transmitidas na realidade dacomunidade de fé viva que ele estabeleceu e quecontinua até aos dias de hoje. Esta comunidade é aIgreja, composta por milhões de seguidores de Jesusao longo da história, que o conheceram pelos dadosque, sem interrupção, lhes transmitiram os primeirosdiscípulos. Os dados que aparecem nos evangelhosapócrifos, bem como os que aparecem noutrasreferências extra bíblicas, não contribuem comnenhuma informação substancial, além da que nosoferecem os evangelhos canónicos tal como foramtransmitidos pela Igreja.Até à Ilustração, crentes e não crentes estavamconvencidos de que o que podíamos conhecer sobreJesus estava contido nos evangelhos. No entanto,por serem relatos escritos com uma perspectiva de fé,alguns historiadores do século XIX questionaram aobjectividade dos seus conteúdos. Para estes
 
estudiosos, os relatos evangélicos eram poucocredíveis porque não continham o que Jesus fez e disse,mas aquilo em que acreditavam os seguidores de Jesus,uns anos depois da sua morte. Como consequênciadisto, durante as décadas seguintes e até meados doséculo XX levantou-se o problema da veracidade dosevangelhos e chegou a afirmar-se que de Jesus “nãopodemos saber quase nada” (Bultmann).
De Jesus de Nazaré temos
 
mais e melhor informaçãodo que da maioria dospersonagens do seu tempo.
Actualmente, com o desenvolvimento da ciênciahistórica, os avanços arqueológicos, e um maior emelhor conhecimento das fontes antigas, pode-seafirmar com palavras de um conhecido especialistado mundo judeu do século I d.C. – a quem não sepode classificar propriamente de conservador – que“podemos saber muito de Jesus” (Sanders). Estemesmo autor, por exemplo, assinala “oito factosinquestionáveis”, do ponto de vista histórico, sobre avida de Jesus e sobre as origens cristãs: 1) Jesus foibaptizado por João Baptista; 2) era um galileu quepregou e fez curas; 3) chamou discípulos e disse queeram doze; 4) limitou a sua actividade a Israel; 5)manteve uma controvérsia sobre o papel do templo;6) foi crucificado fora de Jerusalém pelas autoridadesromanas; 7) após a morte de Jesus, os seus seguidorescontinuaram a formar um movimento identificável; 8)pelo menos alguns judeus perseguiram alguns gruposdo novo movimento (Gl 1, 13.22; Fl 3, 6) e, provavel-mente, esta perseguição durou no mínimo até pertodo fim do ministério de Paulo (2 Co 11, 24; Gl 5, 11;6, 12; cf. Mt 23, 34; 10, 17).Sobre esta base mínima em que os historiadoresestão de acordo, podem determinar-se comofidedignos, do ponto de vista histórico, os outrosdados contidos nos evangelhos. A aplicação doscritérios de historicidade sobre estes dados permiteestabelecer o grau de coerência e probabilidade dasafirmações evangélicas, e que, o que se contémnesses relatos, é substancialmente certo.
Sobre esta base mínimaem que os historiadoresestão de acordo, podemdeterminar-se comofidedignos, do ponto devista histórico, os outrosdados contidos nosevangelhos.
Por último, convém recordar que o que sabemos deJesus é fiável e credível porque os testemunhos sãodignos de credibilidade e porque a tradição é críticaconsigo mesma. Além disso, o que a tradição nostransmite resiste à análise da crítica histórica. É certoque das muitas cosas que se nos transmitiram sóalgumas podem ser demonstráveis pelos métodosempregados pelos historiadores. No entanto, isto nãosignifica que as não demonstráveis por estes métodosnão aconteceram, mas que só podemos ter dadossobre a sua maior ou menor probabilidade. E nãoesqueçamos, por outro lado, que a probabilidade nãoé determinante. Há acontecimentos muito poucoprováveis que sucederam historicamente. O que semdúvida é verdade é que os dados evangélicos sãorazoáveis e coerentes com os dados demonstráveis.Seja como for, é a tradição da Igreja, em que estes
 
escritos nasceram, a que nos dá garantias da suafiabilidade e a que nos diz como interpretá-los.B
IBLIOGRAFIA
:
 
A. V
ARGAS
M
ACHUCA
,
 
El Jesúshistórico. Un recorrido por la investigación moder-na,
Universidad Pontifica de Comillas, Madrid 2004;J. G
NILKA
,
 Jesús von Nazareth. Botschaft und Geschichte,
Herder, Freiburg 1990 (ed. esp.
 Jesús de Nazaret,
Herder, Barcelona 1993); R. L
ATOURELLE
,
 A Jesús el Cristo por los Evangelios. Historia yhermenéutica,
Sígueme, Salamanca 1986; F.L
AMBIASI
,
 L 'autenticità storica dei vangeli. Studio dicriteriologia,
EDB, Bologna 1986.
 © www.opusdei.org- Textos elaborados por umaequipa de professores de Teologia da Universidade deNavarra, dirigida por Francisco Varo.
 

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