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O aumento do período de conservação é de grandeimportância, não somente para regularizar o consumo in-terno, mas, sobretudo, visando à exportação, normalmenterealizada por via marítima, o que exige um tempo de trans- porte relativamente longo.A conservação de alimentos por irradiação tem-semostrado como uma alternativa viável, com legislaçãoaprovada em vários países, inclusive o Brasil. A irradiaçãonão origina nenhum produto tóxico e não acarreta proble-mas nutricionais e microbiológicos especiais, sendo reco-mendada pela OMS (Organização Mundial de Saúde).Entretanto, em se tratando de frutas e hortaliças, asradiações podem provocar alterações nos alimentos irra-diados, como modi
fi
cações nos componentes químicos enutricionais, nas características físicas e sensoriais e nascondições microbiológicas.Para Moy,
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o mecanismo de prolongamento da vidade prateleira por irradiação se dá pelo retardamento doamadurecimento ou da senescência dos frutos. A e
fi
cáciada irradiação depende de vários fatores, entre os quais adose de radiação, a taxa de dose, características dos produ-tos irradiados (variedades) e condições de armazenamentoantes e após a irradiação.
Maturação do Fruto
As bananas são frutas tipicamente climatéricas, asquais apresentam, após a colheita, um período de matura-ção caracterizado por uma taxa de produção de CO
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e umconsumo de O
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, que diminuem lentamente (após a colhei-ta) até o chamado “mínimo climatérico.”
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Após este míni-mo inicia-se o processo de amadurecimento, acompanhado por um aumento rápido da taxa respiratória, a qual alcançaum valor máximo no chamado “pico climatérico”; depoisinicia-se a senescência, caracterizada por processos queconduzem à morte dos tecidos. O ponto ideal de consumoda banana está situado no pico climatérico ou próximo des-te, e o tempo necessário para atingir este pico depende dograu de maturação do fruto na colheita e das condições dearmazenamento.Surendranathan & Nair
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citam os seguintes proces-sos bioquímicos envolvidos no amadurecimento da bana-na: modi
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cação da cor verde para amarela, como conse-qüência da quebra da cloro
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la; quebra das moléculas deamido, hemicelulose e substâncias pécticas, levando aoamolecimento dos tecidos; produção de etileno concomi-tantemente com a elevação da taxa respiratória; conversãodo tanino não polimerizado em polimerizado, com dimi-nuição da adstringência do fruto; produção de substânciasvoláteis responsáveis pelo “
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avor” dos frutos. Desses pro-cessos, a
fi
rmam os autores, a quebra do amido representaum importante evento no processo de amadurecimento, por fornecer a energia necessária à síntese de vários compos-tos característicos de cada fruto, como substâncias voláteis, pigmentos, ácidos orgânicos, etc.
Efeitos da Radiação
Surendranathan & Nair
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enumeram alguns pontosconsiderados importantes: a irradiação tem-se mostrado e
fi
-ciente somente quando os frutos são irradiados na fase pré-climatérica; o estado
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siológico dos frutos, considerandovariedade e maturidade, são os mais importantes critériosna seleção das doses a serem aplicadas; doses maiores doque as adequadas a cada variedade causam danos aos fru-tos, manifestados pelo escurecimento da casca e rachadurasdos frutos; a irradiação não afeta os constituintes mais im- portantes do ponto de vista nutricional e quando madurosos frutos apresentam o
fl
avor, a textura e a cor originais.Os tratamentos visando o atraso no amadurecimentodas diferentes cultivares de bananas, destinadas à exporta-ção, como armazenamento em baixas temperaturas, atmos-fera modi
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cada, uso de etileno e irradiação, podem provo-car indesejáveis modi
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cações
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siológicas, bioquímicas efísicas, as quais precisam ser devidamente estudadas.
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Portanto, o objetivo deste trabalho foi estudar osefeitos da radiação gama em banana cultivar Nanica (
Musasp.,
AAA), irradiada em grau de maturidade verde e arma-zenada em condições ambiente, visando a possibilidade deirradiação comercial, principalmente para a exportação.
MATERIAL E MÉTODOS
Para o experimento utilizou-se bananas cultivar “Nanica” (
Musa sp.,
Grupo AAA), colhidas especialmente para o experimento na região produtora de Piracicaba, SP.As pencas foram divididas em 18 buquês contendo5 bananas cada um, sendo que para cada uma das dosesforam usados 3 buquês. Os buquês foram mergulhados emuma solução de hipoclorito de sódio a 200 ppm.Em seguida, os buquês foram sorteados aleatoria-mente e etiquetados de acordo com os 6 tratamentos (con-trole, mais cinco doses de radiação).Os frutos foram irradiados na fonte de Cobalto-60(GAMMABEAM-650) disponível no Centro de Energia Nuclear na Agricultura – CENA / USP, Piracicaba /SP.As doses usadas foram de 0 – 0,15 – 0,30 – 0,45 – 0,60 e 0,75 kGy. Após a irradiação, os buquês foram acon-dicionados em caixas de papelão e armazenados à tempe-ratura ambiente por 32 dias (16 – 27ºC e umidade relativado ar de 60 – 98%).Foram realizadas inspeções diárias para controle detemperatura e umidade do ambiente, e para veri
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cação deanomalias externas. A cada período de sete dias até o ama-durecimento dos frutos, foi analisada a perda de peso e cor da casca.A atribuição dos tratamentos às unidades experi-mentais foi de acordo com um delineamento inteiramen-te casualizado. Os resultados obtidos foram submetidos àanálise de variância (tratamento estatístico F), utilizando-se o nível de 5% de signi
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cância. Empregou-se o teste deTukey para comparação das médias que diferiram quantoao nível de signi
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cância adotado.
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