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Regulação Médica das Urgências e Regulação de Leitos

Regulação Médica das Urgências e Regulação de Leitos

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Published by Cesar Nitschke
Princípios da regulação médica das urgências e das transferências de pacientes graves
Princípios da regulação médica das urgências e das transferências de pacientes graves

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Regulação Médica das Urgências e Regulação de Leitos 
Cesar Augusto Soares Nitschke
Dentro da estrutura do complexo regulador da assistência, é fundamental salientar a importân-cia da regulação médica em algumas áreas estratégicas, a fim de que os pacientes e serviçosde saúde não sejam atendidos por ordem de chegada e sim tenham uma avaliação técnica qua-lificada que permita o ordenamento dos atendimentos por ordem de necessidade.O médico regulador deve defender os direitos do paciente, oferecendo a melhor resposta àssuas necessidades, combinando universalidade e eqüidade, ou seja, acolhimento universal erespostas conforme hierarquia de necessidades, sem descuidar de documentar as ofertas nãodisponíveis, na perspectiva de afirmá-las como objetivos estratégicos de adequação da oferta.Assim, os espaços de regulação se constituem em observatórios privilegiados do funciona-mento do sistema, que instrumentalizam seu planejamento, garantindo que a lógica de organi-zação de serviços seja a da necessidade da população.Existe, portanto, a necessidade de diferenciar funções conforme a natureza de operação ao seabordar a regulação de acesso do paciente ao sistema de saúde.A Regulação Médica de Urgência, melhor detalhadas a posteriori, tem como característicasbásicas e funções:REGULAÇÃO MÉDICA DE URGÊNCIA1.receber chamadas oriundas da população leiga, em geral, e /ou de profissionais de saúde;2.Interpretar/analisar a demanda apresentada, identificando todas as demandas potenciais deurgência;3.Confirmar ou excluir a existência de situação de urgência;4.Viabilizar o acesso imediato do paciente ao serviço médico para assistência inicial, visandoconferir estabilidade clínica: afastamento do risco de morte; diminuição do potencial geradorde seqüelas; diminuição da morbidade;
5. identificar o “status operacional de todos os serviços de acolhimento de urgência existente,
utilizando-os conforme sua necessidade;6.realizar a gestão operacional de meios móveis de atenção médica, utilizando-os conformesua necessidade;7.em geral, acolhe pacientes que estão fora da rede assistencial, e portanto em risco potencialagravado, deve, portanto, ter disponibilidade integral e dedicação exclusiva à estas ações;
8.utiliza conceito de “vaga zero” em hospitais e serviços de saúde, pois sua busca é pelo se
r-viço médico e não pela internação imediata, deve, no entanto, possuir informações atualizadasdo mapa de leitos existentes de momento, a fim de melhor orientar sua decisão.A Regulação Médica de Leitos difere fundamentalmente da Regulação Médica de Urgêncianos seguintes aspectos:REGULAÇÃO MÉDICA DE LEITOS1. realiza controle de ocupação de leitos disponíveis, ou adota medidas de autorização de in-ternação, que por si só pressupõe análise comparativa da oferta e da demanda, não sendo
 
 compatível com o manejo de situações de urgência quando o paciente ainda não possui assis-tência médica ou diagnóstico firmado;2. realiza rastreamento de serviços, controlando o mapa de disponibilidade de leitos, depen-dente da interação com os prestadores de serviços;3. realiza a busca de leitos baseada em um diagnóstico médico preexistente, por mais que pos-sa ser duvidoso ou incompleto, porém sem dúvida orientador direto do tratamento necessário;4. em geral, atende a demanda de serviços de saúde que apresentam a necessidade de melhorsuporte terapêutico para o paciente, porém em geral já estão ministrando algum tratamentocom vistas a estabilização clínica, o que possibilita um espaço de tempo maior para o rastrea-mento do leito definitivo;5. realiza ações de controle de acesso junto aos prestadores, utilizando meios de auditoria paraconfirmação;6. apresenta demanda de transferência de pacientes (transporte inter-hospitalar) maior do queacervo inicial; este processo (TIH) pode em geral ser agendado, prescindindo de intervençõesde caráter urgente.Estas duas ações de regulação de acesso são, naturalmente, interdependentes, porém as dife-renças apontadas ressaltam a necessidade do perfeito entendimento dos dois momentos dife-rentes de regulação.De acordo com o volume de demanda, pode ser altamente aconselhável aglutinar as duas a-
ções em uma só “Central” (á
rea física), porém com sistematização das condutas apropriadas,
 bem como pode ser necessário criar duas estruturas (“Centrais”) separadas fisicamente, porém
com interação mútua para garantir a execução dos dois processos de regulação paralelas.Em resumo, a regulação sistematizada da assistência em serviços de saúde, apresenta-se comoinstrumento para a utilização racional de recursos públicos, na busca da eqüidade de atendi-
mento, ou seja, “ordenar fluxos a partir da necessidade do usuário”.
 
