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A Septuaginta

A Septuaginta

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A SEPTUAGINTA – Tradução do Velho Testamento Hebraico para o Grego: Uma Tradução
São Paulo SP: Junho de 2008 / Seminarista Heber Ramos Bertucci / Página -1-
AAAA SEPTUAGINTA SEPTUAGINTA SEPTUAGINTA SEPTUAGINTA ---- TRADUÇÃO DO VELHO TESTAMENTO HEBRAICO TRADUÇÃO DO VELHO TESTAMENTO HEBRAICO TRADUÇÃO DO VELHO TESTAMENTO HEBRAICO TRADUÇÃO DO VELHO TESTAMENTO HEBRAICOPARA O GREGOPARA O GREGOPARA O GREGOPARA O GREGO:::: UUUUM MM MAAAA IIIIN NN NT  T TR RROOOODDDDUUUÇÇÇÃÃÃÃOOOO
 
I - DEFINIÇÃO
Segundo pesquisamos o termo “septuaginta” é latino e significa “setenta”.Ele foi escolhido para designar uma versão
1
das Escrituras Sagradas cujo símbolo é onúmero romano LXX.
2
Escreve H. St. J. Thackeray que
“O nome ‘Septuaginta’ é umaabreviação de Interpretatio secundum (ou juxta) Septuaginta seniores (ou virus)”
 ,
3
isto é,“Interpretação de acordo com os Setenta anciãos”.
II – HISTÓRIA DA TRADUÇÃO2.1 – A Carta de Aristéias a Filócrates
A origem da Septuaginta remonta a um documento de caráter imprecisointitulado “Carta de Aristéias”
4
que pode ser datado entre 130 a 100
5
ou 93 a.C.
6
 
1
 
Uma “versão” da Bíblia trata-se de
“... uma tradução da língua original (ou com consulta direta a ela) paraoutra língua, ainda que comumente se negligencie essa distinção. O segredo para a compreensão é que a versãoenvolve a língua original de determinado manuscrito.”
(G
EISLER
 ,
 
Norman; N
IX
 , Willian.
Introduçãobíblica
: como a Bíblia chegou até nós. Tradução de Oswaldo Ramos. São Paulo – SP: Vida, 1997.p. 184).
2
 
Cf.:
 
Septuaginta.
In
: C
OENEN
 ,
 
Lothar; B
ROWN
 , Colin (orgs.).
Dicionário internacional de teologiado Novo Testamento
. Tradução de Gordon Chown. 2. ed. São Paulo – SP: Vida Nova, 2000. v. I (A –M), Glossário, p. LXXVI.
3
 
T
HACKERAY
 ,
 
H. St. J. Septuagint.
In
:
International standart Bible encyclopedia
.
 
Albany, OR USA:AGES Software, 1997. 1 CD – ROM. v. 9: R – Syzygus, p. 705. (The Ages Digital Library Reference,Version 1.0). [CD – ROM 1, The Master Christian Libray (“Theology & Collection Library”) © 2000AGES Software]. (Tradução minha).
4
 
“Esse documento comumente é chamado ‘Epístola de Aristéias’, mas os próprios manuscritos dizem apenas
Aristéias a Filocrates.” (Aristéias.
In
: C
HAMPLIN
 , Russel Norman.
Enciclopédia de Bíblia teologia efilosofia
. 6. ed. São Paulo – SP: Hagnos, v. 1 (A - C), 2002. p. 273).
5
Cf.: A
RCHER
 J
R
., Gleason L.
Merece confiança o Antigo Testamento?
Tradução de Gordon Chown.4. ed. São Paulo – SP: Vida Nova, 2004. p. 43.
 
