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desenvolvem insuficiência renal crônica, requerendo em poucos anos procedimentos dialíticos outransplante renal (DDTHA, 2000; Robins et al., 1996).Diversos estudos demonstraram que 90% dos casos de SHU nos países desenvolvidosapresentaram evidências de infecção por
Escherichia coli
(
E. coli)
e outras STEC (
S
higa
T
oxin-producing
E
.
c
oli
) (DDTHA, 2000).Segundo Robins et al. (1996) a SHU infantil é a mais bem caracterizada, pois até 75% doscasos ocorrem em crianças com infecção intestinal por
E. coli
produtora de verotoxina.A SHU é a principal complicação das infecções causadas pela
E. coli
, desenvolvendo-seem torno de 2 a 7% dos casos. Os pacientes que desenvolvem SHU, apresentam taxa demortalidade de 3 a 10% ocorrendo complicações renais, cardíacas e neurológicas severas emtorno de 4 a 30% dos casos (Veronesi, 1996).A infecção por
E. coli
tem sido registrada em mais de 30 países de seis continentes. AArgentina, país exportador de carne para o Brasil, apresenta alta incidência de SHU, que éconsiderada endêmica, registrando aproximadamente 250 casos novos por ano (DDTHA, 2000).Sabe-se que apenas uma minoria de linhagens de
E coli
são patogênicas para o homem. A
E. coli
entero-hemorrágica (EHEC) ou produtoras de verotoxina (VTEC) são responsáveis peladoença conhecida como colite hemorrágica, que em casos mais graves pode progredir para a SHU(Silveira & Silva, 1996).A colite hemorrágica provocada pelas linhagens de
E. coli
O157:H7 se inicia com umadiarréia sanguinolenta, com período de incubação variável, de 3 a 10 dias (Silveira & Silva, 1996),sendo caracterizada por dores abdominais severas, vômitos ocasionais e geralmente sem febre(Silveira & Silva, 1996; Griffin & Tauxe, 1991).Os animais domésticos, especialmente os ruminantes, tem sido identificados comoreservatórios de STEC. O gado bovino é apontado como o reservatório principal. A transmissão serealiza através do consumo de alimentos contaminados, principalmente elaborados com carnemoída e também leite não pasteurizado. A contaminação fecal da água e outros alimentos e acontaminação cruzada durante a preparação dos alimentos são apontadas como importantes viasde infecção. Como exemplos de alimentos associados a surtos de
E. coli
O157:H7 temoshambúrguer, roast beef, leite cru, suco de maça não pasteurizado, iogurte, queijo, salsasfermentadas, maionese, alface, e no Japão os vegetais da família dos rabanetes. A bactéria éresistente aos ácidos e pode sobreviver nos alimentos fermentados e vegetais frescos (Diez-Gonzalez & Gallaway, 1998; Ribeiro et al., 1999; DDTHA, 2000). A transmissão pessoa a pessoada
Escherichia coli
O157:H7 é comum em crianças em idade pré escolar, que freqüentam creches(Belongia et al., 1998).A SHU é uma condição ameaçadora da vida e portanto deve ser tratada com cuidadointensivo (CVE/SES-SP, 1999). Em virtude disto, foi realizado um estudo a fim de conhecer aocorrência desta síndrome no estado de São Paulo, sua relação com a doença diarréica, o tipo depatógeno envolvido e o alimento responsável.