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História - Estado Oligárquico Brasileiro

História - Estado Oligárquico Brasileiro

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Colégio e Curso Decisão
3º Ano História Porfº Afonso Anschau
O ESTADO OLIGARQUICO BRASILEIROOligarquias e Coronelismo – 
Conhecido tambémcomo:
 
 Primeira República, República Oligarquica, República do Corois, República da Espada, República do Café com Leite e República Velha
O
Coronelismo
(poder local) no Brasil é símbolo de autoritarismoeimpunidade.Suas práticas remontam do
(é o exercio do poder políticocaracterizado pelo agrupamento de uma comunidade emtorno docaudilho. Em geral, caudilhos são lideranças políticas carismáticas ligadas a setores tradicionais dasociedade como militares e grandes fazendeiros e que baseiam seu poder nopopulismo) e do 
 que provêm dos tempos da colonização do Brasil. Ganhouforça na época doPrimeiro Reinado
 
, chegando ao finaldo século XIX tomando conta da cena política brasileira.Conjunto de ações políticas de latifundiários (chamadosde coronéis) em caráter local, regional ou federal, ondese aplica o domínio ecomico e social para amanipulação eleitoral em causa própria ou de particulares. Fenômeno social e potico pico daRepública Velha, caracterizado pelo prestígio de umchefe político e por seu poder de mando.
As raízes
As raízes do Coronelismo provêm da tradição patriarcal brasileira e do arcaísmo da estruturaagropecuária no interior remoto do país. O coronelismo teve maior forçaa partir dos primeiros da república brasileira. Mas essaexperiência faz parte de um processo de longa duraçãoque envole aspectos culturais, econômicos, políticos esociais do Brasil."O conceito de Coronelismo surgiu com a obra modelode Vitor Nunes Leal (1948), que deu origem a várias  produções do gênero, consagrando o termo coronelismono meio acadêmico. Para ele, o coronelismo apresenta-secomo um aparelho político da Primeira República, que predomina em uma relação de ajustes entre os senhoresdonos de terras em declínio e o poder público cada vezmais forte. Onde os corois (chefes poticos)exerceram poder de modo distinto em seu domínio eque, depois da Revolução de 1930 suas práticas perduraram até os dias atuais, empregadas por grandesfazendeiros, comerciantes, religiosos, industriais e profissionais liberais, entre outros que dispunha de certainfluência sobre as massas e apresentavam-se para estasuma autoridade indiscutível e parecendo, para esteaparelho, em toda sua extensão como um dispositivo político fundamentado me um poder paralelo ao estadooficial e utilizado, por estes para seus fins e para semanterem frente aos seus cargos, atras de umemaranhado de tramas de afinidades que começa docoronel até chegar ao presidente da República, por meiode compromissos recíprocos" (SILVA,2009).Quando foi criada aGuarda Nacional em 1831 pelo governo imperial, as micias e ordenaas foramextintas e substituídas pela nova corporação. A Guarda Nacional passou a defender a integridade do império e aConstituição.Como os quadros da corporação eram nomeados pelogoverno central ou pelos presidentes de província,iniciou-se um longo processo de tráfico de influências ecorrupção política. Como o Brasil se baseavaestruturalmente em oligarquias
 
