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Lendas Negras Da Igreja

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Catholic church - Igreja catolica
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LENDAS NEGRAS DA IGREJAVITTORIO MESSORIPREFÁCIO
Quando um moço, educado cristãmente pela família e a comunidade paroquial, através das asserções apodícticas de algum professor ou algumtexto começa a sentir vergonha pela história de sua Igreja, encontra-seobjetivamente no grave perigo de perder a fé. É uma observaçãolamentável, mas indiscutível; além do mais, mantém sua validez geralinclusive fora do contexto escolástico.Aqui temos um problema pastoral dos mais agudos; e surpreendeconstatar a pouca atenção que recebe nos ambientes eclesiásticos.Para salvar nossa alegria e orgulho de pertencer ao “pequenorebanho” destinado ao Reino de Deus, não serve a renúncia a aprofundar nas questões que se expõem. É indispensável, pelo contrário, a aptidão paraexaminar tudo com tranqüila equanimidade: em oposição ao queusualmente se pensa, a cética cultura contemporânea não carece de contos,mas sim de espírito critico; por isso o Evangelho se encontra tãofreqüentemente em posição desfavorável.Tal como disse em repetidas ocasiões, o problema mais radical emconseqüência da descristianização não é, em minha opinião, a perda da fé,mas a perda da razão: voltar a pensar sem preconceitos já é um grande passo a frente para descobrir novamente a Cristo e o projeto do Pai.Por outra parte, também é verdade que a iniciativa de salvação deDeus tem uma função sanadora integral: salva ao homem em suatotalidade; incluída, portanto, sua natural capacidade cognitiva.A alternativa da fé não é, em conseqüência, a razão e a liberdade de pensamento, tal como nos foi repetido obsessivamente nos últimos séculos;a não ser, ao menos nos casos de extrema e desventurada coerência, osuicídio da razão e a resignação ao absurdo.Com respeito à história da Igreja e às dificuldades pastorais que provoca, convém recordar a necessidade de uma tripla análise.O primeiro é de caráter essencialmente teológico tal que pode ser compartido só por quem possui “os olhos da fé”. Se tratafundamentalmente de adquirir e levar a nível da consciência uma
 
eclesiología digna deste nome. Poder-se-á chegar a compreender nela que aIgreja é, como dizia S. Ambrosio,
ex-maculatis immaculata,
uma realidadeintrinsecamente Santa constituída por homens todos eles, em grau e medidadiferente, pecadores.Aqui está precisamente seu prodígio e seu encanto: o Artífice divino,usando a matéria pobre e defeituosa que a humanidade lhe põe ao seudispor, consegue modelar em cada época uma obra mestra, resplandecentede verdade absoluta e sobre-humana beleza; verdade e beleza que tambémsão nossas, de cada um de nós, segundo a proporção de nossa efetiva participação no corpo de Cristo.Mostra-se assim verdadeiro e agudo teólogo-seja qual seja suaespecialização acadêmica e sua cultura reconhecida -nem tanto o que seindigna e escandaliza porque há bispos que, em sua opinião, são asnos,como o que se comove e entusiasma porque admita a irreverência: “háasnos que são bispos”.Sob este aspecto, o crente pode aproximar-se das vicissitudes eacontecimentos da história da Igreja com ânimo muito mais emancipadoque o que não é crente: sua eclesiología lhe permite não considerar 
a priori
inaceitável nenhum dado que resulte realmente estabelecido e certo, por desonroso que pareça para o nome cristão; enquanto que o incrédulo sesentirá obrigado a rechaçar ou banalizar todo heroísmo sobre-humano, osvalores transcendentes, os milagres que encontra sobrenaturalmentemotivados. Mais ou menos o que ocorre no caso do Santo Sudário, por mencionar um tema que apaixona a Messori.Formalmente, como sabemos, nossa fé não resulta afetada, qualquer que seja o modo em que a ciência decida pronunciar-se: inclusive poderíamos nos permitir o luxo de não acreditar no que ela diga. Aceitar aautenticidade desse lençol, em troca, é moralmente impossível para quemnão reconhece no Jesus de Nazaré o Cristo, filho do Deus vivente, peloinexplicável que é o amontoado de eventos extraordinários quecaracterizam sua origem e sua conservação. A suspeita de preconceito, jáse vê, cai, neste caso, no campo de Agramante mais que no dos Paladinos.O segundo tipo de análise é de índole filosófica, e podemcompartilhá-lo todos os que disponham de um mínimo de honestidadeintelectual.Quando se fala de culpas históricas da Igreja, não se pode desprezar ofato de que esta é a única realidade que permanece idêntica no curso dosséculos, e portanto acaba sendo também a única chamada para responder dos erros de todos.
 
A quem lhe ocorre perguntar-se, por exemplo, qual foi, na época docaso Galileu, a posição das universidades e outros organismos derelevância social em relação à hipótese copernicana? Quem lhe pede contasa atual magistratura pelas idéias e as condutas comuns dos juizes do séculoXVII? Ou, para ser ainda mais paradoxal, a quem lhe ocorre reprovar àsautoridades políticas milanesas (prefeito, presidente da região) os delitoscometidos pelos Visconti e os Sforza?É importante observar que acusar à Igreja viva de hoje em dia desucessos, decisões e ações de épocas passadas, é por si mesmo umimplícito mas patente reconhecimento da efetiva estabilidade da Esposa deCristo, de sua intangível identidade que, ao contrário de todos os demaisagrupamentos, nunca fica arrojada pela história; de seu ser “quase-pessoa”e portanto, só ela, sujeito perpétuo de responsabilidade.É um estado de ânimo que-precisamente através das atitudes devingança e a vivacidade dos rancores -revela quase um
initium fidei
nomistério eclesiástico: o que, possivelmente, provoca a hilaridade dos anjosno Céu.Mas uma vez assimiladas estas notas, digamos, de “eclesiologiasobrenatural e natural”, as pessoas não podem eximir-se de analisar commaior concreção a questão: faz-se portanto necessário examinar acredibilidade do que usualmente se diz e se escreve sobre a Igreja.Terá que se averiguar a verdade, salvá-la das alterações, proclamá-la ehonrá-la, qualquer que seja a forma em que se apresenta e a fonte deinformação.Mais de uma vez S. Tomás de Aquino nos ensina que
omne verum, aquocumque dicatur, a Spiritu Sancto est 
(“qualquer verdade, quem quer adiga, vem do Espírito Santo”); e seria suficiente esta citação para observar a invejável amplitude de espírito que caracterizava aos professoresmedievais.Reciprocamente, também terá que se dizer que as falsidades, asmanipulações e os enganos devem ser desmascarados e condenados,qualquer que seja a pessoa que os proponha e quão ampla seja sua difusão.Agora bem, é necessário que nos demos conta de uma vez-diz, entreoutras coisas, Vittorio Messori nestas páginas-do amontoado de opiniõesarbitrárias, deformações substanciais e autênticas mentiras que gravitamsobretudo ao que historicamente concerne à Igreja. Encontramo-nosliteralmente sitiados pela malícia e o engano: os católicos em sua maiorianão reparam nisso, ou não querem fazê-lo.Se recebo um golpe na face direita, a perfeição evangélica me propõe

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