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Politicas Publicas Energia Renovavel

Politicas Publicas Energia Renovavel

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BAHIA ANÁLISE
&
DADOS Salvador, v. 16, n. 1, p. 23-36, jun. 2006
23
Políticas públicas e energias renováveis:propostas de ações de induçãoà diversificação da matrizenergética na Bahia
 Roberto Fortuna Carneiro,
*
Pauletti Karllien Rocha
**
* Diretor de Fortalecimento Tecnológico Empresarial da Secretaria de Ciência,Tecnologia e Inovação - SECTI e Coordenador do Probiodiesel Bahia. Profes-sor dos cursos de Administração do Centro Universitário da Bahia - FIB e daFaculdade Baiana de Ciências - FABAC. rcarneiro@secti.ba.gov.br.
Abstract 
Presently development is based, as it was throughout the ages, on energy derived from non-renewable fossil fuels,being oil the main source, followed by coal and natural gas.These sources are greatly responsible for the environmental imbalance we face in the present days. The possibility of a worldwide exhaustion of the oil reserves makes it necessary to diversify the energy matrix aiming economic, social and environmental sustainability.Therefore, the new energy paradigm aiming sustainability must have renewable energy sources as pillars. Many efforts have been made worldwide to use this type of energy and, for that, public policies must be consolidate to structure the offer and attend this new demand efficiently.Therefore, this paper will deal with the importance of public policies for the energy sector development and will highlight the actions being carried out by the Federal and State Government of Bahia towards the diversification of the local energy matrix. To finalize, intervention actions will be suggested aiming to contribute with this debate in Bahia.
Key words 
: renewable energies, public policies, bioenergy,energy matrix diversification.
Resumo
Ao longo dos tempos, o modelo de desenvolvimento vigentebaseia-se na energia originária dos combustíveis fósseis e nãorenováveis, sendo o petróleo a principal fonte, seguida do car-vão mineral e do gás natural, todas responsáveis por uma gran-de parcela dos desequilíbrios ambientais enfrentados na atuali-dade. Com o possível esgotamento das reservas mundiais depetróleo, faz-se necessário uma diversificação da matriz ener-gética visando a sustentabilidade econômica, social e ambiental.Dessa forma, o novo paradigma energético para a sustentabili-dade deverá ter como pilares as fontes de energia renováveis.Muitos esforços têm sido feito em todo o mundo no sentido dautilização dessas energias. Para isso, faz-se necessário a con-solidação de políticas públicas que estruturem a oferta paraatender eficazmente essa nova demanda. Nesse sentido, o pre-sente artigo tratará da importância das políticas públicas para odesenvolvimento do setor energético e destacará as ações emexecução pelos governos federal e estadual no sentido de di-versificação da matriz energética local. Ao final, serão propos-tas algumas ações de intervenção no sentido de contribuir paraesse debate na Bahia.
Palavras-chave:
energias renováveis, políticas públicas, bioe-nergia, diversificação da matriz energética.
** Engª Agrônoma e Coordenadora Técnica da Rede Baiana de Biocombus-tíveis. Professora do curso de Administração com Habilitação em Agrone-gócios da Fundação Visconde de Cairu. pauletti.rocha@uol.com.br.
 