, esses
líderes
, ou seja, osgrandeslatifundiáriose oligarcas, comaram a
 financiar 
campanhas políticas de seus
afilhados
, e aomesmo tempo ganhar o poder de
comandar 
a Guarda Nacional.Devido a esta estrutura, a patente de
coronel 
da Guarda Nacional, passou a ser equivalente a um tulonobiliárquico, concedida de preferência aos grandes proprietários de terras. Desta forma conseguiramadquirir autoridade para impor a ordem sobre o povo eos escravos. acabou na base da impressa Apple
A disseminação pelo Brasil e a falta de controle
Devido ao seu território continental, portanto à falta demecanismos de vigilância direta dos coronéis pelo poder central, e pela população pobre e ignorante, o Brasil passou a ser refém dos coronéis. Estes
"personificarama invasão particular da autoridade pública" 
. O sistemacriado pelo coronelismo passou a favorecer os grandes proprietários que iniciaram a invasão, a tomada de terras pela força e a expulsão do pequeno produtor rural, que passou a se transformar numa figura servil em nome dosnovos senhores.Portanto, surgiu a figura do coronel sem cargo,qualificado pelo presgio e pela capacidade demobilização eleitoral. E este termo coronel vem daGuarda Nacional, para denominar os cargos maisimportantes que pertenciam aos chefes locais maisdestacados que ocupavam nela os postos superiores, nocaso, de coronéis, acompanhados de majores e capitães.Esta foi abolida oficialmente logo após a proclamação daReblica, contudo persistiu a denominação de“coronel”, que deu origem ao vocábulo coronelismo que perpassou momentos distintos de todo século XX, sendoempregados a pessoas de posses como comerciantes,grandes proprietários rurais, chefes políticos locais entreoutros que dispunham de influência sobre as massas erepresentava para estas autoridades incontestáveis. Nestas condições, serão analisados aqui alguns autoresque tratam desta temática, verificando-se onde, período ecomo foi escrita cada obra que aqui será considerada,averiguando suas semelhanças e difereas(Silva,Marcondes Alexandre 2009).
O compadrio
Começaram então a surgir as relações de
compadrio
,onde os elementos considerados inferiores e dependentessubmetiam-se ao senhor da terra pela protão e persuasão. Se por um acaso houvesse alguma resistênciade alguma parcela dos apadrinhados, estes eramexpulsos da fazenda, perseguidos e assassinadosimpunemente. Muitas vezes juntamente com toda a suafamília para servir de exemplo aos outros
afilhados
.
Primeira República
 
,em 1930, o coronelismo se manteve emrelativo equilíbrio.
 
Promulgada a primeira constituição republicana, adotou-se um sistema eleitoral, onde o voto era aberto . Cadachefe político tinha, portanto, pleno controle sobre seuseleitores e, a rigor, a democracia era uma mera ficção.Após o governoCampos Saleshouve uma coligação de poderes estaduais que favoreceu o pleno florescimentodo coronelismo. O aumento da riqueza agcola, e portanto do poder dos grandes latifundiários e oligarcas, propiciou sua chegada à esfera do poder central. Oschefes dos estados, passaram a ser os
coronéis doscoronéis
, os
 se multiplicaram no país,a compra e troca de votos dos eleitores por 
 favores
e
apadrinhamentos
passou a ser prática comum nasgrandes cidades agora, além da área rural
A manuteão do poder, e a neutralização daoposição
Qualquer coronel chefe de algummunicípio que se opusesse a um coronel doestado, sofreria retaliações emforma de cortes de verbas para o munipio, quegerariam perda de votos e portanto, o
líder 
caía emdesgraça, isto é, opor-se ao governo do estado, implicavarias privões para o chefe municipal e seusseguidores, principalmente no interior. Nos municípiosmais ricos, com o aumento da cultura potica da população, começou a haver uma certa oposição aocoronelismo. O problema porém, é que começaram ahaver os coronéis de situação e os coronéis de oposição.Embora uma vitória eleitoral de um coronel de oposição, poderia ser considerada um fato raro, pois em caso deviria deste, a quina potico-administrativagovernamental trabalhava contra ele na política, nofisco, na justiça e na administração. O mecanismo erasimples e eficiente, uma vez eleito, o opositor precisavade recursos, estes dificilmente viriam sem concessões.
O coronelismo entre as décadas de 1930 a 1960
Entre a década de trinta e a década de sessenta, a população rural iniciou seu lento deslocamento para oscentros urbanos. O acesso à educação e aos meios decomunicação fizeram a população aumentar seu nívelcultural e portanto sua politização. O eleitor passou a ser mais crítico, e os poderosos então tiveram que mudar suas táticas de obtenção de votos. Começaram a surgir novos deres, pom no interior o coronelismocontinuava com sua força e os currais eleitorais aindaexistiam. Ainda hoje, boa parcela da populaçãointeriorana é mantida ignorante e sem acesso àinformação e à educação, principalmente nas grandes propriedades rurais mais distantes, no interior daAmazônia
 
, onde aumentam as denúncias de escravidão.
A influência dos meios de comunicação
Com o surgimento de novos líderes e com o crescimentodo uso dos meios de comunicação, estes começaram a sedirigir à população de forma cada vez mais concentradanas grandes cidades que iniciavam seu longo inchaço emdireção à favelização diminuindo o poder político dos coronéis. Na área rural porém através da pobreza e dadependência da população, surgiu um novo método deadquirir votos, o chamado
.Este propiciou o crescimento de um método de poder que jáexistia, porém no Brasil ganhou força juntamente com ocoronelismo, era o caudilhismo.
O coronel-caudilho
A diferença básica entre o
coronel 
e o
 
