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Publicação bimestral da Divisão de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar, Centro de VigilânciaEpidemiológica (CVE). Av. Dr. Arnaldo, 351 - 6º andar - sala 607, São Paulo, SP 01246 - 000, Tel. 113081-9804, Fax 11 3066-8258, e-mail: dvhidri@saude.sp.gov.br 
 
Pg
.
ESTUDOS
Inquérito laboratorial de avaliação da capacidade de detecção depatógenos relacionados às doenças transmitidas por alimentosno estado de São Paulo, no ano 2000
 
40
 
COMENTÁRIOS 
Surto de diarréia em Mogi-Guaçu - SP - Fevereiro de 2001 44
NOTÍCIAS 
Aprimorando a vigilância epidemiológica das paralisias flácidasagudas/erradicação da poliomielite 46
Uma Revista Eletrônica de Epidemiologia das DoençasTransmitidas por Alimentos
Vol.2No.36deMaiode2002
REVISTA NET - DTA 
DIVISÃO DE DOENÇAS DE TRANSMISSÃOHÍDRICA E ALIMENTAR
REV NET - DTA 
REV NET - DTA 
Online
 
INGLÊS PORTUGUÊS
REV NET - DTA Vol. 2, No. 3, 6 de Maio de 2002
Pg.Inquérito laboratorial de avaliação da capacidade de detecção depatógenos relacionados às doenças transmitidas por alimentosno estado de São Paulo, no ano 2000 40Surto de diarréia em Mogi-Guaçu - SP - Fevereiro de 2001
 
44
 
Aprimorando a vigilância epidemiológica das paralisias flácidasagudas/erradicação da poliomielite 46 
REV NET - DTA 
REVISTA ELETRÔNICA DE EPIDEMIOLOGIA DAS DOENÇASTRANSMITIDAS POR ALIMENTOS
DIVISÃO DE DOENÇAS DE TRANSMISSÃO HÍDRICA E ALIMENTAR
ESTUDOS 
Inquérito laboratorial de avaliação da capacidade de detecção depatógenos relacionados às doenças transmitidas por alimentosno estado de São Paulo, no ano 2000
(a)
 
Eliane M. Lancerotto
1
; Mônica T. R. P. Conde
1
; Wilson Mansho
1
1
Faculdade de Saúde Pública - FSP, Universidade de São Paulo - USP, São Paulo, SP, Brasil
 
(a)
Parte da monografia apresentada no Curso de Especialização em Epidemiologia Aplicada às Doenças Transmitidas porAlimentos, convênio Faculdade de Saúde Pública - FSP, da Universidade de São Paulo - USP e Centro de VigilânciaEpidemiológica - CVE, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo - SES/SP. Artigo apresentado em 27/09/2001 eaprovado em 09/01/2002.
Resumo
Vários fatores contribuem para a sub-notificação das doenças diarréicas ao sistema de vigilância epidemiológica.Sabe-se que uma pequena parcela dos que adoecem procura serviços médicos; por sua vez, somente uma parte dosmédicos solicita exames laboratoriais, e os resultados podem depender da capacidade tecnológica do laboratório. Nestecontexto, o laboratório tem grande importância quanto à detecção de certos patógenos causadores de diarréias e de outrasdoenças de transmissão alimentar, podendo interferir na tendência dessas doenças. O presente estudo tem como objetivoconhecer a capacidade de detecção de patógenos de doenças de transmissão alimentar pelos laboratórios de análisesclínicas, no estado de São Paulo, bem como, delinear um perfil dos laboratórios, nas áreas propostas para a implantação davigilância ativa de doenças transmitidas por alimentos. Nos 37 laboratórios pesquisados observou-se que
Salmonella 
e
Shigella 
foram os patógenos mais testados na rotina.
Campylobacter 
e
Yersínia 
não fazem parte dessa rotina. Os
Vibrios 
 são pesquisados em apenas 15% dos laboratórios privados localizados na cidade de São Paulo. Entre os vírus somente oRotavírus é testado na rotina; entre os parasitas
, Cryptosporidium 
e
Isospora 
são os mais pesquisados, mas somente sesolicitados pelo médico.
Palavras-chave:
Vigilância Ativa; Práticas de Laboratório; Vigilância Epidemiológica; Doenças Transmitidas porAlimentos
40
REVNET DTA . Vol. 2, No. 3, Maio 2002
 
 
 Introdução
As doenças diarréicas, em geral, são tratadas pela população de maneira “caseira”, isto é,com chás ou medicamentos já prescritos anteriormente para outro doente ou para a própriapessoa. Estudos conduzidos nos EEUU mostram que da parcela da população que adoece comsintomas diarréicos, em torno de 8% procuram um serviço médico para a resolução do problema(
1
). Além de, culturalmente, a diarréia ser considerada uma doença benigna, seu transcurso, emgeral, auto-limitante, pode explicar o baixo índice de procura por serviços médicos por parte dapopulação doente e também a pequena porcentagem de pedidos de exames laboratoriais entre oscasos atendidos - de 25 a 40% dos médicos solicitam coprocultura para seus pacientes comdiarréia (
1
). Estima-se ainda, nos EEUU, que somente 20% dos casos de doenças transmitidas poralimentos são informados ao CDC (
1
).Nestes termos, o laboratório tem sua importância quanto à detecção de certos patógenoscausadores de diarréias e de outras doenças de transmissão alimentar e dependendo de suacapacidade tecnológica pode interferir na tendência das doenças - variações no número depatógenos podem ser resultados de mudanças nas práticas do laboratório.Com o objetivo de conhecer a capacidade de detecção de patógenos de doenças detransmissão alimentar pelos laboratórios de análises clínicas, no estado de São Paulo, e comvistas a delinear um perfil dos laboratórios nas áreas propostas para a implantação da vigilânciaativa é que foi desenvolvida esta pesquisa.
Material e Métodos
Escolheu-se como área de estudo três municípios: Botucatu, Marília e São Paulo; sendoque neste último apenas os distritos administrativos de: Consolação, Jardim Paulista, Vila Marianae Saúde, representando, na totalidade, as áreas propostas para a implantação da vigilância ativapara as doenças de transmissão alimentar (
).A população de estudo foi composta por 37 laboratórios nos três municípios. Em Botucatue Marília o questionário foi aplicado a todos os laboratórios incluindo públicos, particulares eligados à universidades - nove laboratórios em Marília e sete em Botucatu. Já em São Paulo,utilizamos um sistema de amostragem, calculado pelo programa EpiInfo, para selecionar umnúmero de laboratórios particulares que tornasse a pesquisa factível face ao pequeno número depesquisadores e ao tempo exíguo disponível (julho à setembro de 2000). Neste mesmo municípioforam estudados ainda dois laboratórios de universidades, um público e três grandes redes delaboratórios privados, além da amostra já citada anteriormente, totalizando assim 21 laboratórios.
41
REVNET DTA . Vol. 2, No. 3, Maio 2002
 

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