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BAHIA ANÁLISE
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DADOS Salvador, v. 16, n. 1, p. 23-36, jun. 2006
POLÕTICAS PBLICAS E ENERGIAS RENOV¡VEIS: PROPOSTAS DE A«’ES DE IND
O...
INTRODUÇÃO
O objetivo deste artigo é analisar o papel das políti-cas públicas como elemento de indução e estrutura-ção de um setor estratégico para a atividade socioeco-nômica: o de energia. Para tanto, será realizada umarápida abordagem acerca da importância das políticaspúblicas como elemento de promoção do desenvolvi-mento de atividades sócio-produtivas e uma breve aná-lise do conceito de energias renováveis. Após essaetapa de contextualização, verificaremos como o Es-tado vem atuando para fomentar, estruturar e regularessa atividade em nível mundial, nacional e estadual.Ao final, serão propostas algumas ações no sentidode contribuir para esse debate na Bahia.
CONTEXTUALIZAÇÃO
Esta contextualização está dividida em três par-tes: a primeira vai analisar a importância do planeja-mento governamental para promover o desenvolvi-mento de um país ou de uma indústria; a segundaabordará a importância da energia como condição
sine qua non 
para esse desenvolvimento, principal-mente as energias renováveis, pelo seu caráter estra-tégico em um mundo dependente de uma fonte finitade energia; e, por último, uma síntese das partes an-teriores no sentido de tentar demonstrar que, em fun-ção das características do setor de energia, princi-palmente das renováveis, uma ação governamentalplanejada é de vital importância para garantir o perfei-to desenvolvimento do setor de maneira sustentável.
O Estado e as políticas públicas de caráterestruturante
Durante muito tempo, duas correntes teóricas tra-varam um embate acerca do papel do Estado comoagente promotor do desenvolvimento de novos setoresda atividade econômica: a Neoclássica, da teoria eco-nômica tradicional, e a Estruturalista, basicamenteschumpeteriana e neo-schumpeteriana. Para a primei-ra não há necessidade de intervenção do governo so-bre a liberdade decisorial dos agentes econômicos, jáque a competição perfeita do mercado fornece os estí-mulos necessários à melhor alocação dos recursosdisponíveis. Essa análise é, fundamentalmente, mi-croeconômica e baseada no comportamento de atoresindividuais e nas condições de um equilíbrio estático.Não considera a existência de crises econômicas,porém, afirma que em determinadas situações o mer-cado não propicia a minimização dos custos de opor-tunidade dos recursos ocorrendo as “falhas de merca-do”. As principais falhas de mercado podem ser des-critas como: externalidades, informação assimétricaou imperfeita, bens públicos e poder de monopólio. Naanálise microeconômica da Teoria Neoclássica, o Es-tado atua como obstáculo à otimização de recursos,coisa que as forças de mercado produziriam na ausên-cia da interferência governamental.A segunda corrente, a Estruturalista, principal-mente a de base neo-schumpeteriana, aceita que osfatores produtivos de uma nação podem ser criados,a exemplo da força de trabalho qualificada, da conso-lidação de uma base científico-tecnológico (POR-TER, 1990) e, principalmente, das transformaçõescausadas pelo progresso técnico na base produtiva(SCHUMPETER, 1982).Para essa corrente, o Estado, na realidade, exer-ce de forma significativa, principalmente nos paísesem desenvolvimento ou de desenvolvimento recente,forte intervenção na economia. Além dos exemploscitados acima podem também ser criadas políticasgovernamentais para financiamento de exportaçõesde bens e serviços e importações de bens de capital,apoio a indústrias selecionadas, concessão de sub-sídios, entre outros. Essa intervenção se dá atravésde um aparato político-institucional (DAHAB; TEIXEI-RA, 1990) que é uma tentativa do Estado de superaras falhas existentes no mercado, sobretudo em tec-nologia e finanças, que impedem ora a combinaçãoadequada dos fatores de produção existentes, ora ocrescimento da dotação nacional de fatores. Seu ob- jetivo é criar, portanto, vantagens comparativas dinâ-micas para as indústrias e empresas locais.Outros autores, entre eles Hasenclever (1991), Ha-guenauer (1989) e Perez (1989), analisaram o processode intervenção estatal através de políticas tais como:política de competição, para influenciar o mercado; polí-ticas regionais, para localização de atividades econômi-cas; políticas de inovação, para influenciar a tecnologiautilizada pelas empresas; e políticas comerciais. Uma
 
