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Acórdão do STA de 20090930

Acórdão do STA de 20090930

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10/03/2009

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Acórdãos STA
Acórdão do Supremo Tribunal Administrativo
Processo:0473/09Data do Acordão:16-09-2009Tribunal:2 SECÇÃORelator:ALFREDO MADUREIRADescritores:IRCCADUCIDADE DO DIREITO DE LIQUIDAÇÃOSUSPESÃO DE PRAZOLUCRO TRIBUTÁVELSumário:
 
O prazo de caducidade do direito de liquidar impostosperiódicos, que é de
quatro anos
e
se conta a partir do termodo ano em que se verificou o facto tributário
– artigo 45º daLGT –, suspende-se com a notificação ao contribuinte de iniciode acção inspectiva externa, cessando este efeito suspensivo,contando-se aquele prazo de caducidade desde o início, casoa inspecção ultrapasse seis meses contados a partir daquelanotificação;
II
Nos demais casos, isto é, quando a acção inspectiva seconclua antes de decorridos aqueles seis meses, o efeitosuspensivo do prazo de caducidade mantém-se até ànotificação ao contribuinte da conclusão do procedimentoinspectivo, pela elaboração do relatório final, notificação que,assim, o legislador elegeu como termo do prazo de suspensãodo prazo de caducidade do direito de liquidar o impostorespectivo, tudo conforme dispõe o artigo 60º n.º 1 e 2 doRCPIT.
III –
 
O regime simplificado de determinação do lucro tributávelprevisto no artigo 53º n.º 4 e 5 do CIRC mais não visa do quepermitir o cálculo simplificado, mediante aplicação dedeterminados coeficientes a determinados proveitos, do lucrotributável e a tributar, mas não dispensa o contribuinte deincluir na sua declaração anual de rendimentos qualquer anormal ganho porventura obtido durante o respectivoexercício, nem o isenta da respectiva tributação, nos precisostermos do disposto nos artigos 43º e 44º do CIRC.
IV –
E a tributação deste eventual e anormal ganho, obtidodurante determinado exercício, se o contribuinte se encontrar abrangido pelo regime simplificado de determinação do lucrotributável – artigo 53º do CIRC -, há-de ficar condicionada/dependente da determinação do lucro tributável
alcançado
mediante aplicação do coeficiente correspondente –in casu, 0,45, por se tratar de outros ou restantes proveitos.
º Convencional:JSTA000P10831º do Documento:SA2200909160473Recorrente:A...Recorrido 1:FAZEDA PÚBLICAVotação:UAIMIDADEAditamento:
Acordão do Supremo Tribunal Administrativohttp://www.dgsi.pt/jsta.nsf/35fbbbf22e1bb1e680256f8e003ea931/90a...1 de 803-10-2009 10:09
 
Texto IntegralTexto Integral:
Em conferência, acordam os Juízes da Secção de ContenciosoTributário do Supremo Tribunal Administrativo:Inconformada com a douta sentença proferida pelo TribunalAdministrativo e Fiscal de Leiria que lhe julgou improcedente aimpugnação judicial que deduzira contra a liquidação de IRCde 2003, no montante de €396.352,88, dela interpôs recursopara esta Secção do Supremo Tribunal Administrativo aimpugnante A, nos autos convenientemente identificada.Apresentou tempestivamente as respectivas alegações derecurso, formulando, a final, as seguintes conclusões:
1. A suspensão do prazo de caducidade do direito à liquidaçãoocorre entre o início e o termo dos actos de inspecção.
2.
Os actos de inspecção ficam concluídos com o envio danota de diligência ou antes da notificação do direito deaudição.
3.
Com efeito, da conjugação do nº 1 do artigo 46º com o nº 1dos artigos 60º e 61º do RCPIT conclui-se que os actos deinspecção abrangem apenas os actos que são praticados forados serviços da Administração Fiscal, por contraposição aosactos internos de inspecção
.4.
Deste modo, o período da suspensão da caducidade sóabrange os actos externos da inspecção tributária.5. O âmbito de aplicação do regime simplificado dedeterminação do lucro tributável abrange a totalidade dos proveitos, quer os da actividade normal quer os outros proveitos, incluindo as mais valias.6. Ou seja, no regime simplificado a aplicação dos coeficientereferidos no n.º 4 do art.º 53.º do CIRC é feita à totalidade dos proveitos obtidos pelo contribuinte, sejam eles obtidos noexercício normal da actividade, sejam outros proveitosextraordinários.7. Acresce referir que a lei não prevê um regime misto em quea determinação do lucro tributável (directa ou indirecta)depende da natureza dos proveitos.8. A douta decisão recorrida fez incorrecta interpretação eaplicação do n.º 1 do artigo 46º da LGT conjugado com o n.º 1dos artigos 60º e 61º do RCPIT bem como dos n.ºs 3 e 4 doart.º 53º do CIRC.
Não foram apresentadas contra-alegações.Foi proferido despacho de sustentação - cfr. fls 168 a 170 - eordenada a subida dos autos.Neste Supremo Tribunal Administrativo depois, o Ex.moMagistrado do Ministério Público emitiu douto parecer opinando pela confirmação do julgado, com base nosustentado entendimento de que o recurso jurisdicional não
Acordão do Supremo Tribunal Administrativohttp://www.dgsi.pt/jsta.nsf/35fbbbf22e1bb1e680256f8e003ea931/90a...2 de 803-10-2009 10:09
 
