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CRISTIANISMO versus PÓS-MODERNISMO: Quem nós éramos? Quem nós somos? E quem nós estamos nos tornando? (Parte 4)

CRISTIANISMO versus PÓS-MODERNISMO: Quem nós éramos? Quem nós somos? E quem nós estamos nos tornando? (Parte 4)

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Published by Uziel Santana
Artigo Publicado no Jornal Correio de Sergipe em 08 de fevereiro de 2008.
Artigo Publicado no Jornal Correio de Sergipe em 08 de fevereiro de 2008.

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Published by: Uziel Santana on Feb 09, 2008
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(*) UZIEL SANTANA
CRISTIANISMO
versus
PÓS-MODERNISMO:Quem nós éramos? Quem nós somos? E quemnós estamos nos tornando? (Parte IV)
“O homem é a medida de todas as coisas (...) ou existe um“Caminho”, uma Verdade e uma “Vida” fora da subjetividade e(pós)modernidade da humanidade?
No ensaio anterior – continuando a presente série onde estamos tentando
rememorar quem nós éramos, saber quem nós somos ecompreender quem nós estamos nos tornando
” 
, no atual estágio dahumanidade – afirmamos que a condição pós-moderna em que vivemos éfundamentada em quatro pilares fundamentais de exisncia para asociedade e para o indivíduo: o relativismo, o liberalismo, o hedonismo e oconsumismo.Desse modo, vimos que, quanto ao relativismo – que se constitui, em si,talvez, o pilar fundamental da condição s-moderna –, este acaboulevando os atores sociais a pensar e estabelecer que não existe mais a“Verdade” a se buscar, o “Caminho” a se percorrer e a “Vida” a se viver. Porser a “verdade” pós-moderna “
 polimorfa, ilusiva, íntima e subjetiva
” (comoassente Ernest Gellner), então, tudo depende do referencial do observador,do sujeito cognoscente (o sujeito que conhece). Se a Ciência, pela Razão,não conseguiu chegar à “Verdade” das coisas em si, é porque “Verdade”não há, muito menos um “Caminho” para se chegar até a mesma. Tudodepende do observador. Como diria Humberto Maturana – idealizador dateoria da Autopoiese e do pensamento sistêmico - “
everything said is saidby an observer 
. Em síntese, como temos afirmado: para o pós-modernismo, o homem é a medida de todas as coisas, das que são e dasque não são; não há espaço para Deus no atual estágio da humanidade.As conseqüências desse terrível relativismo cultural, conceitual e moral sãodesastrosas para a humanidade em todos os termos, porque, como temosafirmado, se não há “A Verdade”, se não há “O Caminho”, se não há “AVida”, então, como conseqüência, várias dicotomias são fragilizadas edeixam de ter importância fundamental para o nero humano. Porexemplo, em assim sendo, não existe bem/mal, verdade/mentira, belo/feio,certo/errado, vício/virtude, comportamento ético/anti-ético,responsabilidade/irresponsabilidade, submissão/rebeldia, e etc..As aplicações e implicações desse relativismo pós-moderno na nossa vidacotidiana são inúmeras e recorrentes. Por exemplo, o conceito de família.Hoje, já não se sabe o que é uma “família”. Outrora, a família era a base dasociedade, reconhecida assim, jurídica e institucionalmente, e formada pelaunião de um homem e de uma mulher com potenciais descendentes, osfilhos e filhas. Hoje, já não é mais assim. Por quê? Porque o conceito defamília se relativizou (conseqüência do pensamento pós-moderno). Domesmo modo se deu com o conceito de casamento, de honestidade, desinceridade e de todas as demais virtudes que o homem deveria procurarcultivar em si mesmo e na vida dos seus semelhantes.Até mesmo no campo do conhecimento cienfico e filosófico, a s-modernidade encontrou abrigo e estabeleceu morada. Isso porque, como
 