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ROBERTO FORTUNA CARNEIRO, PAULETTI KARLLIEN ROCHA
das principais é a de apoio à inovação, através da cria-ção de sistemas nacionais e locais de inovação.A ação de intervenção governamental através daspolíticas públicas é, portanto, um elemento de supor-te às atividades socioeconômicas que não pode serminimizado na sua importânciapara o desenvolvimento de seto-res produtivos, regiões e países.
Energia: recurso estratégicopara o desenvolvimento deuma nação
A energia sempre teve um pa-pel fundamental no desenvolvi-mento e crescimento de um país.Cada vez mais se faz necessárioo uso das fontes energéticas, re-nováveis ou não, para a produçãode alimentos, bens de consumoe de serviços, lazer e, principalmente, para promovero desenvolvimento econômico, social e cultural.A energia pode ser classificada em dois tipos: não-renovável ou fóssil e renovável. Como energia fóssildestacam-se as originadas do petróleo, como gasoli-na, diesel, querosene e gás natural. As renováveis po-dem ser classificadas em energia solar (painel solar,célula fotovoltaica), energia eólica (turbina eólica, cata-vento), energia hídrica (roda d’água, turbina aquática,PCHs – pequenas centrais hidrelétricas), biomassa(matéria de origem vegetal, a exemplo da produção deetanol e biodiesel,
pellets 
, sistemas de gaseificação),energia obtida dos oceanos e a geotérmica.Apesar do largo domínio das energias provenien-tes de fontes fósseis na matriz energética mundial,
1
existe um grande esforço internacional em desenvol-ver tecnologias para produção e uso de energias lim-pas. Esse esforço decorre de uma conjunção de fato-res que favorecem a mudança para uma nova matrizenergética de base renovável, em que haja a substi-tuição gradual do petróleo como matéria-prima para aprodução de combustíveis ou insumo para a indústriaquímica. Os fatores são:
Esgotamento das reservas de petróleo 
. Dados daRevisão Estatística de Energia Mundial de 2004, da
British Petroleum 
, e constantes do Plano Nacional deAgroenergia 2005, estimam que existiam reservas de2,3 trilhões de barris de petróleo antes de sua explora-ção. As atuais reservas comprova-das do mundo, segundo a mesmafonte, somam 1,137 trilhões debarris. Essas reservas permitemsuprir a demanda mundial por umperíodo de 40 a 50 anos, mantidoo atual nível de consumo.
O fator geopolítico 
. O OrienteMédio e os países exportadores(OPEP) dominam 78% das re-servas mundiais de petróleo. Avitória do Hammas nas eleiçõespalestinas e a crise internacionalprovocada pela polêmica produ-ção de energia nuclear pelo Irãsó agravam o já complicado pal-co de disputas políticas e bélicas do Oriente Médio.Todos esses fatores provocaram, nos últimos anos,fortes impactos sobre os preços, os fluxos de abas-tecimento e o cumprimento de contratos de forneci-mento. Essa pressão fez com que nos últimos 30anos a valorização real do petróleo fosse de 505%,sendo de 85% entre o final de 2004 e meados de2005 (BRASIL, 2005).
Demanda crescente de energia 
. Estudos do BancoMundial (WORLD BANK, 2004) e da InternationalEnergy Agency (2004) demonstram que além do cres-cimento econômico natural que os países apresen-tam, a globalização cultural e de mercados e a assimi-lação de costumes de países ricos pelos emergentestambém provoca uma forte pressão de consumo ener-gético. Enquanto os países ricos aumentaram seuconsumo em menos de 100%, nos últimos 20 anos,no mesmo período, a Coréia do Sul aumentou sua de-manda em 306%, a Índia em 240%, a China em 192%e o Brasil em 88%. Segundo Mussa (2003), a deman-da projetada de energia no mundo aumentará 1,7% aoano, de 2000 a 2030, quando alcançará 15,3 bilhõesde toneladas equivalentes de petróleo (TEP) por ano.
As mudanças climáticas globais 
registradas nosúltimos anos induzem a uma crescente pressão dasociedade civil organizada para que os países ela-
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Atualmente, 80% da matriz é de fontes de carbono fóssil, com 36% depetróleo, 23% de carvão e 21% de gás natural (IEA, 2004).
A energia sempre teve umpapel fundamental nodesenvolvimento ecrescimento de um país.Cada vez mais se faznecessário o uso das fontesenergéticas, renováveis ounão, para a produção dealimentos, bens de consumoe de serviços, lazer e,principalmente, parapromover odesenvolvimentoeconômico, social e cultural

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