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NOBREGA, Maria Miriam Lima da, GUTIÉRREZ, Maria Gaby Rivero de.
Sistemas deClassificação na Enfermagem: avanços e perspectivas
. In: GARCIA, Telma Ribeiro;NOBREGA, Maria Miriam Lima da (Org.). Sistemas de Classificação em Enfermagem:um trabalho coletivo. João Pessoa, Idéias, 2000. Série Didática: Enfermagem no SUS.(ISBN – 85-86867-49-7)
SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO EM ENFERMAGEM: AVANÇOS EPERSPECTIVAS
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Maria Miriam Lima da Nóbrega
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Maria Gaby Rivero de Gutiérrez
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Sistemas de classificação são conhecimentos estruturados nos quais os elementossubstantivos de uma disciplina ou subdisciplina são organizados em grupos ou classes combase em suas similaridades (Blegen e Reimer, 1997).Segundo Sokal (1974), o processo de classificação, de reconhecimento desimilaridades e o agrupamento de organismos ou objetos, remonta ao período do homemprimitivo, quando afirma que, desde o advento da humanidade, a habilidade de classificartem sido vista como um comportamento de adaptação na evolução biológica. Contudo, aorigem da Ciência da Classificação, segundo o referido autor, aparece nos escritos dosancestrais gregos.Para Bailey (1994), classificação é um processo central em todas as fases da vida,sendo considerado, indiscutivelmente, como um dos mais centrais e genéricos de todos osexercícios conceituais. Classificação é um importante aspecto de muitas ciências, por esse 
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Parte da Tese de Doutorado intitulada “Equivalência semântica e utilização na prática de enfermagem dos fenômenos daCIPE – Versão Alfa”, defendida e aprovada no programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal deSão Paulo – UNIFESP/EPM, e apresentada na forma de conferência no I Simpósio Internacional de Classificação dasPráticas de Enfermagem em Saúde Coletiva e V Simpósio Nacional de Diagnóstico de Enfermagem, realizados em JoãoPessoa/PB, no período de 23 a 26 de maio de 2000.
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Enfermeira. Doutora em Enfermagem pela UNIFESP/EPM. Professora do Departamento de Enfermagem de SaúdePública e Psiquiatria da Universidade Federal da Paraíba – UFPB.
 
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motivo, princípios e procedimentos similares têm sido desenvolvidos independentementeem vários campos (Sokal, 1974).De acordo com a literatura especializada, existe um grande número de métodosusados em disciplinas, como a Botânica, a Química, a Medicina, a Arqueologia, aPsicologia, a Lingüística, a Antropologia, a Biblioteconomia, a Filosofia, a Matemática, aLógica, as Ciências Sociais, entre outras, para o desenvolvimento de sistemas declassificação (ICN, 1996).Na Enfermagem, as tentativas de classificação têm surgido desde o início desteséculo. A primeira tentativa de classificar os problemas de enfermagem ocorreu em 1929,quando Wilson realizou um estudo com o objetivo de separar os problemas de enfermagemdos problemas médicos dos clientes, num esforço para isolar os aspectos particulares daEnfermagem dos cuidados de saúde em geral (Kelly, 1985).Uma outra tentativa de classificação foi desenvolvida em 1953, por Vera Fry,quando identificou cinco áreas de necessidades do cliente, as quais considerou comodomínio da Enfermagem e como foco para os diagnósticos de enfermagem. Estas áreasforam: necessidade de tratamento e medicação, necessidade de higiene pessoal;necessidade ambiental; necessidade de ensino e orientação e necessidade humana oupessoal (Kelly, 1985).A literatura de enfermagem evidencia que a primeira classificação relevante para aprática da Enfermagem foi desenvolvida nos Estados Unidos, em 1960, e teve comopropósito o ensino de Enfermagem. Os
21 problemas de Abdellah
, como ficou conhecidaessa classificação, descreve os objetivos terapêuticos da Enfermagem e seudesenvolvimento, e teve como focos principais às necessidades do cliente (terapêutica dasnecessidades) e os problemas de enfermagem (terapêutica de problemas), que eram osmodelos vigentes na década de 1950 (Gordon, 1994).Em 1966 Henderson identificou a
lista das 14 necessidades humanas básicas
, quecompreende os componentes ou funções da Enfermagem, e tem como objetivo “
descrever os cuidados de que qualquer pessoa necessita, independentemente do diagnóstico e do
 
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Enfermeira. Doutora em Enfermagem pela EE/USP. Professora do Departamento de Enfermagem da UniversidadeFederal de São Paulo. Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem do Departamento de Enfermagemda UNIFESP. Orientadora da tese.
 
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tratamento prescrito pelo médico
(Henderson, 1969). Essa classificação teve comosuporte teórico à abordagem funcional das necessidades. A lista das 14 necessidadeshumanas básicas não representa os problemas de saúde do cliente, mas as áreas nas quaisos problemas podem ocorrer, e aplicam-se a qualquer ambiente, podendo tanto servir deguia na promoção da saúde, como na prestação de cuidados de enfermagem ao paciente.Os componentes dos cuidados básicos de enfermagem, considerados por sua autora comoas funções de competência exclusiva das enfermeiras, podem ser descritos como:respiração, alimentação, eliminação, movimento, sono e repouso, vestimentas, temperaturacorporal, higiene, controle do ambiente, comunicação, prática religiosa, realização,atividade de lazer e aprendizagem.Tanto a classificação de Abdellah como a de Henderson foram usadas na educaçãoe na prática da Enfermagem, e suas contribuições estimularam as enfermeiras a ir além dautilização das funções de rotina e tarefas para identificar problemas terapêuticos (Gordon,1994). Para Douglas e Murphy (1992), os
21 problemas de Abdellah
e a lista das
14necessidades humanas básicas de Henderson
têm sido considerados precursores dastentativas para sistematização do conhecimento de abordagens taxonômicas naEnfermagem.Para Gordon (1994), essas primeiras tentativas de classificação mudaram o enfoqueda Enfermagem, que passou, desde então, a se preocupar com a identificação dosproblemas do cliente e, posteriormente, com os diagnósticos de enfermagem, tendo comoalvo o cuidado. A mudança do cuidado organizado, com ênfase nos problemasterapêuticos, como: “
 facilitar a manutenção da comunicação verbal efetiva
”, para ocuidado organizado com ênfase nos problemas do cliente, tal como: “
comunicação verbal prejudicada
”, teve início na década de 1970, com a criação do Sistema de Classificação deDiagnósticos de Enfermagem da NANDA.Contribuíram para esse avanço, extensivas pesquisas em Enfermagem que foramfeitas com foco no desenvolvimento de conceitos. Contribuíram para este desenvolvimentoa introdução do processo de enfermagem nos Estados Unidos, na década de 1970, e,posteriormente, em todo o mundo, como um modelo operacional para a prática deenfermagem, por meio do qual as enfermeiras tomam suas decisões clínicas. As distintasfases desse processo, que são expressas de maneiras diferentes, de acordo com o modelo
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