vimos, a s-modernidade é uma reação ao projeto audacioso damodernidade da humanidade que pretendeu, a partir da Razão humana e doseu corolário, o Conhecimento Científico, chegar à “Verdade” das coisas.Ocorre que, como não se obteve êxito nesta empreitada, o pensamento pós-moderno estabeleceu, então, que todas as verdades científicas são relativase contingenciais. De tal modo que, hoje, fala-se que a verdade nada mais édo que uma questão de performance de linguagem, ou seja, todos osnomes, conceitos e teorias que o homem constrói através de métodos eestudos cienficos, na verdade, o resultados, o de uma cogniçãodefinitiva e objetiva, mas sim de uma convenção, de um acordo intelectuale subjetivo. Em suma: desistimos, cientificamente, da verdade.O relativismo, assim, tomou corpo, forma e habitou entre nós, dentro denós. Os filhos, dando um outro exemplo, olham para os pais e dizem: “
quemdisse que é assim o certo? Isso foi no seu tempo! Esse seu pensamento écareta e retrógrado! o existe uma verdade, cada um faz o seu,respeitando o do outro.
” E assim caminha a humanidade pós-moderna. Nãomais disciplina, ordem, respeito às autoridades constituídas, seja nafamília, seja na escola, seja no trabalho. O ser humano, na sua esferaindividual, não tem mais limites, porque o absoluto não existe, só existe orelativo. Als, nesses termos, o homem diria: o absoluto SOU EU.Exatamente o contrário do pensamento cristão que diz que o EU SOU éDeus. O que ocorre é que, como temos dito, na sociedade pós-moderna, nãoexiste mais espaço para Deus.Mas, continuando a falar dos pilares que fundamentam o pensamento pós-moderno, falemos agora sobre o liberalismo e suas vertentes. Evidente quenão vamos nos deter profundamente ao temário. Vamos apontar, tão-somente, para algumas coisas da realidade na qual estamos inseridos.Pois bem. O liberalismo é um conseqüente lógico do antecedente necessárioque é o relativismo cultural, conceitual e moral da sociedade pós-moderna.O liberalismo está para o relativismo como a “Verdade”, o “Caminho” e a“Vida” estão para Cristo (como crêem os cristãos). Ora, se tudo é relativo edepende do referencial, de modo que o existe uma “Verdade”, um“Caminho” e uma “Vida” a serem seguidos, então, é porque somos todoslivres para realizarmos as nossas escolhas de acordo com o que cada um denós entende ser o melhor a ser ou fazer. Se não existem modelos, padrões,paradigmas a serem seguidos, eno, eu, livremente, construo o meupadrão, o meu modelo, o meu paradigma. Liberdade total é a palavra de(des)ordem da sociedade pós-moderna.É por essa razão que o liberalismo pós-moderno prega que as tradições e oscódigos de conduta moral, anteriormente, escritos e seguidos, até então,como fundamento da vida humana – como a Bíblia, por exemplo – devemser deixados de lado, porque, simplesmente, oprimem e denegam aindividualidade das pessoas (como se elas, realmente, fossem a medida detodas as coisas). A questão é: como seria a humanidade e as sociedadeshoje, se não existissem essas regras de conduta moral?Do mesmo modo, é o liberalismo pós-moderno que prega que o mercado équem deve ser o mentor e o motor da história. Não é por outra razão quenos tornamos uma sociedade consumista. Os valores, os princípios e asvirtudes morais perdem a vez, nesta sociedade pós-moderna, para as leis domercado, para o espírito consumista e para as satisfação dos interessesegoístas de cada um dos atores sociais. Isso é tão forte em nós que não nospreocupamos e não nos comovemos mais com as pessoas que passam

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As igejas cristas neopentecostais e similares tem feito exatamente tudo o que "reza" a Pos Modernidade: todo cristão deve ter um bom carro, uma boa casa um bom emprego e ganhar bastante dinheiro, e o cristao, ao comprar seu carro novo trata logo de fixar um adesivo " presente de deus".
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