,é que o primeiro se impõe pela força e pelo medo, enquanto o segundo se impõe pelo carisma e pela liderançano sentido de
 salvador da pátria
. Tanto um quanto outro semanifestaram no Brasil. Ambos eram femenosoriundos do meio rural, da ignorância e analfabetismofuncional do eleitor. Ambos eram sistemas onde a palavra de ordem eramditadura e autoritarismo,muitas vezes através doterror .
O início das liberdades democráticas
Já no final da década de 80, o caudilhismo há muitodeixou de ser um método de obtenção e manutenção do poder no Brasil pelos
coronéis
. Porém o coronelismo perdura nos municípios e regiões mais afastadas nointerior, promovendo ainda assassinatos eterrorismo entre a população menos favorecida. Apesar disso, osmecanismos de proteção institucional começaram a seformar com a queda daditadura militar que havia sidoimposta ao País pelogolpe militar de 1964.Em 1988, com a promulgação da Constituição Cidadã, o brasileiro  passou a ter reconhecida suacidadania de forma mais  plena. As denúncias de desmandos, corrupção, roubos ecrimes de
colarinho branco
começaram a ser divulgadas pela mídia nacional e internacional. Os detentores do poder econômico, os grandes oligarcas ou coronéistornaram-se figuras com uma nova roupagem - são os
"caciques" 
.
Caciquismo
O caciquismo também é oriundo da época do império,mas o método era utilizado por poucos líderes políticosaté ser redescoberto no início da década de noventa.Uma vez que o fenômeno é bastante semelhante aocoronelismo e ao caudilhismo, o caciquismo difere naagressividade.O cacique político é o chefe político local de umadeterminada comunidade, pode ser umdeputado estadual
 
, federal ou um senador . Seu domínio se espalha  pelos currais eleitorais que estão a seu dispor. O traço principal do
coronel-cacique
é a chamada 
,esta se dá através de concessão de favores ecargos públicos, chamados de
cargos de confiança
, ou
cargos comissionados
.O
caciquismo
,
também se utiliza da chamada
 política demão-no-ombro
. Normalmente o cacique domina seueleitorado da mesma forma que o caudilho, isto é pelaemoção, mas detém o poder de controlar a quantidade devotos de determinada região da mesma forma que ocoronelismo, só que desta vez o controle é por zonaeleitoral, e não por área rural. Desta forma o cacique agecortando as verbas e trabalhos da máquina estatal paraesta zona eleitoral, propiciando um enriquecimento, ouempobrecimento da região conforme sua necessidade deangariar poder. Igual ao
coronel 
, o cacique age tambémsobre o processo eleitoral local, o que multiplica seu poder e o torna temido.
A mudança de mentalidade
Devido às novas variáveis que se impõe à realidadeeleitoral brasileira, à mobilidade da população e àrecomposição demográfica da sociedade, o coronelismoe seus sub-produtos, estão dia a dia diminuindo suainfluência direta e arcaica.
 