merece provimento em qualquer dos dois fundamentosinvocados, a saber, quer quanto à alegada caducidade dodireito à liquidação, quer no que se refere à também invocadaerrónea determinação do lucro tributável.Ali, por entender, com o seu Colega da 1ª Instância e deharmonia com o disposto nos artigos 46º n.º 1 da LGT e 62ºn.º 1 e 2 do RCPIT, que a suspensão do prazo de caducidadeocorre entre a notificação ao contribuinte do inicio da acção deinspecção externa e, caso esta se não esgote no prazo legal –seis meses -, a data da notificação do relatório final daquelaacção inspectiva; eAqui, quanto à errónea determinação do lucro tributável, por entender, tal como se sustentou na sindicada sentença, que
 a venda do terreno não se traduziu na venda demercadoria comercializada pela recorrente, mas antes vendade um activo imobilizado corpóreo. “ 
Colhidos os vistos legais e porque nada obsta cumpre apreciar e decidir.O tribunal recorrido deu como assente, fixando, a seguintematéria de facto:
a)
 A impugnante é tributada em imposto sobre o Rendimentodas Pessoas Colectivas (IRC) pelo Serviço de Finanças deLeiria;
 b)
Em 21/05/2003, por escritura lavrada no Cartório Notarial deMarinha Grande, a aqui impugnante adquiriu a “B” um prédiorústico, inscrito na matriz sob o artigo 772 e descrito naConservatória do Registo Predial de Leiria sob o nº 762, por  permuta de um prédio urbano, inscrito sob o nº 257, comaquisição registada a favor da impugnante – cfr. escritura de permuta e compra e venda de fls 90 a 94 do processoadministrativo apenso;
c)
 Aos prédios referidos na alínea b) foi na escritura públicaatribuído os seguintes valores: Prédio rústico: seiscentos evinte e três mil e quinhentos euros. Prédio urbano: Um milhãosetenta e dois mil e quinhentos euros (cfr. escritura de permutae compra e venda);
d)
 A impugnante recebeu, de acordo com a referida escritura, aimportância de quatrocentos e nove mil euros, para igualaçãode valores;
e)
 Ainda na mesma escritura identificada na alínea b) aimpugnante vende ¼ indiviso do prédio rústico, inscrito namatriz sob o artigo 772, que tinha adquirido pela permutaefectuada, à Junta de Freguesia da Barosa, pelo preço decento e cinquenta e cinco mil oitocentos e setenta e cincoeuros (cfr. escritura de permuta e compra e venda);
f)
 A impugnante tinha adquirido o prédio urbano referido nasalíneas b) e c) por €3.446,69 através de escritura pública
Acordão do Supremo Tribunal Administrativohttp://www.dgsi.pt/jsta.nsf/35fbbbf22e1bb1e680256f8e003ea931/90a...3 de 803-10-2009 10:09

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