As transferências inter-hospitalares
Conforme documento técnico aprovado na Comissão Intergestores Bipartite de Minas Geraisem abril de 2006, as transferências inter-hospitalares de pacientes graves e daqueles que seencontram em situação de urgência são mediados pelo SAMU. Entretanto é necessário dife-renciar alguns ítens para fins de esclarecimento.1) O SAMU é responsável pelo atendimento de urgência e assume, através da regulação,os casos onde haja a caracterização de quadro urgente grave que necessite o atendimento emum hospital de referência garantindo para isto através da autoridade sanitária do médico regu-lador, que a situação de urgência seja esclarecida e/ou resolvida no Hospital de Referência,onde utiliza inclusive do conceito de "vaga zero" quando necessário. A Portaria Ministerial2048 em seu capítulo II coloca como uma das atividades gestoras da regulação de urgência:"decidir os destinos hospitalares não aceitando a inexistência de leitos vagos como argumentopara não direcionar os pacientes para a melhor hierarquia disponível em termos de serviços deatenção de urgências, ou seja, garantir o atendimento nas urgências, mesmo nas situações emque inexistam leitos vagos para a internação de pacientes (a chamada "vaga zero" para inter-nação). Deverá decidir o destino do paciente baseado na planilha de hierarquias pactuada edisponível para a região e nas informações periodicamente atualizadas; sobre as condições deatendimento nos serviços de urgência, exercendo as prerrogativas de sua autoridade para alo-car os pacientes dentro do sistema regional, comunicando sua decisão aos médicos assistentesdas portas de urgência"
 
 2) Nas situações em que necessidade de transferência entre UTI, mas que não estácaracterizado uma urgência, a busca de leito deve ser sempre realizada pelo médico assistentedo hospital de origem e, após obtenção disto, entrando em contato com a Regulação Médicado SAMU e solicitando a execução do transporte especializado. Após esta solicitação feitapelo médico assistente, caberá ao SAMU confirmar o leito e proceder ao transporte do pacien-te grave, direcionando a unidade móvel mais adaptada à situação.3) Nos casos em que for necessário a remoção com cuidados em UTI Móvel (USA), omédico assistente deverá passar o caso ao médico da UTI Móvel (USA) juntamente com aficha de transferência detalhada. A responsabilidade, a partir deste momento é do médico daUnidade Móvel, encerrando-se quando da passagem do caso ao médico da unidade receptora.4) Nos casos em que for necessário a remoção com cuidados de enfermagem, que possamser realizados em Unidade de Suporte Básico de Vida, a responsabilidade do médico assisten-te acabará apenas após a recepção do paciente/vítima pelo médico do hospital/unidade de des-tino5) Após regulação/julgamento do médico regulador, caracterizado que o caso necessiteapenas remoção simples, social, não havendo urgência que justifique o envio de um recursomaior, este transporte permanece como responsabilidade dos municípios.RegulamentaçãoA Resolução CFM No 1.529/98 e Portaria 2048/2002 disciplinam o atendimento pré-hospitalar e regulamentam vários aspectos do Transporte Inter-Hospitalar, conforme:
•O hospital previamente estabelecido como referência não pode negar atendimento para casos
que se enquadrem dentro de sua capacidade de resolução.
•Não podem ser removidos pacientes em risco de vida iminente sem prévia e obrigatória av
a-liação e atendimento básico respiratório e hemodinâmico e realização de outras medidas ur-gentes e específicas para o caso.
•Pacientes gra
ves ou de risco só podem ser removidos acompanhados de equipe completa,incluindo médico, em ambulância de Suporte Avançado.
•Antes de decidir a remoção, é necessário realizar contato com o hospital de destino.•Todo paciente deve ser acompanhado de rela
tório completo, legível e assinado com CRM(independente de contatos prévios telefônicos ou verbais), que passará a integrar o prontuáriodo mesmo, no destino. Este relatório deve também ser assinado pelo médico que recebeu opaciente, no destino.
•Para o
transporte, é necessária a obtenção de consentimento após esclarecimento, por escrito,assinado pelo paciente ou responsável. Isto pode ser dispensado quando houver risco de vida enão for possível a localização de responsáveis. Neste caso, pode o médico solicitante autorizaro transporte, documentando devidamente essa situação no prontuário.
•A responsabilidade inicial é do médico transferente, até que o paciente seja efetivamente
recebido pelo médico receptor; as providências para o transporte são de mútua responsabili-dade entre os médicos.A difusão do conceito de Regulação propiciou o surgimento da portaria 814 /2000, que con-ceitua de forma mais ampliada e avança na normatização da atenção pré-hospitalar além deconsiderar a Regulação médica interferindo em outros momentos do processo assistencial e

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