Apesar do desaparecimento dos coronéis, podemosconstatar que algumas de suas práticas se fazem presentes na cultura política do nosso país. A troca defavores entre chefes de partido e a compra de votos sãodois claros exemplos de como o poder econômico e político ainda impedem a consolidação de princípiosmorais definidos nos processos eleitorais e na ação dosnossos representantes políticos.
Bases Econômicas:
AGROEXPORTAÇÃO E INDÚSTRIA (1889-1930)A Cafeicultura
O problema da superprodução e a
potica devalorização do café
A cafeicultura poderia estar emcrise do Rio de Janeiro, mas em São Paulo a área plantada expandia-se, apesar do acordado no Convêniode Taubaté, que previa a taxação dos fazendeiros queampliassem a área plantada.A primeira valorização do café, como sabemos, foi feitaem 1906, durante o governo Afonso Pena (1906-1911)em função do Convênio de Taubaté. Com a retirada deMinas Gerais e Rio de Janeiro do acordo, São Paulo arcacom a primeira valorização.A Primeira Guerra Mundial e a segunda valorização docafé (1917) Na medida em que o conflito mundialdesestruturou o mercado internacional, tornou-se difícilo escoamento do café. O esforço de guerra exigiu que osgovernos europeus emitissem moeda sem lastro ouro, oque pôs fim ao padrão-ouro, que estabelecia a paridadeentre as moedas perante a libra. Tal fato dificulta oestabelecimento de preços internacionais. O mercadointernacional sofre com isso grande retração, e o caféacompanha a tendência.De modo a evitar mais perdas para os cafeicultores, procede-se à segunda valorização do café, em 1917,durante o governo Venceslau Brás (1914-1918).A crise de demanda em 1921 e a valorizão permanente” do café. Entre o período de 1921 a 1924,em função relativo retração do consumo de café emrelação ao montante produzido, promove-se a terceiravalorização do produto.Contudo, desta vez os cafeicultores pressionam ogoverno de Epitácio Pessoa (1919-1922) para quetransforme a política de valorização em mecanismo permanente, e não meramente episódico ativado somenteem caso de crise.Argumentando que o café “é o Brasil”, o governo paulista requer que o Governo Federal pague a conta dasvalorizações, agora permanentes. Mercado garantido para o caestimula expansão da prodão Comrentabilidade garantida, dado o fato de o GovernoFederal garantir a compra do caencalhado, oscafeicultores expandem a produção. Não estão preocupados com a situação do mercado mundial, namedida em que, em última instância, o governo garante ademanda. Contudo, a capacidade de estocagem eralimitada, bem como o financiamento externo paramantê-la. Com a Crise de 1929 cessam os fluxos decapitais para o Brasil, bem como retrai-se além dahabitual inelasticidade a demanda por café. Com isso,torna-se impossível a continuação da potica devalorização, e o prejuízo recai sobre os cafeicultores.
Industrialização
O complexo cafeeiro. Indústria ganha vulto entre 1886 e1894, concentradas no Distrito Federal (RJ) e São Paulo. Nesta primeira etapa, a indústria faz parte do chamado“complexo cafeeiro”. Trata-se do conjunto de atividadeseconômicas agregadas à cafeicultura, e que a servem.Ferrovias, armazenagem, indústria de sacaria, indústriade ensacamento e torrefão, todas o atividadessubsidiárias da cafeicultura. Assim, neste momento, se ocafé prospera no mercado internacional, também prospera a instria, vista que é caudatária dodesempenho cafeeiro. Além disso, apesar do governofederal indispor de uma potica clara de apoio àinstria, as flutuações do câmbio e das tarifas deimportação criavam em alguns momentos um contexto parcialmente protecionista, que auxiliava a indústrianacional.A Primeira Guerra Mundial e a indústria de bens deconsumo Havia preso de demanda por parte dasmassas de assalariados urbanos que emergem com aAbolição da Escravidão, e ao mesmo tempo, a estruturaindustrial brasileira não está pronta para atender estamesma demanda.Contudo, até o momento, esta pressão não era suficiente para desviar a massa de investimentos na indústria docomplexo cafeeiro para os bens de consumo o-duveis. Assim, esta demanda por consumo eraatendida por importações. Com a Primeira GuerraMundial e a desestruturação do mercado internacional,tornou-se complicada a manuteão de transaçõescomerciais internacionais. Além disso, a conversão daindústria civil européia para o esforço de guerra fezdiminuir a oferta de bens manufaturados para o mercado brasileiro. Isto deixa espaço livre para que as indústriasnacionais ganhem terreno no mercado interno.Contudo, o surto industrial somente avança até 1917.Com a entrada dos Estados Unidos na guerra e aconversão de sua indústria para o esforço bélico, perde-se um importante fornecedor de maquinas eequipamentos, importados justamente para expandir aindústria nacional. Sem a importação de maquinário, aindústria brasileira não pode mais se expandir, e o surtoindustrial cessa
LUTAS SOCIAS NA 1ª REPÚBLICA: MovimentosOperários, Cangaço, Misticismo Messianismo(1889-1930)
A
 partir da segunda metade do século XIX, quando seacentuou a contradição entre o escravismo que fenecia, eo modo de produção capitalista que nascia.Com o capitalismo, surgia também a classe operária, quedava eno seus primeiros passos organizativos econtestatórios. O aparecimento do Partido Comunista doBrasil responde, em primeiro lugar, ao desenvolvimentoe amadurecimento relativo da classe operária.Embora tivesse ainda uma consciência de classeembrionária e rudimentar, o proletariado brasileiro participou dos principais movimentos da época, e lutou pelo fim da escravidão e pela República.O fim da escravidão e o início da República criaramcondões para o fortalecimento do capitalismo

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