A SEPTUAGINTA – Tradução do Velho Testamento Hebraico para o Grego: Uma Tradução
São Paulo SP: Junho de 2008 / Seminarista Heber Ramos Bertucci / Página -2-
Nesta Carta Aristéias
“... afirma ser um alto oficial na corte de Ptolomeu Filadelfo (285 – 247 a.C.), um grego interessado nas antiguidades judaicas”
 ,
 
7
que foi com uma embaixadaa Jerusalém
8
por ordem real, sendo em conseqüência
“... testemunha ocular de como o Antigo Testamento hebraico foi traduzido para o grego, do que resultou a Septuaginta.”
9
 
ACarta é escrita na primeira pessoa do singular e o seu remetente é o irmão deAristéias chamado Filócrates.O conteúdo da Carta foi seguido de forma convicta pelo importantehistoriador judeu Flávio Josefo (cf.: 37 ou 38 – 110 d.C.).
10
Ela narra que
“... por voltade 250 a.C., Demétrius Phalereus (c. 345 – 283 a.C.)
11
– que fora aluno de Teofrasto
12
–,chefe da biblioteca
13
de Alexandria,
14
sugeriu a Ptolomeu II, Filadelfo (284 – 246 a.C.) – 
6
 
Cf.:
 
C
OSTA
 ,
 
Hermisten M. P. da.
A inspiração e inerrância das Escrituras
: uma perspectivareformada.
 
São Paulo – SP: Cultura Cristã, 1998. p. 65.
7
 
H. St. J. T
HACKERAY
. Septuagint.
In
:
International standart Bible encyclopedia
.
 
v. 9: R – Syzygus,p. 706. (Tradução minha).
8
 
Cf.:
Ibid.
 , p. 706.
9
Aristéias.
In
: Russel Norman C
HAMPLIN
.
Enciclopédia de Bíblia teologia e filosofia
. v. 1 (A - C),p. 273.
10
C
OSTA
 ,
 
Hermisten M. P. da.
A inspiração e inerrância das Escrituras
: uma perspectiva reformada.
 
São Paulo – SP: Cultura Cristã, 1998. p. 65 – 66.Para informações sobre Josefo, consultar: Josefo, Flávio.
In
: C
HAMPLIN
 , Russel Norman.
Enciclopédia de Bíblia teologia e filosofia
. 6. ed. São Paulo – SP: Hagnos, v. 3 (H - L), 2002.p. 596 – 598.
11
Demétrio de Falero
“... tentou adquirir cópias de todos os livros do mundo. Quando iniciou seu trabalho, abiblioteca tinha 200.000 manuscritos e ele acrescentou 300.000.”
(Alexandria, biblioteca de.
In
: C
HAMPLIN
 ,Russel Norman.
Enciclopédia de Bíblia teologia e filosofia
. 6. ed. São Paulo – SP: Hagnos, v. 1 (A -C), 2002. p. 107).
12
Teofrasto (c. 372 – 287 a.C.) foi o sucessor de Aristóteles (384 – 322 a. C.) na direção do Liceu.
13
 
“A biblioteca de Alexandria foi a mais completa e mais famosa do mundo antigo. Foi fundada por Ptolomeu I (c. 300 A.C.), em conjunção com o museu e a Universidade, com um corpo docente de eruditos sustentados peloestado. O
museu
tinha diversas divisões: uma faculdade de aprendizagem semita e grega, um centro de pesquisainternacional e a biblioteca. As instalações incluíram um número de edifícios e jardins semelhantes aos dasUniversidades de Oxford e Cambridge. Os estudiosos mais brilhantes da época a freqüentavam para ler osmanuscritos e para fazer pesquisa. Ptolomeu atraiu alguns dos homens mais famosos da época para trabalhar elecionar em Alexandria, oferecendo-lhes dinheiro e privilégios. Assim foi, que Alexandria substituiu Atenascomo o centro cultural da época. Por cerca de um século, Alexandria não tinha rival. (...) O filho de Ptolomeucompartilhava a visão do pai e aumentou imensamente o número dos manuscritos da biblioteca de Alexandria.(...) Os manuscritos foram adquiridos de todas as partes do mundo conhecido da época, e em muitas linguagens.Eruditos e sacerdotes tinham livros e coleções particulares por séculos, mas foi em Alexandria que a primeira grande biblioteca foi estabelecida. Além disso, a biblioteca tornou-se um centro de traduções. Fabricação eduplicação de manuscritos. Lá a filologia tornou-se uma ciência. A teoria gramática do grego clássico foidesenvolvida e melhorada em Alexandria.”
(Alexandria, biblioteca de.
In
: R. N. Champlin.
Enciclopédiade Bíblia teologia e filosofia
. v. 1 (A - C), p. 107).
14
 
“A cidade fundada por Alexandre foi o centro intelectual do mundo nesse período. Esse foi o local onde oOcidente encontra o Oriente, e onde o judaísmo foi afetado mais de perto pelo pensamento helenístico.”
(W
AND
 ,
 
A SEPTUAGINTA – Tradução do Velho Testamento Hebraico para o Grego: Uma Tradução
São Paulo SP: Junho de 2008 / Seminarista Heber Ramos Bertucci / Página -3-
 grande incentivador das letras e das artes –, que enviasse uma delegação o sumo sacerdote em Jerusalém, solicitando um Rolo hebraico da Torah e, também, o envio de homens capazes detraduzir este Rolo para o grego. Ptolomeu, ao que parece, por interesses políticos e culturais,atendeu à solicitação.”
15
 
Além disso, é relevante o fato de que uma cópia da traduçãoficaria na famosa biblioteca de Alexandria,
16
podendo esse ser também um incentivopara a autorização do rei. Se o pedido fosse aceito, Ptolomeu
“... para propiciar a naçãode quem ele pedia um favor, consentiu, na sugestão de Aristéias, liberar todos os judeusescravos no Egito.”
17
 
Ptolomeu II enviou então cartas a Eleazar, que era o sumo sacerdote em Jerusalém nesta época, e lhe pediu
“... para selecionar e enviar à Alexandria 72 anciãos,competentes na Lei, 6 de cada tribo, para realizar a tradução...”.
18
 
Eleazar atende ao rei eenvia os anciãos à Alexandria. Conta a carta de Aristéias que
“Os tradutores chegaramà Alexandria, trazendo uma cópia da Lei escrita em cartas de ouro em rolos de pele, e foramhonrados e recebidos por Ptolomeu. Seguiu-se um banquete de sete dias, nos quais o rei testoua competência de um por um com perguntas difíceis.”
19
 
Depois de três dias, Demétrius osconduziu a ilha de Faros, onde, separados em celas,
20
e com
“... tudo o que é necessário para o seu trabalho, eles completaram a sua tarefa...”
 
21
de forma milagrosa em 72 dias,terminando por volta do dia 23 de dezembro (oitavo dia de Tevet).
22
Por isso o seunome é Septuaginta: foi traduzida por 72 anciãos em setenta e dois dias.
23
 
 J. W. C.
História da igreja primitiva
: até o ano 500. Tradução de Roberto T. de Carvalho & DanielCosta. São Paulo – SP: Custon, 2004. p. 88 – 89).
15
Cf.: Hermisten M. P. da C
OSTA
 ,
A inspiração e inerrância das Escrituras
: uma perspectivareformada,
 
p. 65 – 66; S
CHULTZ
 , Samuel J.
A história de Israel no Antigo Testamento
. Tradução de João M. Bentes. São Paulo – SP: Vida Nova, 1999. p. 3.
16
Cf.: Aristéias.
In
: Russel Norman C
HAMPLIN
.
Enciclopédia de Bíblia teologia e filosofia
. v. 1 (A -C), p. 273; Alexandria, Biblioteca de.
In
:
Ibid.
 , p. 107; Samuel J. S
CHULTZ
 ,
A história de Israel noAntigo Testamento
 , p. 3.
17
 
H. St. J. T
HACKERAY
. Septuagint.
In
:
International standart Bible encyclopedia
.
 
v. 9: R – Syzygus,p. 706. (Tradução minha).
18
 
Ibid.
 , p. 706. (Tradução minha).
19
 
Ibid.
 ,
 
p. 706. (Tradução minha).
20
Cf.: Hermisten M. P. da C
OSTA
 ,
A inspiração e inerrância das Escrituras
: uma perspectivareformada,
 
p. 65 – 66.
21
 
H. St. J. T
HACKERAY
. Septuagint.
In
:
International standart Bible encyclopedia
.
 
v. 9: R – Syzygus,p. 706. (Tradução minha).
22
Cf.: Hermisten M. P. da C
OSTA
 ,
A inspiração e inerrância das Escrituras
: uma perspectivareformada,
 
p. 65 – 66.
23
 
“Algumas variações falam em setenta tradutores e setenta dias de tradução.”
(Cf.: Aristéias.
In
: RusselNorman C
HAMPLIN
.
Enciclopédia de Bíblia teologia e filosofia
. v. 1 (A - C), p. 273).
 

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